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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Trovão Tropical

Ttulo Original: Tropic Thunder (EUA, 2008)
Com: Ben Stiller, Jack Black, Robert Downey Jr., Brandon T. Jackson, Steve Coogan e Nick Nolte
Direção: Ben Stiller
Roteiro: Ben Stiller, Justin Theroux e Etan Cohen
Duração: 107 minutos


Nota: 5 (excelente)

Ben Stiller volta a assumir a direção de um filme em “Trovão Tropical”, algo que ele não fazia desde 2001 em “Zoolander”. Ele assume também a produção e roteiro, além de atuar, dividindo a tela com Robert Downey Jr. e Jack Black. Após ter participado da série televisiva inglesa da HBO “Extras” que retrata os bastidores da indústria do cinema parece que ele teve a idéia para esse filme.

A história mostra a produção de um filme de guerra chamado “Trovão Tropical” que está com sérios problemas de orçamento e de prazo com apenas 1 semana de iniciada. O diretor (Steve Coogan) aceita então uma idéia do autor do livro que originou a história (Nick Nolte) para levar os astros do filme para o meio da selva e assim conseguir filmar com um nível maior de realismo. A confusão começa quando os atores acabam se metendo numa guerra de verdade achando que tudo faz parte da filmagem.

A idéia é mostrar esse filme dentro do filme para fazer uma sátira a indústria americana de cinema. O diretor tem que lidar com os astros. Tugg Speedman (Ben Stiller) está em crise após o fracasso do seu último trabalho e vê nesse filme a chance de conseguir finalmente ser reconhecido como um grande ator. Temos também o comediante Jeff Portnoy (Jack Black) e o premiado ator Kirk Lazarus (Robert Downey Jr.).

O filme então abusa de referências a Hollywood para criticar tanto a indústria, representada pelos produtores, quanto o excesso de estrelismo de alguns astros. É justamente nesse ponto que o filme pega pesado com piadas sobre “retardados”, adoração de crianças, bichos e outras coisas politicamente incorretas, justamente para mostrar o quanto alguns atores exageram em alguns projetos pensando apenas em autopromoção. Tudo não passa de comédia, mas o tom assume tanto o lado crítico quanto o do sem noção e non sense.

Talvez um dos defeitos do filme seja seu excesso de referências, mas elas acabam sendo necessárias para poder chegar ao ponto onde se deseja criticar. Mas para um nerd de cinema como eu isso não é problema. Mesmo sem entender totalmente a referência é possível curtir e entender as piadas numa boa.

Os atores estão excelentes e obviamente quem rouba a cena sempre é Downey Jr. Seu personagem fez um tratamento para virar negro e assim interpretar melhor, numa ótima crítica ao exagero de alguns atores em busca da preparação para determinados papéis, além de estar o tempo todo “dentro” do papel. Ele e Stiller são os principais protagonistas, enquanto os outros, inclusive Jack Black, ficam com papéis mais secundários.

Outro destaque do elenco é a sensacional participação de Tom Cruise como o produtor do filme. É até difícil reconhecê-lo. Quem diria, o cara leva jeito para comédias desse tipo. Sem dúvida seu melhor papel e interpretação desde “Magnólia”. Ele tava precisando mesmo fazer algo politicamente incorreto.

Outra coisa que merece ser citada é o diretor de fotografia John Toll, responsável por filmes como “Além da linha vermelha” e “Coração Valente”. Ele garante um realismo impressionante, já que estamos em uma comédia e não num filme de guerra de verdade. Stiller conta que o convidou achando que ele não iria aceitar. Graças a isso a produção ganhou um charme a mais e também alguns milhões a mais em seu orçamento.

Algumas pessoas podem até criar grande expectativa em relação ao filme por causa dos protagonistas e da premissa da história, mas a verdade é que o filme cumpre muito bem o que promete. Talvez o besteirol com lado crítico não seja bem interpretado por alguns achando se tratar de apenas uma comédia idiota qualquer. Mas é justamente por fazer essa mistura de maneira tão boa que o filme tem suas qualidades.

domingo, 28 de setembro de 2008

Mais uma reclamação sobre "Trovão Tropical"

Antes de falar sobre o filme irei fazer mais uma reclamação sobre a Paramount Pictures do Brasil. Além do filme “Trovão Tropical” ter estreado em Salvador quase um mês depois do resto do país, quando fui assistir ao filme no Cinemark os trailers falsos não foram exibidos.

Após a sessão, como um bom nerd chato fui reclamar com o gerente para saber o que houve, sendo que um amigo meu (Lucas Cunha, que escreve para o Cineinsite) tinha visto o filme no mesmo cinema na primeira sessão os trailers tinham sido exibidos.

Foi então que descobri o problema. A distribuidora Paramount não informa aos exibidores que os trailers falsos fazem parte do filme, então eles assumem que não passam de trailers de um filme qualquer. Assim o exibidor escolhe quais trailers serão exibidos e resolvem não passá-los.

