Quando o filme “Piratas do Caribe – A maldição do Pérola Negra” chegou aos cinemas em 2003, ninguém apostava que ele seria um sucesso tão grande.
Ninguém imaginava que uma aventura de pirata pudesse ainda atrair o público, num gênero que andava meio esquecido em Hollywood e que teve fracassos recentes como “A ilha da garganta cortada”. O grande diferencial de Piratas do Caribe com certeza estava no personagem Jack Sparrow e na brilhante atuação de Johhny Deep. A sua atuação ainda lhe rendeu uma indicação ao Oscar. Fama, dinheiro e reconhecimento, era tudo que ele estava precisando.
Então já de se esperar que uma continuação fosse ser realizada. Usando uma estratégia já utilizada por filmes como “De volta para o futuro”, “Matrix” e “O senhor dos anéis”, resolveram fazer mais dois novos filmes ao mesmo tempo. Então chega agora aos cinemas “Piratas do Caribe: O baú da morte”, e no ano que vem a continuação “No fim do mundo” (título ainda provisório do original “At world´s end”).
E mais uma vez o filme surpreendeu nas bilheterias e já bateu vários recordes lá nos EUA. Se depender do público e de Deep (que declarou adorar o papel e estar disposto a interpretá-lo por mais quantos filmes vierem), muitos outros filmes da série devem vir por aí.
Agora o problema é conseguir superar o primeiro, ou pelo menos ser tão bom quanto. Isso sempre é um problema para as continuações. Os personagens já foram apresentados, então agora é colocá-los em novas situações. E claro, mostrar o desenvolvimento deles no decorrer da história. É aí que começam os problemas.
Sem noção! É o que eu tenho a dizer sobre o rumo que os personagens tomam na história, e também sobre a própria trama do filme. Tudo agora é “mega”, e acontece tanta coisa, tantas mudanças, idas e vindas, que acaba sendo um pouco confuso e acelerado. Tentar falar ou explicar mais sobre isso pode acabar estragando as surpresas do filme.
Jack Sparrow, ou melhor, CAPITÃO Jack Sparrow continua sendo a grande atração. Agora ele usa um pouco mais do humor físisco, parecendo um personagem de desenho animado que cai no chão, da cambalhota, sem que nada aconteça com ele. Mas o seu sarcasmo e cinismo de pirata continuam.
Agora na parte da ação e dos efeitos o filme da um show. Os novos vilões são muito bem feitos, com destaque para o papel de Davy Jones interpretado pelo excelente Bill Nighy. Toda a parte visual (fotografia) é também muito boa, num bom equilíbrio entre cenas em cenários reais e feitos no computador.
O resultado final é um filme legal, inferior ao primeiro, mas nem por causa disso ruim. É sempre complicado conseguir surpreender ou repetir as mesmas qualidades do primeiro, ainda mais que aumentam as cobranças nesses aspectos. Pelo menos na quantidade de público e dinheiro arrecadado, a resposta está sendo muito boa.
Mais uma vez eu esqueci dessa data importante. No dia 28 de Junho o blog completou 3 anos de vida. É, isso foi quase um mês atrás, mas só lembrei disso agora. Então para não deixar passar em branco essa data, vou deixar aqui registrado. É isso, parabéns para o blog, e vamos ver mais quantos anos de vida ele ainda vai ter...
A grande atração das comédias românticas é o lance da conquista. Isto é, os encontros e desencontros do casal de protagonistas até suposto final feliz juntos. A idéia de “Separados pelo casamento” (The Break Up) é tentar “inovar” no gênero. Mostrar os “encontros e desencontros” de uma separação de casais, numa espécie de “comédia romântica às avessas”.
A idéia da história veio do ator e protagonista do filme Vince Vaughn. Depois do sucesso de “Penetras Bons de Bico” ele ficou com moral para conseguir colocar seu projeto em realidade, no qual ele também produziu. Para a direção foi convocado Peyton Reed, que já tem uma certa experiência no gênero com o filme “Abaixo ao amor” (que inclusive entrou na lista dos meus filmes românticos preferidos). E para dividir a tela com Vaughn, foi chamada a atriz Jeniffer Aniston, outra que tem alguns filmes do mesmo estilo no currículo.
