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quinta-feira, 31 de agosto de 2006

Miami Vice

Confesso que guardei a minha cota de filmes estrelados por Colin Farell para esse “Miami Vice” confiando na direção de Michael Mann (“Colateral”). Mas nem Mann foi capaz de conseguir realizar um bom trabalho com Farell. Parece ser uma “sina” do diretor. Quando ele escolhe o protagonista errado, o filme não funciona. Esse foi o caso de “Ali”, estrelado por Will Smith. Farell estrela mais uma vez um filme baseado em uma série de tv, como foi o caso de S.W.A.T. (que eu nem me atrevi a assistir). Então vamos lá, problema número 1 do filme: Colin Farell.

Miami Vice foi uma série que marcou época na tv por seu estilo inovador. Era praticamente um filme feito em formato de seriado. Michael Mann era o produtor executivo e sempre achou que na verdade deveria ter virado um filme. Foi quando Jamie Foxx se interessou pelo projeto e convençeu Mann a dirigir.

Um dos segredos do sucesso da série era o carisma do seus personagens: James “Sonny” Crockett (Don Johnson) e Ricardo Tubbs (Philip Michael Thomas). Aí é que vem o problema número 2: Foxx e Farell não conseguem ter o mesmo carisma dos personagens da série. No filme eles são simplesmente jogados dentro da tela sem nenhuma apresentação à platéia.

O grande mérito do filme é a atualização do contexto e do visual da série, além de levar a mais a sério a coisa. Agora os personagens usam os mais modernos recursos da tecnologia atual e tem um visual “chique” de acordo com os dias atuais. E hoje o crime e o tráfico de drogas é mais globalizado. Isso acaba causando o problema número 3. O seriado se passava em Miami, mas o filme não. Sonny e Tubbs acabam sendo promovidos a “super agentes” quase do mesmo nível de um James Bond ou Ethan Hunt (Missão Impossível). Então eles vão atrás dos bandidos no Paraguai, Colômbia e Cuba, e quase nunca estão em Miami. Seguindo o mesmo estilo de Colateral, a maioria das cenas acaba sendo feitas à noite, transformando Miami num lugar meio “dark”, diferente da imagem que temos de ser uma cidade de sol e praia.

A idéia de dar realismo a história também é bem interessante. O seriado acabava tendo um tom meio “comédia” e também de filmes policiais para serem exibidos na Sessão da Tarde, tanto que era exibido aos domingos de manhã na Globo. Agora a coisa é séria! Mas aí vem o problema número 4: focar a história no romance entre Sonny e a executiva do tráfico vivida pela atriz chinesa Gong Li (“2046”). Isso acaba botando por água abaixo toda a veracidade da história, graças aos 30 minutos finais do filme. Bom, falar mais do que isso pode comprometer a história, para quem ainda pretende assistir o filme. O drama vivido pelos personagens acaba não tendo esse realismo, graças ao problema de falta de carisma e apresentação dos mesmos.

Então voltamos ao problema número 1: Farell. Seu personagem acaba sendo o principal, deixado Foxx como um mero coadjuvante. Mas ele pelo menos quando aparece faz seu serviço de maneira competente, ao contrário do seu colega de trabalho.

Agora o problema final, o roteiro. Apesar de todo o realismo do tráfico de drogas, a maneira como a história é desenvolvida é ruim. Isso é refletido nos outros problemas como a apresentação dos personagens ou na foco da história. Escrito pelo próprio Mann, o roteiro deixa muito a desejar, ainda mais comparados com os seus trabalhos anteriores.

Resumindo, apesar de todo o visual e realismo, o resultado do filme é totalmente negativo. Para mim foi uma decepção, pois eu tinha muita expectativa em relação a ele.

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Obrigado por fumar

É muito normal filhos seguirem o mesmo caminho dos pais nas profissões, e no cinema isso acontece bastante. É o caso do diretor Jason Reitman, filho de Ivan Reitman que dirigiu filmes como “Caça-Fantasmas” e nessa sexta estréia seu último trabalho chamado “Minha super ex-namorada”. Mas voltando ao filho, ele estréia na direção de “Obrigado por fumar”. O filme é uma comédia, mas sem seguir o mesmo estilo do pai. Digamos que ele preferiu fazer um humor mais inteligente e irônico.

