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quinta-feira, 29 de setembro de 2005

A Feiticeira

Quando fiquei sabendo que iam fazer um filme baseado no seriado “A Feiticeira” já fiquei imaginando como fariam para transportá-la para os dias hoje. O elenco prometia bastante com Will Ferrell e Nicole Kidman nos papéis principais. Mas depois de ver o trailer, fiquei “chocado”!

Na “história”, Ferrell é um ator chamado Jack Wyatt que iria estrelar uma refilmagem do seriado “A Feiticeira” e estava procurando uma atriz novata para viver o papel de Samantha. Enquanto isso Nicole vive o papel de Isabel, uma feiticeira que resolve ir viver no mundo dos mortais como uma pessoa normal. Eis que andando na rua Jack acaba encontrando Isabel por acaso e fica maravilhado em como ela consegue mexer o nariz igual a personagem e resolve chamá-la para estrelar o seriado ao lado dele.

A trama pra mim soava totalmente absurda e o filme tinha tudo para ser ruim. Ainda mais depois de ter lido as péssimas críticas sobre ele. Mas mesmo assim, a presença de Ferrell e Kidman valeria a pena uma arriscada nele. Ainda mais numa pré-estréia de graça, já que provavelmente eu iria acabar pagando pra ver quando estreasse. Alias, o filme chega aos cinemas nessa sexta-feira dia 30.

O filme começa bem e por alguns minutos eu estava quase sendo convencido de que a trama absurda criada para ele talvez pudesse até funcionar e ser interessante. Mas isso acaba indo por água abaixo devido a um roteiro muito fraco no desenvolvimento da narrativa.

Quem acaba salvando o filme do fracasso total são os protagonistas, principalmente Kidman. Ela como sempre está muito bem e super simpática, e o sua escolha para o papel parece ter sido um dos poucos acertos na produção. Alguns momentos protagonizados pelos dois são bem engraçados e acabam dando alguma dignidade ao filme. Até os papéis secundários protagonizados por grandes atores como Michael Caine (como o pai de Isabel) e Shirley Mclaine acabam sendo totalmente mal explorados.

O resultado final parece ser um filme que poderia ter sido interessante, tenta se esforçar em tentar ser bom por alguns momentos, mas não consegue passar do mediano. E isso acabou refletindo tanto em suas críticas quanto no público.

domingo, 25 de setembro de 2005

9 Canções

O filme “9 Canções” do diretor diretor Michael Winterbottom (“24 party people” ou em português “A festa nunca termina”) finalmente chega a Salvador, depois de ter causado muita polêmica na Inglaterra, seu país de origem. Isso por causa do seu conteúdo erótico, isto é, cenas de sexo explícito, mas não a ponto de classificá-lo como um filme erótico normal.

O filme gira em torno do casal Matt (Kieran O´Brien) e Lisa (a estreante Margot Stilley). A história é narrada por Matt que lembra de sua amada enquanto está em uma expedição a Antártica. Eles se conhecem em um show do Black Rebel Motorcycle Club. A estrutura da narrativa é dividida em intercalar cenas do casal em seu tórrido romance com cenas de sexo explícito e outras intimidades e conversas do casal com apresentações ao vivo de bandas, no caso 9 canções (daí o título).

As músicas são pela ordem: "Whatever Happened to Rock n' Roll" (Black Rebel Motorcycle Club); "C'mon, C'mon" (Von Bondies); "Fallen Angel" (Elbow); "Moving On Up" (Primal Scream); "You Were the Last High" (Dandy Warhols); "Slow Life" (Super Furry Animals); "Jacqueline" (Franz Ferdinand); "Nadia", do show do 60º aniversário de Michael Nyman (a única que não é rock) e "Love Burns"(Black Rebel Motorcycle Club novamente). São 8 bandas e 9 músicas.

Segundo o ator Kiearan: “Claramente não é pornográfico. É uma história de amor apenas, excitante”. Já Margot disse: “É uma história de amor apenas, excitante. A personagem é jovem, bonita, imprudente e louca. Isso atrai um amante. Não é um filme chocante. É o sexo normal que as pessoas fazem, não é pervertido".

O filme é vendido como “uma honesta história de amor”. E o convite na propaganda dele diz assim: "Para muitos, este é um dos mais puros retratos de amor já comprometidos com o cinema. Para outros, é apenas sexo e música. Decida por você mesmo". Pois é, difícil fazer uma "análise" sobre o filme. Acho que essa frase diz tudo. Só indo assistir para tirar sua própria conclusão.

quarta-feira, 21 de setembro de 2005

Dj Ramon Prates




Gostaria de agradecer aqui a todos os presentes na última festa NAVE que foram prestigiar a minha primeira vez como DJ (ou tocador de cd, é uma melhor definição).