Na trama, é mostrado logo no início como casal Brooke (Aniston) e Gary (Vanughn) se conheceu e alguns momentos felizes são mostrados com muitas fotos (nos créditos iniciais do filme). Mas a parte feliz acaba por aí. Depois de um jantar em família, os dois acabam brigando e meio que terminando o relacionamento. O problema vai ser a disputa pelo apartamento onde eles moram.
Agora se a idéia inicial parecia ser interessante, o resultado final não foi o esperado. Fazer uma comédia de briga de casais é uma coisa complicada. É muito fácil acabar soando sem graça e um tom de um certo desconforto. E afinal de contas, nesse tipo de filme o mais importante é a empatia com a audiência. Os personagens da trama acabam soando muito caricatos e apenas alguns momentos do filme são bons. Isso sem falar nos velhos clichês. E apesar da tentativa de inovação, o final ainda acaba comprometendo ainda mais por tentar amenizar a coisa com um final meio feliz.
Mas para quem gosta de comédias românticas, pode acabar gostando dessa mesmo assim. Afinal de contas, como disse uma amiga minha “comédia romântica é que nem sexo e pizza, é bom mesmo quando é ruim”. Bom, eu concordo com a parte do sexo e pizza (risos). Agora quanto a comédia de briga de casais, melhor tentar algum filme de Woody Allen. Ele sim é bom nisso. E também seus filmes mesmo quando são ruins, são bons.
Já que só tinha dublado no cinema, o jeito foi ter que baixar e assistir no computador. Tenho que manter a minha birra sobre a falta de opção em escolher querer ver dublado ou legendado. Por mais que eu tente justificar, acho que isso nunca fica claro. Nada contra os desenhos dublados, o meu problema mesmo é a falta de opção, que antes existia. E esse antes é bem recente. Por exemplo, “Procurando Nemo” tinha as opções e eu vi dublado sem problemas. Mas aí quando eu prefiro ver legendado e não tem, prefiro baixar (já que eu também não vou esperar até sair dvd, e vai que acontece como o dvd de “Era do Gelo 2”, que nem o dvd tem o áudio original). Enfim, depois dessa introdução mais uma vez falando sobre esse assunto, vamos lá falar sobre “Carros”. A Pixar estava prestes a se separar da Disney, e provavelmente esse desenho seria a última parceria entre as empresas. No final das contas elas acabaram não se separando. Mas em compensação esse talvez seja o desenho da Pixar com mais cara da Disney. Isso por ser mais família, com algumas lições de moral, ter um tema mais infantil e coisas do tipo, mas nem por isso sem deixar de ter a qualidade de uma boa história. E esse sempre é o grande trunfo dos desenhos da Pixar. Mesmo que talvez a história tenha seus clichês e não seja assim tão original, a maneira como ela é mostrada é muito interessante. Toda a construção do universo dos carros (os detalhes e regras desse mundo) é muito boa e criativa. E também a caracterização dos personagens, sempre genial. A idéia do desenho surgiu quando o diretor John Lasseter (dos “Toy Story” e “Vida de Inseto”) passava pela rodovia 66 (a famosa route 66) e percebeu o abandono devido a construção das grandes estradas (ou free ways em inglês). Ele tem uma paixão com carros, então pensou que isso daria um bom tema para uma história. Lighting McQueen (Owen Wilson no original e Marcelo Garcia no dublado) é um carro de corrida ambicioso, sem amigos que só pensa em vencer o campeonato. Durante a viagem para a próxima e decisiva corrida, ele acaba se perdendo e indo parar numa pacata cidade chamada Radioator Springs. Por ter causado danos à estrada, ele acaba sentenciado a trabalhos forçados na reconstrução da mesma. Na convivência com os poucos moradores do lugar, ele acaba aprendendo que a vida é mais do que ganhar um troféu de campeonato e fama. Com certeza “Carros” não é um dos melhores desenhos produzidos pela Pixar e não é tão bom quanto os “Toy Story”, por exemplo, mas nem por isso não deixa de ter qualidade. E também prova que a Pixar é o melhor estúdio de animação em todos os sentidos. Certa foi a Disney em manter a parceria com ela. Vale lembrar também que sempre antes do filme tem a exibição de um curta, outra marca registrada dos desenhos da Pixar. O nome desse é “A banda de um homem só”, que inclusive foi indicado ao Oscar.
