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sábado, 21 de maio de 2005

Episódio 3 – A Vingança dos Sith

A saga Star Wars chega a seu capítulo final nos cinemas com o “Episódio 3 – A Vingança dos Sith”. Pelo menos por enquanto, nunca se sabe quando o maluco do George Lucas vai inventar mais alguma coisa. Estão dizendo que ele pretende lançar em 2007 versões em 3D dos filmes no cinema para comemorar os 30 anos da estréia do primeiro Star Wars em 1977. Por agora está confirmada uma série de tv que irá mostrar eventos entre o episódio 3 e o 4 e parece que também mais animações seguindo a linha do “Guerras Clônicas”.

O Episódio 3 é com certeza o melhor filme dessa nova trilogia. Se os dois primeiros tinham deixado a desejar, esse sim consegue ser um bom filme, salvo algumas considerações. As cenas de ação e tudo de importante que tinha de ocorrer na trilogia acabam ficando para esse último episódio.

A trama começa exatamente onde o desenho “Guerras Clônicas” parou. É preciso assistir o desenho antes de ver o filme? Sim e não. Ele mostra alguns detalhes interessantes e serve como um prelúdio para o filme, mas não irá comprometer em nada o entendimento da história.

A primeira meia-hora do filme é impressionante. Cenas de ação muito boas, batalhas espaciais e cenas de luta de sabres de luz. Mas quando a história começa a se desenvolver, a má atuação do elenco compromete um pouco. As cenas entre Anakin (Hayden Christessen) e Padmé (Natalie Portman) são dignas de novela da Globo. Quem dá dignidade ao elenco é Ewan McGregor como Obi-Wan. Ian McDiamird também está bem como o Palpatine.

Certas coisas da história me incomodaram, mas isso da pra relevar (e falar sobre elas pode estragar o filme). Outra coisa que me incomodava era o “excesso de detalhes de efeitos especiais” em algumas cenas. Incrível como quase todos os diálogos aconteciam em frente a alguma janela que ficava mostrando várias naves e detalhes no fundo. Uma verdadeira “poluição” visual. Mas tudo bem. Acho que isso talvez seja um pouco de “birra” minha.

O grande mérito do filme é conseguir amarrar bem as pontas e fazer a ligação com a trilogia seguinte. No final das contas o filme é competente no que se propõe e é superior aos episódios anteriores (1 e 2). Acho que exigir mais do que isso seria demais. Ele consegue ser sombrio e violento, coisas que os outros não conseguiram ser.

Como fã irracional eu diria que é bom demais, de fuder! Como fã racional eu diria que é bom, com algumas ressalvas. E fazendo uma análise um pouco mais crítica, eu diria que é legal apesar de todos os seus defeitos.

segunda-feira, 16 de maio de 2005

Guerras Clônicas



Antes do lançamento do episódio 3, acaba de sair em dvd o volume um da série animada “Guerras Clônicas” (Clone Wars). Ela foi desenvolvida por Genndy Tartakovsky, dos desenhos “Samurai Jack” e “Laboratório de Dexter”. O seu estilo de animação é logo percebido.

Os eventos mostrados nessa série se passam entre o episódio 2 e 3 e mostram alguns detalhes a mais sobre as guerras clônicas. É possível ver um pouco mais sobre o poder absurdo dos jedis e também o mergulho um pouco mais de Anakin Skywalker no lado negro da força.

Um dos problemas do desenho é que não são os atores do filme que fazem a dublagem. Será falta de tempo ou George Lucas não quis pagar uns extras aos atores por isso? Boa pergunta.

A primeira série são 20 episódios de 3 minutos (compilados no dvd) que foram exibidos no Cartoon Network. A segunda série está sendo exibida atualmente no canal e só deve ser lançada em dvd depois. Nela são 5 episódios de 12 minutos cada.

Parece que a segunda série é melhor e mais interessante. Como não tenho Cartoon em casa, estou apelando para a Internet. Comecei a baixar hoje essa segunda serie. Vamos ver se vai dar tempo de assistir antes da estréia do episódio 3 na Quarta.

Mas não se preocupem que são mostrados apenas detalhes sobre a trama, nada que irá fazer falta no entendimento do episódio 3.

Falando nisso, e aí, já compraram seus ingressos pra estréia? Eu já estou com o meu!

NEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEERD!

PS: Vale lembrar também que saíram em dvd outras coisas de Star Wars como os filmes “Caravana da Coragem” e “A Batalha de Endor” (ambos com os ewoks), além de dois dvds com desenhos produzidos nos anos 80: um protagonizado por R2-D2 e C-3PO e outro pelos ewoks.

domingo, 15 de maio de 2005

Some Kind of Monster

Depois de ter sido exibido nos cinemas o documentário “Some Kind of Monster” do Metallica é lançado em dvd. O filme acabou sendo exibido aqui no Brasil apenas no festival de cinema do Rio de Janeiro no ano passado.

O filme seria na verdade apenas um making of sobre as gravações do último disco da banda chamado “St. Anger” e seria exibido na televisão. Com o passar do tempo, problemas surgindo, o filme acabou ganhando proporções maiores.

A banda estava passando por sérios problemas. Tudo começou com a saída do baixista Jason Newsted. A gravação desse novo trabalho seria feita de uma maneira diferente. Ao invés de chegarem no estúdio já com algum material pronto (demos, letras, etc), tudo seria criado lá e por toda a banda reunida. Mais uma vez o produtor Bob Rock foi chamado para trabalhar com eles. Ele acabou ganhando um papel ainda maior pois ele assumiu o posto de baixista durante as gravações e também de compositor de algumas letras. Também foi chamado um psiquiatra para tentar resolver os problemas.

