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quinta-feira, 31 de março de 2005

Siciliano para de vender cds e dvds

As livrarias Siciliano irão parar de vender cds e dvds! Parece que as vendas não estavam muito boas e eles resolveram agora ficar só vendendo livros e revistas. Isso vale para as lojas de todo o Brasil. Se não me engano, as lojas aqui de Salvador eram uma das poucas que vendem cds e dvds. Eu fui em uma loja no Rio uma vez e só tinha livro.

Mais uma perda para a cidade de Salvador. Tudo bem que não vai fazer tanta falta assim, mas era uma opção a mais na hora de comprar cds e dvds. Ainda bem que existem as compras pela Internet.

A loja do Iguatemi já tem muitos poucos cds e dvds. Eu acabei comprando pra um amigo meu o dvd do Belle and Sebastian por 20 Reais. Quem curte, corre pra ver se ainda acha por lá. A loja do Barra ainda tem algumas coisas, mas as coisas boas ainda estão caras. Ficar ligando pra ver se vai rolar uma baixa nos preços. No site (www.siciliano.com.br) tem também algumas poucas coisas. Eu comprei o box da 4ª temporada dos Simpsons por 50 Reais. Aproveitem!

quarta-feira, 30 de março de 2005

Herói

Finalmente o filme “Herói” chega as telas brasileiras. O filme estava previsto para estrear no final do ano, mas parece que houve algum problema com as cópias. Ele foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2003 e foi realizado em 2002.

Pense em uma demora em chegar aos cinemas daqui. Demorou tanto que o filme seguinte do mesmo diretor (Zhang Yimou) chamado “O Clã das Adagas Voadoras” (que antes se chamava “A Casa das Adagas Voadoras” e foi exibido em Dezembro do ano passado por aqui num festival de cinema Chinês onde eu pude conferi-lo) estréia nos cinemas no dia 8 de Abril (isso se não acontecer algum atraso).


Os dois filmes tem estilos bem parecidos. A fotografia e a beleza dos movimentos nas cenas de lutas são maravilhosas. Assim como Ang Lee fez em “O Tigre e o Dragão”, o diretor Zhang Yimou também era um diretor de filmes mais “simples” e dramáticos e resolveu fazer um filme sobre artes marciais com sua própria visão. Com isso ele manteve o tom intimista e dramático dos seus filmes anteriores para fazer esse épico sobre heróis e que é baseado na história da China.

Jet Li é um herói sem nome que vai se apresentar ao rei e contar seus feitos históricos. Ele conseguiu derrotas três grandes guerreiros que estavam planejando a morte do rei a mais de dez anos. Ele então começa a narrar seus feitos. Mas isso é apenas o inicio da história.

Jet Li fez o melhor filme da sua carreira. Foi a melhor coisa que ele fez em ter aceitado o papel principal, mesmo recebendo menos dinheiro do que normalmente recebe fazendo aqueles filmes bomba nos EUA.

Quem também recebeu convite para fazer parte do filme foi Jackie Chan, mas ele infelizmente recusou. Deu mole!

No elenco, além de Jet Li, de conhecido tem também a atriz Zhang Ziyi (que esteve nos filmes “O Tigre e o Dragão”, “A Hora do Rush 2” e ela é a atriz principal de “O Clã das Adagas Voadoras”). Entre os outros atores, muitos são bastante conhecidos e populares no cinema asiático.


Esse filme foi a produção cinematográfica mais cara já feita na China até então. O filme fez tanto sucesso na Ásia que a Miramax comprou os direitos de distribuição do filme no resto do mundo. Até usou o nome de Quentin Tarantino na propaganda, dizendo que ele teria produzido ou algo do tipo, quando na verdade ele só deve ter indicado o filme a Miramax.

As cenas de ação são sensacionais! A riqueza de detalhes e a preocupação com a fotografia e o ambiente são incríveis. Enquanto alguns filmes de luta mostram as cenas tão rápidas que é impossível acompanhar os detalhes, neste filme elas são mostradas com todos os detalhes possíveis, podendo assim ser possível acompanhar todos os movimentos dos lutadores.

Claro que não é apenas um filme de ação. Quem for assistir pensando dessa maneira com certeza acabará achando o filme “chato”. A história e o desenvolvimento também são essenciais ao filme.



