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terça-feira, 26 de julho de 2005

Vida Marinha com Steve Zissou

Esse é mais um capítulo da novela de estréia de filmes. Depois de muito esperar pela chegada desse “Vida Marinha com Steve Zissou”, os distribuidores disponibilizaram poucas cópias e o filme estreou primeiro lá no Brasil. Eu já estava triste por tudo indicar que só iria assisti-lo quando saísse em dvd, mas ele resolveu dar as caras por aqui no circuito de arte, mais precisamente no cinema do museu.

Esse é o mais novo filme de Wes Anderson, de “Os excêntricos Tanenbauns”. Interessante como ele sempre gosta de trabalhar com os mesmos atores. Esse agora é estrelado por Bill Murray, que esteve em 3 dos seus 4 filmes. Também está no elenco Owen Wilson, que protagonizou o primeiro filme de Wes junto com seu irmão Luke em que eles três escreveram juntos o roteiro. Incrível como Wes conseguiu criar seu próprio estilo de contar histórias de maneira bastante criativa.

A história fala sobre Steve Zissou (Murray), um explorador dos mares que filma documentários sobre a vida marinha, numa referência a Jacques Cousteau só que em decadência. Seu último filme acabou em desastre com a morte de um amigo por um suposto “tubarão-leopardo”. Eis que ele resolve embarcar em mais uma nova expedição para ir atrás da vingança ao tal tubarão. Para isso ele vai contar com sua equipe formada por sua mulher (Anjelica Huston) e outras figuras e inclusive alguns estagiários não remunerados.

Completam o elenco nomes com Cate Blanchett, Jeff Goldblum e Willian Dafoe. Quem também está no filme é o ator brasileiro Seu Jorge. Ele também interpreta algumas canções durante o filme, que são versões de músicas de David Bowie. As versões são bem “thrash” com voz e violão e letras em português. Se a coisa não tivesse funcionado de maneira tão interessante no filme, talvez ele merecesse morrer depois de cometer um crime assim tão grave com a história do rock ao assassinar as músicas de Bowie.

A fantástica Fábrica de Chocolate

O diretor Tim Buton se junta mais uma vez ao ator Johnny Deep para dar uma nova visão ao livro “A fantástica Fábrica de Chocolate” de Roald Dahl. A versão feita em 1971 com Gene Wilder no papel de Willy Wonka marcou gerações. Aqui no Brasil principalmente por sua exibição na tv.

Muito se especulou nos últimos anos sobre essa nova versão, principalmente com essa febre de refilmagens. O próprio Wilder acusou os produtores de só estarem interessados em ganhar dinheiro. Entretanto o principal problema desse novo filme seria conseguir a autorização da viúva de Dahl chamada Felicity (que tem os direitos da história). Após muita conversa ela foi convencida, principalmente por ter Burton e Deep envolvidos no projeto, e parece ter gostado bastante do resultado final. Segundo ela, Roald teria ficado decepcionado com a versão antiga, entre outras razões porque queria que o personagem de Willy Wonka fosse interpretado por outro ator.

Comparar a versão antiga com essa mais nova é até complicado. Eles tem a mesma essência, mas são filmes bem diferentes. A nova versão tenta ser mais fiel ao livro, mostra mais detalhes da história, inclusive sobre o passado de Willy Wonka (que não tem no livro), a origem dos Oompa Loomp, entre outros.

A nova versão ganhou também novas músicas com letras tiradas de poemas do livro e musicadas pelo gênio Danny Elfman (que sempre trabalha com Tim Burton compondo as trilhas musicais).

Outra grande mudança fica por conta do visual, sempre marcante dos filmes de Burton. A coisa está bem mais sombria e ácida. Com mais dinheiro e novas tecnologias, ficou mais fácil recriar a fábrica mais fiel ao livro.

O resultado é impressionante! Tim Burton é realmente um gênio! Johnny Deep também está fantástico como Willy Wonka. Aproveitem enquanto ainda tem uma cópia legendada do filme no Multiplex do Iguatemi, pois assistir dublado é sacanagem.