Como não houve sessão teste para o filme, a primeira vez que o filme foi exibido foi na primeira sessão de sexta-feira. Foi essa que Lucas assistiu e quando o pessoal do Cinemark viu os trailers resolveu retirá-los nas sessões seguintes.

Informei então a Bruno, gerente do Cinemark, que os trailers faziam parte do filme. Então ele resolveu o problema e pediu para que eu esperasse até a próxima sessão para poder vê-los. Valeu a pena esperar, os trailers falsos são realmente sensacionais e explicam algumas das piadas do filme.

Então fiquem ligados, se forem assistir o filme no cinema e os trailers não forem exibidos vão reclamar!

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Finalmente “Trovão Tropical”

Quase um mês depois finalmente o filme “Trovão Tropical” chega aos cinemas de Salvador. A estratégia de lançamento dele no Brasil foi tão desastrosa que ele ficou apenas com o 9º lugar nas bilheterias em sua estréia.

Para completar ele sofreu também um boicote de mais de 50 instituições por causa de suas piadas usando o termo “retardado” e outras contra os deficientes mentais. Isso também rolou nos EUA, mas parece que por aqui teve efeito. E não é só isso, o filme teve cortes em alguns cinemas. Explicando melhor, existem trailers falsos no mesmo estilo de “Grindhouse” que não foram exibidos em alguns lugares. Vamos ver se o mesmo vai acontecer por aqui.

No mais agora é correr para o cinema para assistir, pois não deve ficar muito tempo em cartaz.

Para saber mais sobre o boicote leiam esse texto de Leonardo Cruz do blog Ilustrada no Cinema da Folha de São Paulo:
http://ilustradanocinema.folha.blog.uol.com.br/arch2008-08-31_2008-09-06.html#2008_09-02_17_58_50-11204329-26

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Na Natureza Selvagem

Título Original: Into The Wild (2007)
Com: Emile Hirsch, Marcia Gay Harden, William Hurt, Jena Malone, Catherine Keener, Vince Vaughn, Kristen Stewart e Hal Holbrook
Direção e Roteiro: Sean Penn
Duração: 140 minutos


Nota: 4 (ótimo)

Sean Penn está cada vez mais estabelecendo uma ótima e sólida carreira como diretor de filmes, após ter vivido altos e baixos como ator. Em “Na Natureza Selvagem” ele leva as telas um filme ousado e com um espírito de produção independente bem de acordo com o próprio tema da história contada.

A história baseada no livro escrito por Jon Krakauer, sobre a vida de Chris McCandless. Com apenas 22 anos o jovem largou sua vida comum e estável para sair em busca de liberdade e aventura. Deixou para trás sua identidade, adotou um novo nome e saiu com destino ao Alasca. Durante o trajeto ele foi encontrando pessoas que te davam carona, um lugar para ficar ou um emprego temporário para poder juntar dinheiro para continuar sua jornada.

O personagem do filme é uma espécie de neo-hippie em busca de novos valores, uma crítica a crise dos valores da sociedade americana. A viagem aconteceu no início dos anos 90, mas apenas recentemente a família de Chris autorizou adaptação para o cinema. Nos dias atuais e nas mãos de Penn a história acabou ganhando também um lado político.

A construção dos personagens é bem interessante, graças ao excelente trabalho do elenco. Destaque para a ótima atuação de Emile Hirsch no papel principal de Chris e também para Hal Holbrook, um senhor que cruza o caminho de Chris e rouba a cena quando aparece na tela. O elenco ainda conta com William Hurt, Marcia Gay Harden e Jena Malone como a família de Chris, além de Catherine Keener e Vince Vaughn como algumas das pessoas que cruzam o caminho do protagonista.

A parte técnica também merece destaque, principalmente para a fotografia e edição, além da escolha das locações para mostrar bem a força da natureza. A trilha sonora com músicas de Eddie Vedder (Pearl Jam) funcionam muito bem também e apesar de ter ganhado o Globo de Ouro por melhor canção foi ignorado pelo Oscar.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Hellboy II: O Exército Dourado

Título Original: Hellboy II: The Golden Army (2008)
Com: Ron Perlman, Selma Blair, Doug Jones, John Alexander, James Dodd, Seth MacFarlane, Luke Goss e Anna Walton
Direção e Roteiro: Guillermo del Toro
Duração: 120 minutos


Nota: 4 (ótimo)


Quando o filme “Hellboy” chegou aos cinemas em 2004 o diretor Guillermo del Toro já era reconhecido por seu talento, mas ainda não tinha tido o reconhecimento de prêmios como o Oscar. O filme acabou não fazendo muito sucesso, mas a coisa mudou com a boa vendagem no lançamento em DVD. Então após o reconhecimento adquirido com “O Labirinto do Fauno” del Toro ganhou moral para fazer uma seqüência.

Hellboy II: O Exército Dourado” traz novamente as aventuras do personagem Hellboy dos quadrinhos criado por Mike Mignola. Agora dessa vez del Toro toma mais liberdade a história e se distancia um pouco dos quadrinhos. Ele investiu bastante na parte visual seguindo bem a linha do ‘Fauno’. Os fãs mais radicais talvez sintam um pouco essa mudança. Mesmo assim a história foi criada por del Toro junto com Mignola para respeitar bastante o espírito dos quadrinhos.

