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quarta-feira, 28 de maio de 2008

As crônicas de Nárnia – Príncipe Caspian

Título Original: The Chronicles of Narnia: Prince Caspian (2008)
Com: Anna Popplewell, Ben Barnes, Cornell John, Eddie Izzard (voz), Georgie Henley, Liam Neeson (voz), Peter Dinklage, Pierfrancesco Favino, Sergio Castellitto, Skandar Keynes, Tilda Swinton, Vincent Grass, Warwick Davis e William Moseley
Direção: Andrew Adamson
Roteiro: Andrew Adamson, Christopher Markus e Stephen McFeely
Duração: 144 minutos


Nota: 2 (regular)

Após o sucesso do primeiro Nárnia, já era de se esperar que a Disney fosse realizar a continuação. “As crônicas de Nárnia – Príncipe Caspian” traz de volta a Nárnia os quatro garotos Pevensie. A história lembra bastante a do filme anterior, isto é, os garotos vão lá para salvar o mundo mágico novamente. Só que dessa vez a coisa vai ser um pouco diferente.

Um ano se passou para eles no mundo real, enquanto em Nárnia se passaram mais de mil anos. A coisa por lá mudou bastante. Os humanos dominaram o lugar e exterminou os narnianos. O príncipe Caspian (Ben Barnes) é o herdeiro do trono, mas seu pai morreu e seu tio quer assumir o poder após o nascimento do seu filho, tornando o príncipe dispensável. Caspian foge e acaba sendo capturado pelo remanescentes do povo de Nárnia, mas antes ele usa uma espécie de flauta mágica para pedir ajuda. Isso faz com que se abra um portal e os garotos Pevensie vão parar em Nárnia novamente, onde irão se juntar com os remanescentes e a Caspian para salvar Nárnia dos humanos malvados e conquistar sua liberdade novamente.

Após o choque inicial do primeiro filme em se acostumar com as bizarrices do mundo de Nárnia, assistir essa seqüência é bem mais tranqüilo. Dessa vez não se perde muito tempo apresentando o lugar e os personagens, se concentrando mais nas cenas de ação.

Confesso que ainda não me conformo com o fato de ver adolescentes no meio de uma batalha, mas acabo abstraindo esse fato. Como havia dito, as cenas de ação estão bem mais interessantes. No meio do filme chega deu uma saudade de “Senhor dos Anéis”.

O resultado é filme mais legal e divertido que o anterior, que não era uma tarefa muito difícil. Apesar de ter alguns dos mesmos problemas do anterior em relação ao mundo de Nárnia, que não tem como ser mudado, as cenas de ação acabam dando um novo frescor a série. Mesmo assim fica a sensação de que a história no final das contas é quase a mesma.

* "As crônicas de Nárnia – Príncipe Caspian" estréia nesta sexta 30/05 em todo o Brasil, inclusive Salvador, com cópias dubladas e legendadas.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Speed Racer

Título Original: Speed Racer (2008)
Com: Emile Hirsch, Matthew Fox, Christina Ricci, Paulie Litt, John Goodman, Susan Sarandon, Kick Gurry e Roger Allam
Direção e Roteiro: Andy Wachowski e Larry Wachowski
Duração: 135 minutos


Nota: 4 (ótimo)

Os irmãos Wachowski, conhecidos pela trilogia Matrix, resolveram fazer um filme para toda a família. Pegaram então um desenho antigo japonês chamado “Speed Racer” para fazer uma versão com atores de verdade.

Criado nos anos 60, o desenho fez bastante sucesso na Japão e acabou sendo exportado para outros países. Aqui no Brasil ele ainda é exibido na TV por assinatura. Talvez por não ter ganhado novas versões, ele não seja muito conhecido pelas novas gerações. Talvez esse tenha sido um dos motivos pelo “fracasso” do filme nos cinemas. “Fracasso” porque o filme custou mais de 100 milhões e arrecadou menos de 20 na estréia.

