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segunda-feira, 30 de outubro de 2006

Tim Festival – Beastie Boys


Último dia do festival e o rap e hip hop tomou conta do palco Tim Stage. A grande atração da noite era o Beastie Boys. Quem abriu a noite foi a banda paulista Instituto, que mistura rap e hip hop com coisas tipo samba ou até mesmo reggae. Também bastante politizados, fizeram comentário sobre o resultado da eleição e coisas do tipo. Em seguida foi a vez do Dj Shadows, que chegou e se apresentou ao público avisando que iria tocar músicas de todos os seus cds, mas o repertório acabou ficando mais com o último trabalhado chamado “The Outsider”.

O Beastie Boys era uma das atrações mais esperadas do festival sem dúvidas, então a expectativa era muito grande. Quem sobe primeiro o palco é o dj Mike, que começa a mandar ver nas suas pick-ups para a entrada triunfal da banda. Ad-Rock, MCA e Mike D chegam vestidos de terno. Se eu não me engano eles não se apresentam no Brasil desde 1995. Apesar de já serem quarentões, em cima do palco eles são os mesmos moleques de sempre. Demonstraram bastante empatia com o público, o tempo todo interagindo com eles. Legal foi quando perguntam “is there anyone from Bahia” e um monte de gente respondeu, eu inclusive, é claro.

O repertório claro contou com muitos clássicos como “Body moving”, “No sleep till Broklyn”, “Super disco breaking”, “3 mcs and 1 dj”, entre outros. Depois de uma hora de show rolou aquela tradicional pausa para uma volta triunfal no bis ao som de “Intergalatic”. Eis então que veio o grande momento do show, os MCs assumem seus intrumentos (baixo, guitarra e bateria) e tocam “Gratitude” para depois encerrar com o grande hit “Sabotage”.

Pena não terem tocado mais, mas segundo eles isso foi por culpa da produção do evento.

Confiram as fotos

Agora fica complicado dizer qual foi o melhor show. Acho que eu fico com o Daft Punk, que foi o que mais me surpreendeu. O do Beastie Boys foi com certeza o que mais animou o público.

Bom, agora é hora de voltar a realidade. Quem sabe ano que vem eu não venho de novo ao Brasil. Vejo vocês no “mundo real”...

domingo, 29 de outubro de 2006

Tim Festival – Yeah Yeah Yeahs

E a cobertura do Tim Festival continua. No segundo dia do palco Tim Stage a grande atração era o Yeah Yeah Yeahs. Mas quem subiu primeiro ao palco foram os pernambucanos do Mombojó. Talvez a escalação deles para esse dia não tenha sido muito acertada, mas não teve problema. Os caras se apresentaram numa boa e tiveram uma boa resposta do público. Não é muito a minha praia essa mistura de sons regionais com música eletrônica, rock, samba, entre outros elementos. Em seguida foi a vez de Patti Smith apresentar seu rock, grande ícone dos anos 70. Seu show teve um tom bem político, falou sobre a eleição no dia seguinte coisa e tal. E o grande destaque do seu repertório foi o clássico “Beacause the night”, talvez por ser uma das poucas músicas que eu conhecia dela.

Então sobe ao palco o Yeah Yeah Yeahs com o público indo ao delírio. A vocalista Karen O chega avisando “it´s party tonitgh”, isso sem falar no seu figurino colorido muito “fashion”. Eles começam tocando “Phenomen” do 2º cd chamado “Show your bones”. Enquanto Brian Chase (baterista, que inclusive estava com uma camisa do Ramones) e Nick Zinner (guitarra) mandavam ver, Karen ficava de um lado para o outro correndo feito uma louca, pulando, cuspindo água pra cima, e muitas outras peripécias, mostrando uma presença de palco impressionante. A banda ainda contava com um quarto integrante de apoio tocando violão e baixo em algumas canções. O repertório contou também é claro com músicas do primeiro cd chamado “Fever to tell” e do primeiro Ep. Destaques para “Gold Lion”, “Cheated Hearts”, e claro, o grande final com “Date with the night”.

Confiram as fotos do show

sábado, 28 de outubro de 2006

Tim Festival – Daft Punk

Aqui estou eu diretamente do Rio de Janeiro para falar sobre a primeira atração do Tim Festival: Daft Punk. O show foi muito bom! Uma performance que envolve todos os sentidos, principalmente a parte visual e a sonora. Um show de luzes, som perfeito, e de cima de uma espécie de pirâmide a dupla francesa formada por Thomas Bangalter e Guy-Manuel mandava ver.