A história dessa continuação segue mais a linha da fantasia, característica bem marcante de del Toro. Nuada (Luke Gross), príncipe dos elfos, resolve quebrar uma trégua milenar existente entre os humanos e os seres místicos. Para isso ele irá juntar os três pedaços de uma coroa que da o controle do Exército Dourado, um batalhão indestrutível criado para a guerra, contra a vontade do seu pai e de sua irmã. Sobra então para Hellboy (Ron Perlman) e seus companheiros do Bureau de Pesquisas e Defesa Paranormal resolver o problema.

Hellboy ainda enfrenta outros problemas pessoais. Tenta fazer com que seu relacionamento com Liz Sherman (Selma Blair) dê certo. Além disso, ainda quer ser aceito pela sociedade e reconhecido pelo seu trabalho, mas isso não é uma tarefa simples.

Quem for ao cinema esperando apenas um filme de ação e aventura pode acabar se decepcionando. Ele também segue essa linha, mas também com elementos de comédia, drama e fantasia, lembrando bem o estilo de Guillermo, principalmente do ‘Fauno’. Isso por causa do visual, já que algumas das criaturas parecem terem vindo de lá. A criatividade de del Toro na criação desse universo é impressionante, capaz até de deixar gente como George Lucas para trás.

Uma pena que o filme tenha sido lançado uma semana antes de "Batman - Cavaleiro das Trevas". Então apesar de ter estreado em primeiro lugar nas bilheterias acabou perdendo força nas semanas seguintes. É claro que existe uma deixa para uma terceira aventura, mas vai ser complicado ela ser realizada. Primeiro por novamente não ter arrecadado tanto dinheiro. Segundo porque del Toro vai estar bem ocupado nos próximos anos com vários projetos, incluindo “O Hobbit”. A não ser que ele resolva abrir mão da direção e ficar apenas como produtor.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Lego Batman: The Video Game

Fui convidado por Rodrigo Borges, grande amigo, para colaborar com o blog Joystick Brasil, um site sobre as novidades do mundo dos games. Irei postar de vez em quando resenha de jogos por lá. A primeira vai foi sobre Lego Batman. Confiram o texto no link abaixo:


sábado, 20 de setembro de 2008

Mamma mia!

Título Original: Mamma mia! (2008)
Com: Meryl Streep, Pierce Brosnan, Colin Firth, Stellan Skasgard, Julie Waters, Dominic Cooper, Amanda Seyfried e Christine Baranski
Direção: Phyllida Lloyd
Roteiro: Catherine Johnson
Duração: 108 minutos


Nota: 3 (bom)

O musical “Mamma mia!” é uma adaptação do um espetáculo de sucesso da Broadway que utiliza as músicas do grupo sueco ABBA para contar uma história de amor. A trama acompanha as músicas e não o contrário como geralmente acontece.

Para a versão cinematográfica a própria Phyllida Lloyd que comandou a montagem teatral assume a direção em sua estréia no cinema. Foram então convocados atores conhecidos, mas que não tivessem necessariamente experiência. A única exigência era estarem dispostos a perder a vergonha em frente às câmeras.

A história mostra uma moça prestes a se casar (Amanda Seyfried) que encontra um velho diário da mãe (Meryl Streep) onde descobre que tem 3 possíveis pais: Sam (Pierce Brosnan), Bill (Stellan Skarsgard) e Harry (Colin Firth). Cada um com um perfil bem diferente. Ela então resolve chamá-los a festa, sem contar para a mãe, para tentar descobrir quem é o seu pai verdadeiro. Quando eles chegam de surpresa para a ilha a confusão está armada.

Na verdade a história não é grande coisa e usa de soluções fáceis para resolver os conflitos. Tudo não passa de desculpa para os personagens cantarem as músicas do ABBA e é aí que está toda a graça e diversão do filme.

As cenas de música e dança são bem legais e garantem o entretenimento do filme. Agora se você não curte musicais e muito menos as músicas do ABBA, passe bem longe. Caso contrário a diversão é totalmente garantida.

Sem dúvidas deve ter sido um grande desafio para os atores por exigir deles tanto fisicamente quanto musicalmente. Mas eles passam na tela que realmente estavam se divertindo ao fazer o filme, principalmente na cena final.

Um filme leve, alegre e divertido. Vai ser difícil sair do cinema sem estar feliz e com as músicas do ABBA na cabeça.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Agora eu tenho ingresso para o show de Madonna

Celular toca.
- Alô?
- Senhor Ramon Prates?
- Sim, sou eu.
- Aqui da Ticket For Fun. Estamos ligando para confirmar a sua compra para o ingresso do show de Madonna no Rio de Janeiro dia 14 de Dezembro.

