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quarta-feira, 30 de julho de 2008

Teeth

Título Original: Teeth (2007)
Com: Jess Weixler, John Hensley, Josh Pais, Hale Appleman e Ashley Springer
Direção e Roteiro: Mitchell Lichtenstein
Duração: 87 minutos


Nota: 4 (ótimo)

O que falar de um filme que conta a história de uma menina que tem dentes na vagina? Sim, é isso mesmo que você leu. O diretor e roteirista Mitchell Lichtenstein faz sua estréia nos cinemas com um filme de idéia aparentemente absurda, mas surpreendente por sua incrível qualidade e criatividade.

O filme "Teeth" é uma mistura de comédia de humor negro com filme de terror, misturando elementos de filmes de terror antigo dos anos 50 com a mitologia feminista da “vagina dentata”. O resultado é uma história inteligente, com cara de filme B, engraçado, assustador e absurdo, além de ser bastante arriscado. Afinal de contas com um tema desses era bem fácil acabar perdendo o tom da história.

Dawn (Jess Weixler) é uma garota que vive uma vida normal numa cidade do interior dos Estados Unidos. Ela faz parte de um grupo que defende a castidade, que deve ser guardada até o dia do casamento. Porém em um dos encontros ela conhece um novo membro chamado Tobey (Hale Appleman) e começa a se aproximar dele. Quando os dois estão juntos e a coisa esquenta um pouco, ela o manda parar, mas ele continua e força a barra. Ela então descobre da pior maneira possível que é uma reencarnação do mito da “vagina dentata”.

Acho que contar mais do que isso irá acabar com algumas surpresas e além disso, por mais que eu tente descrever o que acontece, só assistindo mesmo para ter noção da coisa. Vou apenas citar uma cena específica na qual a personagem principal resolve ir ao ginecologista. Com certeza é uma das cenas mais antológicas da história do cinema!

A grande sacada do filme é ser uma crítica bem interessante a sociedade americana pelo fato de considerar o sexo, mostrar ou falar a respeito, uma coisa totalmente impura.

Lançado em 2007 no festival de Sundance ele ganhou ótimas críticas e os direitos de distribuição foram adquiridos pela Weinstein Co. (dos irmãos Weinstein que fundaram a Miramax) junto com a Lionsgate.

O filme foi lançado no circuito independente americano em 2007 e chegou em DVD agora em 2008. Infelizmente aqui no Brasil ainda não existe previsão de lançamento, mas caso chegue provavelmente será direto em DVD. Por enquanto o único jeito é baixar.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Arquivo X: Eu Quero Acreditar

Título Original: The X-Files: I Want to Believe (2008)
Com: David Duchovny, Gillian Anderson, Amanda Peet, Billy Connolly, Xzibit e Mitch Pilleggi
Direção: Chris Carter
Roteiro: Frank Spotnitz e Chris Carter
Duração: 104 minutos


Nota: 4 (ótimo)

Eu já fui fã da série “Arquivo X”, acompanhava pela Record. Em 1998 foi lançado o primeiro filme que se passava entre a 4º e a 5º temporada. Foi exatamente nessa época que eu desisti de continuar acompanhando. Primeiro pelo excesso de teoria da conspiração que o programa tinha se tornado que me fez perder a paciência, além da constante mudança de horário de exibição da série pela Record.

Pois bem, o seriado acabou em 2002 e agora em 2008 resolveram fazer um novo filme. O que esperar de “Arquivo X: Eu Quero Acreditar”? Bom, após ver os primeiros trailers a impressão que se tinha é que vinha uma bomba por aí. Felizmente estava enganado.

Esse novo filme resgata muito bem a época boa do seriado. Ao invés de tentar fazer uma trama mirabolante a idéia foi fazer como se fosse um episódio normal da série, só que com 2 horas de duração. Uma boa opção para matar a saudade dos fãs, tanto dos mais fanáticos quando aos mais ocasionais, como é o meu caso. Além disso, poder mostrar o que aconteceu com a dupla Fox Mulder (David Duchovny) e Dana Scully (Gillian Anderson).

Na história Scully seguiu seu trabalho como médica enquanto Mulder está isolado em casa pesquisando e tentando desvendar casos que envolvam fenômenos aparentemente sem explicação. Para agitar as coisas uma agente do FBI entra em contato com Scully atrás de Mulder para ajudar a tentar resolver um caso que envolve o sumiço de uma agente no qual um ex-padre diz ter visões sobre o crime.

