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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Senhores do Crime

Título Original: Eastern Promises (2007)
Com: Naomi Watts, Viggo Mortensen, Vincent Cassel, Armin Mueller-Stahl, Jerzy Skolimowski e Mina E. Mina
Direção: David Cronenberg
Roteiro: Steven Knight
Duração: 100 minutos


Nota: 4 (ótimo)

Após trabalharem juntos em “Marcas da Violência”, o diretor David Cronenberg e o ator Viggo Mortensen repetem a parceria em “Senhores do Crime”. Se não foi dessa vez que o diretor conseguiu indicação pelo filme, pelo menos o ator Viggo conseguiu para melhor ator. Realmente o ator fez um belo trabalho, mas concorrer com Daniel Day-Lewis era complicado.

O estilo de direção de Cronenberg mudou com o passar dos anos e isso já foi notado em ‘Marcas’. ‘Senhores’ segue a mesma linha ao retratar um personagem com um passado obscuro. Dessa vez Mortensen vive um integrante da máfia russa em Londres.

A história começa com uma enfermeira, vivida por Naomi Watts, que resolve ajudar uma criança recém-nascida. A mãe morreu sem deixar nenhuma identificação, apenas um diário escrito em russo. Dentro ela descobre um panfleto de um restaurante russo e ao ir investigar acaba se envolvendo com a máfia.

O diretor continua sendo acusado de fazer filmes mais comerciais, mas isso não importa contanto que continuem tendo muita qualidade, não tem problema se é mais ou menos acessível ao grande público. Mesmo assim ele consegue colocar suas marcas. Uma delas é sempre de alguma forma tentar chocar a audiência com alguma coisa “bizarra”.

Nesses últimos filmes o elemento “bizarro” é a violência, mostrada de maneira bastante realista. Uma das cenas, uma luta em uma sauna, é de um realismo impressionante e já vale o ingresso.

A maneira como Londres é mostrada no filme é bastante autêntica e realista, evitando lugares mais conhecidos como ponto turísticos. Segundo Cronenberg a escolha dos locais de filmagem foi tão importante quanto os atores.

Uma boa história, escrita pelo roteirista Steven Knight (“Coisas belas e sujas”), somados a um bom elenco, com destaque maior para Mortensen, resultam em um ótimo filme que retrata bem o submundo da máfia russa em Londres.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Paranoid Park

Título Original: Paranoid Park (2007)
Com: Gabe Nevins, Dan Liu, Jake Miller e Taylor Momsen
Direção e Roteiro: Gus Van Sant
Duração: 85 minutos


Nota: 3 (bom)

O diretor Gus Van Sant começou fazendo filmes independentes, mas depois conseguiu alguns sucessos comerciais e um maior reconhecimento da sua carreira com “Gênio Indomável”, escrito pela dupla Matt Damon e Ben Afleck. Ele também fez a loucura de refilmar “Psicose”.

Em 2003 ele voltou a fazer filmes menores, de baixo orçamento e com atores poucos conhecidos. O primeiro foi “Elefante”, sucesso de crítica e vencedor de muitos prêmios como a Palma de Ouro em Cannes. Após fazer um filme baseado na vida de Kurt Cobain (“Last Days”), ele volta a temática adolescente em “Paranoid Park”.

Seguindo o mesmo estilo de “Elefante”, ele retrata mais uma vez a alienação juvenil americana e as conseqüências disso. Alex (o estreante Gabe Nevins) é um adolescente de 16 anos comum que gosta de andar de skate. Ele acaba se envolvendo em acidente fatal. A trama é baseada em um livro escrito por Blake Nelson.

Ao invés de fazer um filme baseado na fatalidade a história se aprofunda mais na mente de Alex para tentar entender e investigar o que se passa no mundo e na cabeça dos jovens. Para isso ele usa bastante do recurso visual para criar cenas muito bonitas, sem diálogos, principalmente de skatistas fazendo manobras, fotografadas por Christopher Doyle, conhecido por seu trabalho em “2046 – Os segredos do amor”.

Para quem gostou de “Elefante”, esse filme tem tudo para agradar. Agora fica a impressão que Van Sant meio que se prendeu nesse estilo e não acrescenta nada ao que já tinha sido mostrado antes em “Elefante”. É um bom filme, mas ficou faltando um algo mais.

Seu próximo filme já está sendo filmado, se chama “Milk” e conta a história do político homossexual Harvey Milk assassinado em 1978. Sean Pean será o protagonista e o elenco ainda conta com Emile Hirsch, Josh Brolin e Diego Luna. É aguardar pra ver.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Oscar 2008


O Oscar 2008 foi com certeza um dos mais equilibrados que já tiveram. O grande vencedor da noite acabou sendo o filme “Onde os fracos não tem vez” dos irmãos Coen que levou 4 prêmios dos 8 que concorria, incluindo os principais de melhor filme e melhor diretor.

O segundo filme a ganhar mais prêmios acabou sendo “O Ultimato Bourne” que ganhou os 3 prêmios que concorria. Um absurdo ele não ter concorrido apenas nas categorias “técnicas”.

