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segunda-feira, 30 de abril de 2007

last.fm

Eu recentemente resolvi me cadastrar num site que eu já conhecia faz um certo tempo, mas nunca tinha me interessado antes em participar. Se trata do “site de relacionamentos” last.fm (www.last.fm).

Na verdade o site é algo como uma rádio online. Você entra, diz o nome de algum artista que goste, ele vai tocando músicas dele e também de artistas relacionados, isto é, que tenham sonoridade similar. Você vai então dizendo se gosta ou não da música, caso seja não goste ele não tocará mais músicas desse artista que foi negado. Mas isso é só o início.

A grande graça mesmo dele é fazer um cadastro, colocar suas informações e instalar um programa na sua máquina. Esse programa pega do seu programa tocador de música (winamp, windows media player, etc) as informações das músicas que você está ouvindo e vai montando o seu perfil músical. Você pode recomendar músicas, dizer as suas favoritas e também montar sua própria rádio. É legal depois ver quais músicas você ouviu e depois ver as estatísticas geradas pelo site, tipo as músicas e artistas mais ouvidos em um determinado período de tempo, e assim por diante.

Como num site de relacionamentos qualquer, você pode adicionar amigos. Aí vem a outra parte legal. Você pode ver o que eles andam ouvindo e também receber e/ou dar recomendações de músicas. Com a montagem do seu perfil, o site monta uma lista com seus “vizinhos”, isto é, pessoas que tem um gosto musical parecido com o seu.

Podem conferir aqui no blog na barra lateral uma lista gerada pelo site com as últimas músicas que eu tenho ouvido. Pronto, agora vocês podem também ter uma idéia maior do meu gosto musical. Ao clicar na lista irá abrir o site com o meu perfil, as músicas que eu estou ouvindo no momento e coisas do tipo.

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Estréia mundial de "Homem Aranha 3" próxima sexta

Dia 4 de Maio (próxima sexta) é a estréia mundial de "Homem Aranha 3", inclusive aqui em Salvador!

E aí, quem é que vai conferir no dia da estréia? Os ingressos já estão à venda para o Aeroclube sala 07 no site www.ingresso.com.br, confira os horários: 15:25, 18:20, 21:15. Acreditem, na sala 1 a cópia é dublada. Pois é, eles nunca aprendem...

O melhor de tudo é saber que o filme tem 2 horas e 36 minutos! Também, com o número de "bonecos" que estão na história, espero que dê tempo para mostrar tudo. Tem Venom, Duende Verde, Homem Areia, Gwen Stacy, uniforme negro...

Com certeza promete ser um dos melhores filmes ano.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Electroma

Título Original: Daft Punk´s Electroma (2006)
Elenco: Peter Hurteau, Michael Reich e Athena Stamos
Direção: Thomas Bangalter & Guy-Manuel de Homem-Christo
Duração: 74 minutos


Nota: 4 (ótimo)

A dupla francesa Daft Punk formada por Thomas Bangalter e Guy-Manuel de Homem-Christo sempre estabeleceu uma relação bastante interessante da sua música com a imagem. Tudo começa pelo fato deles se apresentarem “fantasiados”, criando personagens. A primeira relação com o video veio com seu clipes. Grandes diretores trabalharam com eles e criaram verdadeiros “clássicos”. Spike Jonze (“Adaptação”) dirigiu “Da Funk” e Michel Gondry (“Brilho Eterno de uma mente sem lembranças”) dirigiu “Around the World”, ambos do 1º cd da banda.

O segundo cd, “Discovery”, foi ainda mais ousado. Eles se juntaram ao animador japonês Leiji Mastumoto, criador da série “Patrulha Estrelar”, para realizar uma animação sem diálogos com o cd como trilha dele chamado “Interstella 5555”. As primeiras partes foram lançadas como videoclipes separados, como “One More Time”, e foi um verdadeiro sucesso. A experiência de ver um desenho com a trilha das músicas do cd é bem interessante, uma nova maneira de se apreciar o trabalho do Daft Punk.

Não só nos videos que a imagem e a música se misturam no trabalho do Daft Punk. Em suas apresentações ao vivo essa mistura é ainda mais importante para criar mais do que uma simples apresentação musical, e sim uma grande experiência sensorial, misturando tanto a música quanto as imagens. O show no Tim Festival ano passado mostrou isso muito bem.

Aproveitando essa passagem pelo Brasil, a dupla aproveitou para divulgar o seu novo trabalho, dessa vez no cinema. O filme “Electroma” foi exibido no festival de São Paulo, mas infelizmente até agora não existe nenhuma previsão de lançamento por aqui, seja nos cinemas ou mesmo em dvd.