Pronto, está montado todo um clima com os melhores elementos envolvidos na série. O roteiro respeita bem os personagens e o resultado lembra alguns dos bons episódios da série, além de ser melhor que a primeira tentativa no cinema.

domingo, 27 de julho de 2008

9MM: São Paulo

O canal por assinatura Fox fez a sua primeira produção totalmente feita no Brasil, a série “9MM: São Paulo”. O programa mostra o dia a dia de policiais da Divisão de Homicídios na capital paulista.

Por enquanto foram feitos apenas 4 episódios filmados em alta definição. A série estreou no dia 10 de Junho de 2008 e foi líder de audiência no horário na programação da TV paga. O bom desempenho com o público deu o sinal verde para que mais 9 episódios, fechando uma 1ª temporada com 13 capítulos ao todo, sejam produzidos e devem ir ao ar apenas em 2009.

A idéia é interessante, uma série policial, mas com a realidade da polícia brasileira. A intenção é fazer algo bem realista e o resultado foi muito bom. É um tipo de programa totalmente diferente das outras produções nacionais. Claro que não da para deixar de comparar com as produções americanas, mas acaba sendo uma coisa meio injusta.

A produção do programa é muito boa na parte técnica, principalmente em relação a escolha das locações de filmagem. Os atores principais são bons, mas o elenco secundário é um pouco amador. Mas talvez graças a isso a coisa ganhe até mais verossimilhança, afinal de contas as “pessoas reais” são meio “toscas” mesmo (risos).

O foco é a equipe policial liderada pelo delegado Eduardo (Luciano Quirino) formada pelos investigadores Horácio (Norival Rizzo), Luisa (Clarissa Kiste), Tavares (Marcos Cesana) e 3P (Nicolas Trevijano). Cada um deles tem seus próprios dramas e que influenciam no seu jeito de trabalhar.

A grande graça mesmo do programa é o fato de ser o cotidiano brasileiro da polícia. Então não espere ninguém muito honesto ou cheio de boas intenções. Mesmo aqueles que tentam ser assim chegam num ponto que não da para seguir adiante. Só assistindo para entender o que eu estou querendo dizer.

É bom ver produções brasileiras, mesmo que seja na TV por assinatura, que tentam de alguma maneira fazer um programa de certa forma inovador. 9MM é um bom programa policial que tem mais acertos do que erros. Mesmo com alguns pequenos problemas, o resultado é positivo.

Mais informações:
http://www.mundofox.com.br/br/series/9mm/

Quem se interessou em assistir o programa, mas não tem canal por assinatura em casa, pode fazer como eu e baixar os episódios pela Internet. Confiram os links abaixo para o download de cada um dos 4 episódios no formato de video mkv. O codec para ele pode ser achado facilmente por aí.

Links:
Episódio 01: Aqui se faz, aqui se paga
Episódio 02: O estreito caminho da lei
Episódio 03: Eu sou mais forte
Episódio 04: Nós é polícia

sexta-feira, 25 de julho de 2008

O Guru do Amor

Título Original: The Love Guru (2008)
Com: Mike Myers, Jessica Alba, Justin Timberlake, Romany Malco e Meagan Good
Direção: Marco Schnabel
Roteiro: Graham Gordy e Mike Myers
Duração: 88 minutos


Nota: 3 (bom)

Desde 2003 que o ator Mike Myers não mostra a sua cara no cinema. Suas últimas aparições foram dublando o personagem Shrek. Muita expectativa se criou para o lançamento do seu mais novo trabalho chamado “O Guru do Amor”.

Esse ano ele foi o apresentador do MTV Movie Awards, aproveitando para promover seu novo filme. Apesar disso o resultado tanto de público quanto da crítica foi negativo. O filme foi um “fracasso” de bilheteria no EUA. O que teria dado errado? Será que ele não é mais engraçado? Foi pensando nisso que assisti o seu novo filme imaginando o pior possível.

Myers vive o guru Pitka, um guia espiritual amoroso que é contratado por Jane (Jessica Alba), dona de um time de hóquei no gelo, para salvar o relacionamento do seu principal jogador chamado Darren (Romany Malco). Desde que sua namorada o trocou por um jogador do time rival, vivido por Justin Timberlake, seu desempenho nos jogos caiu bastante.

