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quinta-feira, 30 de novembro de 2006

My Name is Earl

Voltando a falar de seriados de tv, ficou faltando comentar mais um: “My name is Earl”. De todos os seriados que eu tenho assistido ultimamente, esse com certeza é o mais “normal”. Nunca fui muito fã de “sitcoms” tipo Friends e coisas do tipo, mas esse é diferente. Só em não ter aquelas risadas de fundo já é um ponto positivo. O principal fator é a presença do ator Jason Lee. Para quem não conhece, ele já trabalhou em filmes de Kevin Smith como “Barrados no shopping” e “Procura-se Amy” e em “Quase Famosos” de Cameron Crowe. Trabalhar na tv não era algo que ele queria. Por muito tempo o roteiro do seriado ficou em sua mesa, até que ele se deu ao trabalho de parar para ler e resolveu aceitar. Sua carreira no cinema nunca tinha chegado a realmente decolar, mas agora ele poderia mostrar melhor seu potencial na tv, além de ganhar uma boa grana com isso. Não que isso o preocupasse, mas a idéia do programa era tão boa que valia a pena tentar.

Lee vive o Earl do título, um malandro que sobrevive fazendo pequenos roubos. Ele vê sua vida mudar ao comprar um bilhete de loteria premiado, mas ao sair correndo para comemorar acaba sendo atropelado por um carro e indo parar no hospital, perdendo o bilhete. Durante sua recuperação, ao assistir um programa de tv descobre o problema de sua vida: o carma. Tudo que ele tinha feito de ruim na vida voltava em mais coisas ruins. Então ele resolve fazer uma lista de tudo de ruim que fez na vida, para tentar compensar tudo de errado e quem sabe assim ter uma vida melhor. Em cada episódio acompanhamos Earl em busca de sua redenção tentando resolver algum ítem da sua lista. Na sua jornada ele ainda conta com um grupo de amigos formado por seu irmão Randy (Ethan Suplee) e a faxineira do hotel onde eles vivem chamada Catalina (Nadine Velazquez).

A série fez grande sucesso lá nos EUA, garantindo uma segunda temporada atualmente sendo exibida por lá (e conferida por mim baixando os episódios). Aqui no Brasil é exibido pelo canal FX, o canal masculino da Fox. Além disso a primeira temporada acaba de sair em dvd, então quem se interessou em assistir é só ir na locadora ou loja mais próxima. Garantia de muita diversão e boas risadas!

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

Uma longa queda

Título original: “A long way down” (2006)
Autor: Nick Hornby
Tradução: Antônio E. de Moura Filho
Editora: Rocco
Número de páginas: 301


Já faz um bom tempo que não falo sobre um livro aqui no blog. Acho que foi justamente sobre esse “Uma longa queda” que eu falei pela última vez, na ocasião do lançamento dele aqui no Brasil em Março. Pois bem, alguns meses se passaram desde que o comprei, mas somente agora tive tempo para ler.

Nick Hornby é um de meus escritores favoritos, numa lista não muito extensa já que não leio tantos livros assim. Onde mais poderia ter descoberto seu trabalho? Através do cinema, é claro. Depois de ter visto o filme “Alta Fidelidade” me interessei em ler seus livros.

Seus livros sempre falavam sobre o universo masculino nas figuras dos personagens principais. Em seu primeiro livro “A febre de bola”, que é uma espécie de biografia, ele fala sobre sua obsessão pelo time de futebol inglês Arsenal. O universo continua em “Alta Fidelidade” e também em “Um grande garoto”. Sua outra marca registrada são as referências pop.

Nesse novo trabalho é possível sentir um tom um pouco mais sério, a começar pelo tema principal da história que é o suicídio. O tema já tinha sido abordado em segundo plano em “Um grande garoto”. A idéia do livro surgiu de duas informações que surgiram por acaso. Uma é que em certas noites do ano o número de suicídios é maior. A outra é que as pessoas sempre se matam no mesmo lugar. Eis então que temos uma noite de ano novo no qual quatro pessoas com perfis totalmente diferente se encontram no topo de um prédio em Londres, todas elas com o mesmo objetivo: pular do alto do prédio e acabar com suas vidas. É assim que tudo começa.

O livro é dividido em monólogos dos quatro personagens principais, contando a história em cada momento sobre a perspectiva de cada um. Isso é interessante para irmos conhecendo aos poucos cada um e também para ir acompanhando o decorrer da trama a cada momento sobre o ponto de vista de um personagem diferente.

