propaganda

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Transformers

Título Original: Transformers (2007)
Com: Shia LaBeouf, Megan Fox, Josh Duhamel, Rachael Taylor, Tyrese Gibson, Anthony Anderson, Jon Voight, John Turturro, Kevin Dunn, Julie White, Bernie Mac, Peter Cullen (voz), Hugo Weaving (voz)
Direção: Michael Bay
Roteiro: John Rogers, Roberto Orci, Alex Kurtzman
Duração: 144 minutos


O desenho “Transformers” foi criado a partir de uma linha de brinquedos e fez bastante sucesso nos anos 80. Muitos anos se passaram até que finalmente a série ganhasse uma versão no cinema. Quem acabou ficando responsável por isso foi o diretor Michael Bay, responsável por sucessos como “Armageddon” e “Pearl Habbor”, juntamente com a produção executiva de Steven Spielberg.

Antes de falar sobre o filme vale a pena falar sobre seu diretor. Michael Bay começou sua carreira com filmes bacanas de ação como “A Rocha” e “Bad Boys”. O problema começou com sua “megalomania” em “Armageddon” e continuou em “Pearl Habbor” (que eu nunca tive coragem de assistir). Histórias absurdas, bregas, cheias de exageros, além de muita destruição são as marcas de seus filmes. E é incrível como seus filmes ainda são vendidos como “um filme de Michael Bay”. O cara realmente é um “gênio”.

Voltando agora aos Transformers. Seria então Bay o diretor mais indicado para o filme? Se formos considerar as cenas de ação sim, essa é a sua especialidade. O problema é contar uma boa história. Aqui temos um monte de piadas cretinas, roteiro absurdo e cheio de furos com personagens humanos imbecis, além de muita breguice. A coisa é tão grave que as vezes é até difícil levar os Transformers a sério.

Dos personagens humanos o único destaque é a presença do ator John Turturro como um agente de uma agência secreta do governo. O novo astro Shia LaBeouf tem até algum carisma, mas seu personagem adolescente que por acaso vai parar no meio da briga dos Transformers não procede.

No final das contas o grande atrativo do filme são os Transformers. As cenas de ação são bacanas, apesar de algumas serem tão exageradas que chegam a ser confusas. Mas a batalha final no meio da cidade é boa, com muita destruição estilo Michael Bay e trilha sonora rock.

Tem até uma cena com Smashing Pumpkins de fundo. Tiveram que apelar para isso para eu gostar do filme apesar de tudo, mesmo a música (“Doomsday Clock”) sendo apenas uma versão instrumental.

No final das contas o filme “é uma merda, mas é de fuder”, se é que vocês me entendem. Tudo de ruim que você pode encontrado nos outros filmes de Michael Bay, só que aqui com um grande diferencial que são os Transformers. A nostalgia e emoção são grandes. Não recomendado para quem nunca viu ou ouviu falar do desenho.

domingo, 22 de julho de 2007

O triste fim do pequeno Menino Ostra e outras histórias

Título Original: The Melancholy Death of Oyster Boy & Other Stories (1997)
Autor: Tim Burton
Tradução: Márcio Suzuki
Editora: Girafinha
Número de páginas: 123


Foi lançado esse mês aqui no Brasil o livro “O triste fim do pequeno Menino Ostra e outras histórias” de autoria do cineasta Tim Burton 10 anos após o seu lançamento original. Além de escrever ele também fez as ilustrações. Trata-se de um “livro infantil” e foi lançado por uma editora de livros infantis chamada Girafinha.

Quem conhece o universo do diretor já deve imaginar que na verdade as histórias não são tão infantis assim. O tom é melancólico, sombrio e trágico com personagens bastante peculiares e muito humor negro. Então nem pensem nas tradicionais histórias infantis com finais felizes e politicamente corretas.

Os fãs do diretor irão se deliciar com os poemas (são 23 no total) e ver uma face diferente do seu trabalho.

Nos EUA existem versões especiais do livro com bonecos dos personagens. Pena que isso dificilmente vai ser lançado por aqui, ainda mais que somente o livro demorou 10 anos.

Existe o risco de alguns desavisados acabarem dando esse livro de presente ao seu filho sem saber do real conteúdo das histórias que passam por violência familiar, suicídio, traição e sexo não-explícito.

A obra teve tradução de Márcio Suzuki, professor de filosofia da Universidade de São Paulo (USP) e tem o texto da orelha do livro assinado pelo cineasta Philippe Barcincski (“Não por acaso”).

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Paris, Eu Te Amo

Título Original: Paris, Je T'Aime (2006)
Com: Gaspard Ulliel, Steve Buscemi, Catalina Sandino Moreno, Juliette Binoche, Willem Dafoe, Nick Nolte, Ludivine Sagnier, Maggie Gyllenhaal, Bob Hoskins, Natalie Portman, Elijah Wood e outros
Direção: Bruno Podalydès, Alfonso Cuarón, Walter Salles, Daniela Thomas, Sylvain Chomet, Gérard Depardieu, Alexander Payne, Olivier Assayas, Wes Craven, Gus Vant Sant, Tom Tykwer e outros
Duração: 120 minutos


A idéia do filme “Paris, eu te amo” era prestar uma homenagem a cidade de Paris, algo como uma visão cinematográfica do amor e da capital francesa. Um filme coletivo com 18 curtas com média de 5 minutos, que reuniu 23 cineastas de nacionalidades e estilos diferentes. Cada um dos curtas fala sobre um arrondisement, a divisão distrital da cidade.