A inspiração para o filme é a temática do 3º cd chamado “Human after all”. Para não repetir a mesma fórmula do 'Interstella', a dupla ficou com o papel de escrever e dirigir o filme, enquanto atores iriam interpretar a dupla de personagens principais e músicas de outros artistas serviram como trilha sonora, passando por música clássica como Chopin e eletrônica de Brian Eno.

A história mostra dois robôs, vividos pelos atores Peter Hurteau e Michael Reich, em busca de se tornarem humanos, simples assim. O filme é bem experimental, não tem diálogos, a música se alterna com momentos de puro silêncio, o que com certeza já são razões suficientes para o “grande público” não querer assistir. A verdade é que para quem não acompanha o trabalho da dupla, com certeza o filme vai se mostrar pouco interessante.

O ritmo é bem lento. Tudo começa com os 2 rôbos, vestidos com as mesmas roupas usada pela dupla em seus shows, entrando em um carro no meio do deserto da California indo para alguma cidade. A câmera se move lentamente acompanhando o movimento do carro em vários ângulos diferentes, enquanto ele segue pela estrada. As imagens são muito bonitas, com uma fotografia que lembra muito filmes antigos da década de 70. Ao chegar na cidade encontram vários outros robôs iguais a eles, só que usando roupas de humanos comuns. Eles encontram o laboratório onde irão passar pelo processo de “transformação” em humanos. Ao sair de lá, irão enfrentar a fúria dos habitantes da cidade por terem ficado “diferentes” e a história segue para um final trágico e melancólico.

O tema “Deus Ex Machina”, ou traduzindo literalmente para 'Deus surgido da máquina' é a grande questão abordada no filme, sendo também o principal tema de todo o trabalho do Daft Punk, além de grandes clássicos da ficção científica. A expressão veio do teatro grego e serve bem para resumir a história do filme.

O objetivo aqui é mais uma vez criar uma experiência além do trabalho musical, e sempre tentando inovar ao se criar um novo elemento ou uma nova maneira de se apreciar a música e também mostrar toda a criatividade do trabalho do Daft Punk. O filme é uma viagem experimental e sensorial. E eles não param de surpreender. Vamos ver o que eles vão inventar para o seu próximo cd.

Infelizmente ainda não existe previsão de lançamento desse filme aqui no Brasil, nem mesmo em dvd. O jeito é aguardar novidades e quem sabe algum dia acabe chegando por aqui. Por enquanto a opção é baixar na Internet.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Sobrevivente

Título Original: Survivor
Autor: Chuck Palahniuk
Editora: Nova Alexandria
Número de páginas: 239


Depois de assistir ao filme “Clube da Luta”, tive aquela sensação que algo mudou em mim. É difícil pensar em filmes que tenham esse “efeito”. Foi graças ao filme que acabei descobrindo o escritor Chuck Palahniuk, já que com o “sucesso” do filme o livro acabou sendo publicado no Brasil e aos poucos seus outros livros também foram ganhando edições nacionais. Ano passado eu li o livro “Cantiga de Ninar”, só que por algum motivo que eu não sei explicar, acabei não postando nada sobre ele aqui no blog. Mas agora depois de ter lido “Sobrevivente”, a coisa vai ser diferente. Ainda mais que esse ano comecei a escrever mais sobre livros, isso claro pelo fato de estar conseguindo ler mais.

“Sobrevivente” na verdade foi o primeiro livro escrito por Chuck, mas graças ao seu conteúdo muito “forte” acabou não encontrando nenhuma editora disposta a lançá-lo. Ele resolveu então escrever um outro em protesto, esse acabou sendo “Clube da Luta”, que foi lançado e acabou virando sucesso, dando assim espaço para “Sobrevivente” chegar as livrarias.

A história tem como personagem central um sujeito chamado Tender Branson. Ele seqüestra um avião, coloca todos os passageiros para fora dele, e resolve seguir no ar até o combustível acabar e o avião cair. Enquanto isso ele narra toda a sua vida para ser gravada na caixa preta do avião. Então aos poucos vamos conhecendo mais sobre o personagem, que ele era de uma seita religiosa onde todas as pessoas se mataram e ele foi um dos poucos que acabou sobrevivendo. Ele vai contando tudo em flashback, até descobrirmos cada vez mais sobre ele e como e por que ele foi parar naquele avião.