Martin é um apresentador de televisão que teve sua carreira abalada depois de se envolver num escândalo ao ser preso por ter feito sexo com uma menina de 15 anos. JJ é um músico americano frustrado que atualmente ganha a vida entregando pizza. Maureen é uma senhora solitária que dedica sua vida a cuidar de seu filho que se encontra em estado vegetativo. Jess é uma adolescente passional e transtornada em busca do seu namorado Chas. Cada com seu próprio motivo para se matar.

A partir dos diálogos e das situações vamos conhecendo um pouco mais sobre cada um deles. O que poderia acabar caindo para um lado totalmente dramático acaba indo mais para algo leve e irônico. Esse é o estilo de Hornby, construir diálogos e personagens com tamanha verossimilhança, ao ponto de torná-los comuns e de fácil identificação com os leitores.

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

Volver

Título Original: Volver (2006)
Elenco: Antonio de la Torre, Blanca Portillo, Carmen Maura, Lola Dueñas, María Isabel Díaz e Penélope Cruz
Diretor: Pedro Almodóvar
Duração: 112 minutos


Volver” traduzido do espanhol significa voltar e tem muitos significados na nova obra de Pedro Almodóvar. Primeiro ele volta a região de La Macha, lugar onde nasceu e onde se passa a maior parte da história do filme. Voltou também a abordar o universo feminino e para isso convocou sua antiga musa Carmem Maura e também Penélope Cruz. Para completar foi também sua volta as pazes na Espanha, onde o filme foi sucesso de crítica e público, sendo escolhido como o representante do país na briga por uma vaga na disputa ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

Os primeiros filmes de Almodóvar tinham o humor debochado como grande marca como em “Mulheres à beira de um ataque de nervos”, mas aos poucos ele começou a se aprofundar mais no drama principalmente nas suas obras mais recentes como “Tudo sobre minha mãe” ou “Fale com ela”. Agora com “Volver” ele parece ter manter um equilíbrio, mostrar uma história com um tom mais leve, sem muita ambição e de maneira mais tradicional, principalmente na narrativa. Talvez por isso o resultado final não seja um filme “surpreendente” como geralmente costumam ser, mas nem por isso seja ruim. Muito pelo contrário, mantém a mesma qualidade que sempre tiveram.

Depois de revelada pelo próprio Almodóvar, Penélope Cruz foi para os EUA e teve uma carreira não muito interessante. Ela ganhou um filme feito especialmente para ela. Incrível como o diretor espanhol tem o poder de tirar atuações brilhantes de seus atores. No festival de Cannes tanto Penélope quanto Carmem ganharam um troféu conjunto pôr suas atuações. Além disso o filme levou também o prêmio de melhor roteiro.

Na história os homens são colocados novamente no pano de fundo e são as mulheres que tomam conta. O universo feminino é uma especialidade de Almodóvar. Aqui os homens são apenas problemas, nada mais do que isso. O que é uma visão bastante irreverente e irônica, principalmente dentro de um país com uma cultura tão machista quanto a Espanha. O povo de lá é sempre mostrado muita perfeição em seus hábitos e costumes em seus filmes. Grande parte dos temas retratados na trama já foram visitados em outras de suas obras, como por exemplo a morte.

Como eu falei que o filme não é surpreendente, então para não estragar a história não irei falar muito sobre ela. Os elementos da trama guardam algumas pequenas revelações e surpresas. Basta saber que é um filme sobre família, relação entre mãe e filha e coisas relacionadas. Ou talvez a grande surpresa do filme seja o fato dele ser tão “comum”, pelo menos para os padrões de Almodóvar. Isso em relação ao tom da história, já que em outros aspectos como edição, fotografia e interpretações, a qualidade de sempre esteja presente. Sem dúvidas um trabalho muito bom.

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Os Infiltrados

Título Original: The Departed (2006)
Elenco: Alec Baldwin, Jack Nicholson, Leonardo DiCaprio, Mark Wahlberg, Martin Sheen, Vera Farmiga e Matt Damon
Diretor: Martin Scorsese
Duração: 152 minutos


Martin Scorsese parece ter encontrado o seu novo Robert De Niro. O ator e o diretor fizeram muitos trabalhos juntos como “Taxi Driver”, “Touro Indomável” e “Cassino”. O seu novo parceiro nas produções é Leonardo DiCaprio. Juntos eles fizeram “Gangues de Nova York”, “O Aviador” e agora “Os Infiltrados”. Esse com certeza é o melhor trabalho dessa parceria.