E lá estava eu na grade, vendo tudo de perto. Por volta de 4 mil pessoas lotaram o palco do Tim Stage para ver os caras. Além da tal pirâmide, tinha também tipo um telão atrás, e mais um monte de canhão de luz. A coisa era pra deixar qualquer um hipnotizado, e claro, batia muita onda. Não recomendado para pessoas com epilepsia. A dupla estava com sua roupa característica, usando os capacetes e roupas parecendo dois robôs. E a idéia toda é essa, você esquecer que são duas pessoas comuns ali no palco e entrar na viagem deles. Eles se preocupam bastante com essa questão da imagem, tanto que eles não costumam aparecer sem suas “fantasias”.

Marcado para começar às 23 horas, o show só foi começar por volta da meia-noite. Tinham muitos jovens no público, inclusive ao meu lado tinha uma mãe com 3 meninos, 1 por volta dos 10 anos de idade e outros 2 com cara de ter uns 14. E o mais legal é que eles conheciam todas as músicas. E estava bem tranqüilo, fiquei lá na grande em frente ao palco sem maiores problemas.

Antes do início da apresentação rolou a música tema de “Contatos imediatos de 3º grau”, muito bem de acordo com o contexto do show. Afinal os 2 robôs não deixam de ser algo como os alienígenas, tentando fazer contato com o público.

O repertório foi bem legal, eles mixaram suas próprias músicas. Então pensem numa mistura, algo tipo o mix de “Around the world” com “One more time”, e coisas do tipo. Fantástico!

O único problema do show foi ter durado pouco, por volta de 80 minutos. Com certeza ficou um gostinho de quero mais. Fiquei até com vontade de ir ver o show em São Paulo só pra poder ver novamente.

Então é isso, esse foi o primeiro dia. Não deixem de acompanhar aqui no blog o resto da cobertura do evento.

Confiram as fotos do show

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

Dália Negra

Título Original: The Black Dahlia (2006)
Elenco: Aaron Eckhart, Hilary Swank, Josh Hartnett, Mia Kirshner e Scarlett Johansson
Diretor: Jonathan Dayton e Valerie Faris
Duração: 119 minutos

O diretor Brian de Palma resolveu fazer uma homenagem aos filmes noir ao adaptar o romance de James Ellroy “Dália Negra” para o cinema. O processo para essa adaptação chegar a ser realizada foi grande. Quem tinha assumido o projeto anteriormente tinha sido David Fincher, mas depois do fracasso comercial de “Clube da Luta” a coisa acabou não se concretizando. Fora isso ele pretendia fazer um longa de 3 horas de duração e em preto e branco. Os produtores não estavam muito felizes com essa idéia. Depois de um tempo parado, acabou caindo nas mão de Brian que fez o filme num processo meio intendente, só depois arrumando uma distribuidora.

Um outro problema era a adaptação do romance. O livro é muito complexo, cheio de histórias paralelas sem seguir muito uma linha única de narrativa. Depois do sucesso da adaptação de “Los Angeles – Cidade Proibida”, outro livro de Ellroy, a coisa parecia ser viável. No final dos anos 40 o assassinato da atriz Elizabeth Short chocou Hollywood, e baseado nesse crime verídico que a história foi criada. A atmosfera perfeita para criação de um filme noir. A época (anos 40), o mistério, as mulheres misteriosas, jogos de luz, sombra, reviravoltas, o crime, os investigadores e muitos outros ingredientes.

Justamente nesse aspecto técnico da criação de época que o filme tem sua maior qualidade. Toda a cenografia, fotografia, figurino, edição, tudo foi feito para relatar bem o clima em tom de homenagem aos filmes noir. Pena que a qualidade fique somente nesse aspecto.

O elenco do filme é um desastre. E o pior de tudo é que a maioria são bons atores, mas parecem terem sido escolhidos para os papéis errados. Começando por Josh Hartnett que não convence hora nenhuma como o detetive Dwight “Bucky”, passando por Aaron Eckhart totalmente canastrão no papel de outro policial pareceiro de Dwight, uma Scarlett Johansson totalmente sem sal e Hillary Swank muito bizarra, ambas como femme fatales.