Foi com esse diálogo que eu descobri ter conseguido comprar o ingresso para o show de Madonna. Deixa eu explicar melhor, durante a confusão para a compra de ingresso eu supostamente tinha conseguido comprar, mas não tinha recebido um e-mail de confirmação. Logo eu achei que não tinha dado certo.

Tempos depois foi anunciado que algumas pessoas que não tinham recebido o e-mail de confirmação seriam contatadas pela produção do show. Eu recebi um e-mail 9 dias atrás falando que iria rolar um processo de verificação. Como o valor do ingresso não tinha sido debitado no cartão de crédito achei que isso não ia dar em nada.

Hoje eu recebi o telefone e fui informado que os ingressos comprados por mim tinham sido reservados e se eu ainda tinha interesse em adquirir. “Claro que sim”, eu respondi.

Pois é, agora eu tenho ingresso para o show de Madonna. Quer dizer, irei retirar a partir do dia 1 de Outubro na loja Renner do Iguatemi ou do Salvador Shopping. Espero que realmente dê tudo certo.

Enquanto isso o jeito agora é correr atrás da passagem de avião. Dezembro não é uma boa época para se viajar. Espero não ter mais problemas com esse show e consiga conferir tudo numa boa.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Novo dvd do Smashing Pumpkins



No dia 11 de Novembro o Smashing Pumpkins vai lançar um novo DVD chamado “If All Goes Wrong”. Esse lançamento é para comemorar os 20 anos de carreira da banda e será um DVD duplo que irá conter um documentário que da nome ao DVD e também um show. O dvd foi dirigido e produzido por Jack Gulick e Daniel E Catullo III, ambos com experiência com outros artistas da música como Metallica e Rush.

O show foi filmado durante uma série de shows que ocorreu em San Francisco no ano passado com som 5.1 surround e utilizando 12 câmeras. No repertório músicas novas que não estão em nenhum cd da banda, além de novas versões e algumas raridades.

Disco 1:

- Documentário "If All Goes Wrong"
- "Voices Of The Ghost Children" featurette
- Entrevista com o guitarrista do The Who, Pete Townshend

Disco 2:

Show - The Fillmore Residency

1. The Rose March*
2. Peace + Love*
3. 99 Floors*
4. Superchrist
5. Lucky 13
6. Starla
7. Death From Above
8. The Crying Tree Of Mercury
9. Winterlong
10. Heavy Metal Machine
11. Untitled
12. No Surrender*
13. Gossamer*
14. Zeitgeist

Bonus Tracks: Live From The Floor Of The Fillmore

99 Floors*
Peace + Love*
No Surrender*
Mama*
Promise Me*

*sem lançamento anterior

Fonte e mais informações:
http://www.smashingpumpkins.com

O dvd já está em pré-venda no site da Amazon por 14,99 doláres. Confiram no link:
http://www.amazon.com/Smashing-Pumpkins-All-Goes-Wrong/dp/B001FW2R4E?ie=UTF8&s=dvd&qid=1221769155&sr=8-1

Por enquanto não existe previsão de lançamento no Brasil.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Metallica - Death Magnetic

O Metallica lançou um novo disco no último dia 12/09 (inclusive aqui no Brasil) que vem sem considerado uma volta aos bons e velhos tempos da banda. “Death Magnetic” realmente lembra os primeiros discos com uma volta ao thrash metal dos anos 80. O melhor de tudo é que mesmo com essa volta ao passado eles não soam antigos e sim mais atuais do que nunca. O resultado é uma ótima surpresa e que vai agradar principalmente aqueles que vinham torcendo o nariz para os últimos 3 discos do grupo.

O grande responsável por essa mudança da banda é o lendário e grande produtor musical Rick Rubin, que substituiu Bob Rock que há anos trabalhava com o Metallica. Bob sofreu junto com a banda a crise psicológica durante as gravações o disco anterior “St. Anger” de 2003 e que pode ser conferido no documentário “Some Kind of Monster”.

Primeiro Rubin pediu para a banda só entrariem estúdio depois que todas as músicas tivessem compostas. Além disso, ele os instruiu a fazer uma volta no tempo, no início da carreira, antes do sucesso e com isso tentassem fazer um disco que fosse o melhor de todos. Parece que a coisa funcionou.

Outro fator positivo foi a entrada do novo baixista Robert Trujillo que grava seu primeiro disco como membro da banda, já que ele entrou após a conclusão das gravações do último cd.

São ao todo 10 músicas cheias de riffs e solos, ausentes no último disco, com muita criatividade e muito peso. Um disco rápido e cheio de energia, mas que também sabe a hora de pisar no freio e desacelerar. Um exemplo disso é que eles resolveram fazer mais uma versão de um clássico ao fazer “The Unforgiven III”.

