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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Quase Irmãos

Título Original: Step Brothers (2008)
Com: Will Ferrell, John C. Reilly, Mary Steenburgen, Richard Jenkins, Adam Scott, Kathryn Hahn e Andrea Savage
Direção: Adam McKay
Roteiro: Adam McKay e Will Ferrell
Duração: 105 minutos


Nota: 2 (regular)

Will Ferrell se juntou novamente ao diretor Adam McKay e ao ator John C. Reilly para juntos realizarem mais uma comédia. “Quase Irmãos” reúne o trio novamente após o sucesso de “Ricky Bobby - A Toda Velocidade”. Dessa vez o filme chegou aos cinemas, já que as comédias de Ferrell sempre sofrem uma espécie de boicote aqui no Brasil. Após algum tempo de ter estreado no Brasil ele chegou aos cinemas de Salvador. Infelizmente aconteceu o mesmo problema de “RocknRolla”, só ficou 1 semana em cartaz. O jeito foi apelar para o download.

Ferrell andava fazendo filmes de paródia de esportes, mas dessa vez o tema foi diferente. Atualmente é cada vez mais comum os jovens morarem na casa dos pais até mais velhos. A piada começa a partir dessa premissa.

Brennan Huff (Ferrell) tem 39 anos e ainda mora com sua mãe. Dale Doback (Reilly) tem 40 anos e ainda mora com seu pai. O problema começa quando os respectivos mãe e pai se conhecem e resolvem se casar. Todos então vamos morar juntos como uma família e eles viraram irmãos. As piadas giram em torno dessa situação, nenhum dos 2 está muito satisfeito. Primeiro eles começam a brigar feito crianças e irmãos, depois acabam virando melhores amigos.

O filme tem até boas piadas, mas o resultado é abaixo da média. A premissa era bem interessante, mas o pecado fica por conta do exagero. Algo bem parecido com o que aconteceu com “O Virgem de 40 anos”. Os personagens se comportam feito adolescentes até um determinado ponto que deixam de ser “reais” e se tornam caricatos e absurdos demais.

Uma equipe dessas poderia ter feita algo melhor, esperava muito mais desse trio repetindo a pareceria. O resultado não é dos piores, mas podia ser bem mais interessante, engraçado e divertido. Algumas poucas boas piadas não são suficientes.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Um Homem Bom

Título Original: Good (2008)
Com: Viggo Mortensen, Jason Issacs, Jodie Whittaker e Mark Strong
Roteiro: John Wrathall
Direção: Vicente Amorim
Duração: 98 minutos


Nota: 3 (bom)

O diretor brasileiro Vicente Amorim (“Caminho das Nuvens”) faz sua estréia internacional no longa “Um Homem Bom”, uma internacional entre Inglaterra e Alemanha que tem o ator Viggo Mortensen (trilogia Senhor dos Anéis) como protagonista.

A história é baseada na peça escocês Cecil Philip Taylor (1929-1981) e se passa na época da ascensão do nazismo. O drama acompanha o professor Jon Halder (Mortensen) que aos poucos vai sucumbindo ao sistema nazista. O que chamou a atenção para ele foi um romance que ele escreveu que defende a eutanásia. Ele então é convidado pelos nazistas para escrever textos para eles. Era importante ter intelectuais no grupo.

É interessante ver a mudança do personagem. Aos poucos ele vai entrando no sistema nazista, sua vida melhora financeiramente coisa e tal. Mas isso não quer dizer que ele aceite a parte ruim da coisa e vai passar por muitos conflitos, principalmente por seu melhor amigo, o psiquiatra Maurice (Jason Isaacs) que é judeu.

O filme acerta em utilizar uma abordagem mais humana sobre o nazismo ao mostrar como as pessoas comuns foram levadas a acreditar no sistema nazista e na figura de Hitler eram a melhor opção para melhorar suas vidas.

Mortensen mostra mais uma vez uma excelente atuação, demonstrando cada vez mais sua versatilidade, provando ser um ótimo ator. Ele até mereceria uma indicação ao Oscar, mas após sua primeira indicação com “Senhores do crime” deve ser complicado ele ter uma nova indicação.

O diretor Vicente Amorim também começa com o pé direito em sua estréia internacional levando o talento do cinema nacional para o mundo. Confesso que esse é o primeiro filme dele que eu assisto. Ele se sai muito bem ao conseguir mostrar um tema bastante batido e polêmico no cinema sob uma nova perspectiva bastante corajosa, sem grandes inovações, mas com muita elegância.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Carga Explosiva 3

Título Original: The Transporter 3 (2008)
Com: Jason Statham, Robert Kneeper, Natalya Rudakova, François Berléand, Jeroen Krabbé e David Atrakchi
Direção: Olivier Megaton
Roteiro: Luc Besson, Robert Mark Kamen
Duração: 100 minutos


Nota: 2 (regular)

Jason Statham é sem dúvidas o novo herói musculoso dos filmes de ação atuais. Não é a toa que Stallone o chamou para fazer parte do seu novo filme. Ele volta as telas para “Carga Explosiva 3”, mais um capítulo da série de Frank Martin.