Jet Li em uma das cenas de combate

segunda-feira, 28 de março de 2005

Garbage - Bleed like me

No dia 12 de Abril chega as lojas o novo disco do Garbage intitulado “Bleed like me”, que também é o nome de uma das músicas do cd. Esse é o quarto disco da banda, que não lança nada desde o “Beatiful Gabage” de 2001.

O primeiro single se chama “Why do you love me?”. O clipe já está disponível na Internet e em breve deve chegar na Mtv Brasil. O “sex appeal” dessa música, ou melhor, de todo o disco está altíssimo. Mas isso é claro, funciona melhor para os homens. No refrão Shirley Manson canta “why do you love me and drive me crazy?”. Impossível ficar indiferente a essa pergunta. Depois de ouvir a música uma vez essa pergunta vai ficar na sua cabeça pelo resto do dia. E não é só isso, tem uma outra chamada “Bad Boyfriend”, que abre o cd, em que ela canta “come on baby be my bad boyfriend”.

Felizmente Shirley está deixando seu cabelo crescer novamente. Nada contra as mulheres de cabelo curto, ainda mais ela que fica bonita de qualquer maneira. Mas não vou mentir que ela fica ainda mais bonita com os cabelos longos. Veja as fotos comparando. E fora que quando ela estava de cabelo curto, estava também loiro. Tava muito estranha.



Durante a gravação desse novo disco a banda passou por uma separação temporária. Eles estavam tento muito problemas e brigas e resolveram dar um tempo. Depois da breve separação, eles voltaram ao estúdio e conseguiram terminar as gravações do disco rapidamente. Parece que a separação surtiu efeito.

A sonoridade do disco está mais parecida com o do primeiro disco, isto é, mais rock´n roll. O lado eletrônico foi deixado um pouco de lado.

O primeiro cd da banda (que se chamava simplesmente “Garbage”) tinha um certo equilíbrio entre rock e eletrônica. Era um projeto musical desenvolvido pelo baterista e também produtor (de grandes discos como o “Nevermind” do Nirvana e os dois primeiros do Smashing Pumpkins) Butch Vig que acabou dando certo.

Já o segundo (“Version 2.0”) era praticamente um disco de música eletrônica, mas era bom também. O terceiro talvez tenha uma sonoridade um pouco estranha. O primeiro single desse disco era a música “Androgyny” e destoava totalmente do resto do cd.

Mais informações sobre esse novo lançamento, acessem o site oficial:
www.garbage.com

domingo, 27 de março de 2005

O Chamado 2


Título Original: The Ring Two (EUA, 2005)
Com: Naomi Watts, Simon Baker, David Dorfman, Elizabeth Perkins, Gary Cole, Sissy Spacek, Ryan Merriman, Emily VanCamp, Kelly Overton, James Lesure, Daveigh Chase e Kelly Stables
Direção: Hideo Nakata
Roteiro: Ehren Kruger
Duração: 117 minutos

Depois do sucesso do filme “O Chamado”, o terror japonês virou moda. Não demorou para aparecer outros filme importados de lá como “O Grito”. E claro, a continuação “O Chamado 2” era inevitável, ainda mais que também uma continuação da versão japonesa (e também um prelúdio, isto é, um chamado zero).


O diretor do primeiro filme Gore Verbinksi caiu fora dessa continuação depois do sucesso de outro filme feito por ele que também irá ganhar continuação, “Piratas do Caribe”. Para o seu lugar foi importado do Japão o diretor e criador da versão japonesa do filme, Hideo Nakata.

A atriz Naomi Watts e o ator David Dorfman estão de volta nos papéis de mãe e filho do filme original. Seis meses depois dos acontecimentos do primeiro filme (esta informação não está no filme), eles se mudaram para uma cidade pequena em busca de paz. Mas não demora muito para que Samara reapareça e o terror comece novamente.

O grande problema desse novo filme é a história. A trama do primeiro filme é praticamente esquecida. A investigação feita no primeiro filme para se descobrir o que estava por trás da fita e também os motivos que levavam a menina Samara a perseguir as pessos são ignorados e novos motivos foram criados. A coisa de assistir a fita, 7 dias, e outras coisas do primeiro filme parecem não ter servido para nada.

O grande lance do primeiro filme era a coisa do clima de suspense e terror para descobrir o que estava acontecendo, a coisa do terror sugerido.