O primeiro single do disco é a música “The Day That Never Comes” e já tem clipe dirigido pelo dinamarquês Thomas Vinterberg que junto com Lars Von Trie criou o movimento Dogma 95. Confiram abaixo:



Links:
http://www.metallica.com
http://www.myspace.com/metallica

domingo, 14 de setembro de 2008

Linha de Passe

Título Original: Linha de Passe (2008)
Com: Sandra Corveloni, José Geraldo Rodrigues, João Baldasserini, Kaique Jesus Santos e Vinícius de Oliveira
Direção: Walter Salles e Daniela Thomas
Roteiro: George Moura, Daniela Thomas, Bráulio Mantovani
Duração: 108 minutos


Nota: 3 (bom)

O diretor Walter Salles se juntou novamente com Daniela Thomas para voltar a filmar no Brasil “Linha de Passe”. O nome já faz referência ao tema de fundo da história, uma das maiores paixões brasileiras, o futebol.

O filme foi exibido no festival de Cannes desse ano e acabou saindo com o prêmio de melhor atriz para Sandra Corveloni. Ela é experiente no teatro, mas esse foi seu primeiro papel no cinema. Com exceção de Vinícius de Oliveira, que trabalho com Salles em “Central do Brasil”, o resto do elenco é formado por novos nomes. Um excelente trabalho de escolha e preparação de elenco foi feita e o resultado é visto nas telas. Personagens comuns com caras comuns, o que facilita a identificação do público.

A história fala sobre uma família humilde formada por Cleuza (Sandra Corveloni) mãe de quatro filhos: Dario (Vinicius de Oliveira) que sonha em se tornar jogador de futebol, o motoboy Denis (João Baldasserini), o evangélico Dinho (José Geraldo Rodrigues) e o pequeno Reginaldo (Kaique Jesus Santos) que vive andando de ônibus atrás do pai desconhecido.

Quem conhece o estilo de direção de Salles sabe o quanto ele usa do lado emotivo para contar uma história. Então pode esperar o drama de uma família que tem vontade de mudar de vida, mas é impedida pelas dificuldades sociais.

O filme tem uma visão mais poética e uma fotografia com muito uso de câmera na mão que da ao clima uma mistura interessante com elementos de um documentário. A inspiração para a história surgiu inclusive de alguns documentários feitos por João Moreira Salles, irmão de Walter.

O resultado é um filme bonito, emotivo, ao mostrar um pouco da realidade sem fazer julgamentos sobre a situação e junto a isso um ótimo elenco. O final maduro e poético pode incomodar algumas pessoas, mas ao fazer essa escolha os diretores preferem dar ao espectador a chance de sair no cinema pensando sobre ele ao invés de entrar tudo mastigado de graça. As vezes essa é uma opção mais interessante.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Em Águas Profundas - Criatividade e Meditação

Título Original: Catching the Big Fish: Meditation, Consciousness e Creativity (2006)
Autor: David Lynch
Tradução: Márcia Frasão
Editora: Gryphus
Número de Paginas: 204

O diretor de cinema David Lynch esteve no Brasil no início de Agosto para divulgar o lançamento do seu livro “Em Águas Profundas - Criatividade e Meditação” e também dar palestras sobre meditação transcendental, tema do livro.

Ele passou por São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília seguindo sua turnê mundial de divulgação sobre o assunto. Tudo foi registrado com câmeras e microfones e parece que esse registro deve virar um documentário. Aguardem novidades sobre isso por aqui. Enquanto isso irei falar sobre o livro.


No livro Lynch fala um pouco sobre a influência da meditação em seu trabalho e na sua vida. Ele a descobriu e virou adepto da prática na década de 70. Acabou também se aproximando do movimento espiritual criado pelo guru indiano Maharishi Mahesh Yogi, que ficou conhecido nos anos 60 graças a outros simpatizantes famosos como os Beatles.

Olhando assim superficialmente o livro tinha tudo para ser meio chato e desinteressante por ter uma cara meio de auto-ajuda ou algo do tipo, mas não é nada disso. Eu mesmo fiquei com essa impressão antes de dar uma olhada no livro.

Lynch fala um pouco sobre sua carreira, seus trabalhos e como a meditação funciona e influência seus métodos de criatividade artística. Tudo isso com um texto simples e fácil de ler dividido em pequenos capítulos que facilitam a leitura.

Quem curte os seus trabalhos irá encontrar algumas curiosidades bem interessantes sobre a carreira do diretor. Agora quem está mais interessado em apenas saber sobre a meditação melhor procurar algo mais especifico.

Bom, confesso que após a leitura não me interessei muito pela meditação, mas achei bem interessante a maneira como ele explica o quanto a coisa mudou a sua vida e influenciou na sua carreira, ou ainda como poderia mudar o mundo. Talvez ele possa até estar certo em parte, mas eu não levo jeito pra coisa. Minha capacidade de concentração não é das melhores (risos).

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

O Nevoeiro

Título Original: The Mist (2007)
Com: Thomas Jane, Marcia Gay Harden, Laurie Holden, Andre Braugher, Toby Jones, William Sadler e Nathan Gamble
Direção: Frank Darabont
Roteiro: Frank Darabont baseado num conto de Stephen King
Duração: 126 minutos


Nota: 4 (ótimo)

Ultimamente as adaptações para o cinema de obras de Stephen King tem sido sinônimos de má qualidade. Felizmente um diretor experiente em adaptar obras do escritor resolveu levar mais um livro às telas. Frank Darabont dirigiu “Sonhos de Liberdade” e “À espera de um milagre”, e dessa vez resolveu adaptar um conto de terror de King.