O primeiro foi bacana, o segundo exagerou demais e gerava risos em cenas onde não deveria. Agora na terceira parte acaba tentando ser um pouco sério demais. Mas esse não é o problema. Apesar de boas qualidades técnicas o principal defeito é a falta de cenas de ação envolvendo o carro.

Explicando melhor, nos dois primeiros filmes o grande atrativo eram as cenas de ação envolvendo o carro de Frank. Seu trabalho é como transportador e motorista de um Audi. Aqui as cenas de luta acabam ganhando um maior destaque e fazendo com que Frank acabe virando um personagem comum de filmes de ação.

O pior é que a premissa tinha tudo para explorar o uso do carro. Resumindo a história Frank após ter rejeitado um trabalho para transportar uma carga acaba tendo que assumir de maneira forçada o serviço após a pessoa que ele indicou ter feito besteira. Colocam uma pulseira nele para caso ele se afaste do carro ela exploda. Apesar da boa desculpa as cenas de ação com o carro acabam não ganhando tanto destaque quanto deveria.

Apesar dos problemas o filme até que não se sai muito ruim e acaba até divertindo um pouco. Os destaques ficam pela parte técnica como edição, fotografia e trilha sonora e também pela presença de Robert Kneeper, da série Prison Break. O cara rouba a cena como o vilão da história. Outro destaque que merece ser dado é a beleza da modelo e atriz russa Natalya Rudakova.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Violência Gratuita

Título Original: Funny Games US (2007)
Com: Naomi Watts, Michael Pitt, Tim Roth, Brady Corbet, Boyd Gaines, Siobhan Fallon e Devon Gearhart
Direção e Roteiro: Michael Haneke
Duração: 107 minutos


Nota: 1 (ruim)

O filme “Violência Gratuita” é uma refilmagem que foge um pouco dos padrões. O diretor Michael Haneke resolveu fazer novamente o filme que ele mesmo dirigiu em 1997, só que agora com atores americanos e em inglês.

Segundo o próprio Haneke, o original rodado na Áustria e falado em Alemão não atingiu seu alvo. Não assisti o original, mas pelo que eu entendi os dois são idênticos quadro a quadro.

A história mostra um casal rico, vivido por Naomi Watts e Tim Roth, que junto com seu filho vão passar uma temporada em sua casa de veraneio. Eles recebem a visita de Peter e Paul (Michael Pitt) que se dizem ser hóspedes dos vizinhos, mas que na verdade irão aterrorizar a família sem nenhum motivo aparente.

O estilo de direção de Haneke divide opiniões ao fugir um pouco dos padrões tradicionais e podem incomodar alguns. Mas esse não é o problema do filme. Ao tentar criar um clima de tensão e drama psicológico com um clima próximo ao real ele não consegue alcançar seu objetivo se tornando um filme cansativo e em alguns momentos até bem chato e monótono.

Mesmo com boas atuações o resultado do filme é uma completa decepção.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

O Caçador de Andróides

Título Original: Do Androids Dream of Electric Sheep? (1968)
Autor: Philip K. Dick
Tradução: Ryta Vinagre
Editora: Rocco
Número de Páginas: 256


A primeira obra do autor Philip K. Dick a ser adaptada ao cinema foi “O Caçador de Andróides”, que ganhou o título de “Blade Runner - O Caçador de Andróides” e direção de Ridley Scott. Infelizmente o escritor morreu dias antes da estréia do filme, mas após essa adaptação sua obra foi mais valorizada e ele foi consagrado como um dos mais importantes escritores de ficção científica do século XX. Desde então muitas outras obras dele ganharam versões no cinema como “O Vingador do Futuro” e “Minority Report”, só para citar algumas.

O livro foi publicado pela primeira vez em 1968 e o título original era “Do Androids Dream of Electric Sheep?” (Andróides sonham com ovelhas elétricas?). Ele é considerado a grande obra-prima do autor. A especialidade de Dick é mostrar uma visão apocalíptica do futuro e sempre questionar sobre a realidade e o uso da tecnologia fazer com que os personagens percam o controle sobre a realidade.