Para completar a adaptação do livro ficou bem ruim. Em busca de uma essência básica e de uma narrativa mais linear, o roteiro assume que o espectador é burro e abusa em algumas seqüências do bom e velho flashback para quem sabe assim a gente não se perder no meio da trama.

No final fica aquela sensação de que a coisa poderia ter sido muito melhor, e claro, que existem muitas outras obras melhores do gênero. A homenagem com certeza teve uma boa intenção e foi válida, mas o resultado deixou muito a desejar.

terça-feira, 17 de outubro de 2006

Talladega Nights - 007 Cassino Royale


Mais uma "decisão acertada" das distribuidoras de filmes aqui no Brasil. Dessa vez foi a Columbia que resolveu não lançar mais o filme "Talladega Nights - The ballad of Ricky Bobby" ("Ricky Bobby: A toda velocidade" em português) protagonizado por Will Ferrell. Quem acompanha o blog sabe que eu sou fã do ator. O filme foi bem nas bilhterias americanas e tinha data de estréia por aqui agora em Novembro. Como sempre a distribuidora não deu muita explicação do cancelamento e nem uma previsão para lançamento em dvd. O jeito vai ser baixar na internet: modo download on! Pelo menos parece que o outro filme de Ferrell chamado "Stranger Than Fiction" está previsto para estrear por aqui dia 15 de Dezembro. Vamos ver se isso vai se confirmar.


Para compensar um pouco, a Sony Pictures resolveu adiantar o lançamento do novo filme do 007 chamado Cassino Royale. Estava previsto para 5 de Janeiro de 2007 e agora vai sair dia 15 de Dezembro desse ano (será que junto com o filme de Ferrell?). Lá nos EUA o filme entra em cartaz dia 17 de Novembro.

Fonte: Omelete

sábado, 14 de outubro de 2006

Orgulho e Preconceito

Continuando a saga de filmes que perdi no cinema, agora é a vez de “Orgulho e Preconceito”. E esse ainda faz parte de outro grupo, o de filmes indicados ao Oscar desse ano. Foram ao todo quatro indicações: melhor atriz (Keira Knightley), melhor direção de arte, melhor figurino e melhor trilha sonora.

Baseado no famoso livro de Jane Austen, a história fala basicamente sobre orgulho e preconceito, por mais obvio e idiota que isso possa parecer. No final das contas não passa de mais uma adaptação desse livro, um típico filme de época, do século XIX pra ser mais exato. Mas não é só isso, algum diferencial precisava ter. O primeiro destaque fica por conta de Keira no papel de Elizabeth Bennet. Sua atuação está excelente e sua indicação foi bastante justa.

Na história, a mãe de Elizabeth acha que o único jeito de suas quatro filhas terem um futuro garantido é se casando com um bom partido. A coisa começa a se desenvolver quando a família vai para uma festa promovida pelo Sr. Bringley (Simon Woods). Lá tanto ele quanto o Sr. Darcy (Matthew Macfadyen) chamam a atenção das meninas. Elizabeth tenta uma aproximação com o Darcy, mas acaba sendo esnobado por ele. Então é que começa o “jogo” de “orgulho e preconceito” entre os dois. Elizabeth começa a odiá-lo, mas depois acaba conhecendo-o melhor e vê que estava errada a seu respeito.

É interessante ver um pouco do costume da época, sobre essa coisa de casamento. O quanto era complicado conseguir colocá-lo em prático, mais parecendo que um negocio estava sendo fechado e não o fato de duas pessoas estarem querendo se unir por estarem apaixonados. As roupas, o comportamento, tudo isso é mostrado de maneira muito boa.

O outro destaque fica por conta das cenas de dança que rolavam nos eventos sociais. Aí vem o destaque pela parte técnica. A construção dessas cenas, a edição, tomadas longas com muita movimentação de câmera e sem cortes. Isso sem falar na parte do figurino, da cenografia e a trilha, que justamente foram indicados também ao Oscar.