Os outros quatro filmes que concorriam a melhor filme acabaram cada um ganhando pelo menos um prêmio de “consolação”. Destaque para a vitória de Diablo Cody pelo roteiro original de "Juno" e Tilda Swinton por “Conduta de Risco”. “Desejo e Reparação” ficou apenas com melhor trilha sonora e “Sangue Negro” ganhou melhor fotografia e melhor ator para Daniel Day-Lewis, sem dúvida o favorito.

Complicado foi assistir a transmissão da cerimônia de entrega na Globo, que além de cortar o início da premiação passando Big Brother ainda tinha os comentários terríveis de José Wilker. Quem será que disse que o cara entende alguma coisa de cinema? Entre as pérolas que ele largou me lembro de duas. Ele falou que não gosta de efeitos especiais, pois só servem para justificar a falta de uma boa história. Outra foi comentar que “O Ultimato Bourne” era o “filme do barulho”, depois do anúncio dos prêmios de melhor som e edição de som para o filme.

Confira a lista de filme indicados ao Oscar 2008 (e se ganharam algum prêmio) já comentados aqui no blog:

A bússola de ouro - 2 indicações - 1 prêmio
- Melhor direção de arte - direção de arte: Dennis Gassner, decoração de set: Anna Pinnock
- Melhor efeito visual: Michael Fink, Bill Westenhofer, Ben Morris e Trevor Wood

A Família Savage - 2 indicações
- Melhor roteiro original - Tamara Jenkins
- Melhor atriz - Laura Linney

Conduta de Risco - 7 indicações - 1 prêmio
- Melhor ator: George Clooney
- Melhor ator coadjuvante: Tom Wilkinson
- Melhor atriz coadjuvante: Tilda Swinton
- Melhor diretor: Tony Gilroy
- Melhor trilha sonora: James Newton Howard
- Melhor filme
- Roteiro Original: Tony Gilroy

Desejo e Reparação - 7 indicações - 1 prêmio
- Melhor atriz coadjuvante: Saoirse Ronan
- Melhor direção de arte - direção de arte: Sarah Greenwood, decoração do set: Katie Spencer
- Melhor fotografia: Seamus McGarvey
- Melhor figurino: Jacqueline Durran
- Melhor trilha sonora: Dario Marianelli
- Melhor filme - produtores: Tim Bevan, Eric Fellner e Paul Webster
- Melhor roteiro adaptado: Christopher Hampton

Jogos do Poder - 1 indicações
Melhor ator coadjuvante: Phillip Seymour Hoffman

Juno - 4 indicações - 1 prêmio
- Melhor filme - produtores: Lianne Halfon, Mason Novick e Russell Smith
- Melhor diretor: Jason Reitman
- Melhor atriz: Ellen Page
- Melhor roteiro original: Diablo Cody

Na Natureza Selvagem - 2 indicações
- Melhor ator coadjuvante - Hal Holbrook
- Melhor edição - Jay Cassidy

No Vale das Sombras - 1 indicação
- Melhor Ator: Tommy Lee Jones

O Escafandro e a Borboleta - 4 indicações
Melhor fotografia: Janusz Kaminski
Melhor diretor: Julian Schnabel
Melhor edição: Juliette Welfling
Melhor roteiro adaptado: Ronald Harwood

O Gângster - 2 indicações
- Melhor atriz coadjuvante: Ruby Dee
- Melhor direção de arte - direção de arte: Arthur Max; decoração de set: Beth A. Rubino

O Ultimato Bourne - 3 indicações - 3 prêmios
- Melhor edição: Christopher Rouse
- Melhor edição de som: Karen Baker Landers e Per Hallberg
- Melhor mixagem de som: Scott Millan, David Parker e Kirk Francis


Onde os Fracos não Têm Vez - 8 indicações - 4 prêmios
- Melhor ator coadjuvante: Javier Bardem
- Melhor filme - produtores: Scott Rudin, Ethan Coen e Joel Coen
- Melhor diretor: Ethan e Joel Coen
- Melhor fotografia: Roger Deakins
- Melhor edição: Roderick Jaynes
- Melhor edição de som: Skip Lievsay
- Melhor mixagem de som: Skip Lievsay, Craig Berkey, Greg Orloff e Peter Kurland
- Melhor roteiro adaptado: Ethan e Joel Coen

Persépolis - 1 indicação
- Melhor animação: Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud (diretores)

Piratas do Caribe: No fim do mundo - 2 indicações
- Melhor maquiagem: Ve Neill e Martin Samuel
- Melhor efeito visual: John Knoll, Hal Hickel, Charles Gibson e John Frazier

Ratatouille - 5 indicações - 1 prêmio
- Melhor animação: Brad Bird (diretor)
- Melhor trilha sonora: Michael Giacchino
- Melhor edição de som: Randy Thom and Michael Silvers
- Melhor mixagem de som: Randy Thom, Michael Semanick e Doc Kane
- Melhor roteiro original - roteiro: Brad Bird, história: Jan Pinkava, Jim Capobianco e Brad Bird

Sangue Negro - 8 indicações - 2 prêmios
Melhor ator: Daniel Day-Lewis
Melhor direção de arte - direção de arte: Jack Fisk, decoração de set: Jim Erickson
Melhor fotografia: Robert Elswit
Melhor diretor: Paul Thomas Anderson
Melhor edição: Dylan Tichenor
Melhor filme - produtores: JoAnne Sellar, Paul Thomas Anderson e Daniel Lupi
Melhor edição de som: Christopher Scarabosio e Matthew Wood
Melhor roteiro adaptado: Paul Thomas Anderson