Geralmente diretores estreantes optam por realizar trabalhos próprios, escrever seu próprio roteiro coisa e tal. Jason acabou escolhendo adaptar o livro de mesmo nome escrito por Christopher Buckley. Devido a seu material polêmico, o roteiro desse filme acabou passando por muitas mãos até que Jason resolveu encarar o trabalho. Usando o sobrenome conhecido graças ao pai, ele conseguiu realizar o filme com pouco dinheiro e com a colaboração de atores famosos como Katie Holmes e Robert Duvall.

Nick Naylor (Aaron Eckhart) trabalha como lobista da indústria do tabaco. Seu objetivo é convencer as pessoas de que fumar não é tão ruim quanto dizem. Para isso ele usa de todo o seu poder de argumentação e persuasão. O mais importante é sempre argumentar corretamente, sem nunca estar errado, mesmo que isso não signifique que ele esteja certo. Nesse ponto entra a questão moral, mas para ele isso é apenas um trabalho para poder pagar a sua hipoteca.

É em cima dessa ironia e da questão moral que a trama da história gira em torno. Acompanhar a vida de Nick enquanto pensa numa propaganda para aumentar a venda de cigarros, como ensina seu filho sobre seu trabalho e o envolvimento com política e a imprensa.

Vale lembrar que a história se passa antes de começar a briga das empresas de cigarro que foram proibidas de fazer propaganda de seu produto e também a pagar indenizações por danos a saúde causado a seus usuários.

A grande graça do filme são seus personagens e a ironia como o tema da guerra contra os cigarros é retratada. Na verdade acaba indo além e acaba sendo também uma crítica ao lobby feito pelo governo dos EUA, por exemplo. Mas não se preocupem pois Jason consegue manter um determinado tom para que as críticas não passem por cima das piadas, afinal de contas o filme é uma comédia e não um filme político.

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

Tim Festival 2006

Tim Festival 2006 - Rio de Janeiro

27/10 - Daft Punk

28/10 - Yeah Yeah Yeahs
29/10 - Bestie Boys

Acho que eu vou. Já até pesquisei passagem de avião na Gol e tá 300 Reais ida e volta.

Mais informações e o resto da programação: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u63710.shtml

terça-feira, 22 de agosto de 2006

Transamérica

Aos poucos vão terminando de chegar o resto dos indicados ao Oscar desse ano. Um mês depois de ter estreado lá no Brasil chega aos cinemas daqui o filme “Transamérica”, que teve duas indicações ao Oscar: melhor atriz (Felicity Huffman) e melhor canção (“Travelin´Thru” - Dolly Parton). Esse pelo menos ainda teve espaço no cinema, pois alguns acabaram saindo direto em video.

O filme conta a história de Bree Osbourne (Felicity Huffman), um transexual que está prestes a fazer a última operação para se transformar numa mulher. Antes disso ela recebe uma ligação e descobre que tem um filho. Eis então que começam as “desventuras” de Bree ao ir atrás do rapaz numa mistura de drama, comédia e “road movie”.

O grande destaque fica por conta de interpretação de Huffman. Ela realmente consegue convencer de que é um homem “transformado” em mulher, ou melhor, um transexual. Sem isso o filme não funcionaria. A atriz fez esse papel antes de ganhar fama com o seriado “Desperate Housewives” e com certeza não imaginava que com esse papel ainda iria ganhar uma indicação ao Oscar.

O tema da história é bastante delicado e polêmico. O diretor Duncan Tucker estreou muito bem (ele também escreveu o roteiro) e conseguir dar o tom certo a trama sem cair na caricatura ou ao melodrama. Um filme independente com um pouco da cara de “hollywood”, mas sem exageros.

Pois é, e assim acaba a minha “novela” de não ter visto nenhum filme no cinema em Agosto. Falta agora voltar a pegar ritmo e inspiração para escrever sobre eles. E a semana ainda promete mais filmes. Aguardem!

sexta-feira, 18 de agosto de 2006

Onde foi parar a estréia de "Super Nacho"?