Scorsese é sem dúvida um dos melhores diretores americanos. Da mesma geração vieram outros grandes nomes como Francis Ford Coppola, Brian de Palma e Steven Spielberg. Ainda o falta o reconhecimento da academia, visto que esteve bem próximo de receber seu primeiro Oscar com “O Aviador”, mas acabou perdendo para Clint Eastwood e seu “Menina de Ouro”. Uma coisa que ele conseguiu recentemente foi a conquista do grande público. Isso apenas em seu 20º filme. “O Aviador” foi o primeiro a ter mais de 100 milhões de doláres de bilheteria lá nos EUA e “Os Infiltrados” conseguiu também passar dessa marca.

O filme se trata de uma refilmagem do filme chinês “Conflitos Internos”, que teve duas continuações. Apesar disso, Scorsese e o roteirista William Monahan trabalharam na adaptação do roteiro traduzido, sem assistir ao longa. Talvez uma sábia decisão para se influenciar somente na história e não nas imagens. Essa não foi a primeira vez que ele faz uma refilmagem, “Cabo do Medo” (também com De Niro) foi baseado em outro filme americano.

A história fala sobre a “guerra” entre a polícia de Boston e a máfia irlandesa do lugar. O chefão dessa máfia é Frank Costello, interpretado de maneira magistral por Jack Nicholson. Incrível com ele nunca tinha trabalhado junto com Scorsese. Com certeza ele é a grande atração do filme. Então temos os dois personagens “infiltrados” do título em português. Um é Sullivan (Matt Damon) e o outro é Billy Costigan (Leonardo DiCaprio). Eles tem em comum o fato de estarem entrando para a polícia. O primeiro tem a ficha limpa, bancado desde a infância por Costello com um currículo perfeito para se tornar informante e ajudá-lo em seus esquemas. Enquanto isso Billy tem um histórico familiar ligado a máfia e justamente entrando para a polícia que ele pretendia abandonar isso. Mas justamente graças a isso acaba se tornando perfeito para se infiltrar na gangue de Costello e ser informante para a polícia.

Se Nicholson da um show de atuação, o resto do elenco não o deixa para trás. O trabalho de Scorsese com os atores é excelente. DiCaprio está muito bem, emocional como o papel pede, sem o peso de ser o grande protagonista da trama divido muito bem com Nicholson e Damon. Já Damon tem uma atuação mais cínica e dissimulada. Junto a eles, temos o elenco de apoio que conta com gente como Alec Baldwin (chefe de Sullivan), Martin Sheen e Mark Walhberg como chefes dos infiltrados e únicos que sabem e mantêm contato com Billy, e também Vera Farmiga como uma psicóloga da polícia que se envolve tanto com Billy quanto Sullivan.

A máfia, crime organizado e outros temas urbanos sempre fizeram parte dos filmes de Scorsese. Esse com certeza é o seu meio ambiente. Essa tragédia urbana sempre marcou sua filmografia. O título original “The Departed” significa algo como “aqueles que se foram”, uma metáfora sobre a vida dupla dos personagens e também sobre o destino de alguns deles. Nisso temos também outro fator marcante, a violência. Não de maneira explícita, mas de forma de tentar entender o quanto isso influência no comportamento dos personagens, e quem sabe assim também compreendê-la na própria sociedade.

Um filme policial, não de ação. Com certeza um dos grandes filmes desse ano, sério candidato ao Oscar do ano que vem. Também candidato a entrar na lista de melhores do ano aqui do blog.

segunda-feira, 13 de novembro de 2006

Jogos Mortais 3

Título Original: Saw 3 (2006)
Elenco: Angus Macfadyen, Bahar Soomekh, Shawnee Smith, Stefan Georgiou e Tobin Bell
Darren Lynn Bousman
Duração: 107 minutos

O filme “Jogos Mortais 3” chegou aos cinemas brasileiros quase junto com a estréia americana. Isso é o retrato do sucesso que a série vem alcançando. O primeiro foi uma verdadeira surpresa por ser um filme independente e ter sido sucesso de bilheteria. E o melhor de tudo é que suas seqüências mantêm esse mesmo estilo. Com um orçamento baixo para os padrões de Hollywood, algo em torno de 10 milhões de doláres, a receita de sucesso é garantida com lucros bem acima da média. Para se ter uma idéia, só lá nos EUA a bilheteria já está na casa dos 70 milhões.