Para quem viu o filme “Clube da Luta” já tem uma boa noção do tipo de história e estilo de Chuck. Uma crítica ácida e feroz a sociedade, principalmente a americana. Aqui em “Sobrevivente” a coisa vai além, indo mais na base da sociedade, que é a educação. Então quem gostou do filme tem grandes chances de gostar também desse livro.

Uma curiosidade sobre o autor é que seus personagens tem muito da sua própria experiência pessoal. Ele já foi mecânico, freqüentador de academia de ginástica e reuniões de viciados em sexo, e até mesmo cantor de rap, conhecido como Chuck P. Para saber mais sobre ele acessem o site www.chuckpalahniuk.net, lá se encontram informações sobre toda a sua carreira, seus livros coisa e tal.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Sunshine - Alerta Solar

Título Original: Sunshine (2007)
Elenco: Michelle Yeoh, Cillian Murphy, Chris Evans, Rose Byrne, Cliff Curtis, Troy Garity, Hiroyuki Sanada e Benedict Wong
Diretor: Danny Boyle
Duração: 107 minutos


O diretor Danny Boyle junta-se mais uma vez ao escritor Alex Garland, depois de terem trabalhados juntos em “Extermínio” e “A Praia”, do qual o livro é de autoria do próprio Alex. Agora em “Sunshine – Alerta Solar”, eles entram no mundo da ficção científica.

Fazer um filme desse gênero é sempre complicado, muita especulação sobre o futuro, além de grandes clássicos já terem abordado o tema de maneira triunfal. Então nada melhor do que buscar inspiração nesses filmes. É clara a influência de obras como “2001 Uma odisséia no espaço” de Stanley Kubrick, “Solaris”, grande obra literária de Stanislaw Lem que ganhou duas versões para o cinema nas mãos de Andrei Tarkovsky (1972) e Steven Soderbergh (2002) respectivamente, e “Alien – o 8º passageiro” de Ridley Scot.

A história mostra uma missão num futuro próximo para salvar a terra de ser congelada por causa da extinção do sol. O objetivo é levar uma bomba o mais próximo do sol para tentar ressucitá-lo. O problema é que não se sabe de a coisa vai funcionar, tudo é muito teórico, e para completar uma missão com o mesmo objetivo tinha sido mandada antes, mas a nave se perdeu e não se teve mais notícias dela. Então cabe aos 8 tripulantes da nave Icarus II a esperança de conseguir fazer o sol funcionar novamente. Claro que eles irão enfrentar vários problemas, incluindo o paradeiro da primeira Icarus. Mas melhor não falar demais para não estragar as surpresas.

Atualmente a Terra se preocupa com o problema do aquecimento global. O sol não costuma ser tema de filmes de ficção científica, geralmente a vida inteligente em outros planetas é o tema mais abordado. É até engraçado pensar no problema contrário abordado no filme, que seria a extinção do sol, mas não deixa de ser um problema a ser enfrentado num futuro não muito distante.

O visual do filme é impressionante, daquele tipo que deve ser apreciado em uma sala de cinema. As cenas no espaço, o movimento e o interior da nave lembram muito o já citado '2001', que sempre acaba sendo uma grande referência. Se preparem para cenas bastantes bonitas, como por exemplo a visão do planeta Mércurio. Algumas cenas tem uma claridade bem forte. Como as legendas dos filmes no cinema são brancas, sempre em cenas mais claras rola uma dificuldade em conseguir lê-las. Felizmente alguém teve a brilhante idéia de colocar a legenda na cor preta nessa hora, facilitando bastante a leitura.

A trilha sonora ficou por conta de John Murphy junto com a banda Underworld, que costumam sempre colaborar para trilhas dos filmes de Boyle, como feito anteriormente em “Trainspotting”, “A Praia” e “Por uma vida menos ordinária” (Underworld) e “Extermínio” (Murphy). Para quem não sabe inglês, o interessante é que no final do filme rolam duas músicas (as únicas cantadas) enquanto rolam os créditos com legendas com a tradução da letra, e também um video com, digamos assim, os melhores momentos do filme. Vale a pena ficar para conferir.