Isso não existe nesta continuação, o filme acaba usando sustos fáceis (e muito poucos por sinal) e uma história totalmente bizarra que também acaba sendo bastante previsível. Isto é, depois de meia hora de filme de acontecimentos sem explicação, quando a tal explicação começa a aparecer, talvez tivesse sido melhor continuar sem explicação. A única coisa mantida do filme original é o visual.

sábado, 26 de março de 2005

Eterno Amor

A atriz francesa Audrey Tautou e e o diretor Jean-Pierre Jeunet voltam a trabalhar juntos depois do sucesso de "O Fabuloso Destino de Amelie Poulain" neste filme chamado “Eterno Amor” (Un long dimanche de fiançailles).

O filme conta a história de Mathilde (Audrey), que procura o seu noivo, um soldado da primeira guerra mundial que aparentemente morreu em combate. Mathilde não acredita que ele morreu e vai fazer sua própria investigação sobre o paradeiro do seu amado.

Na mão de um diretor qualquer, o filme acabaria caindo nos clichês do gênero e acabaria sendo mais do mesmo. Mas o diretor Jean-Pierre acaba usando o seu estilo de contar história usado em Amelie.

A reconstituição de época é muito bem feita, a fotografia é maravilhosa e as cenas de guerra também são bem desenvolvidas.

A história é contada de uma maneira bastante poética e bonita. Mas o grande pecado do filme é ser muito longo. Depois de um determinado tempo de filme, ele começa a soar repetitivo.

Cada vez que Mathilde descobre novas informações sobre seu amado, elas dão a entender que realmente ele morreu. Mas claro, ela não desiste de continuar procurando. Chega um ponto que você não agüenta mais. São 2 horas e 20 minutos de filme. Acho que por volta de 2 horas o cansaço começa a bater e você quer logo que ela descubra se o cara ainda está vivo mesmo ou não e o filme acabe logo.

Talvez se o filme tivesse meia hora a menos talvez tivesse sido melhor. A personagem Mathile poderia ser usada naquela propaganda do governo brasileiro. “Brasileiro não desiste nunca”. Ao fim do filme eu percebi porque a França não quis indicar esse filme para representar o país na disputa pelo Oscar, pois o mesmo não seria francês o suficiente.

sexta-feira, 25 de março de 2005

Mtv + Rasmus

Essa semana a Mtv voltou a pegar aqui em casa, isto é, com uma imagem bem ruinzinha, mas que devido a falta de opções na tv aberta acaba sendo a melhor opção. Pois bem, estava assistindo o disk mtv, que agora está com uma apresentadora nova chamada Carla Lamarca.

A décima posição era de Jeninfer Lopez com seu mais novo clipe thrash chamado “Get Right”. No vídeo ela interpreta vários personagens, mas o clipe é cheio de clichês dos seus próprios vídeos e sem falar que a música é muito bizarra. Teve também clipe de Pitty, que continua bombando nas paradas.

Vocês já viram o clipe novo do B5? Lembram deles, que tinham o clipe de “Matemática” coisa e tal. Pois bem, os caras agora viraram uma banda de indie rock maduro! Totalmente inacreditável! Pena que eu não lembro o nome da música.

No meio disso, teve uma banda que me chamou a atenção. O nome dela é Rasmus, que estava na parada com o clipe de “Guilty”. Pense numa música com um refrão totalmente grudento que fica na sua cabeça o resto do dia.

Resolvi então baixar o cd dos caras pra ver se era legal. E não é que é interessante! O som deles parece um pouco com os das bandas americanas. Pensem em um Linkin Park sem o vocal hip hop e o dj. Massa!
O cd é legalzinho e as músicas que chamam mais a atenção são as que saíram como single: “Guilty” e “In the shadows”. Pense num cara que ficou ouvindo essas músicas no repeat o resto do dia.

Depois fui procurar maiores informações sobre a banda. Já fiquei surpreso em saber que a banda não é americana e sim da Finlândia. O disco “Dead Letters” (o que eu baixei) é o sexto cd da banda e foi lançado no final de 2003.

Agora eu não sei como essa banda de Finlândia veio parar no disk mtv do Brasil. Com certeza deve estar fazendo sucesso nos EUA e na Europa. Como eu estou totalmente por fora das coisas que se passam na Mtv atualmente, não sei a resposta.

quinta-feira, 24 de março de 2005

Robôs

Eu lembro que quando vi pela primeira vez o trailer desse filme "Robôs" achei que fosse ser uma merda. A dublagem era muito bizarra (tinha visto o trailer dublado em português). Depois acabei vendo o mesmo trailer, dessa vez em inglês. Quanta diferença! Parecia um outro filme. Impressionante!