Continuações sempre vão ter problemas de comparação com os anteriores. E a série Jogos Mortais não seria diferente. Repetir o mesmo clima de suspense e tensão do primeiro é muito difícil. O segundo ainda conseguiu ser legal, ter personagens interessantes apesar de não serem tão bem explorados e ainda conseguir surpreender de alguma forma. Outro fator que acaba mudando é o nível de “brutalidade” das cenas, afinal a platéia espera um algo mais que o antecessor. É justamente aí que o terceiro já começa errado.

O filme começa logo de cara com uma cena de um jogo com um nível de brutalidade bem alto. A coisa continua por mais alguns minutos, vemos mais uns 2 jogos e sim, cadê a história? Aí alguém lembra da necessidade disso. Tudo bem, eles até acabam explicando depois esses jogos mostrados, quer dizer, alguns deles. Mas enfim, vamos a história.

Para quem lembra do final do 2, o vilão Jigsaw (Tobin Bell) e sua nova aprendiz Amanda (Shawnee Smith) sobreviveram e o Jig estava quase morrendo. Pois bem, o cara continua no mesmo estado. Para tentar salvá-lo Amanda seqüestra a médica Lynn (Bahar Soomekh) e a colocam num jogo. Se o coração do Jigsaw parar ela morre, uma boa motivação para fazer de tudo para mantê-lo vivo. Enquanto isso Jigsaw acompanha um outro personagem chamado Jeff (Angus Macfayden) em outro jogo. Bom, acho que já falei até demais, melhor parar por aqui para não estragar o resto da “história”.

Para quem não lembra dos anteriores, principalmente do primeiro, vai ter problemas em entender o desenvolver da trama. O número de referências é alto. E aí que entra o grande problema do filme. Não satisfeitos em fazer uma continuação mais fraca que os filmes anteriores, resolveram ainda estragar os outros. No final das contas parece que só fizeram aumentar mesmo o número de atrocidades e brutalidades (por mais que exista até uma suposta explicação para isso dentro da história).

As explicações dadas para o comportamento de certos personagens é bizarra, principalmente por parte de Amanda. A história acaba tendo vários pulos temporais, flashbacks que nos remetem a coisas do primeiro filme. E foi justamente isso que me deixou irritado. Se eu até achava legal os 2 primeiros, depois desse terceiro já não sei mais se ainda gosto.

Para um filme desse tipo funcionar de alguma forma, é preciso que seja construída alguma empatia com os personagens principais. Para que pelo menos você se importe se eles vão morrer ou não. E aí que temos mais um problema. Os novos “bonecos” são muito sem graça. Por mim todos morriam e eu não estava nem aí para eles. Bom, nos anteriores boa parte dos personagens acaba morrendo mesmo. Só que resolveram dar uma deixa muito bizarra para a continuação. Sim, é isso mesmo. Podem aguardar que ano que vem teremos Jogos Mortais 4. Então ao final do filme quem se importa se o boneco X vai conseguir resolver seu problema, por mim ele morre.

Então é isso, para resumir a história, além de terem estragado os 2 primeiros (o 1 principalmente), ainda arrumaram uma desculpa esfarrapada para irmos assistir o 4. Bom, pelo menos para mim chega!

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

O Grande Truque

Título original: The Prestige (2006)
elenco: Hugh Jackman, Christian Bale, Michael Caine, Andy Serkis, David Bowie, Piper Perabo e Scarlett Johansson
Diretor: Christopher Nolan
Duração: 130 minutos


Nunca é fácil surpreender uma platéia, mas o diretor Christopher Nolan parece estar se especializando nisso. E não por acaso o seu mais novo trabalho chamado “O Grande Truque” acaba tendo a “surpresa” como tema. Ou explicando melhor, a mágica.


Depois de ter confundido a mente das pessoas com “Amnésia” e de ter surpreendido com sua nova visão para o homem morcego em “Batman Begins”, agora é a vez de “enganar” a platéia com o seu mais novo número de “mágica”. E é assim que você vai se sentir ao assistir o filme, ficar tentando adivinhar qual o segredo desse truque.

Robert Angier (Hugh Jackman) e Alfred Borden (Christian Bale) são dois mágicos iniciantes que começam com uma competição normal para saber quem é o melhor, chegando ao ponto de se tornarem verdadeiros inimigos numa guerra de egos e obsessão para saber quem é o melhor. Um verdadeiro confronto do mesmo nível de outros personagens interpretados pelos atores: Wolverine versus Batman.