Título Original:Superman Returns (EUA , 2006)
Com: Brandon Routh, Kate Bosworth, James Marsden, Frank Langella, Eva Marie Saint, Parker Posey, Kal Penn, Sam Huntington e Kevin Spacey
Direção: Bryan Singer
Roteiro: Michael Dougherty e Dan Harris, história de Bryan Singer, Michael Dougherty e Dan Harris
Duração: 154 minutos
Lá se vão quase 20 anos que o Superman está longe das telas do cinema desde que o terrível “Superman 4” foi exibido em 1987. Nesse meio tempo os filmes relacionados a super-heróis dos quadrinhos passaram por altos e baixos. No inicio dos anos 90 vieram os filmes do Batman, que deram uma nova proporção ao que chamamos hoje de “blockbuster”. Mas a megalomania e maluquice dos produtores enterraram o personagem que foi ridicularizado no “Batman e Robin”, gerando problemas para a DC (editora tanto do Batman quanto do Superman) e acabando com as chances dos heróis nos cinemas.
Tudo mudou em 2000 quando “X-Men” deu nova vida e chance aos personagens dos quadrinhos nos cinemas com uma adaptação digna e muito boa, graças a direção de Bryan Singer. Desde então uma nova leva de filmes (bons e ruins) baseados nos quadrinhos surgiram e viraram sinônimo de sucesso novamente.
Então já não era sem tempo do Superman ter uma nova oportunidade nos cinemas. Esse projeto vem sendo elaborado há muito tempo e passou na mão de várias pessoas, dentre elas Tim Burton (que dirigiu 2 filmes do Batman) e Brett Ratner (que acabou indo parar em X-Men 3). Várias idéias absurdas surgiram e ainda bem que nenhuma delas chegou a ser realizada. Foi então que Bryan Singer acabou assumindo a produção.
O ideal seria fazer o que foi feito por exemplo com "Batman Begins", dar uma nova visão sobre a origem do personagem. Mas Singer resolveu seguir um caminho diferente e não ignorar os filmes já feitos para o cinema. Ainda vale ressaltar o sucesso do seriado Smallville, que também acabou dando força a produção de um novo filme do Superman.
Quando eu soube dessa decisão de Singer fiquei receoso. Será que ignorar os filmes antigos não fosse a melhor solução? Fiquei com o pé atrás com o filme até ver o trailer e ficar mais tranqüilo. Singer é um diretor competente e merece confiança.
A história se passa depois do Superman 2 (bom, eles ignoraram os filmes 3 e 4 pelo menos), o pai biológico do Superman ainda é vivido por Marlon Brando (graças a cenas e diálogos não usados nos filmes antigos e também aos efeitos especiais) e a música tema composta por John Willians ganhou uma nova adaptação por John Ottman (que trabalhou em “X-Men 2”). O tom do filme lembra bastante o do primeiro filme (dirigido por Richard Donner). Mas mesmo com todas essas referências, Singer tinha que deixar a sua marca.
O Superman na visão de Singer é um herói universal, e por que não dizer mais “humano”, mais “real”. Foi assim que ele fez com os X-Men. Agora em relação ao Superman isso acabe soando um pouco “estranho”, mas muito interessante. E claro, tem toda uma carga dramática. O filme está mais para um drama romântico do que um filme de ação.