Senhores do Crime - 1 indicação
Melhor ator: Viggo Mortensen

Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet - 3 indicações - 1 prêmio
- Melhor ator: Johnny Depp
- Melhor direção de arte - Dante Ferretti (direção de arte); Francesca Lo Schiavo (decoração de set)
- Melhor figurino: Colleen Atwood

Transformers - 3 indicações
- Melhor edição de som: Ethan Van der Ryn e Mike Hopkins
- Melhor mixagem de som: Kevin O'Connell, Greg P. Russell e Peter J. Devlin
- Melhor efeito visual: Scott Farrar, Scott Benza, Russell Earl e John Frazier

Confira a lista completa dos vencedores nos links abaixo:
http://oscar.com/oscarnight/winners/index
http://aovivo.folha.uol.com.br/folha/especial/2008/oscar/

Confira a lista completa dos indicados nos links abaixo:

http://www.oscar.com/nominees/
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u365896.shtml

sábado, 23 de fevereiro de 2008

As Grandes Aventuras de Pee-wee

Título Original: Pee-Wee's Big Adventure (1985)
Com: Paul Reubens, Elizabeth Daily, Mark Holton, Diane Salinger, Judd Omen, James Brolin e Morgan Fairchild
Roteiro: Phil Hartman e Paul Reubens
Direção: Tim Burton
Duração: 90 minutos

Nota: 3 (bom)

Após realizar alguns trabalhos para Disney e com o sucesso do curta “Frankenweenie”, o diretor Tim Burton estava à procura do seu primeiro trabalho de longa metragem.

A Warner Brothers e o ator Paul Reubens gostaram do curta e convidaram o diretor para comandar a primeira aventura do personagem Pee-Wee nos cinemas. Burton chamou o vocalista Danny Elfman da banda Oingo Boingo para compor a trilha sonora do filme por ser fã da banda e desde então eles trabalharam juntos em quase todos os seus filmes.

Pee-Wee Herman, vivido pelo ator Paul Reubens, talvez não seja um personagem muito conhecido aqui no Brasil, mas lá nos EUA ele fez muito sucesso. A estréia dele foi num especial da HBO em 1981. Depois fez algumas aparições no programa de David Letterman, além de viajar os EUA com o seu show. Foi com o filme “As Grandes Aventuras de Pee-wee” que o personagem realmente ganhou fama e depois um programa de tv chamado “Pee-Wee´s Playhouse”.

Pee-Wee é um homem estranho com visual retro dos anos 50 que age como se fosse uma criança. A aventura dele começa quando durante um passeio sua bicicleta, sua grande paixão, é roubada. Ele então parte para uma cruzada atrás dela através dos EUA.

O filme é uma comédia bem divertida, cheia de referências pop e é também uma sátira a vários gêneros de filmes, principalmente os “Road movies”. Agora o humor, digamos que não seja assim tão comum e pode acabar causando certo estranhamento no início. Mas depois é só entrar no mundo de fantasia criado e curtir a viagem.

Uma boa estréia de Burton onde já é possível enxergar algumas de suas marcas como diretor, além da sensacional trilha totalmente anos 80 de Elfman. O filme ainda teve uma seqüência chamada “Big Top Pee-wee” nas mãos de outro diretor.

Em 1991 o ator Paul Reubens foi preso em um cinema por estar se masturbando em público. Esse foi o primeiro escândalo que ele se envolveu. Em 2002 foi investigado sobre pornografia infantil, mas foi inocentado. Em 2009 ele deve voltar aos cinemas com “Pee-wee's Playhouse: The Movie”.

Se não me engano, esse filme já foi exibido no SBT tempos atrás. Deve ter sido lançado em VHS por aqui, mas não existe nenhuma previsão de lançamento em DVD no Brasil, infelizmente. O jeito é procurar nos canais por assinatura ou então baixar para assistir.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Supergrass - Diamond Hoo Ha

Ainda faltando pouco mais de um mês para o lançamento, o novo disco do Supergrass chamado “Diamond Hoo Ha” acabou vazando na internet. Até aí nenhuma novidade. O cd chega as lojas no dia 31 de Março lá no Reino Unido, a terra deles. Aqui no Brasil ainda deve demorar, visto que o cd anterior levou mais de um ano para chegar aqui.

Esse é o sexto disco deles, que evoluíram de uma banda com um apelo mais pop de músicas como “Allright” para uma sonoridade mais abrangente e “madura” com seu trabalho anterior chamado “Road to Rouen” de 2005.

O som deles continua evoluindo e nesse cd talvez eles tenham chegado na sonoridade ideal. Um pouco de pop, muito rock, sem abandonar o lado “maduro” do seu som. O resultado é um dos melhores cds da banda.

O disco foi produzido por Nick Launay, que trabalhou pela primeira vez com a banda. Ele já tinha trabalhado com o Silverchair em 3 cds, incluindo o último “Young Modern”.

O próximo single vai ser a música “Bad Blood” que será lançado dia 17 de março.