Recebi algumas mensagens de apoio e elogio pelo Orkut até de pessoas que não conheço. O cara dizendo que nunca imaginou que fosse dançar Hanson. O repertório musical ainda contou com músicas do Prodigy, Chemical Brothers, passando por Smashing Pumpkins e chegando ao maior sucesso da noite: Madonna! Ela realmente é a rainha das pistas!

A pista bombou e as pessoas dançaram bastante. Parece que minha seleção de músicas conseguiu agradar a todos os gostos. Foi sucesso!

Inclusive fui convocado pela produção do evento a participar da próxima edição da festa no dia 15/10: “NAVE de brinquedo – Especial dia das crianças”. Então para os que gostaram é mais uma chance de ir se divertir e também uma nova oportunidade aos que não puderam comparecer.

domingo, 18 de setembro de 2005

Amor em Jogo

Título Original: Fever Pitch (EUA, 2005)
Com: Drew Barrymore, Jimmy Fallon, JoBeth Williams e KaDee Strickland
Direção: Peter Farrelly e Robert Farrelly
Roteiro: Lowell Ganz e Babaloo Mandel baseado no livro de Nick Hornby
Duração: 103 minutos


O que dizer sobre uma adaptação para o cinema de mais um livro de Nick Hornby com direção dos irmãos Farrely? O livro em questão foi o primeiro escrito por Nick: “Febre de bola” (Fever Pitch). O filme ganhou o mesmo título original em inglês, mas aqui virou "Amor em Jogo". A primeira coisa a se pensar é os estilos não tem nada a ver. Em seguida vem a adaptação.


As comédias dos irmãos Farrely costumam ter um teor bastante exagerado e escatológico, como em seu maior clássico “Quem vai ficar com Mary?”. O que será que eles irão fazer com o livro de Hornby!? Transformar numa comédia pastelão? Não foi bem isso que aconteceu. Então para os fãs do estilo deles e também dos livros de Hornby, muita calma nessa hora. O resultado é uma comédia romântica estrelada por Drew Barrymore e Jimmy Fallon que segue apenas a premissa básica do livro sobre o fanatismo por um esporte, ou mais especificamente um time.

No livro, Hornby conta em uma espécie de autobiografia sobre seu amor pelo futebol, mais especificamente pelo time do Arsenal, contando os jogos mais importantes desde seus 11 anos de idade. No filme, Ben (Fallon) é um professor de matemática e torcedor fanático do time de beisebol Red Sox. Ele conhece Lindsay (Barrymore) e começam a saírem juntos. Mas então começam os problemas entre o fanatismo pelo esporte e o compromisso com o relacionamento.

Então nem vá assistir ao filme pensando ser mais um filme no estilo dos Farrely ou então baseado fielmente no livro de Hornby. É uma história de amor, com alguns elementos interessantes, mas seguindo a fórmula básica do gênero, feito mais para divertir.

Se o próprio Hornby concordou com o filme e até ganhou crédito como produtor executivo (e claro, muito dinheiro), não vou ser eu que vou ficar aqui reclamando sobre isso.

sexta-feira, 16 de setembro de 2005

Estréia como dj

Para quem ainda não sabe, Sábado agora dia 17/09 vai ter mais uma edição da Festa NAVE no Miss Modular.

A grande novidade é que eu serei um dos djs do evento. Então compareçam ao evento, o set list promete muito pop, rock, música eletrônica, coisa e tal. Diz a lenda que vai ter Smashing Pumpkins, Madonna, Michael Jackson, Fran Ferdinand, entre outros.

Eu devo começar a tocar por volta de meia-noite na pista de cima.


Festa Nave - Temporada de novos DJs
Discotecagem até amanhecer em 2 pistas simultâneas, com os Djs:
Pista 1: Gabi Perdicta/ Boris/ Lucas Albarn/ Batata
Pista 2: Ramon Prates/ Janocide (especial Beatles)/ el Cabong
Indie - Pop - Glam - Punk - Garage - Lo-Fi - Rock Brasil - Shoegaze - Black - Electro - 60's - 70's - 80's - 90's - 00's
Dia: 17/09 (Sábado)
Horário: 23:00
Local: Miss Modular (Morro da Paciência - Rio Vermelho)
Ingresso: R$ 10,00 e R$ 8,00 (até meia-noite)

segunda-feira, 12 de setembro de 2005

Últimos cds

Nunca mais falei sobre os últimos discos que eu tenho baixado. Também, é tanta coisa, que se eu fosse ficar falando de tudo ia ser complicado. Mas enfim, vou tentar falar de mais alguns aqui.