A história se passa no futuro em 2021. Após sobreviver a uma guerra mundial que quase destruiu a Terra os seres humanos começam a colonizar outros planetas com a ajuda de replicantes, que são andróides bastante sofisticados. O objetivo deles é servir os humanos, mas alguns acabam se rebelando e fugindo. Cabe então aos caçadores de andróides a tarefa de ir atrás desses “rebeldes”. É aí que temos Rick Deckard chamado para ir atrás de 6 andróides da série Nexus-6, que são extremamente inteligentes e perigosos.

A visão do filme é um pouco diferente do livro. Digamos que ele é mais inspirado na obra do que uma adaptação. Mesmo assim os elementos principais e a essência da história foram muito bem transportados para o cinema na visão de Ridley Scott. Esse é sem dúvidas seu melhor filme e aquele que ele possui um carinho especial, já que recentemente fez uma nova versão especial do diretor para comemorar os 25 anos do filme.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Watchmen

(1986)
Autor: Alan Moore
Arte: Dave Gibbsons


A primeira coisa que eu pensei ao terminar de ler a revista “Watchmen” foi que ela não ia dar certo no cinema. Para quem não sabe a revista irá ganhar uma adaptação em filme nas mãos de Zack Snyder, já que adaptou “300” de Frank Miller. Explicando melhor, a revista foi feito para o formato de quadrinhos e tem muita coisa que não teria como adaptar em um filme. Além disso, Alan Moore, o autor da graphic novel, não tem uma boa experiência com Hollywood. Ele prefere não ter seu nome associado ao projeto e não quer o dinheiro de direito autoral. Apesar disso Dave Gibbsons, ilustrador da revista, participou da produção do filme.

Publicada em 1986, “Watchmen” mudou a história dos quadrinhos. Tornou-se um clássico que é cultuado até hoje, ganhou diversos prêmios e ganhou respeito e fãs até entre pessoas que não gostam de HQs.

A mini-série criada por Moore é dividida em 12 números que retrata a realidade se super-heróis realmente existissem. A idéia era desconstruir o conceito de super-herói. A história se passa em uma realidade alternativa nos anos 80. A Guerra Fria está acontecendo e os Estados Unidos estão perto de entrar numa guerra nuclear com a União Soviética.

Tudo começa quando um super-herói patrocinado pelo governo chamado Comediante (The Comedian) é encontrado morto. Rorschach, que já tinha trabalhado junto com o Comediante, acredita que existe uma conspiração para matar os super-heróis. Ele então resolve ir atrás de seus ex-colegas para tentar descobrir pistas sobre o que está acontecendo.

Além da ótima história, outro grande foco da revista está em sua estrutura. Ao invés de cada quadro ter um tamanho diferente, cada página foi dividida em 9 quadros. Esse elemento além de ter um impacto visual também contribuiu para a narração e o uso de efeito dramático.

Para exemplificar o uso da estrutura, existe um capítulo chamado "Fearful Symmetry". Nele existe uma simetria entre os quadros, assim a primeira página faz espelho com a última em termos de disposição de frame. Assim o capítulo é separado no meio em simetria de layout. Espero ter conseguido explicar. Pois então, como é que se adapta isso para o cinema?

Outra coisa interesse é a riqueza de detalhes. A cada final de capítulo contem material extra escrito por Moore contendo cartas, reportagens e outros textos sobre os personagens.

Agora é esperar até Março de 2009 pela versão do cinema e ver como vai ficar a adaptação.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Madonna - Sticky and Sweet Tour

14 de Dezembro de 2008
Maracanã – Rio de Janeiro



Após a confusão da compra de ingresso chegou a hora de ver o show de Madonna. Pagar mais caro pela pista VIP valeu bastante a pena, fiquei bem perto do palco e vi o show todo de perto. Depois de pegar um fila enorme para entrar no estádio, consegui entrar por volta de 8 noite, horário que o show estava marcado. Meia hora depois começou o espetáculo. Alguns minutos antes do início começou a chover bastante e não parou nem mesmo após o fim da apresentação.

Quando as luzes se apagaram era sinal de que a apresentação ia começar. Um cubo gigante formado por telões que estava no meio do palco se abre e lá de dentro aparece Madonna sentada em seu trono de rainha do pop. Ela começa cantando “Candy Shop” que faz parte do último cd “Hard Candy”.

Tentar descrever a emoção de ver Madonna de perto é complicado. É incrível vê-la aos 50 anos ainda em forma e cheia de energia. Durante 2 horas ela canta, dança, pula, toca e muito mais. No início dava para ver que ela não estava muito feliz com a chuva, mas depois ela relaxou e fez piada com a situação. Em alguns momentos foi preciso que um roadie ficasse atrás da cantora segurando um guarda-chuva enquanto ela estava tocando guitarra na frente da passarela que ligava o palco ao meio do público.