Kung-Fusão

O chinês Stephen Chow já tinha chamado atenção no Ocidente com o filme “Shaolin Soccers” (que foi exibido em pay-per-view da Direct tv com o nome “O ás da bola” e acaba de ser lançado em dvd com o nome de “Kung Fu Futebol Clube”), que foi muito bem recebido pela crítica. Com esse novo filme “Kung-Fusão” (Kung Fu Hustle) ele continua a provar o seu talento não só como diretor, mas também como ator e protagonista.

Com esse título em português é difícil acreditar que realmente seja um filme bom e interessante. Mas não deixe se enganar por isso. É uma das comédias mais engraçadas do ano. Tudo isso graças a mistura de comédia e paródia de filmes de luta e ação. Junte isso também com um roteiro fantástico cheio de referências pop tanto ocidentais quanto orientais que passam por “Matrix”, “O Tigre e o Dragão” a “Forrest Gump”.

A história do filme no inicio soa um pouco confusa e totalmente surreal. A coisa se passa em Xangai dos anos 40 / 50, mas aos poucos você vai entrando no clima do filme e acaba se surpreendendo. Tem uma vila com moradores que lembram personagens do Chaves, uma gangue de rua chamada “Gangue do Machado” e o personagem vivido pelo Stephen que junto com seu companheiro sonha em entrar para essa gangue.

Enquanto diretores como Zhang Yimou (de “Herói” e “O clã das adagas voadoras”) mostram toda a beleza e riqueza da cultura ocidental, Stephen que mostrar apenas o lado mais pop e moderno.

Não perca tempo e corra para o cinema mais próximo para conferir esse filme. E eu já estou louco pra ir na locadora alugar o “Shaolin Soccer”.

Em Boa Companhia

O diretor Paul Weitz ficou conhecido pelo filme “American Pie”. Pouco depois ele acabou fazendo um filme mais interessante chamado “Um Grande Garoto”, baseado no livro de Nick Hornby. Parece que ele desistiu mesmo do gênero comédia para adolescentes e se dedicar a fazer filmes mais “sérios”. É o caso desse “Em Boa Companhia”.

O filme conta a história de Dan Foreman (Dennis Quaid), um homem casado de 51 anos que é chefe de vendas de publicidade de uma revista de esporte. Tudo começa a se complicar quando ele é rebaixado na empresa e em seu lugar é colocado um jovem de 26 anos chamado Carter Duryea (Topher Grace). Ainda está no elenco Scarlett Johansson como a filha mais velha de Dan.

O filme é bem interessante ao mostrar o choque de gerações e as mudanças do mundo moderno. Um bom equilíbrio entre drama e comédia faz dele um bom filme, com boas atuações e que se sai muito bem, salvo alguns certos clichês, mas nada que chegue a prejudicar o resultado final.

Tentação

É sempre bom ver grandes atores se interessarem em fazerem também filmes menores e independentes. É o caso desse “Tentação”, estrelado por Mark Ruffalo, Laura Dern e Naomi Watts. Também está no elenco o menos conhecido Peter Krause.
A direção ficou ao cargo do também não muito conhecido John Curram. Esse é seu segundo filme (o primeiro chamado “Praise” não deu as caras aqui no Brasil). O roteiro foi baseado em dois contos do escritor André Dubus chamados “We don´t live here anymore” (que é o título original do filme) e “Adultery”.

A história mostra dois casais, que tantos os homens quanto as mulheres são bastante amigos. Eles sempre se encontram e estão sempre indo uns na casa dos outros. Um casal é vivido por Mark e Laura, e o outro por Naomi e Peter. O problema começa quando é mostrado que Mark e Naomi estão tendo um caso. Contar mais sobre a história pode estragar a trama.

Todos os personagens são muito bem construídos e mostrados de uma maneira bastante realista. Talvez o título em português dê uma má impressão que o filme seja baseado mais em sexo e tentação, quando na verdade a história mostra mais uma observação dos protagonistas e levantar questionamentos do que os teria levado a trair, suas motivações, até que ponto pode existir relacionamentos de amizades entre homens e mulheres, entre outros.