A coisa começa a piorar logo no inicio das gravações. Isso sem falar que o guitarrista e vocalista James Hetfield acaba indo para uma clinica de recuperação de alcoólatras por um ano. Com meia hora de filme você realmente não acredita que eles conseguiram terminar esse cd.

Nunca uma banda tinha sido retratada de maneira tão “assustadoramente“ real como nesse documentário. Mérito para os realizadores do filme, os diretores Joe Berlinger e Bruce Sinosky.

A cena em uma das sessões psiquiátricas com a presença de Dave Mustaine (ex-membro do Metallica que foi expulso da banda devido ao seu problema com alcoolismo, agora enfrentado por Hetfield, que montou o Megadeth) é comovente e totalmente inacreditável.

Um filme altamente recomendado para os fãs da banda e também para interessados em ver um excelente documentário e conhecer um pouco mais sobre uma banda de rock e seus problemas. Como diriam os diretores, não é um filme sobre o Metallica e sim sobre relacionamentos.

quarta-feira, 11 de maio de 2005

Kinsey

Finalmente chega as telas brasileiras o filme “Kinsey” (que ganhou o sub-título “Vamos falar de sexo”). Trata-se de uma cinebiografia do cientista americano Alfred Kinsey que foi um dos pioneiros na pesquisa sobre o comportamento sexual humano e “chocou” a sociedade na década de 40 com seus descobrimentos.

O diretor Bill Condon está de volta mais uma vez com filme baseado em fatos reais, contando a história de uma pessoa. No anterior ele filmou sobre James Whale, diretor de filmes como “Frankenstein” e “A noiva do Frankenstein”, interpretado pelo sir Ian McKellen,

A importância de Kinsey na história talvez levasse a se fazer um filme de maiores proporções, mas sabiamente o diretor resolveu seguir um caminho digamos assim, mais minimalista. Ele prefere analisar mais o objetivo e a paixão do personagem em sua pesquisa do que as mudanças e o “barulho” causado por suas descobertas.

O mais chocante é ver a falta de conhecimento sobre sexo na sociedade da década de 40, e olhe que isso não é a tanto tempo atrás. Ao pensar no que se sabe hoje, ver isso é altamente assustador. Um exemplo é um homem que acha que fazer sexo oral na mulher pode deixá-la estéril, entre outros males. E os livros científicos da época que se baseavam mais em dogmas e religião do que em ciência e afirmavam que masturbação podia causa cegueira, cabelos nas mãos, entre outros.

Em compensação, outras descobertas sobre o comportamento parecem não ter mudado e ainda “chocam” as pessoas. Estou falando do homossexualismo. Engraçado foi ver um cara na sessão que eu estava se levantar e ir embora, aparentemente indignado com o filme, depois de uma cena em que Kinsey resolve ir ao bar de gays para procurar maiores informações sobre eles. O relato de um deles que fala que apanhou ao ser pego quando criança com outro garoto soa bastante atual. Parece que nesse quesito, 60 anos depois e a coisa parece não ter mudado tanto assim.

O pior de tudo é ver que o filme e o assunto (sexualidade) ainda causam polêmica até hoje nos EUA. Os conservadores até hoje ainda abominam o estudo de Kinsey. Um absurdo! E até queriam proibir o filme de ser lançado nos cinemas e coisas do tipo. Totalmente sem noção!

Vale também ressaltar o grande trabalho do elenco. Liam Neeson está excelente no papel do Kinsey e Laura Linney também está muito bem como Clara (esposa de Kinsey). Ela inclusive foi indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante.

sexta-feira, 6 de maio de 2005

Adorável Júlia

O filme “Adorável Júlia” estreou no Brasil no final de Março e mais de um mês depois chegou as telas de cinema de Salvador.

Ele também estava na disputa do Oscar com uma indicação de melhor atriz para Annette Bening. Ela acabou perdendo para Hilary Swank (por “Menina de Ouro”. Curioso é que essa é a segunda vez que ela perde para Hilary, em 1999 ela ganhou por “Meninos não choram” enquanto Annette concorria por “Beleza Americana”. Difícil dizer se foi injusto pois ambas estavam muito bem em seus respectivos papéis.

A história se passa no inicio do século 20 e fala sobre Julia, uma atriz de teatro que está passando por uma crise de meia-idade. Ela mantém um casamento de “aparência” com Michael (Jeremy Irons) que é o dono do teatro. Eis que aparece na sua vida um fã do seu trabalho, com idade para ser seu filho. Não demora em que ocorra um romance entre os dois que faz com que Julia encontre uma nova alegria de viver. Mas isso é apenas o inicio numa trama envolvendo falsidade, vingança e comédia.

Júlia está sempre usando seu poder como atriz no palco e também em sua vida pessoal. Ninguém nunca sabe se ela está dizendo a verdade ou simplesmente atuando. Essa dubiedade é bastante explorada e acaba servindo como a base da trama.

O grande destaque fica por conta da interpretação fantástica de Annette como Júlia. O filme parece que foi feito para ela e com certeza marca a sua carreira com mais uma excelente atuação. Apesar do seu brilho, o resto do elenco também não faz feio e é bastante competente.

No final das contas o diretor húngaro Istvan Szabó conseguiu realizar um filme bom, mas que graças a interpretação de Annette virou um filme muito bom! A história acaba ficando um pouco de lado para deixar a atriz ditar o ritmo da trama.

quarta-feira, 4 de maio de 2005

Venda de ingressos para Star Wars 3



Atenção NERDS!

Já estão à venda os ingressos para a pré-estréia de "Star Wars episódio 3 - A Guerra dos Sith". A sessão será na madrugada de quarta para quinta (18 para 19 de Maio) às 0:01.

Podem ir no Aeroclube comprar seu ingresso ou então comprar pela internet clicando nesse link.