Outro motivo para o “fracasso” pode ter sido tentar fazer um filme para todas as idades. Ele acaba sendo “complicado” demais para os mais novos e talvez um pouco “simples” para os mais velhos.

Depois de ler críticas negativas e o “fracasso”, já fui conferir o filme com o pé totalmente atrás. Acabei me surpreendendo bastante e achei o filme bem legal. Um dos pontos negativos apontados eram os efeitos visuais. Discordo! O visual do filme é bem bacana e cria bem a estética colorida e surreal característica dos desenhos japoneses.

Confesso não ser muito fã do desenho. Tentei assistir algumas vezes na TV fechada, mas achei meio “chato” e “parado”. No filme as cenas das corridas são muito mais rápidas, ágeis e divertidas, dando a impressão de estar dentro de um videogame. Sendo assim esqueça o quesito realismo. Os carros travam batalhas dentro da pista, literalmente falando.

O elenco também é um fator positivo. Atores de qualidade foram escalados. Temos nomes conhecidos como Emile Hirsch, Matthew Fox, Christina Ricci, John Goodman e Susan Sarandon estão muito bem em seus personagens. Quem acaba roubando a cena sempre que aparecem é a dupla Gorducho e Zequinha (que é um macaco) garantindo boas risadas.

O resultado é um filme muito legal e bem divertido. Pena que graças ao “fracasso” é bem capaz dessa franquia não ir para frente.

A temporada de “blockbusters” começou bem após ‘Speed’, “Homem de Ferro” e ‘Indiana 4’. Vamos ver se o resto mantém o nível para compensar o ano passado que foi bem fraco em termo de qualidade.

domingo, 25 de maio de 2008

Festa Boa Noite - Robotik


Bombástica versão 4.0 com convidado prateado e DJs artificiaiscom os DJs: DJ Ramon Prates (BahiaRock), OYOY Tokyo! (do Japão para o Mundo) e djgo (Plutron)

Electro; Rave; Italo-Disco; Space-Disco;
Oldskool Hip-hop; Electrofunk; Daft Punk;
Remixes & 101110111000’s


Dia: 31/05 (Sábado)
Horário: 23:00
Ingresso: R$ 12,00 (sem consumação obrigatória)
Local: Boomerangue (Rua da Paciência, 307 – Rio Vermelho) Salvador-BA
Classificação: 18 anos

Promoção Bombástica: as duas entidades mais cibernéticas da festa serão teletransportadas noite adentro gratuitamente SÓ ATÉ 00:00.

Contato BOA NOITE: boanoiteboanoite@gmail.com
Produção BOA NOITE: Diego Almeida / (71) 8792-5491 / digiego@gmail.com
Comunidade Orkut

B04 N01T3 R0B0T1K
Bombástica versão 4.0 sábado 31/05 na Boomerangue com CONVIDADO PRATEADO e DJs artificiais
DJ Ramon Prates (BahiaRock) OYOY Tokyo! (do Japão para o Mundo) d
jgo

Mais do que uma ameaça à humanidade, projeto da NASA ou ficção científica, a BOA NOITE é uma revolução robótica no paradigma biotecnológico da vida noturna de Salvador. Nós tocamos a música. A música, por sua vez, toca corações. Conectamos nossos circuitos para que todos os freqüentadores da BOA NOITE sintam-se automaticamente compelidos a dançar. Na versão 4.0 da festa, o ciborgue convidado é o prateado DJ Ramon Prates. A nipônica robô-hostess OYOY Tokyo! invade o Ocidente e recebe o público com uma seleção randômica de música binária. O robô-residente djgo mantém os chips ligados até todas as baterias descarregarem. A BOA NOITE ROBOTIK opera na Boomerangue (Rio Vermelho), sábado 31 de maio, às 23:00. A entrada custa R$12, sem consumação obrigatória. As duas entidades mais cibernéticas da festa serão teletransportadas noite adentro gratuitamente.