O resultado final é um bom filme de época, sem grandes inovações, mas que por conta de alguns destaques (já citados) acaba ficando acima da média. Vale destacar também o resto do elenco como Donald Sutherland e a participação especial de Judi Dench. Bom trabalho de estréia do diretor Joe Wright.

quinta-feira, 12 de outubro de 2006

24 Horas - 5ª temporada

Finalmente assisti ao final da 5ª temporada de 24 Horas. Pense num final sem noção! Os finais de temporada da série não costumavam ter uma deixa tão brutal e sem noção para a temporada seguinte. O normal era o dia acabar (as 24 horas) e os eventos serem todos resolvidos, praticamente.

Mas não foi só o final da temporada que foi sem noção, foi a temporada por completo. Como sempre, é claro! Mas o número de eventos brutais e morte de “bonecos” dessa vez foi alto. Para um seriado em que até uma bomba nuclear já explodiu dentro do território americano, é complicado conseguir surpreender. E não é que eles sempre conseguem. Continua sendo o meu seriado favorito.

O jeito agora é aguardar até 14 de Janeiro, quando começa a 6ª temporada. Vai ser complicado agüentar. Para atenuar um pouco a espera, no dia 24 de Outubro o site www.24trailer.com irá disponibilizar o trailer com um preview da nova temporada. É aguardar pra ver. E cuidado ao acessar o site, para aqueles que acompanham a série e ainda não viram essa última temporada. Lá tem alguns spoilers!

A 5ª temporada tem lançamento previsto em dvd aqui no Brasil para o final de Novembro.

JACK BAUUUUEEEEEEEEERRRRRRRRRRRRRRR!!!
UUUUUUUUUUUUOOOOOOOOOHHHHHHHHH!!!

Lost - 2ª Temporada

Outro seriado que eu finalmente também terminei de ver uma temporada foi Lost. Agora fiquei um pouco decepcionado com o final, mas isso não quer dizer que tenha sido ruim. Complicado explicar sem acabar deixando escapar algum spoiler. Digamos que talvez eu tenha criado expectativa demais para o final. Acho que se tivesse terminado de ver no tempo certo (junto com os EUA) talvez ao esperar até agora pelo início da 3ª temporada eu tivesse perdido o interesse em continuar assistindo a série. Exageros a parte, o jeito agora é continuar vendo, ainda mais com a temporada já iniciada. O problema vai ser conseguir escapar dos spoilers, ainda mais agora com a presença de Rodrigo Santoro. Começam a pipocar um monte de notíciais, dizendo o nome do personagem dele, em qual episódio ele vai aparecer e coisas do tipo. Quero ver se ele morrer como vai ser. Os mistérios continuam, mas eu espero que essa nova temporada seja menos “enrolada” e “embromada” como a anterior. Para mim a frase que resume a temporada inteira é dita por Locke: “Acho que eu estava errado”.

terça-feira, 10 de outubro de 2006

Prison Break

A Fox acabou atrasando o início de uma temporada de 24 Horas uma vez. Ao invés de iniciar entre os meses de Setembro e Outubro junto com as outras séries, acabou começando somente em Janeiro. Para compensar o “atraso”, a emissora exibe os 24 episódios da série sem reprise. Acho que é melhor esperar até o início do outro ano e assistir tudo de vez do que começar agora e começar a enrolar depois reprisando episódios.

Para tapar o buraco da programação, foi colocado o seriado Prison Break. O que eles não contavam era com o sucesso dessa nova série. Inicialmente para ser uma temporada menor (16 episódios, e não os tradicionais 22 a 24 episódios de uma temporada completa), devido a audiência o seriado acabou ganhando uma temporada normal. E não só isso, uma nova temporada foi engatilhada e está atualmente em exibição.

Produzida por Brett Ratner (que dirigiu X-Men 3), a série conta a história dos irmãos Liconln Burrows (Dominic Purcell) e Michael Scofield (Wentworth Miller). Burrows está no corredor da morte prestes a ser executado, acusado de um assassinado. Michael acredita na inocência do seu irmão e que existe algo errado por trás desse crime. Então ele monta um plano totalmente arriscado e desesperado. Comete um crime e vai para a mesma prisão que o irmão, para de lá de dentro arquitetar a fuga da cadeia. Ele é engenheiro e teve acesso às plantas do presídio. Para completar ele tatua o corpo todo com essas plantas. Conseguirão eles colocar o plano em prática?

O mais interessante da série é o fato dos episódios sempre acabarem num “beco sem saída”, isto é, de maneira a deixar o telespectador pensando “e agora, como eles vão conseguir sair dessa”. E as situações sempre surpreendem, e claro, são sempre sem noção.