Entre os cineastas, alguns são mais conhecidos e se destacam mais como Alfonso Cuarón (E sua mãe também), Gus Van Sant (Elefante), Alexander Payne (Sideways), Tom Tykwer (Corra Lola, Corra), Wes Craven (Pânico), os irmão Coen (Gosto de Sangue) e os brasileiros Walter Salles e Daniela Thomas. Uma coisa legal é tentar adivinhar quem é o diretor de cada curta de acordo com seu estilo de direção.

As histórias aparentemente independentes no final acabam até de certa forma se conectando. Uma reunião de 18 curtas, manter o padrão de qualidade de todos é complicado. Alguns são muito bons, outros mais fracos, mas no conjunto da obra o resultado é bem interessante. Uma homenagem muito boa e bonita da cidade luz. Boa oportunidade para conhecer um pouco mais da cidade.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Ratatouille

Título Original: Ratatouille (2007)
Vozes na versão original de Ian Holm, Brian Dennehy, Peter O'Toole, Brad Garrett.
Vozes na versão brasileira de Samara Felippo, Thiago Fragoso.
Direçao: Brad Bird
Duração: 120 minutos


O que esperar de um desenho que fala sobre um ratinho que é cozinheiro e que tem um nome difícil de ser pronunciado? “Ratatouille” (se pronuncia ra.ta.tui) é a mais nova animação da Pixar que prova mais uma vez que é a melhor no gênero com mais um grande filme.

Mais uma vez só tem cópias dubladas, apenas em São Paulo (se não me engano) tem algumas poucas cópias legendadas. Nem adianta mais ficar aqui reclamando. Dessa vez resolvi ir assistir para poder conhecer o cinema do Cinemark do Salvador Shopping. Sala grande, tela também, cadeiras confortáveis, pena que só são 8 salas.

Uma tradição da Pixar é sempre apresentar um curta-metragem antes de seus filmes. Dessa vez a atração se chama “Quase Abiduzido” e é bem divertido. Pelo título já da para saber que existe a presença de alienígenas.

Voltando ao filme principal. O rato Remy tem os sentidos aguçados e diferente dos outros ratos tem um gosto refinado para comida. Seu dom acaba sendo usado pelo seu bando apenas para dizer se a comida está estragada ou não. Mas ele quer algo mais, então começa a se interessar pela cozinha e encontra o livro de um chef famoso chamado Gusteau. Ele acaba se perdendo do seu bando numa fuga pelos esgostos e acaba indo para no restaurante do chef do livro. Lá ele conhece Linguini, um rapaz atrapalhado em busca de um emprego no restaurante do Gusteau. Eles acabam se tornando amigos e se juntando. Remy de certa forma controla Linguini como se fosse uma marionete. Assim eles conseguem um emprego no restaurante.

Olhando assim a história é bastante absurda. Mas o pessoal da Pixar tem o incrível dom de contar uma boa história. É impressionante como a coisa acaba soando natural e divertida, por mais absurda e nojenta que ela possa parecer. Afinal de contas estamos falando de um rato que é cozinheiro. Vale lembrar que a história de passa em Paris, cidade famosa por ter problemas com ratos.

O resultado é um dos melhores desenhos já feitos pela Pixar, talvez atrás apenas de “Toy Story” 1 e 2 e de “Os Incrivéis”. Isso tudo sem precisar apelar para as mesmas fórmulas ou excesso de referências ao universo pop. Conseguir agradar adultos e crianças é uma tarefa complicada, mas eles sempre conseguem. Tudo isso com drama, comédia, ação e tensão.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

O Homem Duplo

Título Original: A Scanner Darkly (2006)
Com: Keanu Reeves, Winona Ryder, Robert Downey Jr., Woody Harrelson, Rory Cochran, Chamblee Ferguson e Angela Rawna
Diretor: Richard Linklater
Duração: 100 minutos


Os filmes do diretor Richard Linklater sofrem bastante preconceito aqui no Brasil e seus lançamento são sempre atrasados, sendo que alguns nem passam no cinema daqui e só chegam direto em video, como aconteceu com “O Homem Duplo”. Mesmo tento nomes conhecidos como Keanu Reaves e Winona Ryder a situação não mudou.

O filme é baseado no livro de Philip K. Dick, um dos autores de ficção científica mais adaptados para o cinema. O diretor Linklater mostra sua versatilidade e entra nesse mundo utilizando a técnica da rotoscopia, no qual filmam com atores de verdade e depois colocam uma animação por cima, incluindo novas cores e texturas. Essa técnica foi utilizada em “Waking Life” e ajuda a construir realidade baseada no efeito das drogas. O visual é realmente impressionante.