Confiram o nome das músicas:
1. Diamond Hoo Ha Man
2. Bad Blood
3. Rebel In You [album version]
4. When I Needed You
5. 345
6. Return Of ...
7. Rough Knuckles
8. Ghost Of A Friend
9. Whiskey And Green Tea
10. Outside
11. Butterfly


Links:
Torrent
http://www.supergrass.com
http://www.myspace.com/supergrass

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Sangue Negro

Título Original: There Will Be Blood (2007)
Com: Daniel Day-Lewis, Paul Dano, Kevin J. O'Connor, Dillon Freasier, Ciarán Hinds e David Willis
Direção e Roteiro: Paul Thomas Anderson
Duração: 158 minutos


Nota: 5 (excelente)

Desde 2002, quando lançou “Embriagados de Amor”, que o diretor Paul Thomas Anderson não lança um novo trabalho. A demora não foi preguiça, foi o tempo que durou para escrever o roteiro e reunir o orçamento para o filme. Na verdade seu último trabalho foi ajudando o diretor Robert Altman, grande influência, a terminar seu último filme: “A Última Noite”.

Sangue Negro” é o seu quinto filme. Seu primeiro longa-metragem foi “Jogada de Risco” (Hard Eight) de 1996, mas foi com “Boogie Nights” de 1997 que ele teve um maior reconhecimento e confirmação do seu talento, inclusive com indicação ao Oscar de melhor roteiro original. Após “Magnólia” de 1999 ele me conquistou de vez como um de meus cineastas favoritos.

A expectativa para seu novo filme era grande, ainda mais depois da crítica encher de elogios e ganhar 8 indicações ao Oscar, inclusive melhor filme, além de já ter ganho alguns prêmios.

O roteiro, escrito pelo próprio Anderson, começou como uma adaptação do livro “Oil” de Upton Sanclair, mas quase nada dele foi mantido no filme. Ele escreveu pensando já em Daniel Day-Lewis para o papel. O ator aceitou o trabalho após assistir ‘Embriagados’ e realizou mais uma incrível transformação, sendo essa talvez a melhor atuação da sua carreira.

A história narra a ascensão de Daniel Plainview (Day-Lewis) que era um simples minerador, mas que tem sua vida mudada ao encontrar petróleo. Ele acaba virando um barão do petróleo do início do século 20, numa busca constante pelo enriquecimento, com muita ganância e sem nenhum pudor.

Além da incrível atuação de Day-Lewis, os recursos técnicos como fotografia e a trilha sonora dão o clima perfeito para a viagem no tempo de volta ao velho oeste para ver o lado obscuro dos negócios da exploração petrolífera. O ritmo é marcado por longas cenas para irem aos poucos construindo o personagem do racionalismo a loucura.

A trilha sonora merece um destaque maior, pois foi composta pelo guitarrista do Radiohead Johnny Greenwood. Um absurdo ele não ter sido indicado ao Oscar! A desculpa foi que a trilha continha trechos de um trabalho anterior do músico chamado “Popcorn Superhet Receiver”. Anderson já tinha feito algo parecido ao chamar a cantora Aimee Mann e o músico Jon Brion para a trilha de “Magnólia”.

É bastante visível a evolução de Anderson como diretor. Após trabalhos mais pessoais ele encara seu primeiro grande filme, com um mais épico. Uma análise interessante do desenvolvimento do capitalismo nos Estados Unidos. E podem se preparar, porque no final “there will be blood”, isto é, haverá sangue.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Estréias 15/02

Com um pouco de atraso irei comentar as estréias do dia 15/02. Duas coisas merecem destaque. Primeiro foi que finalmente o filme “O Assassinato de Jesse James” estreou por aqui com uma única sessão no cinema do MAM mais de 2 meses depois de ter estreado no Brasil. Outra estréia atrasada foi do filme “Santos e Demônios”, estrelado por Robert Downey Jr. e Shia Labeouf, com sessão única no Aeroclube.


Mais alguns dos indicados ao Oscar estrearam nacional, inclusive aqui, como “Sangue Negro”, “Elizabeth: A era de ouro” e “O som do coração”. Tivemos também a estréia nacional da comédia “Vestida para Casar”.



Agora vamos ao grande destaque entre as estréias. Sempre reclamo aqui no blog sobre filmes que só estréiam “lá no Brasil”. Descobri o que as distribuidoras realmente pensam do “resto do Brasil”.

O filme “Velocidade sem limites” (Redline) estreou com exclusividade no Norte e Nordeste do país. Trata-se de um “Velozes e Furiosos” genérico estrelado e dirigido por ilustres desconhecidos. Sensacional! Aqui em Salvador o filme está em cartaz em 3 salas! Enquanto isso o filme “Os Indomáveis”, faroeste estrelado por Christian Bale e Russel Crowe e dirigido por James Mangold, entra para a lista de filmes que só estrearam “lá no Brasil” e quem sabe algum dia chega por aqui.