“O Nevoeiro” é baseado no conto “Tripulação de esqueletos” e narra a história de um grupo de pessoas em uma cidade do interior que fica presa num supermercado graças a uma estranha e densa névoa que cobriu toda a região após uma tempestade ocorrida no dia anterior.

Aos poucos o suspense vai sendo construindo e aumentando o nível de tensão. Existe algo de assustador e sanguinário na névoa e aos poucos o medo coletivo vai dominando a maioria das pessoas.

Darabont acerta muito bem com o clima de terror e suspense, muitas vezes usando mais para o poder da sugestão para induzir o medo. Parece que ele aprendeu bem a lição e segue a linha e o espírito de filmes do mestre Alfred Hitchcock.

Outra escolha acertada foi a do elenco sem selecionar grandes astros, conseguindo assim fazer um filme com um orçamento baixo para os padrões americanos, em torno de 18 milhões de dólares. Destaques para o protagonista Thomas Jane e Márcia Gay Harden, que rouba a cena sempre que aparece.

O filme pode até ter alguns pequenos defeitos, talvez a “ameaça” do filme pudesse ser um pouco menos extraordinária por exemplo. Mas mesmo assim o resultado é de ótima qualidade. Uma história simples que aos poucos vai ganhando tensão, além de ter críticas bem interessantes à sociedade moderna e civilizada. Nem parece que foi feito em Hollywood.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Fim da Flashpoint


Mais uma loja de cd chega ao fim em Salvador. Com mais de 10 anos de funcionamento a Flashpoint não conseguiu sobreviver. Primeiro foi a loja do Shopping Barra e agora a do Iguatemi, que fecha as portas ainda esse mês assim que acabar o estoque.

Desde a semana passada está rolando uma queima de estoque com cds a 15 Reais e DVDs a 25 Reais. Acabei só indo na loja hoje e o vendedor me falou que já tinham vendido 60% do estoque. Mesmo assim ainda achei algumas coisas legais, confiram abaixo minha lista de compras:


Cds:
Panic! At the disco – A fever you can´t sweat out
Panic At the disco – Pretty. Odd.
Os Simpsons – O filme (trilha Sonora)

A fantástica fábrica de chocolates (trilha sonora)

Gram – Seu minuto, meu Segundo (cd e dvd)

Kaiser Chiefs – Yours Truly, Angry Mob

Daft Punk – Alive 2007

Hard-Fi - Stars of CCTV

Bonde do Rolê - With Lasers


DVDs:
Wolfmother – Please Experience
Wolfmother Live
Kaiser Chiefs – Enjoyment

Parece que esse tem sido o destino de boa parte das lojas especializadas apenas em venda de cds. Aqui em Salvador sobrou apenas as Lojas Americanas e a Livraria Saraiva como opções. Ou então usar a Internet.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Southland Tales - O Fim do Mundo

Título Original: Southland Tales (2007)
Com: Dwayne "The Rock" Johnson, Seann William Scott, Sarah Michelle Gellar, Justin Timberlake, Wallace Shawn, Miranda Richardson, Mandy Moore, Kevin Smith, John Larroquette e Jon Lovitz
Direção e Roteiro: Richard Kelly
Duração: 144 minutos


Nota: 1 (ruim)

Alguns diretores de filmes parecem perder o rumo após o primeiro trabalho de destaque. Tem aqueles que simplesmente não acertam mais a mão, mas os piores são os que virão meio “megalomaníacos”. Posso citar o caso recente ocorrido com Darren Aronofsky que depois de “PI” e “Réquiem para um sonho” surtou com “Fonte da Vida”.

Infelizmente caso parecido com Richard Kelly, conhecido pelo excelente Donnie Darko. Ele resolveu fazer um épico futurista com 3 horas de duração e acabou quebrando a cara feio. “Southland Tales - O Fim do Mundo” foi exibido em 2006 no festival de Cannes e teve uma péssima recepção. Mais de 1 ano depois e muitos cortes reduzindo a duração para “apenas” 144 minutos, foi lançado nos cinemas e foi um desastre total de público. Aqui no Brasil o lançamento acabou sendo direto em DVD.

Tentar explicar a história do filme é até meio uma perda de tempo, mas vou tentar falar alguma coisa. Numa realidade alternativa os EUA sofreram um ataque nuclear em 2005 que levou o país a 3ª Guerra Mundial. O país está sob uma espécie de lei marcial e uma agência chamada US-IDENT monitora toda a sociedade. Então em uma Los Angeles caótica graças a um grupo revolucionário. No meio dessa loucura iremos acompanhar a jornada de Boxer Santaros (Dwayne Johnson), um ator de filmes de ação com amnésia; Krysta Now (Sarah Michelle Gellar), uma ex-atriz pornô que está criando um reality show; e os irmão gêmeos Roland e Ronald Taverner (Seann William Scott), que terão seus destinos cruzados com o futuro da humanidade (!?).