Antes da estréia do filmes nos EUA, muito barulho foi feito pela comunidade hinduísta que achava que o filme mostrava uma idéia errada da sua religião e costumes. Acho que esqueceram de avisar que se tratava de uma comédia e que o objetivo era realmente sacanear os costumes e não mostrá-los exatamente como são.

Quem já conhece os filmes de Myers como “Quanto mais idiota melhor” e “Austin Powers” já sabe o que esperar. Talvez aqui ele apele às vezes para algumas piadas mais escatológicas, mas mesmo assim ele ainda garante boas risadas. Destaque também para a presença de Justin, seu papel é pequeno, mas também é bem engraçado.

Sem dúvidas esse não é o filme mais inspirado de Myers, mas é uma boa comédia, ainda mais para quem gosta do seu estilo. Como explicar o fracasso de público? Talvez a concorrência com filmes mais “acessíveis” como “Agente 86”. Ou quem sabe por ter ficado tanto tempo sem aparecer nos cinemas tenha feito com que o público americano tenha esquecido ele. Ou simplesmente não o achem mais engraçado. Bom, eu continuo gostando e achando engraçado.

Obs: O filme deveria estrear no Brasil hoje dia 25 de Julho, mas isso acabou não acontecendo. O mais provável é que acabe sendo lançado direto em DVD.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Porra, Man! = [Esse era bala] - Mulher nota 1000

Confiram no blog "Porra, Man!" do meu amigo Marcio uma postagem minha sobre o filme "Mulher nota 1000"
Confiram o link abaixo:
[Esse era bala] - Mulher nota 1000

Trainspotting

Título Original: Trainspotting (1993)
Autor: Irvine Welsh
Tradução: Gallera & Pellizari
Editora: Rocco
Número de páginas: 352


A obra “Trainspotting” é mais conhecida por sua versão no cinema dirigida por Danny Boyle e estrelada por Ewan McGregor em 1996. Escrito por Irvine Welsh, o livro foi lançado em 1993 e é sem dúvidas o mais popular do seu autor, que em 2002 lançou a continuação “Pornô”. Até mesmo no teatro o livro também ganhou uma adaptação, que chegou até a ganhar uma versão aqui no Brasil.

Para quem não sabe, o livro acompanha as aventuras de Mark Renton, um jovem viciado em drogas que mora na cidade de Edimburgo na Escócia. Além dele tem também os seus amigos e suas histórias são contadas sobre abuso de drogas e outros casos, sempre com um tom totalmente ácido e tragicômico.

O próprio autor teve seus problemas com a heroína, o que o torna um grande conhecedor da causa. O livro inclusive conta com umas vinhetas chamadas “Dilemas de um Viciado”, que são adaptadas de um diário escrito por ele na época em que era viciado.

Após a leitura do livro é impressionante constatar como o filme capturou bem a sua essência. É bom acompanhar os personagens com mais detalhes, com uma narrativa cheia de gírias e palavrões que deve ter dado muito trabalho aos tradutores. Eles explicam no final do livro sobre como procuraram traduzir as gírias sem usar o regionalismo de alguma parte específica do Brasil.

Apesar do sucesso do filme, o livro demorou em ganhar uma tradução aqui no Brasil. Felizmente agora tanto ela quanto a sua continuação já podem ser encontradas em português, inclusive o mais recente “As Revelações Picantes dos Grandes Chefs”.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Batman - O Cavaleiro das Trevas

Título Original: The Dark Knight (2008)
Com: Christian Bale, Heath Ledger, Aaron Eckhart, Gary Oldman, Maggie Gyllenhaal, Michael Caine e Morgan Freeman
Direção: Christopher Nolan
Roteiro: Christopher Nolan e Jonathan Nolan
Duração: 152 minutos


Nota: 5 (excelente)

Batman – O Cavaleiros das Trevas” é sério candidato a melhor filme do ano. Depois de ler tantas críticas positivas falando bem dele na Internet, chegou a hora de ir conferi-lo no cinema no dia da estréia. O resultado é realmente impressionante! O filme é tudo o que falaram e muito mais. Um verdadeiro épico!

O diretor Christopher Nolan consegue fazer um filme ainda melhor que o primeiro, que já era muito bom. Algo para entrar na história do cinema em que continuações superam o original, como por exemplo, “O Poderoso Chefão 2” e “O império contra-ataca”.

