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quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

As Loucuras de Dick e Jane

Jim Carrey está de volta às comédias no filme “As Loucuras de Dick e Jane”. Dirigido por Dean Parisot (“Heróis fora de órbita” e da telessérie “Monk”), trata-se de uma refilmagem de um filme de 1977 estrelado por George Segal e Jane Fonda.

Essa nova versão ganhou um novo contexto, mais adequado com os novos tempos. Dick trabalha para a Globodyne a 15 anos e finalmente ganha uma promoção para vice-presidente. Em seu primeiro dia com o novo cargo, descobre que a empresa foi à falência por fraudes contábeis. Sua vida vai a ruína, e no desespero sem conseguir arranjar um novo emprego, ele acaba entrando no mundo do crime em parceria com a sua esposa.

A versão original era mais alienada. Dick precisava roubar pois sua esposa Jane gastava demais o que os dois não tinham. A versão atual ganhou o contexto dos escândalos ocorridos com a quebradeira que aconteceu com grandes empresas durante o início do governo Bush, como a WorldCom e Enron (que são ironicamente agradecidas nos créditos do filme).

Todo esse cenário acaba gerando as mais divertidas situações. Jim Carrey consegue até manter um certo equilíbrio em sua atuação, sem abusar demais das suas já tradicionais caretas. Em uma entrevista ele foi perguntado se tinha desistido dos papéis mais sérios. Ele respondeu dizendo que os papéis sérios que tem desistido dele, se referindo ao fato de ter recebido papéis cômicos mais interessantes do que os “dramáticos”. Mas até mesmo nesses tais papéis dramáticos, ele acaba tendo também um pouco de comédia, como em “Brilho eterno de uma mente sem lembranças” ou “O Show de Truman”, que são filmes muito bons por sinal.

Ainda completam o elenco Alec Baldwin, como o presidente da Globodyne e Téa Leoni, como Jane, a esposa de Dick.

O filme se desenvolve bem, mostrando o alto e depois o baixo, descendo até o pior nível dos personagens, isso é claro com bastante bom humor. No final a coisa se perde um pouco, um final meio moralista, mas que já era esperado ao se tratar de uma simples comédia. Mas mesmo assim ainda rolam algumas piadas inteligentes de maneira sutil, afinal de contas o público foi lá mais interessado em ver a performance de Carrey. O resultado é um filme divertido, nada muito fora do normal.
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