Inicialmente a visão mostrada do futuro alternativo parece até intrigante e interessante, mas ao desenrolar da história a coisa vai se tornando cada vez mais absurda, incoerente, sem sentido e totalmente frustrante. O filme já começa errado com a escolha dos protagonistas. Nenhum dos 3 parece a vontade em seus papéis e não agüentam a “dramaticidade” da história.

‘Southland’ é daqueles filmes que são tão ruins que não da nem para rir das tosqueiras porque ele tenta o tempo todo soar sério. Mas com uma história tão absurda e um elenco tão sem inspiração fica difícil levá-lo a sério.

A megalomania do diretor foi tanta que a história é divida em capítulos e começa no 4º (!?). Como assim? É Guerra nas Estrelas é? Enfim, depois fui descobrir os 3 primeiros capítulos foram lançados como uma revista em quadrinhos. Supostamente a idéia era ter uma “experiência interativa”. Parece que tem também um site para ligar tudo. Bom, eu já perdi meu tempo vendo o filme e obviamente não fui atrás nem de site e muito menos de revista.

No meio disso tudo quem acaba se destacando no elenco é Justin Timberlake que tem a melhor cena do filme num devaneio de uso de drogas dublando e dançando uma música do The Killers. Essa é a melhor parte do filme. Outra presença que vale citar é de Christopher Lambert, o bom e velho Highlander. Outro que aparece e eu nem reconheci é o diretor e também ator Kevin Smith.

Desastre é o principal adjetivo a ser aplicado a esse filme. É uma pena ver um diretor que fez um filme tão legal fazer algo tão bizarro quanto isso. Enfim, quem sabe no seu próximo trabalho ele consegue acertar.

sábado, 6 de setembro de 2008

Smashing Pumpkins no novo Guitar Hero

Nunca mais postei nenhuma notícia do Smashing Pumpkins aqui no blog, mas saíram 2 notícias que merecem ser mencionadas.

Primeiro é que a nova música da banda chamada “G.L.O.W.” vai ser lançada através do novo Guitar Hero chamado “Guitar Hero: World Tour”. A música vai estar disponível num pacote a ser lançado pouco depois do lançamento do jogo. No mesmo pacote vão estar também as músicas: “1979” e “The Everlasting Gaze”. Além disso, “Today” vai fazer parte do repertório normal do jogo.

Vale lembrar que esse novo Guitar Hero vai ter também bateria e microfone junto com a guitarra seguindo a linha lançada pelo Rock Band, jogo concorrente. O lançamento está previsto para 26 de Outubro para os consoles Xbox 360, PlayStation 2, PlayStation 3, and Wii. Infelizmente eu que ainda continuo com o meu PS2 não poderei baixar a música já que esse recurso não está disponível para ele.


As notícias não param por aqui, mas continuam no mundo de Guitar Hero. A outra novidade é que o vocalista e guitarrista Billy Corgan vai estar presente no jogo. Confiram abaixo o vídeo do making of da produção do jogo:

Guitar Hero: World Tour vai ser lançado no dia 27 de Outubro.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

O Procurado

Título Original: Wanted (2008)
Com: James McAvoy, Morgan Freeman, Terence Stamp, Thomas Kretschmann, Common e Angelina Jolie
Roteiro: Michael Brandt, Derek Haas e Chris Morgan
Direção: Timur Bekmambetov
Duração: 110 minutos


Nota: 3 (bom)

O diretor russo Timur Bekmambetov chega aos EUA para levar seu talento para filmes de ação para Hollywood. Essa não é a primeira vez que um estrangeiro é importado para dar novos ares aos filmes americanos. Depois dos bem sucedidos e bacanas “Guardiões da Noite” e “Guardiões do Dia” o cara prova realmente que é bom no que faz.

A história de "O Procurado" é baseada numa revista em quadrinhos de Mark Millar e J.G. Jones que teve os direitos para adaptação para o cinema comprados antes mesmo do lançamento da revista. No final das contas o filme é mais baseado do que uma adaptação da revista já que muita coisa acabou sendo mudada.

Wesley (James McAvoy) é um funcionário de contabilidade que leva uma vida sem graça e monótona. Até que Fox (Angelina Jolie) aparece para dar uma reviravolta em sua vida ao revelar que ele é filho de um membro de uma organização milenar de assassinos chamada Fraternidade que acabou de ser morto. O assassino agora está atrás dele. Ele seria a única salvação da organização contra esse assassino. Para isso ele terá que passar por um treinamento.

Na verdade o grande atrativo do filme são as cenas de ação em ritmo alucinante em que a lógica e a física não se aplicam. Só para se ter uma noção o pessoal da Fraternidade tem o incrível dom de atirar em curva. Acho que essa informação é suficiente para se ter noção da coisa. E é justamente na ação que o diretor russo entende e manda muito bem. Quem viu o trailer já tem uma boa idéia do que esperar, pois nele se encontram as principais cenas.