Acabei indo conferi-lo ontem. Antes de falar sobre o filme deixe-me fazer uma observação. O cinema aumentou dia de quarta de 4 Reais (meia-entrada) para 5 Reais. Eu me assustei e pensei que os outros dias também tivessem aumentado, mas foi somente o preço da quarta que aumentou. Acho que resolveram aproveitar que dia de quarta sempre fica cheio para ganhar um pouquinho mais.

Enfim, mas vamos ao filme. A Fox continua apostando nas animações, depois do sucesso conseguido com “A Era do Gelo”. Então foram convocados os mesmos realizadores para tentar fazer mais um sucesso. E parece que conseguiram. O filme está indo bem nas bilheterias americanas.

O desenho mostra um universo bastante interessante, cheio de detalhes e referências. Seguindo um pouco o exemplo de “Monstros S.A.” da Pixar. Neste universo existem robôs de vários tipos e em sua maioria “sucata”. Rodney é um jovem robô que tem um talento de inventor. Ele resolve então ir para a Cidade-Robô tentar uma vida diferente da de seu pai, que é um robô lavador de pratos.

O filme consegue manter um certo equilíbrio entre coisas para entreter tantos adultos como também as crianças, é claro. Claro que não tem a mesma sutileza dos desenhos da Pixar, mas mesmo assim é interessante. As referências “pop” são bem legais e algumas chegam a ser totalmente absurdas. A trilha sonora mesmo é totalmente “absurda” e “surreal”. Falar mais sobre essas coisas podem acabar estragando as “supresas”.

No final das contas o filme consegue cumprir seu objetivo como diversão. Não chega no mesmo nível das animações da Pixar, mas prova que o mercado de animação está bastante competitivo. Alguém ainda lembra da época que só a Disney fazia desenhos legais?

sexta-feira, 18 de março de 2005

JACK BAUER, uuuoooooooooooooohhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!

Todo mundo com certeza já teve algum héroi na vida. Seja vindo de filmes, como o Rambo, ou de revistas em quadrinhos, como Batman ou Super-homem. Talvez isso seja uma coisa meio infantil. Você pode interpretar o conceito de héroi de muitas maneiras. Mas se você me perguntar hoje quem é o meu héroi a resposta será: "JACK BAUER, uuuoooooooooooooohhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!".

Para quem por acaso não sabe, Jack Bauer é o personagem vivido pelo ator Kiefer Sutherland no seriado 24 Horas.

Essa semana finalmente terminei de assistir a terceira temporada. O seriado é bom demais e acho difícil algum outro conseguir superá-lo na minha preferência. Nem mesmo Jennifer Garner vivendo a agente Sidney Bristow na série Alias chega perto de 24 Horas.

Os métodos de trabalho, as tomadas de decisões, a brutalidade e coisas absurdas e sem noção feitas por Jack Bauer são insuperáveis! Depois da terceira temporada eu tive certeza absoluta disso. As melhores partes são os métodos que ele utiliza para tirar as respostas das pessoas para poder acabar com a "ameaça", pois cada ano da série, ou cada dia, tem uma ameaça. Na primeira iam matar um candidato a presidente, na segunda explodir uma bomba nuclear e na terceira uma ameaça com arma química. Isso sem falar as coisas que ele consegue superar durante as 24 horas de cada temporada. Ele é praticamente um super-héroi!

E olha que a quarta temporada já começou a ser exibida e parece que a coisa está ainda mais brutal. Eu estou tentando imaginar que outras brutalidades mais ele irá fazer dessa vez. E parece que nos EUA a audiência do seriado aumentou uns 30%. Imaginem então como deve estar a coisa.

Em breve irei começar a assisti-lá e farei comentários por aqui.

quinta-feira, 17 de março de 2005

Tv Pirata em dvd

Finalmente saiu o dvd da Tv Pirata! Esse vale muito a pena comprar. Tenho que começar a guardar dinheiro para comprar o meu.

Para quem não lembra, esse programa de tv era exibido na Globo em 1988 e marcou época por mostrar um humor crítico que sacaneava todo mundo e não poupava ninguém. Quem não lembrava do personagem Barbosa, ou dos quadros Fogo no Rabo e Morro do Macaco Molhado.

O elenco contava com grandes nomes como Marco Nanini, Denise Fraga, Cláudia Raia, Débora Bloch e muito outros.