A história é baseada nas próprias experiências do escritor e seus amigos com as drogas. 7 anos no futuro o policial disfarçado com uma espécie de “roupa camaleão” Fred (Keanu Reaves) recebe a missão de investigar o seu próprio alter-ego, o traficante Bob (!?). O consumo em excesso da substância D faz com que ele comece a ter problemas com sua personalidade e começa a se dividir. O efeito também está afetando seus amigos Jim (Robert Downey Jr.), Ernie (Woody Harrelson) e Donna (Winona Ryder).

O resultado é um filme de ficção sem cenas de ação, com diálogos muito bons (marca registrada de Linklater) que retrata bem o mundo das drogas, ou simplesmente de uma “bad trip”, com um visual muito bom graças a técnica da rotoscopia.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Zeitgeist – lançamento mundial hoje

lançamento mundial - 10 de Julho
lançamento no Brasil - 27 de Julho


Terça, dia 10 de Julho, é hoje o lançamento mundial do sexto cd de estúdio do Smashing Pumpkins chamado “Zeitgeist”. Como já foi divulgado aqui no blog, o cd saiu em várias versões, com músicas a mais e com capas diferentes.

No site da gravadora da banda por aqui, a Warner Music, não tem nada falando a respeito do lançamento. O blog Turminha do Ramon entrou em contato com a gravadora e foi informado que o cd vai estar nas lojas a partir do dia 27 de Julho.
Os fãs brasileiros vão ter que aguardar um pouco. Algumas lojas já estão vendendo a versão importada, para quem não aguenta esperar:

- Americanas
- Submarino
- London Calling
- Cd Point

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Zodíaco

Título Original: Zodiac (2007)
Com: Jake Gyllenhaal, Mark Ruffalo, Anthony Edwards, Robert Downey Jr., Brian Cox, John Carroll Lynch, Chloë Sevigny, Elias Koteas, Dermot Mulroney e Donal Logue
Direção: David Fincher
Duração: 158 minutos


O diretor David Fincher transformou em “moda” os filmes de serial killer com o longa “Seven”. Ele volta a abordar o tema, agora sob uma nova perspectiva. Em “Zodíaco” ao invés de mostrar os policiais tentando resolver a série de crimes, ele mostra como a obsessão das pessoas em desvendar o mistério por trás dos crimes mudou e até mesmo destruiu a vida de algumas pessoas.

Uma dessas pessoas é Robert Graysmith (Jake Gyllenhaal), um cartunista de um jornal que ficou obcecado pelo caso desde a primeira vez que entrou em contato. A coisa foi tão longe que ele chegou a escrever um livro, que serviu como base para o filme. Vale lembrar que a história é baseada em fatos reais. Temos também o policial Dave Toschi (Mark Ruffalo) e o jornalista Paul Avery (Robert Downey Jr.) como peças principais da história.

O caso do Zodíaco foi uma verdadeira febre desde seu início em 1968, afetou toda uma geração, gerou filmes como “Dirty Harry” e se estendeu por muitos anos sem nunca ter sido resolvido por completo. Quem conseguiu juntar mais informações foi o próprio Graysmith e seu livro foi um verdadeiro sucesso quando foi lançado.

O resultado é um filme com muita qualidade e que desconstrói o gênero serial killer. Talvez seja um pouco longo, mas com tantos detalhes e coisas para contar não dava para resumir mais, o que pode acabar sendo meio cansativo para alguns.

O Amor não tira férias

Título Original: The Holiday (2006)
Com: Cameron Diaz, Kate Winslet, Jude Law, Jack Black, Eli Wallach, Rufus Sewell, Edward Burns e Shannyn Sossamon
Direção: Nancy Meyers
Duração: 136 minutos


A diretora Nancy Meyers escreve e dirige o filme “O Amor não tira férias”, uma comédia romântica um pouco mais “séria” que o normal, com toques dramáticos que já virou o seu estilo de direção possível de ser conferido em filmes como “Do que as mulheres gostam” e “Alguém tem que ceder”.

Aqui a americana Amanda (Cameron Diaz) e inglesa Iris (Kate Winslet) resolvem trocar de casas através de um site da internet após terem passado por frustrações amorosas. Cada uma vai ter suas dificuldades e alegrias ao viver no lugar e no estilo de vida da outra. Amanda conhece Graham (Jude Law), que irmão de Iris, enquanto Iris conhece Miles (Jack Black), que trabalha junto com Amanda.

O filme caminha bem, com boas situações e diverte. Ele tem dois defeitos graves. O primeiro é que ao tentar contar duas histórias ao mesmo tempo, acaba mostrando mais do pessoal na Inglaterra, no caso Amanda e Graham, sendo que a história de Iris e Miles é bem mais legal. O outro problema é o tempo de duração, com mais de 2 horas o filme acaba se perdendo um pouco no final, mas sem prejudicar muito o resultado. Parece que a diretora Nancy Meyers tem problemas em finalizar suas histórias.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Smashing Pumpkins Tarantula Official Music Video


Foi lançado hoje o novo clipe do Smashing Pumpkins da música "Tarantula", juntamente com o single. Confiram!