Dessa vez o Batman irá enfrentar o seu maior vilão, o Coringa. A performance do ator Heath Ledger é realmente impressionante! Após a morte do ator, quando eu via o trailer do filme ficava triste. Mas sua atuação é tão boa que durante o filme esqueci esse detalhe. Mas ao final da sessão bate aquela sensação de tristeza. O Coringa é realmente um agente do caos, como ele mesmo diz durante o filme e irá transformar a cidade de Gothan City num pandemônio.

O resto do elenco também faz bonito. Aaron Eckhart como o promotor Harvey Dent e Maggie Gyllenhaal substituindo Katie Holmes são os novos nomes do elenco. Christian Bale prova mais uma vez seu talento como o Batman e o elenco ainda conta com outros grandes nomes como Gary Oldman, Michael Caine e Morgan Freeman.

O roteiro do filme foi escrito por Christopher junto com seu irmão Jonathan Nolan e é complexo, sombrio e inesquecível! Após 2 horas e meia de projeção seu cérebro ainda fica tentando processar tudo que foi visto na tela. Mesmo com tantos personagens, tudo na história se encaixa e é construído com perfeição, inclusive as cenas de ação.

Muito vem se falando sobre uma possível indicação de Ledger ao Oscar do ano que vem. Tudo bem, Johnny Depp foi indicado pelo papel em Piratas do Caribe, que é um brinquedo da Disney. Mas será que a academia está pronta para admitir que um filme baseado numa revista em quadrinhos merece uma indicação? Pelo menos para mim a indicação de Ledger só vai ser válida se assumirem também a excelente qualidade do filme.

Bom, podem ir ao cinema sabendo que o filme é realmente isso tudo que estão falando e talvez até mais. Quem já foi ver sabe do que eu estou falando. Agora será que é necessário fazer uma continuação? Com todo esse sucesso é bem provável que acabe acontecendo. Agora será que irão conseguir fazer algo ainda melhor? Esse com certeza vai ser um grande desafio.

domingo, 20 de julho de 2008

Lego Indiana Jones: The Original Adventures

Aproveitando o lançamento do novo filme do Indiana Jones no cinema, foi lançado um novo jogo para videogames (Nintendo DS, Microsoft Windows, PlayStation 2, PlayStation 3, PlayStation Portable, Wii, Xbox 360). Mas não é baseado nesse novo filme e sim nos 3 primeiros filmes da série. E não é só isso, não é um jogo “comum” e sim mais um título da série que mistura filmes com a grife LEGO.

A empresa Traveller's Tales se especializou em transformar filmes em jogos. Junto com a LucasArts lançou a série “LEGO Star Wars” que mistura os brinquedos de montar com os filmes. O resultado foi um verdadeiro sucesso e agora é a vez de Indiana com “Lego Indiana Jones: The Original Adventures”.

Os fãs do filme irão se divertir com as referências aos filmes e também com a recriação de algumas cenas em versão LEGO. Quem já conhece os jogos de Star Wars já sabe bem como é o esquema do jogo. Nisso ele não é muito “inovador”, mas o fator diversão deixa esse lado negativo de lado.

Uma das graças do jogo é a interatividade, já que é possível jogar com o próprio Indiana Jones e também com outros coadjuvantes. Cada um deles tem características específicas a serem usadas para ultrapassar determinados obstáculos. É possível jogar sozinho ou em dupla.

É um jogo relativamente fácil, mas isso é um ponto positivo. A dificuldade é descobrir como ultrapassar os obstáculos de cada fase. Isso faz com que ele seja recomendado para toda a família, garantindo diversão, entretenimento e boas risadas. O bom humor é um ponto forte do jogo.

Ainda esse ano vai ser lançado um jogo dessa mesma linha do Batman chamado “Lego Batman: The Video Game” que promete ser tão bom e divertido quanto os outros da série. Em Indiana tem até um trailer para deixar com água na boca. O lançamento está previsto para 1º de Setembro.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Batman - O Cavaleiro de Gotham

A Warner Bros. utilizou uma agressiva e inteligente estratégia de divulgação do filme “Batman – O cavaleiro das trevas”, utilizando principalmente a Internet. Além disso ela resolveu usar algo parecido que foi feito com a trilogia Matrix, que lançou a animação com estilo japonês chamada “Animatrix” para explorar mais o universo dos filmes e também tapar alguns buracos existentes entre as continuações.

Batman - O Cavaleiro de Gotham” é também uma animação com estilo japonês, mas não tem como objetivo tapar nenhum buraco existente entre os filmes e sim apenas dar um aperitivo para os fãs antes da estréia do filme.