O show é dividido em quatro partes. Na primeira ela tocou além da já citada “Candy Shop”, “Beat Goes On” com a presença de Kanye West e Pharrel Williams nos telões e também “Human Nature” com Britney Spears aparecendo no telão. O ponto alto foi quando aparece um carro branco de luxo que deslizou pelo palco e pela passarela levando em cima Madonna e seus dançarinos.

A segunda parte faz uma homenagem aos anos 80 com um figurino com roupas da época. Ela também usa roupas de boxeadora, fazendo alusão ao traje usado na capa do último disco. Para combinar vieram músicas da época como “Into the Groove” e “Bordeline”. Em “She´s not me” aparecem 4 modelos vestidas com roupas que marcaram a carreira da cantora. Madonna da um beijo na boca da modelo vestida de Like a Virgin. Foi nessa música também que rolou o tombo dela graças a chuva.

O terceiro bloco a idéia era homenagear os ritmos hispânicos, mas trouxe a participação de um grupo romeno que chegou até a cantar uma música própria. O grande destaque ficou por conta de “La Isla Bonita”, que contou também com "Devil Wouldn't Recognize You" e "Spanish Lesson".

A última parte começa com “4 minutes” onde Madonna canta junto com Justin Timberlake que aparece em 4 telas. Logo em seguida veio “Like a prayer”, onde Madonna continuava mantendo o público na mão, mesmo embaixo de chuva. Madonna então pede para alguém de platéia escolher a próxima música. “Express Yourself” foi a escolhida e foi cantada por ela dividindo com o público, cada um cantando uma parte.

O fim do show se aproximava e veio o momento mais “rock” da noite quando tocou“Hung Up”. A nova versão rock ficou sensacional, talvez tenha sido minha parte favorita da apresentação, com direito até a Madonna fazendo com a mão o símbolo do heavy metal (|-|). O final com “Give it to me” em total clima de festa. No final o telão mostrava a mensagem “game over”, era o fim da apresentação.

Sem dúvidas um show que irá ficar na minha memória por muito tempo. Valeu a pena todo o esforço para ir conferir. Agora é esperar sair o DVD da turnê para poder ver em casa e ficar lembrando como foi lá ao vivo.

Veja as fotos:
http://musica.uol.com.br/album/madonna_rj_album.jhtm

Cartaz Réveillon Boomerangue

Réveillon Boomerangue Com Cascadura e Retrofoguetes + DJs Bigbross, Cassicas e Ramon Prates Dia: 31/12 (quarta-feira) Local: Boomerangue (Rio Vermelho) Horário: 22:00 Ingresso: R$ 30,00 [pista antecipada] / Mezanino VIP: R$ 250,00 [mesa para 4 pessoas com 1 garrafa de espumante + 1 garrafa de uísque Johnny Walker Red Label] (sem taxa de consumação) Classificação: 18 anos :: VENDA ANTECIPADA :: Boomerangue e Rock Sandwich [R. Osvaldo Cruz, 599 - Rio Vermelho]. Garanta já o seu!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Rebobine, Por favor

Título Original: Be Kind Rewind (2008)
Com: Jack Black, Mos Def, Melonie Diaz, Danny Glover e Mia Farrow
Direção e Roteiro: Michel Gondry
Duração: 94 minutos


Nota: 4 (ótimo)

A frase ”Be Kind Rewind” era bastante comum na época dos filmes em VHS. Em português era “favor rebobinar”. Era um lembrete para as pessoas rebobinarem os filmes após assisti-lo. Tinha até locadoras que cobravam multas para quem não rebobinasse. Mas sim, esse também é título do novo filme de Michel Gondry, que no Brasil ganhou a tradução de "Rebobine, Por Favor".

“Be Kind Rewind” é o nome de uma locadora localizada numa cidade do interior dos EUA chamada Passaic que só tem filmes em VHS. Fletcher (Danny Glover) é o dono, mas está passando por problemas finenceiros, pois quem demolir o prédio onde a loja está localizada a não ser que ele consiga arrumar dinheiro para reformar. Durante uma viagem Fletcher deixa Mike (Mos Def) responsável pela locadora.

A confusão começa quando Jerry (Jack Black), melhor amigo de Mike, sofre um acidente e fica “magnetizado”. Quando ele entra na locadora acaba apagando todos os filmes. A solução que eles arrumam é eles mesmos “refilmarem” os filmes, processo que é chamado de “suecar” (porque supostamente seria algo feito na Suécia). Os filmes “suecados” viram sucesso na cidade e dão um pouco de esperança para salvar a locadora da demolição.

O primeiro filme que eles resolvem “suecar” é “Caça-Fantasmas”. As cenas são totalmente hilárias. A dupla Black e Mos Def tem uma ótima química juntos e a maneira como eles resolvem fazer as refilmagens são sensacionais.