O programa era muito bom. Pena que eu era muito novo na época e não lembro de muita coisa, mas mesmo assim marcou época. Os felizardos que tem tv por assinatura já podem conferir, pois está sendo reprisado no Multishow.

terça-feira, 15 de março de 2005

Livro: Desventuras em Série




Demorou, mas acabei comprando o primeiro volume de “Desventuras em Série” chamado “O Mau Começo”. Em menos de cinco dias eu acabei de ler. O livro é pequeno e é muito bom e de leitura agradável.

Não vejo a hora de comprar o segundo. Estou até vendo o dinheiro voando na minha frente e indo embora. Agora vou acabar tendo que comprar a coleção toda. Aqui no Brasil já foram lançados dez livros e o décimo-primeiro deve ser lançado em breve.

Ao final desse primeiro livro uma coisa eu já posso afirmar, o filme estragou e deturpou totalmente o livro. E isso porque eu ainda não li os outros dois próximos livros, já que o filme foi baseado nos três primeiros.

A história foi totalmente armengada. Mudaram coisas que não precisavam e inventaram coisas totalmente nada a ver. E eu ainda estou aqui tentando entender o motivo desse absurdo. Simplesmente o inicio e o final do filme estão no primeiro livro, para vocês terem uma idéia da coisa.

No final das contas, o que salva o filme é o visual sensacional e a atuação fantástica de Jim Carrey que está fantástico como o Conde Olaf. Mas tudo bem, pelo menos serviu para apresentar o universo do livro.

Se vocês querem ler histórias bobinhas sobre crianças alegres, com magias coisa e tal, e também com um final feliz, com certeza esse livro não é para você. Como o próprio Lemony Snicket, narrador do livro, diz: “Sinto muito dizer que o livro que você tem nas mãos é bastante desagradável”.

A história dos três irmãos Baudelaire já não começa nada bem com a noticia da morte de seus pais. Aí é que começa o drama, com quem eles irão morar?

“Mas não há nada que o impeça de largar o livro imediatamente e sair para outra leitura sobre coisas alegres, se é isso que você prefere”, avisa o narrador. Então pronto, estão avisados!

sexta-feira, 11 de março de 2005

Constantine

Ontem fui conferir a pré-estréia de “Constantine”, o mais novo filme baseado em um personagem dos quadrinhos. Dessa vez o personagem vem de um revista chamada “Hellblazer”, de uma editora chamada Vertigo, uma divisão da DC comics, que faz quadrinhos para adultos. O filme é estrelado por Keanu Reaves e tem um diretor que faz sua estréia nos cinemas chamado Francis Lawrence (que dirigiu inúmeros clipes).

O problema começa na falta de fidelidade com os quadrinhos. Na revista o cara morava na Inglaterra, era loiro e não usa armas. Então pronto, o filme já começa totalmente errado. A história se passa em Los Angeles, Constantine agora tem cabelos pretos e nos cartazes de divulgação do filme ele está com uma arma em forma de cruz na mão. Alias, arma não, o negocio é uma metralhadora.

Eu até pensei que fossem transformar a história num filme de ação e aventura, mas até que o clima de suspense e terror, ou melhor, o clima sombrio é mantido. Mas é claro acabam acontecendo cenas de lutas e tiros.

A atuação de Keanu está até acima da média de seu nível de interpretação, lembrando que esse nível não é muito elevado.

Uma curiosidade é que um dos vilões do filme é interpretado por Gavin Rossdale, vocalista da banda inglesa Bush e também marido de Gwen Stefani (do No Doubt, que também virou atriz). Seu papel pelo menos é bem mais extenso do que a aparição nos cinemas de Gwen.

No final das contas o filme não chega a ser ruim no mesmo nível de filmes como “Mulher-gato”, “Elektra” ou “Justiceiro”, mas isso também não quer dizer que seja bom. O maior pecado fica por conta do roteiro que não é fiel ao personagem. Quem é fã dos quadrinhos vai ficar totalmente indignado. Eu que li apenas uma revista já fiquei pirado, imagine quem gosta mesmo das histórias.

terça-feira, 8 de março de 2005

Ladrão de Diamantes

Esse fim de semana fui assistir ao filme “Ladrão de Diamantes”. A primeira coisa que irei falar sobre ele é sobre o título em português. O título original em inglês é “After the sunset”, que traduzindo vira “Depois do pôr-do-sol”. Mas como os distribuidores acham que o público brasileiro é “burro”, então é melhor colocar um título mais “comum” e que seja mais obvio sobre o que se trata o filme. Acaba sendo uma enganação, pois o filme apesar de ter o tema de roubos do diamantes como premissa inicial, este acaba virando apenas o pano de fundo para uma comédia. Isto é, você vai assistir ao filme com esse título achando que é um “filme de roubo” e na verdade não é.