Hard Fi – Stars of CCTV

Esse disco foi lançado em Julho, três dias antes do atentado em Londres. CCTV é o sistema de câmeras de segurança espalhadas por Londres. A idéia seria que antes de aparecer na Mtv ou algum programa de tv, bandas novas seriam estrelas dessas câmeras ao tocarem no metrô ou na porta de algum bar. O som é bem pop rock, músicas alto astral com boas batidas para dançar como “Hard to Beat”, passando por algumas mais indies com voz e piano como “Move on”, que parece ter sido escrita para o fim de um relacionamento amoroso. Uma outra interessante se chama “Living for the weekend”, no qual a letra fala como as pessoas vivem esperando chegar o fim de semana para começar a viver!


Subways – Young Eternity

O nome do disco já diz bastante sobre o som da banda: “eternamente jovens”. A banda é um power trio formado por Billy (guitarra e vocal), Charlotte (baixo e vocal) e Josh (bateria). O som deles é garage rock total, meio punk, sujo, mas nem tanto assim. E alternam músicas rápidas e algumas mais lentas, estilo voz e violão. E sim, a juventude da banda é expressa em suas letras. Rimas como “You are the sun / you are the only one” demonstram que suas músicas não estão muito preocupadas em filosofar muita coisa. Ou os títulos das canções como “Rock & Roll Queen” e “Oh Yeah”. Para ouvir e curtir o som sem pensar muito.


The Futureheads

Sempre existem aquelas bandas que resgatam a sonoridade de outras épocas, o chamado rock retro. Mas somente às vezes uma banda consegue fazer isso e ser moderna ao mesmo tempo. Esse é o caso do The Futureheads. Eles realmente conseguem fazer os anos 80 soarem como uma coisa “moderna”. Ela se junta a outras bandas que tem feito isso recentemente como Franz Ferdinand, Bloc Party, The Rapture, entre outras. O nome da banda foi tirado de um disco do Flaming Lips. As suas músicas são rápidas, no máximo 3 minutos. São 15 músicas em 37 minutos, praticamente o Ramones. O disco foi lançado no final do ano passado na Europa e diz a lenda que vai ser lançado aqui no Brasil em Outubro.


Presidents of the USA – Love Everybody

Alguém ainda lembra do Presidents of the USA? Eles fizeram sucesso em 95 com seu primeiro disco que tinha os hits “Lump” e “Peaches”. Eles tinham acabado em 97 e no ano passado resolveram volta a ativa. Não me perguntem o que eles andaram fazendo nesse tempo. Eu estava totalmente por fora disso, até que lendo a NME (New Music Express) descobri que eles tinham voltado a fazer shows. Eles lançaram no ano passado um cd chamado “Love Everybody”. Para quem curtia o som deles, pode correr atrás que continua bem legal. Esse ano eles ainda lançaram outro disco chamado “Freaked out & Small”, mas esse eu ainda não achei para baixar.


Supergrass – Road to Rouen

O Supergrass é uma de minhas bandas favoritas e já está com 11 anos de estrada. Esse ano eles estão de volta com um novo disco chamado “Road to Rouen”. Mas as coisas estão um pouco diferentes. Esse novo trabalho é totalmente diferente dos discos anteriores, eles seguiram para outros caminhos sonoros. Ouvir pela primeira vez e gostar é ser complicado, até se acostumar com essa nova sonoridade. O disco é sobre uma jornada, indo a novos lugares, seguindo em frente e amadurecendo. Nas palavras do vocalista e guitarrista Gaz: “Nós tivemos épocas de tentativas no passar desses últimos anos, e isso muda o jeito que você faz as coisas. Isso mudou o jeito que eu escrevo músicas”. A banda agora está pronta para encarar um novo futuro pela frente, é um novo capítulo na história de sua carreira.

sábado, 10 de setembro de 2005

Vôo Noturno

O diretor Wes Craven é um dos grandes diretores de filmes de terror e suspense. Ele foi responsável pela criação da série “A Hora do Pesadelo” e também pela trilogia “Pânico”. Seu filme anterior (“Amaldiçoados”) foi um verdadeiro fracasso de produção, crítica e público. Talvez a última coisa de interessante que ele tenha sido o primeiro Pânico. Mas o importante é que agora ele volta a acertar a mão com esse “Vôo Noturno” (Red Eye). Dessa vez ele resolve explorar mais o terror psicológico, ao invés de monstros e coisas sobrenaturais.