O diretor Michel Gondry mostra mais uma vez toda a sua criatividade com esse filme. Uma história divertida, bonita e interessante que mostra mais uma vez o talento do diretor.

* O filme tinha previsão de lançamento em Outubro, mas foi adiado para Dezembro e estreou no último dia 12. Quer dizer, estreou somente lá no Brasil. Quem sabe qualquer dia desses passe aqui em Salvador.

sábado, 13 de dezembro de 2008

24 Horas - A Redenção

Título Original: 24 Redemption (2008)
Com: Kiefer Sutherland, Cherry Jones, Bob Gunton, Colm Feore, Powers Boothe, Robert Carlyle, Peter MacNicol, Gil Bellows, Eric Lively e Jon Voight
Roteiro: Howard Gordon
Direção: Jon Cassar
Duração: 89 minutos



Saudade! Sim, confesso que estava sentindo falta de Jack Bauer na minha vida. A greve dos roteiristas fez com que o seriado não fosse exibido esse ano e a 7ª temporada só iria começar em Janeiro de 2009. 1 ano sem exibição é complicado para qualquer programa de TV. Os produtores ficaram pensando em como trazer de volta ao ar. Pensaram em episódios na Internet, mas surgiu então a idéia de fazer um filme para televisão que servisse de prévia para a temporada seguinte.

24 Horas – A Redenção” mostra Jack Bauer em um país fictício da África chamado Sengala. Ele está foragido dos Estados Unidos. Lá ele ajuda um amigo chamado Carl (Robert Carlyle), que tem uma escola para crianças. O país está a beira de uma guerra civil porque uma milícia local está tentando tomar o poder com o uso de armas. Sobra então para Jack ajudar Carl e suas crianças a chegar na embaixada americana para pedir asilo.

Nesse meio tempo somos apresentados aos novos personagens da próxima temporada como a presidente Allison Taylor (Cherry Jones) que está tomando posse e também o vilão Jonas Hodges (Jon Voight), que é um empresário ligado a política que está financiando a guerra.

Todos os elementos da série estão presentes, inclusive a história se passa em tempo real. Essa era uma das dúvidas que eu tinha, se ia ser ou não em tempo real. Além disso, temos muita ação, tiros, reviravoltas e claro, Jack Bauer em plena forma. O filme cumpre bem a expectativa e já deixa o gostinho de água na boca para a próxima temporada.

Nos Estados Unidos o filme foi exibido pela Fox no dia 23 de Novembro. Aqui no Brasil vai ser lançado em DVD no dia 7 de Janeiro e depois deve ser exibido pela Fox Brasil.

Réveillon Boomerangue

Com Cascadura e Retrofoguetes + DJs Bigbross, Cassicas e Ramon Prates
Dia: 31/12 (quarta-feira)
Local: Boomerangue (Rio Vermelho)
Horário: 22:00
Ingresso: R$ 30,00 [pista antecipada] / Mezanino VIP: R$ 250,00 [mesa para 4 pessoas com 1 garrafa de espumante + 1 garrafa de uísque Johnny Walker Red Label] (sem taxa de consumação)
Classificação: 18 anos

:: VENDA ANTECIPADA ::
Boomerangue e Rock Sandwich [R. Osvaldo Cruz, 599 - Rio Vermelho]. Garanta já o seu!

ROCK'N'ROLL, ESPUMANTE E MUITO SOM ATÉ O RAIAR DO 1º DIA DE 2009

Será assim o Réveillon Boomerangue. Para brindar a chegada de mais um ano, no dia 31 de dezembro a casa de shows mais movimentada de Salvador - que completou 2 anos de muita música em novembro - terá como atrações duas das mais expressivas bandas de rock baianas: a Cascadura e os Retrofoguetes. E para não deixar ninguém parado, participam ainda da festa os DJs Bigbross, Cassicas e Ramon Prates. As portas se abrem às 22h e a festa não tem hora para acabar.

As atrações escolhidas foram responsáveis pelos melhores momentos da casa em 2008 e dispensam apresentações formais. Mas é bom lembrar que a Cascadura, que nesse ano divulgou o álbum Bogary em todo o Brasil, e os Retrofoguetes, que se preparam para lançar seu segundo cd em 2009, há muito tempo não tocam juntas. O reencontro dessas duas expressões do rock baiano já garante uma noite de muita festa. Os DJs seguiram o mesmo critério. Bigbross da festa Boogie Nights, Cassicas com a Casa do Rock e Ramon Prates.

Para celebrar tamanho encontro de feras e a chegada de 2009, na virada do ano será servida uma taça de espumante. E quando todos estiverem completamente cansados, a redenção: serviremos um mingau para repor as energias e saudar mais um maravilhoso ano que chega, com o desejo de muitas realizações e boa música, claro.