Cada vez mais eu desisto de tentar entender a lógica das distribuidoras de filmes, se é que existe alguma.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

“Tropa de Elite” leva o Urso de Ouro

O filme “Tropa de Elite” começou bem sua carreira internacional ao ganhar o Urso de Ourto de melhor filme no Festival de Berlim derrotando o favorito “Sangue Negro”. O Brasil consegue conquistar o prêmio novamente, dez anos após “Central do Brasil” ter conseguido o mesmo feito. Parabéns para a equipe do filme e principalmente ao diretor José Padilha.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Cloverfield - Monstro

Com: Lizzy Caplan, Jessica Lucas, T.J. Miller, Michael Stahl-David, Mike Vogel e Odette Yustman
Título Original: Cloverfield (2008)
Direção: Matt Reeves
Roteiro: Drew Goddard
Duração: 85 minutos


Nota: 3 (bom)

O filme “Cloverfield – Monstro” é mais “produto” no nome de J.J. Abrams. Mais conhecido por seu trabalho na televisão em séries como Lost e Alias, ele também aos poucos está invadindo o mundo dos cinemas. Já dirigiu a terceira parte do Missão Impossível e no final do ano ataca com a volta da “Star Trek”. Enquanto isso ele continua seu trabalho como produtor com mais um trabalho de sucesso.

A premissa de ‘Cloverfield’ é bem interessante, fazer um filme de monstro sob a perspectiva de uma pessoa comum usando uma filmadora na mão. Isso o faz soar mais realista. Em tempos de videos postados no YouTube, a estética tem tudo a ver com os jovens atuais.

Agora fazer parecer um filme amador não é fácil, afinal de contas o filme é um blockbuster. O monstro tinha que parecer real então boa parte do orçamento do filme foi gasto em efeitos especiais. Outro recurso foi a contratação de atores poucos conhecidos para aumentar a fácil associação deles como pessoas comuns pelo público.

Junto com uma campanha de marketing bem inteligente, cheia de mistérios espalhados pela Internet, que começou com um trailer exibido antes do filme “Transformers”, estava feita a fórmula para o sucesso.

A história começa em um apartamento numa festa de despedida, quando de repente falta luz, ouvem-se explosões e começa o caos. Quando todos descem para a rua a confusão está formada e o primeiro sinal da destruição: a cabeça da estátua da Liberdade.

O filme cumpre o que promete com muita ação, correria, destruição e tensão. Consegue também criar o clima de realismo. O único grande problema são os personagens meio sem graça e sem sal, fazendo com que o público não se importe muito com eles. Então quando acontece de um morrer, você nem liga ou se importa com isso. O que você quer mesmo é continuar vendo a destruição e o caos continuar. Um filme legal, bacana e divertido, nada mais do que isso.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Juno

Título Original: Juno (2007)
Com: Ellen Page, Michael Cera, Jennifer Garner, Jason Bateman, Allison Janney, J.K. Simmons, Olivia Thirlby e Rainn Wilson
Diretor: Jason Reitman
Roteiro: Diablo Cody
Duração: 92 minutos


Nota: 4 (ótimo)

A indicação do filme “Juno” ao Oscar de melhor filme mostra uma tendência da academia a indicar filmes mais alternativos, assim como aconteceu ano passado com “Pequena Miss Sunshine”. Apesar de ser alternativo, é o filme com maior bilheteria entre os indicados com mais de 100 milhões de dólares arrecadados lá nos EUA. Seria esse então outro motivo para a indicação, ter entre os cinco indicados a melhor filme algum que tivesse apelo popular? Talvez sim, pode ter influenciado.

A verdade é que “Juno” é a consagração principalmente de três pessoas. Primeiro para a jovem atriz Ellen Page, indicada a melhor atriz, reconhecendo seu talento já mostrado em filmes como “Menina má.com”. Em segundo lugar o diretor Jason Reitman, depois de uma excelente estréia com “Obrigado por fumar”, indicado a melhor diretor. E em terceiro a estréia da roterista Diablo Cody, que recebeu indicação por roteiro original, categoria dominada pelos homens.

Uma simples história de adolescente na mão desses três, ganha um ótimo resultado. Diferente de boa parte das bobagens feitas em Hollywood sobre essa faixa etária, sem cair nos estereótipos ou caricaturas.

Juno (Page) é uma adolescente de 16 anos que acaba ficando grávida do seu melhor amigo do colégio Paulie Bleeker (Michael Cera). A situação faz com que ela tenha que amadurecer de uma hora pra outra e resolver o que fazer. Conta para seus pais, que até aceitam numa boa. A decisão é ter a criança, mas encontrar os pais perfeitos para ela, pois ela não tem condições ainda de criar.

O tom do filme é de comédia misturada com certas doses de drama, tudo isso com um clima totalmente indie ditado pela trilha sonora. Principalmente de músicas de uma figura chamada Kimya Dawson, metade feminina da dupla Moldy Peaches, que combina bastante com o clima criado. Só quem não combina mesmo com o clima indie do filme é a própria Juno (risos), que é fã de punk rock dos anos 70 como The Stooges.

Assim como o filme, a trilha sonora também chegou ao topo da “bilheteria”, chegando a ficar em primeiro lugar na parada da Billboard.