Boyle acertou a mão mais uma vez, mostrando que é um diretor bastante versátil e não é preso a nenhum gênero. Depois de se arriscar até em comédia romântica (“Por uma vida menos ordinária”), terror (“Extermínio”) e filmes estrelados por crianças (“Caiu do céu”), mostra seu talento para a direção no mundo da ficção científica. Com certeza um dos filmes mais interessantes desse ano nos cinemas, sério candidato a entrar na minha lista de melhores do ano. É aguardar pra ver o que vem por aí.

terça-feira, 10 de abril de 2007

Um Beijo A Mais

Título Original: The Last Kiss (2006)
Elenco: Zach Braff, Jacinda Barrett, Rachel Bilson, Tom Wilkinson, Blythe Danner, Michael Weston, Marley Shelton e Casey Affleck
Direção: Tony Goldwyn
Duração: 103 minutos


O filme “Um beijo a mais” era para ter estreado no final do ano passado, mas somente agora chega aos cinemas brasileiros, incluindo Salvador. Se trata da refilmagem do filme italiano “O último beijo” (L'Ultimo Bacio) de 2002 dirigido por Gabriele Muccino, aqui como co-produtor, que recentemente fez “À procura da felicidade” estrelado por Will Smith. Na versão americana o ator Zach Braff assume o papel principal. Depois do sucesso de “
Hora de voltar”, ele continua sua tentativa de consolidar uma carreira no cinema, tentando mudar sua imagem de comediante da série televisiva “Scrubs”.

Zach vive Michael, um rapaz prestes a fazer 30 anos que entra numa crise de meia idade ao não ver mais nenhuma surpresa em seu futuro, pois está indo morar junto com sua namorada que está grávida. Durante uma festa de casamento ela acaba conhecendo Kim, uma garota por volta dos 20 anos, e acaba de certa forma flertando com ela. No final das contas ele acaba fazendo besteira e vai fazer de tudo para ter sua namorada de volta. Enquanto isso ainda acompanhamos as tramas menores de seus amigos e também dos pais da namorada.

O roteiro do filme ficou por conta do próprio diretor italiano Muccino junto com o ganhador do Oscar Paul Haggis. Então a coisa prometia ser muito boa, mas infelizmente não é o que acontece. Parece que alguma coisa “se perdeu na tradução” (lost in translation). Algumas falas que saem das bocas dos personagens parecem terem sido tiradas de livros de auto ajuda. Lições de moral e coisas do tipo. O filme acaba não encontrando o seu tom, não sendo nem um filme sério e dramático e muito menos uma comédia romântica comum.

Apesar de ter deixado a direção nas mãos de Tony Goldwyn, parece que quem define os rumos do filme é o próprio Zach Braff, repetindo a fórmula de “Hora de voltar” (que ele dirigiu) com uma trilha sonora indie que até lhe rendeu o Grammy, mas que aqui não combina com o resto dos personagens do filme. Enquanto todos parecem realmente sérios, Zach parece meio descompromissado, perdido dentro do tom da narrativa.

Melhor sorte para Zach em seu próximo filme, que ele consiga fazer algo tão legal quanto 'Hora'. Nada de ficar fazendo filmes sérios e refilmagens de filme italianos. Fazer algo mais com sua cara.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Ricky Bobby - A Toda Velocidade

Título Original: Talladega Nights: The Ballad of Ricky Bobby (2006)
Elenco: Gary Cole, Jane Lynch, John C. Reilly, Michael Clarke Duncan, Sacha Baron Cohen e Will Ferrell
Diretor: Adam McKay
Duração: 121 minutos


O filme “Talladega Nights” finalmente chega ao Brasil, sendo lançado direto em dvd, com o nome “Ricky Bobby – A Toda Velocidade”. Apesar de ter sido sucesso nos EUA, ele não fez muito sucesso na Europa, então os distribuidores daqui resolveram não lançar nos cinemas, com além dessa desculpa dizendo que Will Ferrell ainda não tem fama suficiente por aqui para garantir bilheteria e também pelo fato de filmes sobre carros (no caso a Nascar) não é muito aceita por aqui. Enfim, eles devem entender do mercado brasileiro bem melhor do que eu, então deixa isso para lá e vamos ao filme.

Ferrell repete a parceria com o diretor Adam McKay feita no filme “O Âncora”, sendo que eles também escreveram o roteiro juntos com Ferrell como co-autor. Depois de fazer uma paródia sobre o mundo jornalístico televisivo dos anos 70, agora o alvo é o mundo das corridas de carro, mais especificamente a Nascar.

Ricky Bobby (Ferrell) foi criado somente pela mãe depois do pai ter abandonado a família quando era pequeno. Seu pai gostava de correr, então esse gosto está no seu sangue. Ao crescer ele vai trabalhar em uma equipe de corrida e por acaso acaba virando piloto e se tornando um grande astro, junto com seu fiel parceiro Cal (John C. Reilly). Sua vida muda, ele se casa, mas o trauma do pai ainda o incomoda. Fora isso ele ainda vai ter que enfrentar um novo piloto francês gay vindo da fórmula 1 interpretado por Sacha Baron Cohen, mais conhecido atualmente como Borat. Sempre que ele está na tela ele rouba a cena, garantindo as melhores piadas do filme.