Apesar do apelo visual e das cenas de ação a história também é bem legal e acaba surpreendendo com umas reviravoltas interessantes. Diversão garantida e continua mantendo o bom nível desse ano dos blockbusters.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Eu desisto de tentar comprar o ingresso do show de Madonna

Depois de tentar 2 vezes eu simplesmente desisti de ir para o show de Madonna. A incompetência da produção do evento é impressionante. Alias, parece que aqui no Brasil ninguém sabe vender ingressos pela Internet. Esse não foi o primeiro e nem vai ser o último caso desse tipo. Mas esse realmente foi demais!

Primeiro fizeram um site onde poderia se cadastrar para facilitar a compra, mas de nada adiantou. Depois veio a primeira restrição, só venderiam ingresso com cartões do Bradesco. Além disso, seria cobrada a taxa de “conveniência” de 20% do valor do ingresso. Para completar o valor do ingresso está bem alto, um dos maiores de toda a turnê.

Cadastrei-me no site e tive que pedir emprestado o cartão do Bradesco de meu pai para poder comprar. Os ingressos para o Rio começariam a ser vendidos na última segunda, dia 1 de Setembro. Lá estava eu online a meia-noite na madrugada de domingo para segunda. Começou o caos! O site lento e sem funcionar direito. Depois de 1 hora tentando supostamente consegui comprar e iria receber um e-mail com a confirmação.

Infelizmente depois descobri mais uma restrição, a compra deveria ser realizada com o cadastro com o mesmo nome do titular do cartão. Resultado, não consegui comprar o ingresso. Como o site continuou impraticável não consegui acessar novamente e os ingressos se esgotaram. Além disso, fiquei com tanta raiva que perdi totalmente a vontade de ir pro show pela falta de respeito com o consumidor.

Mesmo assim o pessoal que pretendia ir comigo resolveu tentar novamente, dessa vez para São Paulo. Muita coisa saiu na mídia falando sobre o caos da venda de ingressos e então a produção do evento resolveu tentar fazer alguma coisa. Supostamente colocaram mais servidores e alegaram que a demanda foi maior do que eles esperavam, por isso rolou o caos. Desculpa totalmente esfarrapada.

Bom, lá fui eu novamente na madrugada de ontem para hoje tentar novamente comprar o ingresso. Resultado foi que o caos continuou dessa vez até pior. Então novamente não consegui comprar e desisti de vez. Realmente pagar caro pelo ingresso e ainda sofrer pra comprar ninguém merece.

Pois é, o show de Madonna vai ficar pra próxima. Quem sabe até lá aprendem a vender ingresso no Brasil, ou então o jeito vai ser ir ver o show em outro país.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Ressaca de Amor

Título Original: Forgetting Sarah Marshall (2008)
Com: Jason Segel, Kristen Bell, Mila Kunis, Russell Brand, Bill Hader, Paul Rudd, Liz Cackowski e Jonah Hill
Direção: Nick Stoller
Roteiro: Jason Segel
Duração: 111 minutos


Nota: 3 (bom)

O diretor, roteirista e produtor Judd Apatow, responsável por comédias como “Superbad” e “Ligeiramente Grávidos” continua fazendo mais filmes de sucesso nos EUA. Dessa vez ele produziu “Forgetting Sarah Marshall”, que ganhou o nome no Brasil de “Ressaca de Amor” e infelizmente por aqui será lançado direto em DVD. Quem gostou dos filmes já citados pode conferir esse sem medo que é garantia de diversão.

O ator Jason Segel escreveu o roteiro e protagoniza o filme. Jason vive Peter, um músico compositor da trilha de um seriado de TV estrelado por Sarah Marshall (Kristen Bell), que é sua namorada. Eles estão juntos há 5 anos e ela resolve largá-lo para ficar com outro cara. Ele fica devastado e resolve fazer uma viagem para o Havaí para tentar esquecê-la. O problema é que ao chegar no hotel descobre que ela também está lá com seu novo namorado.

O filme brinca justamente com as comédias românticas, colocando o personagem nas situações mais embaraçosas possíveis. Mesmo sua ex-namorada estando lá ele resolve continuar no hotel onde começa a fazer amizade com alguns dos funcionários do lugar, incluindo a recepcionista Rachel (Mila Kunis), que acaba virando seu novo interesse amoroso.

O elenco foi bem escolhido com ótimos comediantes, começando pelo protagonista. Como não poderia deixar de acontecer, rolam algumas participações especiais dos amigos do Judd como Jonah Hill (Superbad) ou outras mais curiosas como a do ator Willian Baldwin.

Boas risadas e um bom elenco garantem a qualidade do filme, que foi sucesso de crítica e público nos EUA. Uma boa mistura de comédia romântica com um humor mais sarcástico e besteirol sem ser idiota.

Judd prova mais uma vez seu talento, aqui apenas como produtor, capaz de reunir e apresentar novos talentos e entregar boas comédias.