O filme não se encontra mais em cartaz, agora o jeito é esperar sair em video e dvd.

sábado, 9 de julho de 2005

Quarteto Fantástico

Desde o anuncio do filme do “Quarteto Fantástico”, assim que começaram a definir o elenco, diretor coisa e tal, a coisa já tomava caminhos sem voltas. Tudo indicava que viria mais um filme bomba baseado nos quadrinhos. Ao divulgarem o primeiro trailer do filme, o sinal ainda era mais claro. O filme realmente viria a ser terrível. Pois bem, essa semana ele chegou aos cinemas de todo o mundo. E o resultado final disso tudo, tentem adivinhar.

Um outro sinal que a coisa não ia ser boa foi após a estréia do desenho “Os Incríveis” nos cinemas. A produção do filme resolveu investir mais dinheiro nas cenas de ação e o elenco foi chamado novamente para refilmar algumas cenas. Imaginem se não tivessem feito isso.

A Marvel parece que depois do sucesso de filmes como “X-Men” e “Homem Aranha” está perdendo o controle de qualidade dos seus filmes. Nesse meio tempo veio “Demolidor” que era ruim, mas até aceitável. O nível continuou caindo com “O Justiceiro”, mas o pior nível veio esse ano com a estréia de “Elektra”. Pois é, o Quarteto é desse mesmo nível, ficando apenas um pouco acima por pelo menos ter uma certa fidelidade aos quadrinhos.

O grande problema do filme é o roteiro. A coisa é sofrível! O número de piadinhas sem graça é impressionante. Parece até um programa do “Casseta e Planeta”. Triste é ver que foi escrito por um cara chamado Mark Frost, que junto com David Lynch criou a série “Twin Peaks”. Ele escreveu a coisa junto com um outro chamado Michael France. Lamentável! Isso sem falar no elenco de pior qualidade do mesmo nível de “Malhação”. O Chris Evans como o Tocha Humana é o personagem mais fiel aos quadrinhos, mas quem se salva no elenco é Michael Chiklis como O Coisa.

O diretor Tim Story (de “Táxi”) não soube achar um equilíbrio entre um filme sério e a comédia. As cenas de ação são bem sem graça. Enfim, não era de se esperar muita coisa de um cara que dirigiu “Táxi” né, que pelo menos era assumidamente thrash.

Pois é, o resultado final é muito ruim. Mas nada surpreendente, já era esperado. Vamos ver como ele vai se sair na bilheteria.

Enquanto isso, o jeito é continuar esperando até o fim do mês para ver “Sin City”. Se não fosse por ele e por “Batman Begins” a coisa ia ser feia para os heróis dos quadrinhos esse ano no cinema.

quinta-feira, 7 de julho de 2005

Madagascar

O filme “Madagascar” é a nova animação do estúdio Dreamworks. Depois do sucesso de filmes como “Shrek”, a empresa continua apostado nesse mercado.

Infelizmente a sina dos desenhos dublados continua. Assim como aconteceu com “Os Incríveis” (da Disney / Pixar), apenas cópias dubladas foram enviadas para Salvador. O jeito foi apelar novamente para a Internet e baixar uma cópia do filme com o idioma original.

O filme conta a história de quatro bichos (a zebra Marty dublada por Chris Rock, o leão Alex dublado por Bem Stiller, a girafa Melman dublada por David Schimmer e a hipopótoma Glória dublada por Jada Pinkett Smith) que moram no zoológico de Nova York. Depois de uma fuga do zôo, eles acabam sendo mandados para a ilha de Madagascar onde irão enfrentar o mundo selvagem e se tentar se acostumar com a falta da mordomia do zôo.