Muitos personagens, tramas cheias de conspirações num clima de prisão que lembra um pouco o filme “Um sonho de liberdade”, mas com um clima mais brutal, é claro.

A primeira temporada acaba de ser lançada em dvd, então podem procurar. Na Fox aqui no Brasil está no final da 1ª temporada. Na internet está rolando a 2ª temporada, junto com os EUA.

sábado, 7 de outubro de 2006

Madonna - Jump

Estreou essa semana na tv inglesa o novo clipe de Madonna chamado "Jump". Dirigido por Jonas Arkelund, que além de já ter feito outros clipes da cantora também dirigiu o documentário "I´m going to tell you a secret", a música faz parte do último disco dela e também está na trilha sonora do filme "O Diabo veste Prada". Apesar disso o clipe não faz nenhuma referência ao filme. As estrelas do clipes são os praticantes do "parktour" , que é uma ativadade no qual as pessoas usam o corpo para pular obstáculos. Isso virou moda e tem ganhado praticantes ao redor do mundo. As cenas se passam em Tóquio, enquanto Madonna aparece mais loira do que nunca num estúdio com um cenário todo colorido e iluminado fazendo a sua performance.

Qualquer dia desses o clipe estréia aqui no Brasil, mas graças ao You Tube a estréia é aqui agora! Então confira o clipe aí embaixo e dê sua opinião. E viva ao You Tube!

quinta-feira, 5 de outubro de 2006

Instinto Selvagem 2

Esse é mais um filme da série “filmes que perdi no cinema”. Chega as locadoras o filme “Instinto Selvagem 2”, que na verdade quase não chegou aos cinemas. O primeiro filme marcou a carreira da atriz Sharon Stone e seu personagem virou uma das grandes referências da cultura pop graças a famosa cena da cruzada de pernas.

Quando foi lançado em 1992, Instinto Selvagem causou muita polêmica por causa de suas cenas quentes de sexo. É incrível que hoje em dia a sociedade americana esteja mais “careta” do que naquela época. Filmes eróticos tem seu mercado caseiro em dvd, mas não na grande tela. Bom, isso não quer dizer que o Instinto 1 tenha sido um simples filme pornô, muito longe disso. Nas mãos do diretor Paul Verhoeven (de Robocop e O vingador do futuro), o filme era um thriller psicológico bem interessante.

Depois do sucesso de bilheteria, já era de se esperar uma continuação. Mas esse processo foi bastante turbulento. Apenas Stone quis participar da continuação e os produtores tiveram muitos problemas para encontrar um novo diretor e também um novo protagonista. A demora e os problemas foram tantos que Stone chegou a processar os produtores pela não realização do filme. Então finalmente ele foi realizado e foi lançado nos cinemas. Bom, talvez tivesse sido melhor ele não não ter chegado a esse ponto. Para completar foi desastre nas bilheterias e se tornou um dos grandes fracassos desse ano.

Apesar de tudo isso, não vou mentir que fiquei com uma curiosidade mórbida de assistir mesmo assim, mesmo sabendo que seria uma merda. A personagem Catherine Tramell, vivida por Sharon Stone, é tão legal que valia arriscar.

A história dessa continuação é praticamente igual ao primeiro, ao ponto de quase poder ser classificada como uma refilmagem. Agora a “trama” se passa em Londres, e no lugar o policial vivido por Michael Douglas temos um psicólogo vivido pelo ator David Morrissey, uma espécie de Clive Owen genérico e canastrão. Ao invés de tentar explorar e ousar como o primeiro filme fez, a coisa fica presa em tentar repetir o mesmo esquema do antecessor da pior maneira possível. Os diálogos em alguns momentos são de chorar de rir. Stone exagera demais no tom da sua personagem, o e pobre David não demonstra em nenhum momento ser capaz de encará-la.