Para quem quiser tranqüilidade e conforto com vista privilegiada para a pista do 2º piso, haverá uma área reservada, com acesso restrito. No mezanino VIP, uma mesa para 4 pessoas pode ser reservada, com uma garrafa de espumante e uma garrafa de uísque Johnny Walker Red Label, por 250,00.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Queime Depois de Ler

Título Original: Burn After Reading (2008)
Com: George Clooney, Frances McDormand, John Malkovich, Brad Pitt, Tilda Swinton, J.K. Simmons, Richard Jenkins, David Rasche e Olek Krupa
Duração: 96 minutos
Direção e Roteiro: Joel e Ethan Coen


Nota: 5 (excelente)

Após fazerem “Onde os fracos não tem vez”, um filme denso e dramático, os irmãos Coen voltam a fazer o que sabem melhor, comédias. Claro que não é uma comédia comum e sim com todos os elementos e características marcantes da filmografia deles. Lembra bastante o melhor filme deles: “O Grande Lebowski”.

Uma das características de seus filmes é a ironia. Em “Queime depois de ler” o alvo é o mundo da espionagem moderna. Tentar explicar a história sem estragar o filme é uma tarefa complicada.

A trama não tem uma estrutura simples, pois tem vários personagens principais centrais em tramas interligadas, mas cada uma delas com vida própria. Em determinado momento do filme você fica tentando imaginar como aquilo vai acabar tamanha é a confusão. Mesmo assim tudo se resolve em pouco mais de 1 hora e meia.

O elenco cheio de estrelas como George Clooney, trabalhando pela segunda vez com os Coen, e Brad Pitt, o que sempre acaba atraindo o grande público. Esses correm o grande risco de não gostarem do estilo bastante peculiar dos Coen. Todo o elenco está muito bem, com destaque para Pitt. Sem dúvidas é o melhor personagem, pena que... deixa pra lá.

O filme é uma comédia, mas de humor negro, além também de ser uma comédia de erros. Os equívocos dos personagens são bem explorados garantindo boas risadas. Além disso, a história é bastante absurda, então a dica é não levar a coisa tão a sério e apenas se divertir com as situações.

Os Coen mostram mais uma vez seu talento em mais um grande filme em sua excelente filmografia.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Segurando as Pontas

Título Original: Pineapple Express (2008)
Com: Seth Rogen, James Franco, Gary Cole, Rosie Perez e Danny Mcbride
Direção: David Gordon Green
Roteiro: Seth Rogen, Evan Goldberg, Judd Apatow
Duração: 111 minutos


Nota: 3 (bom)

A turminha de Judd Apatow está mais uma vez reunida em “Segurando as Pontas”. Além de produtor ele escreveu o roteiro junto com Seth Rogen, que também atua, e Evan Goldberg. Esses três foram também os autores de “Superbad”. Imaginem agora esses caras em uma comédia sobre maconheiros. Diversão garantida!

A referência clara fica na dupla Cheech & Chong, mas aqui em ‘Segurando’ a coisa vai além da comédia ao apostar também numa paródia de filmes de ação e de “macho” dos anos 80, só que os protagonistas não têm o mesmo perfil de astros de filmes de aventura.

A premissa do filme é bem sem noção. Dale Denton (Rogen) é entregador de intimações judiciais. Durante uma entrega ele acaba presenciando um assassinato. Um traficante local junto com uma policial matando um traficante rival. O problema é que Dale estava fumando um para relaxar e ao presenciar a cena acaba fugindo desesperado, deixando o baseado cair no chão.

Esse baseado, conhecido como Pineapple Express (título original do filme), acaba sendo a pista que vai fazer com que o traficante mande seus capangas atrás dele. Sem saber o que fazer ele acaba indo pedir ajuda a seu traficante Saul (James Franco) e os dois fogem desesperados sem saber exatamente o que fazer. Isso claro sem deixar de continuar fumando a erva. Está montada então uma rede de confusões que irão render ótimas situações.

O grande destaque do filme sem dúvidas é a atuação de James Franco como Saul. Com certeza essa é a melhor atuação de sua carreira. Esse não foi seu primeiro papel cômico, mas ultimamente ele tinha feito apenas papéis dramáticos e essa foi uma grande oportunidade de voltar ao humor.

O grande problema foi ter criado muita expectativa em relação ao filme e não ter correspondido ao que eu esperava. Não que seja ruim, é bem legal e divertido, mas não é tão engraçado quanto “Superbad” ou bom quanto “Ligeiramente Grávidos”. Mesmo assim é mais uma prova do talento de Apatow e sua turminha, que depois da decepção de “O virgem de 40 anos” só fez coisas boas.