A idéia do desenho é sensacional. A lance de animais do zôo tentarem sobreviver na floresta é bastante interessante. Eu só achei que a coisa não foi tão bem aproveitada. O equilíbrio entre os animais serem animais de verdade e serem humanizados é meio deturpado e a ilha de Madascar é bizarra pois só existem dois tipos de animais por lá. Mas tudo bem, abstraindo tudo isso (afinal de contas é só um desenho mais voltado para as crianças) o resultado é legal. Claro que está bem distante da genialidade de “Shrek”, mas também é muito melhor do que “O espanta tubarão”. Uma referencia pop aqui e ali acabam servindo para distrair os adultos.

O grande destaque mesmo fica por conta dos pingüins. Eles são totalmente geniais e fantásticos. Eles são responsáveis pelos melhores momentos do filme.

Guerra dos Mundos


Título Original: War of the Worlds (EUA, 2005)
Com: Tom Cruise, Dakota Fanning, Justin Chatwin, Miranda Otto e Tim Robbins
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Josh Friedman e David Koepp
Duração: 116 minutos


Nota: 3 (bom)

Steven Spielberg é um diretor que não tem feito mais grandes filmes, mas sempre faz filmes bons. Até mesmo seus filmes ruins acabam sendo bons. Ele sabe brincar e mexer com a emoção do público como poucos.

Ele repete a parceria com o astro Tom Cruise (feita no regular “Minority Report”) com esse “Guerra dos Mundos”. Baseado no livro de H.G. Wells, o filme mostra uma invasão alienígena sobre o ponto de vista de uma família.

Se antes Spielberg tinha mostrado alienígenas bonzinhos (em “ET” e “Contatos Imediatos de 3º grau”), agora é a vez de mostrar o outro lado, o lado aterrorizante. O clima de drama e suspense lembra muito de seus bons filmes como “Tubarão”.

A parte técnica do filme também é excelente! Sejam os efeitos visuais e sonoros, fotografia e também a trilha composta por John Willians (parceiro de longa de Spielberg).

As atuações também são boas. Tom Cruise está bastante convincente como pai de família. Sua filha interpretada pela atriz mirim Dakota Fanning também está bem. Destaque também para a participação de Tim Robbins.

O resultado é um bom filme, com algumas ressalvas, mas nada que chegue a comprometer. Spielberg mostra como se faz um filme “destruição” e prova para seus “concorrentes“ que é possível fazer bons filmes desse tipo.

A Intérprete

O diretor e também ator e produtor Sydney Pollack voltou a direção de filmes com esse “A Intérprete”. Seu último filme como diretor foi fraco “Destinos Cruzados” com Harrison Ford em 1999. Com esse novo filme ele mostra que ainda é capaz de fazer um bom filme.

Na história Silvia Broome (Nicole Kidman) é uma interprete que trabalha na ONU. Ela acaba ouvindo sem querer uma conversa em que estavam planejando a morte do presidente de um país africano (um país fictício criado para o filme). Ela resolve então avisar a segurança. Tobin Keller (Sean Pean) é um detetive que é encarregado de investigar essa denúncia do plano terrorista e também de proteger a vida de Silvia.

Uma coisa interessante do filme foi que conseguiram autorização da ONU para serem feitas filmadas cenas dentro do prédio da sede da organização em Nova York. Essa foi a primeira vez que um filme conseguiu isso. O prédio é usado como grande cenário da história e muitos detalhes dele são mostrados.

Apesar de ter um conteúdo político o filme é sim um thriller de investigação. Tanto que o país africano tratado na história é fictício. Então ela acaba servindo apenas como pano de fundo para a trama.

Uma boa história e também boas atuações. Afinal, com dois grandes atores como protagonistas (Nicole e Sean) não tinha como dar errado. O resultado é um filme bastante competente.

sexta-feira, 1 de julho de 2005

2 anos

Uma data importante passou e só agora que eu fui lembrar. No último dia 28 de Junho esse blog completou 2 anos. Pois é, já se vão 2 anos de Turminha do Ramon! Parabéns para ele!

Como o tempo passa rápido. Até parece que foi ontem que eu resolvi me "render" e entrar na "onda" dos blogs. Bom, pelo menos na época era moda. Agora a moda é ter fotolog, quer dizer, acho que essa moda meio que já passou também né.