O diretor desse filme é Brett Ratner, que tem uma filmografia sem um estilo muito definido que passa por filmes “sérios” como “Dragão Vermelho” e também por comédias misturadas com ação dos dois filmes “A Hora do Rush”. Esse filme tenta ser uma mistura de filme de roubo tipo “11 homens e um segredo” com a comédia de “A Hora do Rush”, já que temos uma nova dupla formada por Pierce Brosnan (o ladrão) e Woody Harrelson (o policial). Só sem o estilo e a sutileza de 11 homens e sem a mesma química existente entre os protagonistas de Hora do Rush.

Na história, Max (Pierce Brosnan) realiza seu ultimo roubo e resolve se aposentar junto com sua namorada Lola (Salma Hayek) em uma ilha paradisíaca. Claro que o agente Stanley (Woody Harrelson) vai atrás dos dois na ilha. Um navio que tem em exposição um diamante de Napoleão (o único que Max não roubou) chega à ilha. Será que Max vai conseguir ficar sem roubá-lo em nome do seu casamento e aposentadoria ao lado de Lola? Eis que começa o jogo entre eles, que acaba envolvendo também uma policial e um bandido local (interpretado por Don Cheadle).

No final das contas acaba sendo um filme totalmente sem compromisso, que tenta priorizar a diversão, mas que não define bem como uma comédia e muito menos como um filme de roubo. Ele também ainda peca em tentar ter muitas reviravoltas e surpresas no final, que acabam soando meio forçadas. Um bom elenco e um bom diretor totalmente desperdiçados.



Engraçado como o ator Pierce Brosnan desistiu de fazer filmes de 007 para fazer esse tipo de filme. Tudo bem que ele queira fazer filmes diferentes, mas esse papel de “bandido esperto” ele já fez em outros filmes como “Thomas Crown”. Ou então entender como Salma Hayek depois de ter sido indicada ao Oscar pelo filme “Frida”, aceita um papel desse em que sua personagem por mais que ela tente desenvolvê-la dramaticamente acaba servindo apenas para mostrar o seu lindo corpo em trajes mínimos e em vários closes. “Show me the money!”.

segunda-feira, 7 de março de 2005

O Massacre da Serra Elétrica

Refilmagens de filmes não é nenhuma novidade no cinema. Depois de muito tempo chega aos cinemas brasileiros a nova versão “modernizada” para o clássico dos filmes de terror “O Massacre da Serra Elétrica”.

A direção ficou encarrega ao um diretor que faz sua estréia no cinema chamado Marcus Nispel, que já dirigiu muitos comerciais e videoclipes de bandas como Faith No More (“A Small Victory” e Bush (“Greedy Fly”).

Essa nova versão tinha como objetivo revitalizar a série e fazer um filme para a nova geração que não conhecia o filme original.

A história é baseada em fatos reais de um famoso assassino do Texas que tinha o apelido de “Leatherface”.

O problema do filme é em alterar completamente a história do filme original, e não só alterar como também estragar. Na tentativa de fazer um filme mais “moderno” para o novo público jovem o filme acaba caindo nas armadilhas e nos clichês dos filmes do gênero atuais. Mas o pecado maior ainda fica por conta da alteração da história!

O interessante que tornou o filme original um clássico era o fato de ter uma história simples, ser totalmente tosco e original. Acabou se tornando referência para muitos outros filmes e continuações junto de filmes como “Sexta-feira 13”, “A Hora do Pesadelo” e “Halloween”.

Talvez o problema dessa nova versão era em tentar fazer um filme “sério”, “assustador” e “bom”, baseado num filme que era tosco e simples. Ele acaba sendo ridículo, sem graça e ruim!

Esqueçam essa nova versão, fiquem com a original que é bem mais legal!