Um filme simples, bonito, inteligente e com ótimas interpretações. Vai fazer rir e quem sabe até emocionar. Não faltam é claro referências pop. Sem dúvidas é a grande “surpresa“ entre os indicados a melhor filme. Poucas chances de ganhar o prêmio, mas pode acabar levando pelo menos o Oscar de roteiro original.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet

Título Original: Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street (2007)
Com: Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Jamie Campbell Bower, Alan Rickman, Timothy Spall, Sacha Baron Cohen e Jayne Wisener
Direção: Tim Burton
Roteiro: John Logan, Christopher Bond, Hugh Wheeler e Stephen Sondheim
Duração: 116 minutos


Nota: 5 (excelente)

O diretor Tim Burton e o ator Johnny Depp trabalham juntos pela sexta vez em “Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet”. O filme é uma adaptação para o cinema do musical da Broadway escrito por Stephen Sondheim, que por sua vez era adaptado de uma peça de Christopher Bond.

Após ter flertado com o gênero musical nos filmes “A Fantástica Fábrica de Chocolates” e “A Noiva-Cadáver”, aqui ele o assume por completo. O próprio Depp ficou na dúvida se seria capaz de assumir o papel por achar não ter capacidade de cantar.

Logo de início é bem estranho ver atores conhecidos como Depp, Helena Bonham Carter, Alan Rickman e até mesmo Sacha Baron Cohen mostrando seus dotes como cantores. Tudo bem, nenhum deles é cantor de verdade, mas todos mostram que o valor da interpretação está acima disso e acabam sendo bastante competentes. Após o estranhamento inicial logo se pensa, como é que eles nunca cantaram antes?

Apesar de musical ser uma novidade na filmografia de Burton, todas as características marcantes de seus filmes estão presentes. Desde o visual gótico e dark, além é claro de uma história trágica junto com humor negro. A violência é mostrada de maneira surreal. Assim o sangue mostrado na tela é tão vermelho que contrasta com a escuridão da fotografia. Lembra bastante o que já foi visto em “A lenda do cavaleiro sem cabeça”.

Sweeney Todd (Depp) volta a Londres em busca de vingança após ter sido preso injustamente por ordem do juiz Turpin (Rickman) e ter perdido sua mulher e filha pequena. Conhecido antes como Benjamin Baker, o barbeiro muda de nome e seu retorno é para se vingar da cidade e principalmente do juiz. Suas armas são suas amigas navalhas. O visual de Todd até lembra um pouco o de “Edward mãos de tesoura”.

A sintonia entre Burton e Depp continua perfeita e a facilidade que os dois têm em trabalhar juntos pode ser sentida na tela. Mesmo com um bom elenco e boas atuações é Depp quem acaba se destacando e roubando a cena. Outra que vem trabalhando sempre com Burton é sua mulher Helena Bonham Carter.

As músicas servem para contar a história e não são simples números musicais cheio de coreografias. A edição intercala bem os momentos de cantoria dentro do desenvolver da história para dar certa agilidade, sem ficar parecendo que a música não acrescentou em nada o andamento da trama.

Aqueles que já têm um preconceito inicial contra filmes musicais terão dificuldades em quebrar essa barreira e conseguir gostar do filme. Quem não tem problemas com o gênero irá se deliciar com mais um grande filme na filmografia de Burton.

Infelizmente o filme acabou ficando fora das categorias principais do Oscar, fora a indicação de Depp de melhor ator, ficando com indicações a melhor direção de arte e melhor figurino.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

British Sea Power - Do You Like Rock Music

Foi lançado no ultimo dia 14 de Janeiro o terceiro disco da banda inglesa British Sea Power chamado “Do You Like Rock Music?”. Título bastante interessante inclusive. Se a resposta é sim, então existe alguma chance de você gostar desse cd.

A banda tem um estilo bem característico das atuais da Inglaterra. Como o nome diz, a “força do mar inglês” está presente em suas letras, em músicas sobre o campo, montanhas e o próprio mar. As belezas do país são sua principal fonte de inspiração. Tudo isso em um estilo bem inglês e poético, sem soar brega. Sem dúvidas essa temática não é muito comum entre bandas de rock, principalmente as atuais.

A sonoridade continua a mesma dos 2 primeiros discos, talvez até um pouco mais “animado”. O primeiro single é a música “Waving Flags”, que já tem video rolando no YouTube.

Links:
Torrent
www.britishseapower.co.uk
www.myspace.com/britishseapower

Video de “Waving Flags

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Hot Fuzz

Título Original: Hot Fuzz (2007)
Com: Simon Pegg, Nick Frost, Bill Bailey, Jim Broadbent, Olivia Colman, Paddy Considine, Timothy Dalton, Kevin Eldon, Martin Freeman, Bill Nighy e Edward Woodward
Roteiro: Simon Pegg e Edgar Wright
Diretor: Edgar Wright
Duração: 121 minutos


Nota: 4 (ótimo)

Após o sucesso de crítica e público de “Shaun of the Dead”, o diretor Edgar Wright e o ator Simon Pegg resolveram continuar a parceria e escreveram o roteiro para uma nova sátira, dessa vez sobre os filmes policiais e de ação chamada “Hot Fuzz”. Segundo Wright, ele resolveu fazer um filme desse gênero porque a Inglaterra não tem tradição de filmes desse tipo. Junto com Pegg na frente das câmeras temos o ator Nick Frost e assim toda a equipe de ‘Shaun’ está reunida novamente.