O prateado DJ Ramon Prates é conhecido na cena rock baiana pelo seu trabalho com o site BahiaRock e celebrado por seus sets na festa NAVE. Para a BOA NOITE, o robô Prates formata seus disquetes de rock e pop numa máquina virtual, e o resultado dessa operação vem em forma de versões atualizadas. Ele restaura seus backups de Prodigy e Chemical Brothers e roda múltiplos aplicativos de Madonna SIMULTANEAMENTE!!!!!!

Dessa vez, a nipônica robô-hostess OYOY Tokyo! monta no MegaZord e conquista o hemisfério ocidental. Em sua luta para salvar o planeta, essa japonesa eletrifica a pista com sucessos do momento. Ativando suas juntas hidráulicas e rifles de luz-estrela, ela está pronta para morfar o Electro nipônico a la Capsule com a Rave mundial estilo Crookers. Essa mistura vai dar o que falar!!!

O robô-residente djgo, como sempre, chega de Plutão numa espaçonave do barulho, com 100% de sua memória cheia da mais pura música robótica para dançarinos cósmicos, de Kraftwerk a MSTRKRFT. Ele abre suas pastas de Electrofunk e Oldskool Hip-hop, e revela arquivos ocultos da Italo-Disco e Space-Disco. Entre os sets de Ramon e djgo, haverá um holográfico duelo que sobrecarregará todos os sistemas: uma homenagem a Daft Punk, os robot-rockers mais famosos da Dance Music.

Desejamos a todos uma BOA NOITE, porque este programa executou uma operação ilegal e será fechado.

Temas para reflexão: Mapa de caracteres; BSOD; Revista de Informática; 13372*33<; MS-DOS; R2D2&C3PO; Dr. Robotnik; a Era do CD-ROM; o BUG DO MILÊNIO.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal

Título Original: Indiana Jones and the Kingdom of Crystal Skull (2008)
Com: Harrison Ford, Cate Blanchett, Karen Allen, Shia LaBeouf, Ray Winstone, John Hurt e Jim Broadbent
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: David Koepp, George Lucas, Jeff Nathanson
Duração: 124 minutos


Nota: 5 (excelente)

Em 1989 eu tinha apenas 8 anos e meu pai me levou para assistir a estréia de “Indiana Jones e a Última Cruzada” no cinema do Itaigara numa sexta após sair do colégio. 19 anos depois novamente volto ao cinema com meu pai, dessa vez acompanhado de mais gente, para assistir a uma nova aventura do Indiana Jones. Acho que com esse relato inicial deu para sentir a expectativa em relação ao filme.

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” demorou para sair do papel enquanto George Lucas, Steven Spielberg e Harrison Ford tentavam chegar a um acordo se valia a pena ou não volta a franquia. A bem da verdade é que o estilo de filme de Indiana vinha sendo copiado com sucesso em outras franquias como “A múmia” ou “A Lenda do tesouro perdido”.

Quando eu comprei minha caixa com a trilogia do Indiana ao conferir os extras com entrevista com o elenco, quem mais parecia “velho” era Harrison Ford. Então me perguntava se ele ainda tinha condições de voltar a viver o herói. Além disso, ultimamente ele tem feito filmes bem fracos. Após ver um trailer do novo Indiana estava convencido de que ele ainda podia interpretar o papel.

O filme foi feito sem dúvida para agradar os fãs, além é claro de tentar apresentar o herói nos cinemas para uma nova geração. Para isso era importante manter o espírito das aventuras anteriores, isto é, nada de tentar “modernizar” o personagem. Sem abusar dos efeitos visuais ele consegue manter o estilo de “filme B”. Alias tem algumas partes com uns efeitos até meio toscos, acredito eu que tenha sido feito de propósito para manter o estilo.

A história também era um fator extremamente importante, conseguir ter algo para justificar uma volta do herói. Esse foi o motivo que mais fez o filme demorar em começar a ser produzido, fazer um bom roteiro. Uma ótima idéia foi fazer a história se passar também 19 anos após o filme anterior, respeitando o envelhecimento dos atores, caindo no ano de 1957 no meio da guerra fria. Depois de enfrentar os nazistas, era agora a vez de encarar os comunistas.