O único ponto positivo fica por conta da estrela e mocinha do filme interpretada pela maravilhosa Jéssica Biel (que fez “Blade Trinity”). Ela aparece o tempo todo com uma camisa colada e de barriga de fora. Alguma coisa de agradável o filme tinha que ter né. Os marmanjos de plantão agradecem!

sexta-feira, 4 de março de 2005

Beck - Guero

Quem também lança disco agora em Março, mais precisamente no dia 29, é o cantor Beck. Seu último trabalho chamado “Sea of Change” foi lançado em 2002, e era praticamente um disco de MPB só que mais “moderno” e bem mais interessante do que muita coisa feita por aqui.

Esse disco ainda ia demorar para ser lançado, mas como algumas músicas acabaram vazando na Internet ele resolveu antecipar o seu lançamento.

Para esse novo disco, batizado de “Guero”, ele resolveu voltar mais um pouco ao estilo do disco “Odelay” em que ele mistura diversos estilos musicais como rock, pop, folk e música eletrônica. Para isso ele chamou os produtores musicais chamados Dust Brothers (que produziram o “Odelay”) para tentar voltar a essa sonoridade.

O resultado é bastante interessante e lembra mesmo o estilo musical anterior de Beck. Claro que o lado MPB e latino não foi deixado totalmente de lado, tanto que o disco tem uma música chamada “Que onda guero”, que lembra também a fusão de letras em inglês com espanhol mostrado em seu grande clássico “Loser”.

O primeiro single desse cd se chama “E-Pro” e tem um clipe que mistura um ator real (o próprio BEck) com uma animação meio “non-sense”. O clipe é massa e estréia na Mtv Brasil no dia 8 de Março no Pulso Mtv (eu baixei no E-Mule). Vale a pena conferir!

quinta-feira, 3 de março de 2005

O Fantasma da Ópera


Título Original: The Phantom of the Opera (EUA, 2004)
Com: Gerard Butler, Emmy Rossum, Patrick Wilson, Miranda Richardson e Minnie Driver
Direção: Joel Schumacher
Roteiro: Joel Schumacher e Andrew Lloyd Webber
Duração: 143 minutos


O livro “O Fantasma da Ópera” foi escrito por Gaston Leroux e ganhou uma versão musical nos teatros em 1986 feita por Andrew Lloyd Webber. Esse livro já serviu de inspiração para alguns filmes e o musical também já foi montado em outros países. Inclusive agora em Abril deve estrear em São Paulo uma versão nos moldes que se vê na Broadway. Existe também uma música do Iron Maiden chamada “Phatom of the Opera”, presente no primeiro disco da banda. Enfim, o livro já influenciou diversos tipos de formas culturais.

O Webber vem tentando fazer uma versão cinematográfica do seu musical há um bom tempo, foram 15 anos de negociações. Ele escolheu o diretor Joel Schumacher depois ter visto o filme “Garotos Perdidos”, que tinha um bom uso da trilha sonora. Os filmes de Joel não seguem um padrão bem definido de qualidade. Ele já dirigiu bons filmes como o já citado “Garotos Perdidos” e também “Um dia de fúria”, mas também é responsável por bombas como “Batman e Robin”. Estava faltando em sua carreira fazer um musical.

Levar um musical às telas de cinema era uma idéia absurda até que o sucesso nas bilheterias do filme “Moulin Rougue” fez isso mudar. Depois veio também “Chicago” e agora esse.

O filme nada mais é do que uma versão para as telas do cinema do musical de Webber. Então o filme é praticamente todo cantado (com algumas poucas cenas sem música) e segue bem o estilo dos musicais da Broadway em seu estilo meio “brega” de ser. Ao analisar o filme apenas como filme, e não como uma adaptação de um musical, não seria correto e o resultado da análise seria negativo. Mas ao levar em consideração o musical, então não tinha nenhuma “mágica” que pudesse ser feita para o filme ser bom, senão estragaria e perderia a fidelidade ao musical.

Para quem sempre teve curiosidade de ver o musical e não pode pagar para ir a Nova York assistir ou não quer esperar que a tal encenação a ser feita em São Paulo dê as caras por aqui por preços também nada populares, o melhor mesmo é conferir o filme. Segundo o próprio Webber o desejo de fazer essa versão para os cinemas era justamente para que o musical alcançasse um público maior, principalmente os que não tem acesso ao teatro. Se você não gosta de musical, achou o filme “Evita”, por exemplo, um saco por ser todo cantando e mesmo um musical com pitadas de cultura pop como “Moulin Rougue” não te agradaram, passe longe desse filme.