A trama conta a história de Lisa Reisert (Rachel McAdams, de “Penetras bons de bico” e “Meninas Malvadas”), uma funcionária de um hotel que está voltando para casa no último vôo do dia (que nos EUA tem a expressão “Red Eye”, título original do filme). Ao entrar no avião, ele descobre que irá sentar ao lado de Jackson (Cilian Murphy, o espantalho de Batman Begins), um rapaz que ela tinha conhecido no aeroporto. Mas o parecia ser uma simples coincidência, revela-se uma ameaça. Jackson diz que Lisa tem que ligar do celular do avião para o hotel em que ela trabalha e mudar o quarto de um político, e caso ela não faça, seu pai será morto.

O clima de suspense e tensão é criado durante a viagem, uma metáfora que reflete um pouco o medo atual dos americanos em andar de avião depois dos atentados de 11 de Setembro. O desconforto da personagem principal em ter um certo medo de andar de avião somado a essa nova ameaça sentada ao seu lado.

O desenvolvimento da narrativa é bem interessante, os diálogos e as atuações são boas também. Um clichê pra lá, um deslize no roteiro de cá, mas no final o resultado é positivo. Um filme competente no que se propõe.

Interessado em ver um filme de suspense e tensão legal, pode ir conferir esse.

quinta-feira, 8 de setembro de 2005

Penetras bons de bico

Título Original: Wedding Crashers (EUA , 2005)
Com: Owen Wilson, Vince Vaughn, Christopher Walken, Rachel McAdams, Isla Fisher, Bradley Cooper e Jane Seymour
Direção: David Dobkin
Roteiro: Steve Faber e Bob Fisher
Duração: 119 minutos


Owen Wilson e Vince Vaughn estrelam o filme “Penetras bons de bico” (Wedding Crashers). Eles fazem parte da “turminha” que está sempre fazendo filmes juntos que ainda conta com Ben Stiller, Luke Wilson e Will Ferrell. A direção ficou nas mãos de David Dobkin, que já havia trabalhado com Owen no filme “Bater ou Correr em Londres”, que também tinha Jackie Chan no elenco.

O filme conta a história de John Beckwith (Owen) e Jeremy Grey (Vince), dois parceiros de negocio e amigos de longa data que compartilham do mesmo hobby: entrar em festas de casamentos de penetra. Não importando ser italiano, chinês ou judeu. O objetivo é conquistar garotas se aproveitando da comoção do evento, seguindo as regras estabelecidas aos “penetras de casamento”. Mas em uma dessas festas, da filha do secretário Cleary (Christohper Walken), eles conhecem suas outras filhas: Claire (Rachel McAdams) e Gloria (Islã Fisher). Jeremy consegue conquistar Gloria, mas ao descobrir que ela é muito grudenta, ele quer ir embora o mais rápido possível. Enquanto isso John começa a se aproximar de Claire. Eles então recebem o convite de ir passar o fim de semana na casa dos Cleary, que seria uma ótima oportunidade de John continuar sua aproximação. Mesmo sem aprovar a idéia, Jeremy resolve ir para não abandonar seu amigo. Isso claro vai gerar muitas confusões e situações engraçadas que irão deixá-los em apuros.

Digamos que a história seja uma mistura de comédia e também de romance. Mas apesar do romantismo, o principal tema com certeza é a amizade. Alias, um filme de amigos, sobre amigos. E o ele segue muito mais ao estilo de uma comédia. Claro que tem alguns momentos românticos piegas, mas ele até consegue te convencer que isso é importante na história a ponto de achar isso “legal”, ou pelo menos aceitável no objetivo da trama.