* Infelizmente esse filme não vai ser mais lançado nos cinemas por aqui chegando direto em dvd. Diz a lenda que um diretor brasileiro da Sony Pictures assistiu o filme e achou muito "pesado" em relação ao tema maconha e vetou o lançamento no cinema. Depois reclamam da pirataria.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Wood & Stock - Sexo, Orégano e Rock'n'Roll

Título Original: Wood & Stock - Sexo, Orégano e Rock'n'Roll (2006)
Com as Vozes de: Zé Victor Castiel, Sepé Tiaraju, Rita Lee, Janaína Kremer, Tom Zé, Michele Frantz, Felípe Mônaco e Julio Andrade
Roteiro: Rodrigo John
Direção: Otto Guerra
Duração: 81 minutos


Nota: 3 (bom)

Baseado nos quadrinhos de Angeli a animação “Wood & Stock - Sexo, Orégano e Rock'n'Roll” trás ao mundo cinema os personagens Wood e Stock com direção de Otto Guerra. Ele foi bastante fiel às tiras de Chiclete com Banana, parecendo até que tinha sido feito pelo próprio cartunista.

Para quem não conhece os personagens, eles são 2 amigos roqueiros, hippies, barrigudos de meia-idade. Na história eles acabam morando junto no apartamento de Wood após a morte do pai de Stock, que faz com que ele fique sem sua mesada, e Lady Jane, esposa de Wood, o abandonar.

Juntos eles resolvem ressuscitar sua antiga banda chamada Chiqueiro Elétrico. Então não faltam referências ao rock, com direito até a aparição de Raul Seixas dublado por Tom Zé. Além disso, outros personagens do mundo de Angeli também dão as caras, com destaque para Rê Bordosa, dublada pela cantora Rita Lee.

O público alvo do filme são pessoas que viveram a mesma época dos personagens, no caso os anos 70, e fãs de rock, além é claro de quem curte as tiras de Angeli. O excesso de fidelidade ao mundo das tiras acaba fazendo com que o filme perca um pouco o ritmo. Mesmo com curta-duração a impressão após assistir é ter passado mais tempo. Mesmo assim isso não chega a comprometê-lo.

O resultado é um filme bem legal e divertido, além de uma excelente homenagem aos quadrinhos de Angeli, fruto de um trabalho demorado que desde a idéia inicial até o lançamento gastou aproximadamente 12 anos.

sábado, 6 de dezembro de 2008

A Espiã

Título Original: Swartboek / Black Book (2006)
Com: Carice van Houten, Sebastian Koch, Thom Hoffman, Halina Reijn, Waldemar Kobus, Derek de Lint e Dolf de Vries
Roteiro: Gerard Soeteman e Paul Verhoeven
Direção: Paul Verhoeven

Duração: 145 minutos


Nota: 3 (bom)

A segunda Guerra mundial foi um evento que marcou a história da humanidade e ainda hoje serve de tema para filmes. Em “A Espiã” temos uma visão holandesa dos acontecimentos.

O diretor Paul Verhoeven volta a seu país de origem, a Holanda, após 20 anos para contar a história de uma jovem judia holandesa que acaba se tornando uma espiã para a resistência durante a 2ª guerra após ter perdido sua família exterminada pelos nazistas.

Rachel (Carice van Houten) terá que se infiltrar nos nazistas através de um oficial que ele conhece numa viagem de trem em busca de informações para a resistência. Ela assume um novo nome, Ellis, e irá se envolver num jogo de intrigas, conspirações e traições.

O que poderia ser um simples drama de guerra acaba virando nas mãos de Verhoeven uma mistura de sexo, violência e relativismo moral se tornando um bom melodrama, sem em nenhum momento soar piegas.

Quem conhece a filmografia do diretor, que inclui filmes como “Robocop”, “Instinto Selvagem” e “O vingador do futuro”, não irá estranhar as cenas de sexo ou violência.

O resultado mostra que ainda é possível contar boas histórias e fazer bons filmes relacionados a um tema tão batido quanto a 2ª guerra, basta ser realizado pela pessoa certa.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Rede de Mentiras

Título Original: Body of Lies (2008)
Com: Leonardo DiCaprio, Russell Crowe, Mark Strong e Golshifteh Farahani
Direção: Ridley Scott
Roteiro: William Monahan
Duração: 128 minutos


Nota: 3 (bom)

O diretor Ridley Scott se junta novamente ao ator Russell Crowe para realizar o filme de espionagem “Rede de Mentiras”, que também conta com o astro Leonardo DiCaprio. Somente esses três nomes já são um bom motivo para se conferir esse filme.