Ótimas cenas de ação, muito bom humor com ótimas piadas e referências, seguindo a mesma linha dos outros filmes. Se você espera alguma “inovação” pode esquecer. Tudo segue a mesma fórmula de sucesso da franquia e isso é um ponto positivo. Afinal de contas a graça dos filmes do Indiana é o clima retro.

O resultado é um excelente filme que vai satisfazer tanto os fãs quanto aqueles que estão apenas interessados em um bom entretenimento. Diversão altamente garantida!

terça-feira, 20 de maio de 2008

A Família Savage

Título Original: The Savages (2007)
Com: Laura Linney, Philip Seymour Hoffman, Philip Bosco e Peter Friedman
Direção e Roteiro: Tamara Jenkins
Duração: 113 minutos

Nota: 3 (bom)

Quem nunca viveu um drama familiar em sua vida? Quantas vezes já não vimos isso no cinema? Bom, sempre é possível ter um olhar diferente sobre um tema tão complexo quanto esse. A diretora e roteirista Tâmara Jenkins apresenta a nós “A Família Savage”, um filme minimalista e dramático sem ser melodramático, com boas doses de senso de humor que equilibram bem a história.

Os irmãos Wendy e Jon Savage, vividos respectivamente por Laura Linney e Philip Seymour Hoffman, são obrigados a se unir para ajudar o pai que está doente. A namorada dele morreu e ele não tem condições de se cuidar sozinho. Os irmãos resolvem então colocá-lo em um asilo por achar que é o melhor para ele. Enquanto isso a volta da convivência juntos irá trazer novos conflitos, enquanto ambos tentar resolver seus próprios problemas e também decidir o que é melhor para o pai.

Além do bom roteiro de Tamara, a performance da dupla Laura e Philip da um brilho a mais ao filme. Todos eles foram indicados ao Oscar. Tamara pelo roteiro e Laura como melhor atriz, enquanto Philip foi indicado a ator coadjuvante, mas por outro filme (Jogos do Poder), talvez por sua atuação aqui ser um pouco mais contida.

Uma situação como essa retratada nesse filme poderia facilmente cair na armadilha de virar um melodrama exagerado e choroso. Mas Tamara acerta a mão no roteiro para não cair nessa situação dosando drama com certos toques de humor, como eu já havia dito, além de usar mais as imagens do que palavras para retratar certas situações.

O resultado final é uma visão e retrato bem interessante de uma situação familiar complicada. Um bom drama, triste e realista sem exageros. A performance dos atores, principalmente da dupla principal, chega a parecer real de tão natural. Apesar disso o tom mais minimalista e um ritmo mais lento pode acabar desagradando alguns e tornar o filme uma experiência chata.

domingo, 18 de maio de 2008

The Foxboro Hot Tubs - Stop Drop and Roll

O Green Day surpreendeu mais uma vez os seus fãs com um projeto paralelo chamado The Foxboro Hot Tubs. Não é a primeira vez que eles fazem algo desse tipo. Em 2003 eles lançaram a banda fictícia The Network com um cd chamado “Money Money 2020”. A estratégia foi bem parecida. Começam a divulgar as músicas pela Internet como se fosse uma banda qualquer, mas chamam a atenção por lembrar de certa forma o som do Green Day. Foi o que aconteceu com esse novo projeto.

No final do ano passado foi lançada uma página do MySpace com algumas músicas. Não demorou a as pessoas começarem a achar parecido com o Green Day. Tempos depois eles confirmaram a identidade e assumiram o projeto.

A idéia é bastante interessante, pois eles lançam material novo com uma musicalidade um pouco diferente do som original da banda, sem comprometer o trabalho mais sério.

O disco se chama “Stop Drop and Roll” e vai ser lançado no dia 20 de maio. Aqui eles arriscam num som com influências dos anos 60. Quem gosta das músicas dessa época e do próprio Green Day pode tratar de ouvir porque é bem legal.