A química entre Owen e Vince é impressionante e a atuação deles é muito boa. Eles com certeza são as grandes atrações do filme. A “turminha” parece estar sempre com uma idéia mais interessante e criativa sendo colocada em prática. Eles vêm renovando e “revolucionando” as comédias americanas. Esse filme que teve um orçamento baixo para os padrões de Hollywood (20 milhões de dólares), rendeu somente por lá mais de 100 milhões. Sinal que o público também vem aprovando seus filmes. Para quem acompanha o blog, sabe que eu virei fã dos caras e de seus filmes.

sábado, 3 de setembro de 2005

Procura-se um amor que goste de cachorro

O filme “Procura-se um amor que goste de cachorro” (Must love dogs) é baseado no livro da escritora Claire Cook e chega aos cinemas com direção e roteiro de Gary David Goldberg, que tem mais experiência na televisão em programas como “Spin City”. No elenco estão Diana Lane (“Infidelidade”, pela qual concorreu ao Oscar) e John Cusack (“Alta Fidelidade”).

Sarah (Diana) é uma recém divorciada que está recebendo apoio da família em encontrar um novo amor para ela. Eis então que sua irmã resolve tentar um novo método, colocar um anúncio (no qual diz que é preciso gostar de cachorro, daí o título do filme) em um site de paquera na Internet. Enquanto isso Jake é também foi abandonado recentemente por sua mulher e um amigo dele está tentando ajudar e resolve tentar responder a um anúncio na Internet. Então Jake e Sarah acabam indo se conhecer e começa o jogo de encontros e desencontros.

O filme nada mais é do que uma comédia romântica, então analisando dessa maneira ele consegue ser competente no que se propõe. Alguns diálogos e situações legais são o destaque do filme, graças às boas atuações do elenco, principalmente de Cusack. O diretor inclusive deu liberdade total ao ator mudar seus diálogos no roteiro. Pena que a história seja centrada na personagem Sarah, seria legal se ele aparecesse mais.

Outro ponto positivo é o fato da história se tratar de personagens mais adultos, o que já foge um pouco dos padrões das comédias românticas atuais que costumam ser mais “teens”.

O grande problema do filme é não conseguir fugir da obviedade acabar sendo totalmente previsível. Será que em algum momento do filme realmente você consegue duvidar que o casal de protagonistas irá acabar junto e tudo vai acabar bem? Acho que não. Mas talvez isso também faça parte desse tipo de filme, então não teria muito como fugir disso.

O resultado final é um filme comum, divertido em alguns momentos, com boas atuações e consegue agradar ao público que foi interessado em assistir a uma simples comédia romântica.

quinta-feira, 1 de setembro de 2005

Oldboy

Um homem comum é seqüestrado e mantido em cativeiro por 15 anos sem que seus seqüestradores estejam interessados em resgate. Nesse período ele fica em companhia de um tv onde ele descobre que sua mulher foi assassinada e ele foi acusado do crime. Depois desse tempo ele é solto sem motivo aparente e então vai atrás de vingança e também saber o motivo de ter sido preso. O desenvolver da história é feito para dar a mesma sensação do personagem de estar desnorteado, perdido e tentado achar algum sentido na situação, se é que ela existe.

Essa é a trama de “Oldboy”, filme coreano do diretor Park Chan-Wook. Esse é seu quinto longa-metragem, e o segundo com a temática vingança (que será uma trilogia). O filme começou a fazer sucesso internacionalmente depois de vencer o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes do ano passado. Foi então que ele Park começou a ser comparado com Quentin Tarantino por causa do estilo de narração utilizado e também por causa do uso da violência. Eu não diria que parece tanto assim, talvez lembre um pouco.

Cenas de ação com um certo humor e outras bem chocantes se alternam, ambas com uma intensidade bem interessante. São cenas de violência tanto física quanto psicológica. Alias, como é marca dos filmes orientais, algumas cenas de ação têm uma coreografia bem elaborada. É bom estar preparado para algumas cenas bem fortes.

A história foi baseada em uma mangá de Minegishi Nobuaki e Tsuchiya Garon. Com certeza ou uso gráfico da violência foi baseada mais de acordo com os quadrinhos.

É até difícil definir qual seria o gênero do filme. Um pouco de aventura, romance, psicanálise, ou como o próprio diretor do filme falou que pensou muitas vezes que estavam fazendo na verdade um western à sua própria maneira.

Depois desse filme eu tento imaginar o quanto mais “brutal” devem ser os outros filmes de Park sobre vingança. O anterior (“Sympathy for M. Vengeance”) acho que nunca passou aqui pelo Brasil, mas eu já estou tratando de baixar na Internet.

Ao ser perguntando sobre essa obsessão pelo tema vingança, ele respondeu: “Porque a vingança ainda é vista como tabu pela sociedade, e acho interessante que o cinema mostre aquilo que não pode ser mostrado e exprima aquilo que devemos reprimir em nosso cotidiano”. Gênio!