Nessa briga a narrativa vai seguindo de maneira não linear, para tentar distrair a platéia sobre o que realmente está acontecendo, da mesma maneira que um bom mágico faz, ao ponto de nos deixar totalmente perdidos sem realmente ter certeza do que está acontecendo de verdade, sem saber o que é mágica e o que é real. Muitas reviravoltas e no final a grande surpresa, como prometido algo incrível que parecia ser impossível se tornou realidade.

Apesar disso não se trata de apenas um truque de mágica. A rivalidade que vai crescendo entre os protagonistas passa dos limites e nos faz perguntar o que leva o ser humano a chegar a esse ponto. A obsessão em se tornar o melhor e não aceitar a derrota irá levá-los a grandes sacrifícios e a tomarem atitudes extremas sem pensar nas conseqüências.

Nesse duelo de astros ainda entram em cena muitos coadjuvantes que chamam bastante atenção. Dentre eles Michael Caine, Scarlett Johanson, Piper Perabo, Andy Serkis e até mesmo o cantor David Bowie. Um elenco de alta qualidade que dispensa comentários.

A história se passa na virada do século XIX para o XX, época no qual começaram a surgir grandes invenções e avanço na ciência, chegando ao ponto de ser considerado um tipo de mágica. É nesse cenário que o escritor Christopher Priest escreveu o livro no qual o filme é baseado, tendo como inspiração um mágico chinês que realmente existiu e inclusive é mostrado na história. A adaptação ficou por conta de Jonathan Nolan, irmão do diretor. Eles já tinham trabalhado juntos em “Amnésia”.

Então é isso, ao ir assistir o filme se prepare para se sentir vendo um show de mágica, tentando adivinhar qual é o segredo do truque. Afinal de contas a grande graça é acompanhar o duelo entre os mágicos nesse limite entre ilusão e realidade sendo manipulados e “enganados” até o final. Agora estejam prontos para descobrir a “verdade” por trás do truque.

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

Pequena Miss Sunshine

Título Original: Little Miss Sunshine (2006)
Elenco: Abigail Breslin, Alan Arkin, Greg Kinnear, Paul Dano, Steve Carell e Toni Collette
Diretor: Jonathan Dayton e Valerie Faris
Duração: 101 minutos

É normal diretores de vídeos musicais acabarem indo para também no mundo do cinema, principalmente lá nos EUA. Depois de mostrar grandes trabalhos no meio musical, acabam seguindo a mesma tendência na tela grande. Inúmeros exemplos podem ser citados. Um deles é a dupla Jonathan Dayton e Valerie Faris que depois ter feito vários clipes de bandas como Smashing Pumpkins, Weezer e Red Hot Chili Peppers, resolveu arriscar seu primeiro longa chamado “Pequena Miss Sunshine”.

O filme tem como tema a obsessão dos americanos em serem “vencedores”, de estarem dentro dos padrões da sociedade em busca do “sucesso”. Iremos acompanhar uma família de “losers” (perdedores) numa viagem em uma Kombi velha para levar a menina Olive (Abigail Breslin, de “Sinais”) para a final de um concurso infantil de beleza que da nome ao filme. Para atender os desejos da garota a família terá que se agüentar durante essa jornada.

O pai (Greg Kinnear) está tentando sua fórmula do sucesso através de 9 passos. O pai dele (Alan Arkin) é um aposentado que resolveu aproveitar a idade para “aproveitar a vida” começando a usar drogas e também ensinou Olive uma apresentação para o concurso. Dwayne (Paul Dano) é o irmão de Olive que fez um voto de silêncio até conseguir virar um piloto das forças áreas. Completam a família a mãe (Tony Collete) e o irmão dela Frank (Steve Carell), um intelectual especialista em proust que está se recuperando de uma crise que o levou a tentar se suicidar.

Essa família irá protagonizar as mais diversas situações nesse caminho até o concurso. Numa mistura de road movie, drama e comédia, no qual a comédia é o que mais se destaca. Além de uma boa história, o elenco também está muito bem, garantindo uma excelente diversão e emoção num filme que surpreende bastante pela simplicidade e por seu tom crítico e irônico a sociedade americana. Com isso ele acabou fazendo bastante sucesso no festival de cinema de Sundance e também no mercado americano.