Links:
http://www.foxborohottubs.com
http://www.myspace.com/foxborohottubs
Torrent

sábado, 17 de maio de 2008

Set DJ Ramon Prates - NAVE 10/05

Madonna vs Britney - 4 minutes to break the ice
Gossip - Staning in the way of control (Tronik Youth Remix)
Justice - D.A.N.C.E. (Tittsworth Remix)
Muse - Muscle Museum (Soulwax Remix)
Smashing Pumpkins - Perfect (Perfecto Remix)
Kylie Minogue - Wow (MSTRKRFT Remix)
Cardigans - Lovefool (Tyler Fedchuk´s 1/2ALIVE edit)
Rihanna - Don´t Stop the music (LAZRtag Club Remix)
Digitalism - Pogo
Madonna - Candy Shop
Madonna - American Life (Headcleaner Rock Mix)
Madonna - Heartbeat
Duran Duran - Nite Runner
Kylie Minogue - In my arms
Justin Timberlake - Rock your body (Oakenfold Mix)

* Não lembro exatamente a ordem, mas acho que foram essas as músicas

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Um Beijo Roubado

Título Original: My Blueberry Nights (2007)
Com: Norah Jones, Jude Law, Rachel Weisz, Natalie Portman, David Strathairn, Cat Power e Frankie Faison
Direção: Wong Kar Wai
Roteiro: Wong Kar Wai e Lawrence Block
Duração: 111 minutos

Nota: 2 (regular)

A expectativa em relação ao primeiro filme falado em inglês do diretor chinês Wong Kar Wai que estreou no festival de Cannes do ano passado era muito grande. Acabou decepcionando boa parte da crítica. O único filme dele que eu vi foi “2046 – Os segredos do amor”, do qual não gostei muito. Já ouvi falar muito bem de outro filme dele chamado “Amor à flor da pele”, mas depois de assistir a “Um beijo roubado” já não sei mais se tenho interesse em acompanhar a filmografia do diretor.

Uma boa discussão envolvendo cinema é se um diretor é ou não autoral, isto é, se suas obras contem estilo próprio e características marcantes. Sem dúvidas o diretor Wong Kar Wai pode ser considerado um diretor autoral, mas isso não quer dizer que seus filmes sejam bons. O tema de suas histórias sempre envolve o amor, a fotografia sempre é muito bonita, uso de câmera lenta, essas entre outras são sempre características marcantes de seus filmes.

O que mais chama a atenção no filme é a presença da cantora Norah Jones em sua estréia como atriz. O diretor Wong a chamou para atuar atraído por sua voz e aparência sem tê-la conhecido pessoalmente e também apesar da falta de experiência dela como atriz. Ela até está bem no filme, mas acaba sendo ofuscada pelo grande elenco ao redor formado por grandes nomes do cinema americano como Jude Law, Rachel Weisz, Natalie Portman e David Strathairn.

Na história Norah vive Elizabeth, uma jovem que acabou de ter seu coração partido com o fim de um relacionamento amoroso. Ela acaba ficando amiga de Jeremy (Jude Law), dono de um bar no qual ela vai para afogar suas mágoas comendo torta de mirtilo (tradução de blueberry do título original). Quando começa a rolar clima, ela resolve ir embora sem destino. Ela acaba se deparando com outros personagens vividos por Strathairn, Weisz e Portman e a trama acaba virando uma espécie de “road movie”. Destaque para o personagem de Portman que vive uma jogadora de pôquer.

O grande problema do filme é que apesar de ser bem filmado e contar com boas atuações, o fraco roteiro acaba prejudicando bastante. Uma história simples contada de maneira complicada. Na tentativa de fazer um filme poético, com beleza e lirismo, a simplicidade da trama acaba deixando a desejar no objetivo de se tentar retratar um algo mais usando metáforas que acabam soando muito bobas e sem muita profundidade. Um filme bonito, mas sem conteúdo equivalente a sua beleza.