Agora o me deixou mais "irritado" é o fato de alguns críticos falarem mal do filme como se o musical fosse a melhor coisa do mundo e o filme tivesse estragado-o. Que nada, as músicas são as mesmas e o visual do filme é bem melhor do que um cenário num teatro. Uma das mais “geniais” foi uma crítica que eu li na Folha de São Paulo escrita por um cara chamado Pedro Butcher que o título era: “Atores de cera encenam clipe velho do Fantástico”. E depois dizem que eu que tenho que ser mais flexível com os filmes.

quarta-feira, 2 de março de 2005

Queens of the Stone Age - Lullabies to Paralyze

Dia 22 de Março é o lançamento do mais novo cd do Queens of the Stone Age chamado “Lullabies to Paralyze”.

Depois do suposto fim da banda ano passado, com a briga entre Josh Homme e Nick Oliveri, Josh resolveu levar a banda pra frente.


Esse novo cd é mais um grande cd da banda, só que dessa vez sem os vocais “agressivos” de Nick e com isso sem músicas mais “raivosas”. O som deles continua bem parecido com o apresentado no cd anterior, “Songs for the deaf”.

O disco começa com uma balada chamada “This Lullaby” e logo em seguida vem uma mais agitada chamada “Medication”. O primeiro single é da música “Little Sister”, que já tem um videoclipe rolando e em breve deve chegar na Mtv Brasil. Tem também uma música chamada “Everybody knows that you´re insane” parece ter sido escrita em “homenagem” ao ex-baixista Nick, mas claro isso é negado pela banda.

Apesar da briga misteriosa, segundo o guitarrista Troy Van Leeuwen, Nick deve gravar mais um disco do seu projeto paralelo chamado Mondo Genarator e deve voltar ao Queens ainda esse ano.

Enquanto isso a banda saiu em turnê, mas ela teve algumas datas canceladas devido a problemas de saúde de Josh.

Por enquanto nenhuma data de lançamento aqui no Brasil foi divulgada pela gravadora Universal. É aguardar pra ver.

terça-feira, 1 de março de 2005

Entrando numa fria maior ainda

Semana passada acabei indo ver o filme "Entrando numa fria maior ainda". O diretor Jay Roach continua na direção dessa continuação. O elenco principal do primeiro filme está de volta. Dessa vez a grande novidade são os pais de Greg (ou Gaylord) Focker, que não foram mostrados no filme anterior.

Uma curiosidade interessante é que o título original do filme em inglês "Meet the Fockers" só foi liberado pela censura americana para ser considerado um filme de censura livre caso a distribuidora realmente achasse uma família com o sobrenome Focker.

Bom, a história mostra a família da noiva Pam (Teri Polo), indo com seus pais Dina e Jack Byrnes (Robert De Niro e Blythe Danner) e seu noivo (Ben Stiler) para a casa dos pais do noivo para eles finalmente se conhecerem. O choque cultural entre as famílias, uma muito rígida e outra muito liberal é o tema principal da história.

O elenco do filme é sensacional. "Ressucitaram" Barbara Streisand, que tinha tempo que não fazia filmes, para o papel de Roz Focker. Para o pai, Bernie, foi chamado o também muito bom ator Dustin Hoffman. Os dois estão perfeitos nos papéis.

Pena que o roteiro não ajude muito. Ele usa de muitas fórmulas desgastadas e também repete as mesmas piadas do filme anterior , que acaba soando muito repetitivo.

O mais interessante era que no momento em que a maioria das pessoas estavam dando risadas das situações mais "thrash", eu ficava quieto. Depois eu dava risada sozinho de algumas coisas menores mas totalmente geniais.

No final das contas o elenco acaba salvando o filme do desastre total e o coloca no patamar de uma simples comédia "mais do mesmo", isto é, uma continuação que não acrescenta em muita coisa o filme original. Se é para fazer um filme que não seja melhor do que o primeiro, que tenha uma boa história e situações legais como o primeiro é melhor ficar só com o original.

Tudo bem, talvez eu esteja pegando pesado demais com o filme. Ele até acabou superando minhas expectativas, pois eu achava que fosse ser muito pior. Mas mesmo assim, ainda saí do cinema com a sensação de que poderia ter sido muito melhor se tivessem dado uma melhorada no roteiro já que um bom elenco o filme tem. Uma pena ver uma história que tinha tanto potencial ser usada de maneira tão pouco inteligente e interessante.