São 6 curta-metragens que mostram visões diferentes do personagem, do ponto de vista da polícia ou da população e também colocam o Batman enfrentando vilões clássicos como o Espantalho, Crocodilo e o Pistoleiro. Todas as histórias se passam entre os filmes “Batman Begins” e o novo “Cavaleiro das Trevas”.

A animação é interessante, mas vale mais pela curiosidade e aperitivo. Além disso, deixa a imaginação aberta em pensar num longa-metragem de animação todo nesse estilo.

Confira abaixo as sinopses de todos os episódios:

- Eu Tenho Uma História Para Você
O roteiro gira em torno de um grupo de jovens que têm um encontro com Batman e como as direferentes impressões mudam a vida de cada um dele.

- Fogo Cruzado
Um policial de Gotham City supera seus receios contra o Homem-Morcego em meio a um tiroteio contra a Máfia.

- Teste de Campo
Existem limites que nem mesmo o herói cruzaria em busca pela Justiça.

- Esconderijos na Escuridão
Batman desce aos esgotos de Gotham City para encarar Killer Croc, um vilão deformado que parece ficar ainda maias assustador depois que o Espantalho e sua toxina de medo ressurgem.

- Lidando com a Dor
Brune Wayne inicia seus treinamentos para se tornar o Batman, quando a misteriosa e exótica Cassandra apresenta ao herói técnicas que o ajudarão a lidar com as conseqüências físicas e espirituais de seus atos.

- Pistoleiro
Este episódio costura todas as outras história apresentadas. Batman, agora, tem que enfrentar um assassino especialista em armas de fogo que não tem qualquer apego pela vida humana e levará o Cavaleiro das Trevas a questionar a si mesmo.

O DVD com a animação foi lançado aqui no Brasil no dia 10 de Julho de 2008.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Kung Fu Panda

Título Original: Kung Fu Panda (2008)
Com as vozes de: Jack Black, Dustin Hoffman, Angelina Jolie, Ian McShane, Jackie Chan, Seth Rogen e Lucy Liu
Direção: Mark Osborne e John Stevenson
Roteiro: Jonathan Aibel e Glenn Berger
Duração: 88 minutos


Nota: 4 (ótimo)

O jeito foi conferir o “Kung Fu Panda” em uma versão tosca baixada da Internet, mas com o áudio original em inglês, já que somente cópias dubladas estão em cartaz nos cinemas. Pena que as distribuidoras não pensem em “crianças mais velhas” como eu (risos). Desculpe-me Lucio Mauro Filho, mas esse filme é do Jack Black.

Po é praticamente uma versão em animação do ator Jack Black, só que em versão panda. O resto do elenco de vozes também é bem bacana com nomes como Dustin Hoffman, Angelina Jolie, Jackie Chan, Seth Rogen e Lucy Liu.

Na história Po trabalha como garçom no restaurante do pai e é fanático por kung fu, mas digamos assim não tem a forma ideal de um lutador. A confusão começa quando ele acaba sendo apontado como “o escolhido” que vai salvar a vila de uma grande ameaça. Claro que ele irá enfrentar muitos desafios para provar ser mesmo a escolha certa, principalmente para o mestre Shifu (Dustin Hoffman).

O filme mistura bem elementos de comédia com aventura, tornando-se bastante divertido. A história é totalmente despretensiosa, com alguns elementos absurdos e sem explicação como o fato do pai de Po ser um ganso, mas ao mesmo tempo se preocupando com detalhes em relação ao kung fu.

A parte visual e técnica também merecem destaque, tanto das cores dos cenários quanto dos detalhes dos personagens. As lutas também são muito bem feitas. Alias o fato do desenho se passar na China é bastante esperto já que o país está em evidência esse ano devido aos jogos olímpicos.

Agora o grande destaque do desenho é obviamente Jack Black como Po. O personagem tem até alguns movimentos e trejeitos do ator. É ele quem comanda e é responsável por toda a diversão do filme.