O filme tem as belezas de Natalie Portman e Rachel Weisz, tem pôquer, Smirnoff e mesmo assim não é bom. Acho que agora deu para se ter uma noção melhor (risos).

Uma coisa curiosa é que tanto o cartaz como o título em português do filme acabam sendo de certa forma um “spolier” ao estragar a “surpresa” do final. Esse título mais “fácil” e o elenco de nomes conhecidos com certeza vão levar os mais desavisados ao cinema achando que se trata de uma comédia romântica ou algo do tipo. Irão quebrar a cara com o ritmo lento e drama da história. Para se ter uma idéia, fui assisti-lo numa pré-estréia que acontece dia de segunda para jornalistas e mesmo assim ainda tiveram algumas pessoas que saíram no meio da sessão, imaginem em uma sessão normal.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Pushing Daisies

Apesar de toda a minha resistência e falta de tempo em começar a assistir novos seriados, resolvi dar uma chance a série “Pushing Daisies“ que estreou oficialmente no Brasil no canal Warner no último dia 10 de Abril. Após ler boas críticas sobre ela e receber algumas recomendações resolvi dar uma chance ao programa. Outro fator positivo é que a primeira temporada tem apenas 9 episódios devido a greve dos roteiristas. A segunda temporada já está confirmada, mas ainda não tem data de estréia.

O seriado conta a história de Ned (Lee Pace), um homem com a incrível habilidade de ressuscitar os mortos com um simples toque na pessoa. Mas existem algumas conseqüências. Caso ele volte a tocar na pessoa ela voltará a morrer, dessa vez para sempre. Além disso, ao ressuscitar alguém e deixá-lo vivo por mais de 1 minuto implica na morte de outra pessoa que estiver por perto.

Ao descobrir sua habilidade na infância ele acaba matando a sua mãe, tocando-a novamente após ter ressuscitado-a. Isso faz com que ele se torne uma pessoa com medo de se relacionar com as outras, principalmente tocá-las. Ao virar adulto começa a ganhar a vida fazendo tortas.

As coisas mudam quando um detetive descobre a sua habilidade e resolve usá-la para ajudar a resolver crimes de assassinatos e também ganhar dinheiro das recompensas. Então Ned ressuscita a pessoa, pergunta quem a matou e depois ele a toca novamente.

A situação complica quando uma das vítimas é conhecida de Ned, sua grande paixão de infância Charlotte, conhecia pelo apelido de Chuck. Ao ressuscitá-la ela não sabe quem a matou, então ele resolve deixá-la viva para descobrir o que aconteceu. O problema é que volta a rolar um clima de paixão entre os dois, mas agora ele não pode tocá-la.

Por enquanto só assisti ao primeiro episódio e a história promete bastante. O visual é bem interessante, com uma excelente fotografia e uma história que mistura elementos de drama e comédia, numa espécie de conto de fadas para adultos, que lembra bastante o estilo dos filmes de Tim Burton, do qual eu sou bastante fã.

O seriado foi sucesso de crítica e público lá no EUA onde o piloto teve uma excelente audiência se tornando uma das novas séries mais assistidas de lá. A primeira impressão foi muito boa, vamos ver os outros 8 episódios.


“Pushing Daisies“ foi criada por Bryan Fuller (criador da série “Dead Like me”) e é produtor executivo junto com mais 5 pessoas. Dentre elas destaque para Barry Sonnenfeld, diretor de filmes como “Família Adams” e “O nome do jogo”, que dirige os 2 primeiros episódios da série.

sábado, 10 de maio de 2008

Nova turnê de Madona na América do Sul

Segundo o site da cantora Madonna em anuncio da nova turnê chamada “Sticky & Sweet” (nome tirado da música “Candy Shop”), ela irá se apresentar na América do Sul. Uma produtora de shows do Brasil, Planmusic (que trouxe ao país U2 e Coldplay), confirmou que está em negociação para trazer o show ao país.

Por enquanto foram divulgadas datas de show até Novembro. A data no Brasil ainda vai ser confirmada. Estava até rolando um boato que seriam duas datas em Dezembro sendo uma no Rio de Janeiro e outra em Fortaleza.