Pegg vive um policial chamado Nicholas Angel. Ele é um cara durão, honesto e competente, daqueles que o trabalho vem sempre primeiro. Até mesmo do que a própria vida pessoal. Seus superiores resolvem então promovê-lo e mandá-lo para uma cidade do interior, pois sua competência iria acabar deixando todos desempregados em Londres. A cidade que ele foi transferido é altamente pacata, mas uma série de crimes que aparentemente parecem acidentes irá atormentá-lo. Junto com Danny (Nick Frost), filho do inspetor Frank Butterman (Jim Broadbent), ele irá tentar descobrir a verdade.

Seguindo a mesma linha de ‘Shaun’ o filme faz ótimas referências e homenagens aos filmes policiais e de ação, as vezes soando tão sério quanto eles, mas sem nunca perder o bom humor e respeitando o gênero. Se essa “fórmula” funcionou muito bem para os zumbis aqui ela também funciona. Além de ser uma ótima comédia, acaba sendo também um filme policial bom, com cenas de ação e cenas de tiroteio.

O elenco ainda conta com outros nomes conhecidos como Timothy Dalton e Bill Nighy, além de contar com algumas rápidas participações especiais de Cate Blanchett, Steve Coogan e até mesmo do diretor Peter Jackson.

Infelizmente esse filme ainda não tem previsão de lançamento aqui no Brasil, mas deve ser lançado direto em DVD, da mesma forma que aconteceu com ‘Shaun’. Na verdade já faz um tempo que eu tinha baixado, mas só agora parei para assistir. Quem gostou de ‘Shaun’ e gosta de filmes de ação pode correr para assistir porque a diversão é garantida.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

O Gângster

Título Original: American Gangster (2007)
Com: Denzel Washington, Russell Crowe, Chiwetel Ejiofor, Josh Brolin, Lymari Nadal, Ted Levine, RZA, Cuba Gooding Jr e Ruby Dee.
Direção: Ridley Scott
Roteiro: Steven Zaillian
Duração: 157 minutos


Nota: 4 (ótimo)

O diretor Ridley Scott chega ao seu 17º longa-metragem na carreira, "O Gângster", com mais um ótimo trabalho, sem dúvidas um de seus melhores. Mais uma vez trabalhando com Russell Crowe e pela primeira vez com Denzel Washington, juntos para contar a história de ascensão e queda de um dos maiores traficantes de Nova York dos anos 70: Frank Lucas.

A história de Lucas é real e o roteiro de Steven Zaillian foi baseado no artigo “The Return of Superfly”, escrito por Mark Jacobson para a New York Magazine em agosto de 2000. Sem dúvidas essa história tinha tudo para virar um filme. Mas para isso algumas condições foram impostas por Denzel Washington para aceitar o papel, a garantia de que o personagem não fosse glamourizado.

A trama é dividida entre os dois personagens principais. De um lado Frank Lucas era o braço direito de um traficante e maiores líderes negros do crime. Após a morte dele, Lucas aproveita a chance de assumir o seu lugar. Para isso ele se aproveita da Guerra do Vietnã num esquema com o exercito para trazer drogas de lá. Do outro lado temos o policial Richie Roberts (Russell Crowe), conhecido por sua honestidade após ter apreendido 1 milhão de dólares em notas não marcadas e ter resolvido devolver o dinheiro ao invés de embolsa-lo. Com esse perfil ele acaba sendo escolhido para montar e liderar uma equipe para investigar os grandes esquemas de tráfico de drogas.

Com uma história assim densa e cheia de personagens, Scott aproveitou a chance para realizar um grande épico e de alguma forma poder dizer que fez o seu próprio “O Poderoso Chefão”. E não só isso, sua história ainda era baseada em fatos reais. Tanto que o título original em inglês de “American Gangster” (gângster americano) transmite bem isso. Sem dúvidas pode ser comparado com outros grandes filmes do gênero como “Os Bons Companheiros” e “Scarface”.

O elenco encabeçado por Washington e Crowe está muito bem, com boas atuações até mesmo de gente que nunca mais tinha feito nada de bom, como por exemplo, Cuba Gooding Jr. Mas com pouco tempo na tela, quem roubou a cena foi a veterana atriz Ruby Dee no papel da mãe de Lucas, que acabou sendo a única do elenco indicada ao Oscar na categoria melhor atriz coadjuvante.

Outro ponto positivo da produção é a reconstituição de época ao reproduzir a Nova York dos anos 70, inclusive através dos figurinos. Apesar disso acabou sendo indicado apenas ao Oscar de melhor direção de arte, ficando com 2 indicações.

Uma história real, um grande épico, ótimas atuações, sem dúvidas esse filme tinha tudo para conseguir mais indicações ao Oscar. Agora é uma surpresa de certa forma positiva ver que a academia acabou dando preferência a filmes mais “alternativos” e “fora do comum” na categoria de melhor filme.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Onde os Fracos não Têm Vez

Título Original: No Country for Old Men (2007)
Com: Javier Bardem, Josh Brolin, Tommy Lee Jones, Kelly Macdonald, Woody Harrelson, Stephen Root e Garret Dillahunt
Direção e Roteiro: Ethan e Joel Coen
Duração: 122 minutos


Nota: 5 (excelente)

Se existe algo sempre presente nos filmes dos irmãos Coen, com certeza é o senso de humor, mais precisamente o humor negro. O tom irônico é bastante característico em sua filmografia, não importa qual seja o gênero que eles abordem. Em “Onde os Fracos não têm vez” o faroeste talvez seja a classificação mais próxima que pode ser definida, mas se passa em tempos mais atuais, mais precisamente no início dos anos 80.