Apesar de não ter nada de muito original, o grande trunfo do filme é ser mesmo bastante despretensioso e investir na diversão, agradando pessoas de todas as idades. Pode não ser tão genial e pretensioso quanto os desenhos da Pixar, mas a Dreamworks mostra que pode também contar uma boa e divertida história.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Hancock

Título Original: Hancock (2008)
Com: Will Smith, Charlize Theron e Jason Bateman
Direção: Peter Berg
Roteiro: Vincent Ngo e Vince Gilligan
Duração: 92 minutos


Nota: 2 (regular)

Quando vi o trailer pela primeira vez de “Hancock”, estrelado por Will Smith, o filme prometia bastante. Uma espécie de super-herói politicamente incorreto e o melhor de tudo, bêbado! Parecia ser uma comédia bem divertida. Infelizmente a premissa que era tão boa não se confirma durante todo filme.

No início realmente a idéia funciona muito bem. Conhecemos Hancock e seus atos heróicos totalmente desajeitados e seu jeito ranzinza sem se importar se as pessoas gostam ou não dele. A coisa muda de figura quando ele salva a vida de Ray (Jason Bateman), um relações públicas que resolve ajudar a mudar a imagem de Hancock. O único problema é a esposa de Ray, Mary (Charlize Theron), que não gosta nem um pouco da idéia de seu marido ajudar Hancock.

A coisa continua indo bem com a reabilitação de Hancock indo para a cadeia coisa e tal. Muitas cenas divertidas, Smith está ótimo no papel. Até que de repente, lá pela metade do filme, surge uma reviravolta totalmente sem noção e o filme perde o rumo totalmente. Surgem explicações que não fazem sentido, um drama desnecessário e uma conclusão totalmente absurda.

O filme pode até ser separado em duas partes, uma excelente e divertida e outra totalmente perdida e sem sentido. Uma pena, pois o filme prometia ser bem legal e acabou sendo totalmente prejudicado pelo rumo tomado em sua segunda metade.

Fica até complicado fazer uma avaliação final do filme. A primeira parte é muito legal, poderia ganhar até 4 estrelas, mas a segunda é desastrosa a ponto de dar 1 estrela. Então ele fica abaixo da média, com 2 estrelas. Uma pena! Esse prometia ser mais um bom filme da ótima leva de blockbusters desse ano.

domingo, 13 de julho de 2008

MGMT - Oracular Spectacular

Todo ano sempre surgem novas bandas interessantes. Uma delas é a dupla americana MGMT que lançou em 2008 seu primeiro cd chamado “Oracular Spectacular”.

Denifir o som deles é complicado. Uma mistura de rock, indie, música pop e psicodélia dos anos 70. As canções têm um apelo pop impressionante, daquelas pegajosas que ficam na sua cabeça por um bom tempo. Ao mesmo não é um disco fácil de se ouvir e gostar logo da primeira vez. O som acaba soando um pouco “estranho” no início.

A banda vem aos poucos ganhando espaço na mídia. Aqui no Brasil eles já estão “consagrados”. Tem até clipe na parada da MTV da música “Time to Pretend” e foram escalados para tocar no Tim Festival desse ano. O disco já foi lançado por aqui pela Sony & BMG.

Sem dúvidas um dos melhores discos desse ano e uma das grandes revelações do ano. Ouçam também “Kids”, mas a minha favorita é “Eletric Feel”.

Links:
http://www.myspace.com/mgmt
http://www.whoismgmt.com
Torrent

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Futurama - O Grande Golpe de Bender

Em 1999, Matt Groening lançou uma nova animação chamada Futurama após o enorme sucesso da sua criação anterior, os Simpsons. O estilo dos personagens era bem parecido e fácil de ser reconhecido. O desenho narra as aventuras de Fry, um entregador de pizza de Nova York que é congelado acidentalmente e acorda mil anos depois.

Quem curtia os Simpsons com certeza gostava também de Futurama. O mesmo estilo um pouco ácido e politicamente incorreto estava presente, principalmente na figura do robô Bender.

O desenho fez um relativo sucesso, mas infelizmente só durou 4 temporadas e em 2002 a Fox decidiu parar de comprar os episódios da Rough Draft Studios, que produzia o desenho.

Anos mais tarde Futurama foi lançado em DVD e foi um sucesso de vendas. Isso fez com que resolvessem fazer novos episódios. Decidiram então fazer longa-metragens para serem lançados diretamente em DVD. O primeiro foi lançado no final do ano passado e aqui no Brasil esse ano chamado “O Grande Golpe de Bender”.

Futurama está de volta! Dessa vez malignos alienígenas nudistas mandam Bender numa incursão insana através do tempo, forçando-o (levemente contra sua vontade) a roubar todos os tesouros históricos de valor imensurável da Terra.