Essa vai ser a segunda vez que ela se apresentará no país, sendo que a primeira e última foi em 1993 na turnê “The Girlie Show Tour”. O jeito agora é aguardar a confirmação oficial.

O novo cd “Hard Candy” estreou em primeiro lugar em 27 países, incluindo o Brasil. A turnê começa dia 23 de Agosto na cidade de Cardiff (País de Gales).

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Nave faz 3 anos de rock e diversão


Nave - Aniversário de 3 anos
Discotecagem até amanhecer em 2 pistas simultâneas, com duelo entre os DJs:
Janocide / el Cabong / Boris / djgo / Ramon Prates / Albarn / Silvis / Camilofróes / titamüller / Batata / Elettra / Brahmz/ e.leal / Persie / gordo / Ronei Jorge/ Gabi A. / neechee / Forehead / kino_pravda / nilmahal / Bruno Nogueira (PE)

[Indie - Pop - Glam - Punk - Garage - Lo-Fi - Rock Brasil - Shoegaze - Black - Electro
50’s – 60’s – 70’s – 80’s – 90’s – 00’s]

Serviço:
Dia: 10/05 (Sábado)

Horário: 23:00

Ingresso: R$ 15,00 (sem consumação obrigatória)
Local: Boomerangue (Rua da Paciência, 307 – Rio Vermelho)
Salvador-BA
Telefone: (71) 3334-6640
Classificação: 18 anos
Contato: festanave@gmail.com
Site: http://www.myspace.com/festanave
Fotolog: http://www.fotolog.com/nave_/

Vão rolar duelos entre djs. Cada dupla vai ticar 1 hora junto um contra o outro. E só vão dizer lá na hora quem vai tocar com quem. Espero que me avisem antes pelo menos que horas irei tocar. Vai ser um mangue... mas vai ser bastante divertido!

quarta-feira, 7 de maio de 2008

O Sonho de Cassandra

Título Original: Cassandra's Dream (2007)
Com: Collin Farrell, Ewan McGregor, Tom Wilkinson, Hayley Atwell e Clare Higgins
Direção e Roteiro: Woody Allen
Duração: 108 minutos


Nota: 3 (bom)

Já devo ter cansado de dizer isso aqui no blog, mas Woody Allen é um dos diretores mais regulares que eu conheço e seus filmes sempre são bons. Incrível como ele consegue fazer um filme por ano, lembrando que ele geralmente escreve o roteiro, dirige e as vezes atua.

Em “O Sonho de Cassandra” ele continua sua temporada de filmes feitos em Londres e deixa de lado a comédia para mais uma vez fazer referência a obra literária “Crime e Castigo” de Dostoiévski, que inclusive já foi título de um de seus filmes. Temos então um drama envolvendo um crime e suas conseqüências com os envolvidos.

Na história temos dois irmãos vividos por Ewan McGregor e Collin Farrel. Tudo começa bem, com os dois se juntando para comprar um barco que acaba ganhando o nome filme. Os problemas começam quando Terry (Farrell) acaba criando uma dívida de jogo e pede ajuda a Ian (McGregor). Eles resolvem então pedir ajuda ao tio Howard (Tom Wilkinson), que em troca do dinheiro pede que eles cometam um crime, assassinar alguém que pode arruinar o seu negócio e colocá-lo na cadeia.

Será que os irmãos estarão dispostos a cometer esse crime para resolver seus problemas financeiros? E será que eles conseguiram agüentar as conseqüências? Com um clima de tensão e suspense ao pouco a história vai sendo construída enquanto os personagens são apresentados a platéia.

A coisa caminha bem até o seu desfecho um pouco abrupto. Na hora de terminar a coisa se complica um pouco, talvez por criar certa expectativa em como a situação irá se resolver. Parece que tudo que foi construído acaba sendo jogado fora.