Roger Ferris (DiCaprio) é um agente da CIA que trabalha como espião no Oriente Médio. Enquanto isso ele recebe ordens do seu superior Ed Hoffman (Crowe). Eles estão atrás de pistas para encontrar uma organização terrorista.

A idéia do filme é bem interessante ao criticar a burocracia americana em relação a questão da guerra. E isso se reflete nos dois personagens principais. Além disso, conta com ótimas cenas de ação, perseguição e tiroteios.

A história apesar de ser um pouco complexa acaba sendo contada de maneira com que seja de certa forma até fácil de ser entendida. Isso acaba refletindo em personagens um pouco superficiais e também bastante previsíveis, principalmente a dupla de protagonistas. Felizmente o ator Mark Strong no papel de Hami, chefe da inteligência da Jordânia, rouba a cena e consegue ser o único personagem capaz de surpreender em determinados momentos.

O roteiro foi escrito por William Monahan, ganhador do Oscar pelo filme “Os Infiltrados”, baseado no livro do jornalista David Ignatius que cobriu para o jornal Wall Street Journal a CIA e suas ações no Oriente Médio por 10 anos. Antes mesmo do livro ser publicado os direitos já haviam sido comprados pelo estúdio de cinema e o roteiro já começou a ser escrito. Esse tipo de coisa é bem comum em Hollywood.

No final das contas a crítica acaba ficando um pouco de lado dando lugar mais ao lado do entretenimento, fazendo com que o filme acabe sendo apenas um bom thriller de espionagem, mas sem fazer nada demais capaz de tirá-lo do lugar comum de outros do gênero. Mesmo assim o resultado é um filme bom e divertido, mas que talvez pudesse ter sido muito melhor.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Resultado da Promoção RocknRolla

Bom, pelo visto a maioria estava interessada mesmo nos ingressos para o filme. Uma pena ele ter saído de cartaz dos cinemas de Salvador, acabou que nem eu consegui assistir. Ainda assim sobraram camisa e chaveiros para sorteio. Como apenas 4 pessoas mantiveram interesse ainda nos prêmios, todas irão ganhar alguma coisa. Resolvi abrir mão de um chaveiro que tinha ficado pra mim. Então vamos ao resultado:

1 chaveiro:
Juliana
lilla
Marcio Melo

1 camisa:
M.

Bom, como todos são conhecidos, acertarei individualmente a entrega dos prêmios.

Novo clipe do Smashing Pumpkins da música G.L.O.W.

Nunca mais postei nada aqui sobre o Smashing Pumpkins. Pois bem, ontem estreou no MySpace o novo clipe da banda da música G.L.O.W., confiram abaixo:

G.L.O.W.


Ou acessem o link: http://vids.myspace.com/index.cfm?fuseaction=vids.individual&videoid=46404025

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Margot e o Casamento

Título Original: Margot At The Wedding (2007)
Com: Nicole Kidman, Jack Black, Jennifer Jason Leigh, Ciaran Hinds e John Turturro
Direção e Roteiro: Noah Baumbach
Duração: 92 minutos


Nota: 2 (regular)

Após a indicação ao Oscar de melhor roteiro original por “A Lula e a Baleia” muita expectativa se criou em relação ao novo trabalho do diretor e roteirista Noah Baumbach. Em “Margot e o Casamento” ele reuniu um ótimo elenco para contar novamente uma história de uma família em conflito.

Margot (Nicole Kidman), uma escritora de contos, viaja com seu filho para o casamento da irmã (Jennifer Jason Leigh). Elas não se falam faz um tempo e não tem se dado muito bem. Ao chegar Margot conhece o noivo da irmã (Jack Black) e não gosta muito dele. Ela começa então a tentar convencer a irmã a não casar com ele, mas isso é apenas o início de uma série de conflitos e confusões que eles irão enfrentar.

Mais uma vez Noah cria um clima bem realista ao retratar conflitos familiares misturando drama com tons sutis de comédia. O elenco está muito bem, destaque principalmente pelo papel sério de Jack Black que é uma grande surpresa por sua interpretação.

Apesar das qualidades iniciais, do clima realista e do bom elenco, Noah não consegue acertar a mão na direção como em seu longa anterior. Os dramas dos personagens são interessantes, mas algo se perde durante o desenvolvimento da história que resulta numa conclusão meio confusa e sem sentido. Aos poucos o filme vai se perdendo.

Depois de ter conseguido chamar a atenção com ‘A Lula’ o diretor optou por continuar no caminho do cinema independente e fez um filme ainda menos “amigável” para o grande público quanto o anterior. Se bem que nem mesmo os críticos parecem ter gostado tanto. Aqui no Brasil o filme foi lançado direto em DVD.