Podem esperar o mesmo tom absurdo, engraçado e sem noção da série, com participação de todos os principais personagens. Para quem curte o desenho e sentia falta de algo inédito, pode correr atrás. Diversão garantida!

Serão lançado mais 3 filmes, que irão formar uma espécie de 5ª temporada. O próximo lançamento se chama “The Beast with a Billion Backs”, que acaba de ser lançado nos EUA e ainda não tem previsão de chegar por aqui. Ainda teremos “Bender's Game” e “Into the Wild Green Yonder”.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Guitar Hero: Aerosmith

A briga entre os jogos musicais de rock continua. A nova cartada da série Guitar Hero foi lançar um jogo especial de uma banda. “Guitar Hero: Aerosmith” tem como destaque a banda que da nome ao jogo e foi lançado para Wii, Xbox 360 e Playstation 2 e 3. Eu joguei a versão do PS2.

Quem já conhece o jogo não vai ver nenhuma novidade além das músicas do Aerosmith. Mas isso não é problema. O modo de jogar mudou um pouco. Cada fase tem 2 músicas de outros artistas que influenciaram, tocaram junto ou que o pessoal do Aerosmith gosta como Run-D.M.C., Stone Temple Pilots, The Cult e Joan Jett, e depois joga 3 músicas do Aerosmith. Destaques para “Sweet Emotion”, “Living’ On The Edge”, “Walk This Way” e “Dream On”.

Confira aqui a lista completa das músicas do jogo.

A idéia é o jogador progredir através da carreira da banda, tocando em lugares que marcaram a história do grupo. Antes de cada fase é exibido um vídeo com os próprios integrantes do Aerosmith falando sobre o lugar do show ou sobre um determinado momento da carreira.

A criação do visual do jogo e principalmente dos personagens foi bastante interessante. O vocalista Steven Tyler conta que o processo de animação da banda não foi fácil. Ele teve que usar uma roupa de borracha para captar os movimentos. Esse processo durou 2 semanas sendo 7 horas por dia. Dessa forma toda a movimentação dos personagens no jogo está bem parecida com a da própria banda tocando de verdade.

Quem é fã da banda e/ou da série Guitar Hero não pode perder esse jogo. Diversão garantida!

domingo, 6 de julho de 2008

The Feeling - Join with Us

Um dia desses lendo notícias descobri que Kiefer Sutherland, mais conhecido como Jack Bauer da série 24 Horas, iria dirgir o vídeo de uma banda inglesa chamada The Feeling, pois ele curte o som e é amigo dos caras. Isso foi suficiente para eu ir atrás e conferir se a banda procedia ou não. Acabei baixando o segundo cd deles chamado “Join with us”.

A banda pode ser classificada como “soft rock”, algo tipo rock leve, ou se alguém preferir pop rock. O cd tem aquelas músicas animadas, outras mais lentas, arranjos bonitos e refrões que irão grudar na sua cabeça do tipo que poderia tocar até em trilha sonora de novela. E isso significa que seja ruim? Claro que não. O som é bem bacana, acabei me surpreendendo. Vale a pena dar uma conferida. Valeu pela dica Kiefer!

Por enquanto o video ainda não está rolando e não sei quando vai ser lançado. Aguardem novidades sobre isso por aqui para ver se Kiefer leva jeito ou não para fazer clipes.

Links:
http://www.thefeeling.com
http://www.myspace.com/thefeeling

sábado, 5 de julho de 2008

WALL-E

Título Original: Wall-E (2008)
Com: Ben Burtt, Elissa Knight, Jeff Garlin, Fred Willard, John Ratzenberger e Sigourney Weaver
Direção: Andrew Stanton
Roteiro: Andrew Stanton e Jim Capobianco
Duração: 103 minutos


Nota: 5 (excelente)

Se eu fosse fazer hoje uma lista dos melhores filmes de ficção científica de todos os tempos, com certeza a nova animação da Pixar “WALL-E” estaria presente. Ele ainda tem um diferencial em relação a boa parte de seus concorrentes, foi feito para todas as idades. Pode até parecer exagero, mas é verdade, podem acreditar.

Depois de “Ratatouille” eu achava que a Pixar não seria capaz de fazer algo melhor, mas eles conseguiram. “WALL-E” talvez seja até a melhor animação do estúdio. É impressionante a criatividade e a capacidade de criar novas e ótimas histórias.