Mesmo assim o resultado é positivo e temos um bom filme. Sem dúvidas um dos mais fracos de seus últimos trabalhos, mas mesmo assim ainda mantêm a mesma regularidade citada no início.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Nine Inch Nails – The Slip

Após o trabalho experimental e instrumental de “Ghosts I-IV” do Nine Inch Nails ter sido um sucesso de vendas pela Internet, a banda acaba de disponibilizar para download um novo cd.

Chamado de “The Slip”, esse novo é um disco tradicional da banda como vocais e outras características marcantes do som do grupo. A grande novidade é que dessa vez é possível baixar o cd completo totalmente de graça no site oficial da banda. Então basta acessar o link http://dl.nin.com/theslip/signup, colocar um endereço de e-mail válido que será enviado para ele um link para download do cd.

São ao todo 10 músicas em formato mp3 com alta qualidade e ainda vem no arquivo baixado um documento em formato pdf com a parte gráfica e créditos do cd.

Em uma mensagem no site oficial o vocalista Trent Reznor agradece ao apoio e lealdade dos fãs através dos anos e diz que esse novo cd é por conta dele. Mesmo assim existe a previsão que em Julho o disco seja lançado em formato físico em cd e vinil.

O lançamento do cd é hoje, dia 5 de maio, mas antes disso a música “Discipline” já tinha sido disponibilizada também de graça para download no site. Então se você curte o som da banda não perca tempo, acesse o site e baixe o cd.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Homem de Ferro

Título Original: Iron Man (2008)
Com: Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Terrence Howard, Jeff Bridges, Jon Favreau, Leslie Bibb, Shaun Toub, Faran Tahir, Sayed Badreya, Bill Smitrovich, Clark Gregg, Tim Guinee e Will Lyman
Direção: Jon Favreau
Roteiro: Mark Fergus, Hawk Ostby, Art Marcum e Matt Holloway
Duração: 126 minutos


Nota: 5 (excelente)

A editora de quadrinhos Marvel dá um passo importante com mais uma adaptação de um dos seus personagens para o cinema. Ela agora é também um estúdio de cinema, Marvel Studios, e o filme “Homem de Ferro” é a sua primeira produção a ser lançada. Sendo eles mesmos responsáveis pela adaptação, a fidelidade com seus personagens é respeitada e o resultado obtido com essa primeira adaptação mostra que o estúdio começou muito bem.

Confesso não ser muito fã do Homem de Ferro, mas após assistir o filme percebi que perdi de ter lido histórias bem legais de um personagem sensacional. Pelo pouco que conheço dele é impossível negar que o ator Robert Downey Jr. conseguiu fazer um trabalho excepcional como Tony Stark. A decisão do diretor Jon Favreau na escolha do ator foi excelente e já dava pistas que o filme seria bom.

Junto com Downey Jr. foi escolhido um ótimo elenco de bons atores como Terrence Howard, Jeff Bridges e Gwyneth Paltrow. Além disso, o roteiro também merece destaque por apresentar bem o personagem contando sua origem mostrando os principais pontos e criando uma nova franquia de filmes de heróis que promete bastante. Outro ponto positivo do roteiro é conseguir agradar tanto os fãs quanto aqueles que nunca ouviram falar do personagem.

Os efeitos especiais também são muito bons e bem feitos ao misturar o real com o digital. Temos também muito bom humor (sem piadas cretinas para ofender a inteligência do público), drama, aventura, ação, referências pop, a tradicional aparição especial de Stan Lee, entre outros fatores resultando num ótimo filme

“Homem de Ferro” abriu a temporada de blockbusters do cinema americano desse ano com chave de ouro. A concorrência esse ano promete ser bastante acirrada. Ainda vamos ter por aí “Speed Racer”, a volta de Indiana Jones, Batman e também outro personagem da Marvel: o incrível Hulk. Esse ano promete ser bem mais interessante do que ano passado.

Dica: não vão embora após o filme, confiram a cena extra escondida depois dos créditos. Eu mesmo não sabia, só fui saber depois e acabei vendo uma versão tosca postada no YouTube de alguém que filmou no cinema.