Onde foi parar a estréia de "Super Nacho" (Nacho Libre), o novo filme de Jack Black e do mesmo diretor de Napoleon Dynamite (que até hoje também não deu as caras por aqui)? Supostamente marcado para estrear hoje no Brasil, simplesmente foi limado. Parece que agora só no dia 21 de Setembro. O motivo da mudança? Boa pergunta! Deve ser alguma estratégia de mercado atrasar o lançamento dos filmes. Como eu não entendo nada de marketing, ainda mais em relação a distribuição de filmes, melhor ficar quieto. Eles que sabem o que estão fazendo (ou não).

O mais engraçado é que uma empresa aqui de Salvador chamada Espaço Z (acho que é esse o nome), que é responsável pela divulgação de alguns filmes, arrumou cartazes de filmes para decoração da NAVE de Cinema. Entre os cartazes tinha um monte desse "Super Nacho". Isto é, já mandaram os cartazes de divulgação do filme, mas não mandaram o filme para ser exibido. Gênios! Pelo jeito o mais provável é que o filme acabe sendo lançado direto em dvd. Aguardem notícias sobre isso por aqui no blog.




Outro filme que deve ser lançado direto em video é "A Scanner Darkly" ("O homem duplo" em português), o novo filme de Keanu Reaves e do diretor Richard Linklater ("Antes do amanhecer" e "A escola do rock") baseado num conto de Philp K. Dick. Isso segundo a Folha de São Paulo, numa reportagem sobre o autor (veja aqui).

Estou precisando me atualizar no cinema. Ainda não fui nenhuma vez esse mês. O último filme que eu vi foi "Piratas do Caribe 2" no final de Julho. Bom, aguardem novidades sobre isso semana que vem.

domingo, 6 de agosto de 2006

NAVE no cinema

com os djs:
el Cabong/ Janocide/ Ramon Prates
Vega/ Schneider/ Gabriela Q.
Rock - música pop - trilhas sonoras - pipoca
Dia: 12/08 (Sábado)
Horário: 23:00
Local: Santa Maria, Pinta e Nina
(Largo de Santana, Rio Vermelho)

Ingresso: R$ 10,00
Informações:
festanave@gmail.com
www.fotolog.net/nave_
http://nave.blogspot.com
Comunidade no Orkut:
www.orkut.com/Community.aspx?cmm=2007490


Você já pensou em ir a uma festa vestido como seu personagem preferido do cinema? E de quebra ainda dançar a noite inteira ao som das trilhas sonoras de seus filmes prediletos? Se não pensou, pense. Assuma seu lado estrela e se prepare para uma viagem pelo mundo da sétima arte embalado pelas músicas que enchem as salas de exibição. É a volta da Nave, a melhor festa da cidade, que aterrissa no Largo de Santana, no Rio Vermelho, num novo espaço, o bar Santa Maria, Pinta e Nina. A decolagem está marcada para o próximo sábado, dia 12/8, a partir das 23 horas, reunindo um time de seis DJs prontos para estremecer o assoalho das duas pistas de dança até o amanhecer com sons das mais diversas épocas e estilos. O clima é, ao mesmo tempo, um misto de festa e cinema, com exibição de filmes, decoração especial, promoções e muito mais.

Para a festa deste mês foram convocados os DJs Ramon Prates, Schneider, Vega e Gabriela Q. Cada um a seu estilo farão homenagem ao cinema, num passeio que contemplará músicas e filmes da década de 50 até os dias atuais. Completam o time os dois DJs residentes e produtores da festa, Janocide e el Cabong, que prometem criar o clima da festa com os seus já tradicionais repertórios, que sempre incluíram referências ao cinema, e claro, muitas surpresas. A viagem está agendada, chame seus amigos e prepare os pés, pois a noite vai ser longa. Hasta la vista, baby e que a força esteja com você.

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

Anotem na agenda

Anotem na agenda, dia 12/08 (Sábado) é dia de NAVE no cinema. E eu vou tocar! Em breve maiores informações.