A escolha do elenco foi acertada, principalmente com o desconhecido Brandon Routh no papel do Superman (afinal de contas não poderia se escolhido um ator conhecido, pois iria complicar sua associação com o personagem) e também de Kevin Spacey como o vilão Lex Luthor.
Os efeitos visuais são muito bons! Se na época do lançamento do primeiro filme a propaganda dizia “você vai acreditar que o homem pode voar”, eu diria que agora isso foi alcançado com perfeição.
Eu diria que Bryan Singer conseguiu dar uma nova vida nos cinemas do Superman com esse "Superman - O Retorno", de maneira digna que o personagem merecia. O filme é bom e competente. Agora vamos esperar se essa nova franquia vai continuar. O filme não vem ganhando tanto dinheiro quanto os produtores esperavam, então pode ser que uma continuação não chegue a ser realizada. Mas enfim, ainda é cedo para se afirmar isso. O jeito é aguardar.
Mais um capítulo sobre essa história de dublagem de filmes e desenhos...
Dessa vez é sobre “A Era do Gelo 2” que acaba de ser lançado em dvd simplesmente sem o aúdio original (em inglês) disponível. Tem somente opções de áudio em Português e Espanhol. Pois é, agora se você quiser ver o desenho com o áudio original só baixando na Internet ou então comprando uma cópia importada.
Esse realmente foi o pior nível! Afinal de contas a grande vantagem de um filme em dvd é poder escolher entre o áudio original ou uma versão dublada. Agora lançar o dvd sem o áudio original é foda! Totalmente sem noção! Só falta isso virar moda também...
Hoje finalmente chega aos cinemas brasileiros "Superman - O Retorno". E eu vou ver hoje mesmo, pois nunca mais tinha ido ver um filme na estréia. Interessados em ir também, sessão 23:25 da sala 7 do Aeroclube.
Um detalhe interessante a ser comentado é o fato de terem muitas cópias dubladas. Só pra constar, o filme está em cartaz em 9 salas, sendo que 5 são dublados.
Será que isso está virando moda? Já aconteceu com outros filmes desse tipo como "Homem Aranha 2". Inclusive foi bizarro pois a sala 1 do aeroclube com cópia dublada ficou vazia, enquanto a legendada ficou lotada. Acho que até mudaram a programação depois.
E isso tem virado prática não só no cinema. Canais de tv por assinatura como o Telecine criaram um canal só de filmes dublados (Telecine Pipoca), e alguns outros criaram sessões especiais de filmes dublados (como a Fox). Será que é essa a nova tendência? Tenha medo!
Eu até entendo desenhos terem cópias dubladas por serem voltado mais para o público infantil que não sabe ler direito (apesar de não concordar pelo fato de só ter dublado). Mas será que a maior parte do público interessado em ver o Superman faz parte desse público? Ou será que o público brasileiro em geral está começando a gostar de ver somente filmes dublados? Com certeza isso não aconteceu por acaso. As distribuidoras devem ter feito alguma pesquisa de mercado, sei lá. Vá entender, pois eu desisto.
Ultimamente o assunto aqui no blog tem sido dublagem de desenhos. Eu estava reclamando sobre o fato do desenho "Carros" só ter dublado e também pelos dubladores nacionais. Mas os caras conseguiram chegar no pior nível desse assunto.
Nessa sexta chega aos cinemas o desenho "Os sem-floresta" (Over The Hedge), nova animação do estúdio Dreamworks. Mais uma animação de bichinhos, mas as críticas até disseram que o filme é legal. Na dublagem original muitos atores conhecidos como Bruce Willis, Steve Carell, Thomas Haden Church, Nick Nolte e até mesmo a cantora Avril Lavigne.
Agora que vem o problema. Na dublagem nacional chamaram ninguém menos que PRETA GIL (!!!???) para dublar um dos personagens. Caralho! Aí não né! Pior nível total! Agora eu quero ver alguém dizer que "desenho é tudo dublado mesmo" e não se incomodar com a coisa. Sem noção total!