Baseado no livro publicado em 2005 chamado “Onde os velhos não tem vez” de Cormac McCarthy, a história se passa no Texas, onde o clima quente, árido e desértico o transforma no ambiente ideal para um faroeste. Alias o título do livro é uma tradução muito melhor do título original do filme, que não se encaixa muito bem a trama, podendo causar uma má interpretação sobre o que o filme se trata.

São 3 histórias e personagens diferentes que se cruzam. Llewelyn Moss (Josh Brolin) é um sujeito comum, aposentado e veterano de guerra, que encontra por acaso durante uma caça umas picapes no meio do deserto com algumas pessoas mortas ao redor. Ele também encontra uma maleta de dinheiro e resolve ficar com ela. Ele só não imaginava na encrenca que estava se metendo, pois o dinheiro pertence a Anton Chigurh (Javier Bardem), um assassino profissional sem escrúpulos ou limite que irá fazer de tudo para recuperar o que é seu.

O terceiro é de certa forma o personagem principal da história, o xerife Ed (Tommy Lee Jones), que está prestes a se aposentar na profissão que foi a mesma de seu pai e seu avô. Principal pois é onde o título se encaixa, o “velho” da história, que não consegue mais entender o mundo atual, onde os crimes estão cada vez mais violentos e sem explicação racional.

Uma típica história americana sobre ambição sem limites, mas que ganha uma visão bastante interessante sob o olhar dos Coen. Junto a um grande elenco, com maior destaque para a excelente performance do ator espanhol Javier Bardem, o resultado é um excelente filme, talvez um dos melhores dos Coen. Uma mistura perfeita de suspense, humor e excelentes atuações, isso sem falar da ótima história.

Indicado a 8 Oscar, incluindo melhor filme, ele é um dos favoritos, principalmente na categoria de melhor ator coadjuvante com Javier Bardem.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Cavalera Conspiracy – Inflikted

Após quase 10 anos sem se falar, os irmãos Cavalera Max e Iggor voltaram a trabalhar junto novamente. Desde que Max saiu do Sepultura eles se afastaram bastante. Anos depois foi a vez de Iggor deixar a banda e chegou a fazer outros trabalhos musicais envolvendo música eletrônica.

Eles formaram o projeto Cavalera Conspiracy, que vai lançar seu primeiro disco no dia 24 de março. Junto com eles estão os músicos Marc Rizzo (Soulfly) na guitarra e Joe Duplantier (Gojira) no baixo. Para quem gostava do Sepultura é quase um sonho ver Max e Iggor tocando em uma banda juntos novamente.

Eles acabaram de disponibilizar em mp3 duas músicas para download: “Inflikted”, que também é o nome do cd, e “Sanctuary”. Confiram nos links abaixo. Mas extra-oficialmente já está rolando na Internet o álbum completo para download.

Após ouvir posso afirmar que sem dúvidas é a melhor coisa que Max já fez desde que saiu do Sepultura. É muito melhor do que qualquer coisa já feita pela sua banda, o Soulfly. O vocal inconfundível dele com a destruição na bateria de Iggor fazem um som que lembra um pouco algumas coisas antigas deles, mas com uma sonoridade mais “atual”. Agora a falta de um bom guitarrista, como no caso de Andréas Kisser, faz bastante falta. Convenhamos que Max nunca foi um bom guitarrista.

Para quem curte o bom velho metal do Sepultura vale a pena conferir esse som. O disco ainda conta com algumas participações especiais do baixisita Rex Brown (Pantera), do enteado de Max Ritchie Cavalera (Incite) e foi produzido por Logan Mader (ex-guitarrista do Machine Head).

Links:
Inflikted
Sanctuary
http://www.cavaleraconspiracy.com
http://www.myspace.com/cavaleraconspiracy
http://www.shareonall.com/CConspiracy-IFOAM_nhfu.rar
Torrent

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

“Funplex” - Nova música do The B-52's

Sem lançar nenhum disco de inéditas desde 1992, a banda The B-52's irá lançar um novo cd esse ano, mais precisamente no dia 25 de Março. O trabalho irá se chamar “Funplex”, que também é o nome do primeiro single.

A música vazou da internet, aproveitem o link para baixar e conferir.
http://rapidshare.com/files/87735395/The_B-52_s_-_Funplex.mp3

Pelo jeito vem coisa boa por aí. Depois do grande número de bandas retornando a ativa em 2007, essa volta promete ser uma das mais interessantes de 2008. 15 anos sem lançar nada faz com que a expectativa em cima desse disco seja muito grande. É aguardar para ver.

Confiram a lista de músicas do cd:

"Pump"
"Hot Corner"
"Ultraviolet"
"Juliet of the Spirits"
"Funplex"
"Eyes Wide Open"
"Love in the Year 3000"
"Deviant Ingredient"
"Too Much to Think About"
"Dancing Now"
"Keep This Party Going"