Apesar da história sem noção, piadas absurdas, o grande diferencial dessas comédias são os personagens. A caracterização deles garantem boas risadas com sua crítica sobre a visão do mundo dos vencedores do mundo das corridas. O estilo de vida, os altos e baixos, e principalmente o final redentor, tudo isso só funciona graças a eles e claro, aos atores que os dão vida. Ferrell está excelente como sempre e o ator John C. Reily mostra que também leva jeito para a comédia. Ele inclusive participou da cerimônia do Oscar junto com Ferrell e Jack Black num número musical que falava justamente sobre o fato da academia não dar valor aos comediantes.

Para quem gosta dos filmes de Ferrell e curtiu “O Âncora”, esse aqui é imperdível. Garantia de diversão e de muitas risadas.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

300

Título Original: 300 (2007)
Elenco:Gerard Butler, Lena Headey, David Wenham, Dominic West, Vincent Regan, Michael Fassbender, Rodrigo Santoro, Andrew Tiernan, Andrew Pleavin, Tyrone Benskin, Marcello Bezina, Clint Carleton
Direção: Zack Snyder
Duração: 117 minutos


Depois de ter encarado a missão de refilmar o clássico do terror “Madrugada dos Mortos”, o diretor Zack Snyder resolveu encarar outro trabalho complicado: adaptar para os cinemas a revista em quadrinhos “300 de Esparta” de Frank Miller. Após um trabalho muito bem realizado e o sucesso de “Sin City”, Miller fez as pazes com o cinema e suas obras devem ganhar versões em película mais facilmente com sua aprovação.

A adaptação de quadrinhos para os cinemas sempre causa muita polêmica entre os críticos. “Sin City” aumentou ainda mais essa discussão por sua adaptação totalmente literal, isto é, a revista foi praticamente transposta para a tela em movimento, principalmente em seu aspecto gráfico. Em “300” a coisa não foi diferente, a revista já era praticamente um storyboard.

A história narra a batalha histórica ocorrida no ano 480 AC quando o rei da Pérsia Xerxes (vivido pelo ator brasileiro Rodrigo Santoro, cada vez mais mostrando seu trabalho fora do país) enviou seu exército a Grécia para dominar a área. Acontece que a cidade grega Esparta não ia deixar isso acontecer sem lutar, assim o rei Leônidas (Gerald Butler) escolheu seus 300 melhores homens para ir a luta. Mas os detalhes históricos não devem ser levados em conta, aqui estamos em universo diferente, algo criado pelo próprio Miller.

O visual é com certeza o que mais chama atenção do filme. Todos os cenários foram construídos no computador, algumas vozes e até mesmo a pele dos atores foram modificados para recriar o universo dos quadrinhos, numa espécie de épico antigo com roupagem do século 21. A trilha sonora mistura músicas épicas e grandiosas com rock pesado, e assim por diante.

Filmes como “Gladiador” foram responsáveis por trazer novamente a moda para Hollywood os grandes épicos, seguindo o mesmo estilo de clássicos como “Ben-Hur” ou “Spartacus”. “300” segue essa mesma linha, mas por ser baseado nos quadrinhos acaba ganhando esse diferencial. Por mais que ele tenha alguns diálogos e discursos exagerados, tudo é apenas um “conto de fadas” para marmanjos, que estão mais interessados em porrada. E é justamente isso que ele faz, dando destaque para as cenas de batalhas, mostrando com detalhes a violência com direito a muita câmera lenta e sangue jorrando, tudo isso com uma beleza impressionante.

Um “filme de macho”, mas nem por causa disso ele é machista. Inclusive um trama envolvendo mulher do rei Leônidas foi acrescentada a história para não deixar as mulheres de lado. Em Esparta elas também tem seu espaço. Isso foi utilizado para enriquecer o filme, já que somente com as 84 páginas da revista não tivesse material suficiente para 2 horas de filme.

O resultado não é um nenhum grande drama épico, mas sim um filme de aventura, com muitas cenas de batalha e ação, além de um excelente visual. Diversão garantida e mais uma missão difícil realizada com sucesso pelo diretor Zack Snyder. Agora é esperar pela continuação de Sin City e ver qual vai ser a próxima obra de Frank Miller a invadir os cinemas.