“WALL-E” é uma mistura de ficção científica, com comédia romântica e com filmes mudos como os de Charlie Chapman. A Pixar apostou alto nessa animação em que o personagem principal é um robozinho que não fala e que em sua primeira parte praticamente não tem diálogos. Mas o carisma do personagem é impressionante e também o poder de uma ótima história.

Apesar de não ter muitos diálogos, o som é muito importante para a trama. Para isso foi convocado um cara chamado Bem Burtt, responsável pela criação de sons de filmes como “Star Wars”. O cuidado com a parte técnica da produção do filme foi tanta que chegaram até a contratar o diretor de fotografia Roger Deakins (“O Assassinato de Jesse James” e “Onde os Fracos Não Têm Vez”) como consultor visual.

700 anos no futuro, WALL-E é um robozinho que está abandonado sozinho no planeta Terra continuando sua função, juntar o lixo. Passou-se tanto tempo que ele acabou ganhando certa personalidade e começa a colecionar outros objetos. Seu único amigo é uma barata. A coisa muda de figura quando uma nave surge do espaço trazendo a robô exploradora Eva, que irá despertar a paixão de WALL-E.

Geralmente os filmes de ficção nos mostram uma visão apocalíptica do futuro onde não existe esperança. Aqui temos uma visão mais otimista em que existe fé para o futuro da humanidade. Com muitas referências e cenas memoráveis, “WALL-E” é mais uma prova da qualidade do trabalho da Pixar. Sem dúvidas um dos melhores filmes desse ano.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Kung Fu Panda somente dublado



Lá vou eu mais uma vez reclamar disso. Como eu temia o filme “Kung Fu Panda” só veio com cópias dubladas em Salvador. Ainda tive alguma esperança graças a cópia legendada de “WALL-E”, mas não adiantou.

Eu já temia que isso ia acontecer quando acessei o site da distribuidora (http://www.paramountpictures.com.br/) e vi que no lugar do nome de Jack Black tinha Lucio Mauro Filho. Nada contra ele, mas esse filme é do Jack Black.

Já perdi meu tempo enviando uma mensagem reclamando com a distribuidora, mas acho que não vai dar em nada. O jeito vai ser apelar para uma cópia tosca e pirata baixada na Internet.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Control

Título Original: Control (2007)
Com: Sam Riley, Samantha Morton, Craig Parkinson, Toby Kebbell e Alexandra Maria Lara
Direção: Anton Corbjin
Roteiro: Matt Greenhalgh
Duração: 119 minutos


Nota: 3 (bom)

Demorou para a história do vocalista Ian Curtis da banda Joy Division fosse adaptada para o cinema. O roteiro do filme “Control” é baseado no livro “Touching From the Distance” de Deborah Curtis, viúva do cantor.

A curta carreira da banda acabou com o suicídio do cantor em 1980, mas mesmo assim influenciou e “revolucionou” a história do rock inglês da época. Até hoje ainda existem bandas que seguem o mesmo estilo musical. Confesso não ser muito fã de grupo, mas mesmo assim fiquei curioso em conferir o filme.

O famoso fotógrafo e diretor de videoclipes Anton Corbjin resolveu transformar a vida de Curtis num filme. Essa foi inclusive sua estréia como diretor de cinema. Sua grande marca registrada eram as fotos em preto e branco que também foi utilizado no filme. Isso ajudou bastante a dar o clima certo a história.

O filme tenta mostrar mais a vida pessoal de Curtis mostrando o que teria levado-o a cometer suicídio. Ele se casa muito jovem e pouco depois descobre o problema da epilepsia. Isso faz com que ele comece a tomar muitos remédios e deixá-lo ainda pior, principalmente por ele continuar bebendo álcool. Aos poucos a banda vai ganhando uma certa fama e ao mesmo tempo a vida dele vai desmoronando.

A atuação de Sam Riley como Curtis é impressionante. Ele conseguiu muito bem copiar todos os trejeitos do cantor e é o grande destaque do filme. O resto do elenco também está bem, com destaques para Samantha Morton como a esposa de Curtis e Toby Kebbell como o empresário da banda, que acaba roubando a cena as vezes quando aparece.

O resultado é um filme que funciona bem tanto para aqueles que gostam da banda quanto aqueles que não conhecem, mas tem algum interesse em saber mais a respeito. É uma história de vida bem interessante, mas também bastante deprimente e triste.