Para piorar tudo, tinha algo que talvez pudesse salvar o filme do fracasso total e que infelizmente não consegue: as cenas de sexo. No primeiro filme a coisa era tão “tórrida” que muitos boatos sobre Stone e Douglas terem feitos as cenas de verdade. Salvo os exageros, o que se vê nesse continuação são cenas toscas, sem graça e nem um pouco sensuais. Inclusive a própria Stone teria acusado o diretor do filme Michael Caton-Jones de ter cortado essas cenas quentes. Na capa do dvd diz que é uma versão sem cortes, mas mesmo assim não tem nada de interessante. Pois é, o resultado final é um desastre por completo e não valeu a curiosidade mórbida de assistir.

terça-feira, 3 de outubro de 2006

O Diabo veste Prada

Baseado no best-seller de Lauren Weisberger, “O Diabo veste Prada” mostra um pouco do mundo da moda. A autora do livro trabalhou como assistente da editora da revista Vogue americana Anna Wintour, que comanda a revista há quase 20 anos e é uma das figuras mais importantes e influentes no meio. Apesar disso, a autora jura que não baseou sua obra na sua experiência real, mas é impossível não ver as semelhanças. A adaptação para os cinemas ficou ao cargo do diretor David Frankel, que já possui certo conhecimento na área por ter dirigido alguns episódios da série de tv “Sex and the city”.

Na história Andrea Sachs (Anne Hathaway) é uma jovem do interior, recém-formada em jornalismo que está em busca de um emprego. Acaba se arriscando numa vaga de assistente de Miranda Priestly (Meryl Streep), uma poderosa editora de uma grande revista de moda. O problema é que Andréa não sabe nada sobre o assunto, mas mesmo assim consegue o emprego que muitas meninas sonhariam em ter. Andréa vê esse emprego com uma boa oportunidade para o seu currículo para depois conseguir algo melhor, pois seu objetivo é escrever para alguma revista de conteúdo mais “sério”.

Andrea então começa a viver o inferno com as tarefas da sua chefe. Para não dar o braço a torcer, ela resolve se empenhar no seu cargo. Eis então que como um passe de mágica e com a ajuda de Nigel (Stanley Tucci), um dos empregados da revista, ela faz um “banho de loja” e uma visita ao salão de beleza, se transformando por completo.

Totalmente tomada pelo seu trabalho, seus amigos e principalmente seu namorado, Andrea começa a sofrer pressões. Conseguirá ela sobreviver ao trabalho sem perder seus amigos e também deixar de ser quem ela era?

A verdade é que antes de assistir o filme, eu imaginava que a personagem Andrea iria acabar sucumbindo ao mundo da moda ao ponto de virar uma pessoa fútil e só se importar com as aparências. Mas a meu ver ela simplesmente resolveu levar o trabalho a sério, isso inclui ficar por dentro e se vestir de acordo com a moda, simplesmente pensando em algo maior que era conseguir um real bom emprego com essa experiência. Mas parece que os amigos dela no filme não pensam assim. Isso acabou me incomodando um pouco, mas nada que comprometa a história.

No final das contas a história acaba tendo um tom de conto de fadas, mas nem por isso não deixa de ter um pouco de “real” em seu contexto. Não deixa de ser uma ironia, bastante leve, ao mundo da moda, e também do mercado de trabalho competitivo e estressante do mundo moderno. A Andrea acaba virando uma típica “workaholic”. Um filme leve e divertido, e nem por causa disso sem algum conteúdo. Afinal de contas as fábulas sempre acabam tendo algum tipo de lição de moral.

Agora o grande destaque mesmo do filme fica por conta de Meryl Streep. Sua atuação como Miranda é simplesmente espetacular. Anne Hathaway também está muito bem, ainda mais com certa experiência em papéis de “conto de fadas” (como em “Diários de uma Princesa”). Outro ponto de destaque é a trilha sonora, principalmente por ter músicas de Madonna. A cena da transformação de Andrea ao som de “Vogue” é fantástica. Vale também citar a participação da modelo (dando uma de atriz mais uma vez) Gisele Bündchen, num papel bem mais digno do que ter sido a vilã de “Táxi”.

E claro não poderia deixar de citar o principal, que são as roupas. Para as mulheres e fãs da moda vai ser um deleite ver o figurino do filme. Sem falar também de certa aula sobre moda. Para aqueles não entendem nada do assunto quem sabe podem acabar se informando ou até quem sabe querer saber mais a respeito. Só não vale querer ir fazer compras depois da sessão, ou então correr até a banca de revista mais próxima para comprar a edição mais nova da Vogue, ou alguma outra revista de moda. E será que se acha uma bolsa Prada aqui em Salvador? Pelo preço que ela custa, acho que não.