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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Tinted Windows, nova banda de Taylor Hanson e James Iha

Quando eu li a notícia de que Taylor Hanson, que era vocalista do Hanson, tinha montado uma banda junto com James Iha, ex-guitarrista do Smashing Pumpkins, fiquei realmente sem entender nada. Na verdade se tratava de uma “super banda” que ainda contava com Adam Schlesinger (baixista do Fountain of Wayne) e Bun E. Carlos (baterista do Cheap Trick).

A curiosidade agora acabou com a divulgação da primeira música da banda que se chama "Kind of a Girl" e fará parte do primeiro cd que levará o próprio nome do grupo: Tinted Windows. O lançamento está previsto para 21 de Abril. O som lembra mais o Hanson, principalmente graças aos vocais de Taylor, só que com uma sonoridade um pouco mais rock.

Ouçam a música através de um dos links abaixo e tirem suas próprias conclusões. Eu achei bacana, estou bem curioso agora para ver como vai ficar o resto do cd.

Links para ouvir:
http://www.myspace.com/tintedwindows
http://www.tintedwindowsmusic.com
http://www.youtube.com/watch?v=6psmPQaueE0
http://www.megaupload.com/?d=G2VC2Y7M

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Quem Quer Ser um Milionário?

Título Original: Slumdog Millionaire (Inglaterra, 2008)
Com: Dev Patel, Ayush Mahesh Khedekar, Freida Pinto, Rubina Ali, Madhur Mittal, Azharuddin Mohammed Ismail, Sanchita Choudhary, Anil Kapoor e Irrfan Khan
Direção: Danny Boyle
Roteiro: Simon Beaufoy
Duração: 120 minutos


Nota: 4 (ótimo)

Esqueça a novela das 8 “Caminho das Índias”! Se você realmente quer ver um retrato fiel sobre a Índia assista “Quem Quer Ser um Milionário?”, novo filme de Danny Boyle e grande vencedor do Oscar 2009. Uma ótima fábula moderna feita na hora certa em tempos de crise para dar uma esperança aos espectadores e que agradou em cheio a crítica e o público.

O filme conta a história de Jamal que ao participar de um programa de televisão chamado “Quem Quer Ser um Milionário” é suspeito de ter fraudado por ter conseguido responder as perguntas de maneira correta. Em forma de flashbacks iremos saber mais sobre o personagem e temos a explicação de como ele sabia cada resposta. Iremos acompanhar sua infância difícil junto do irmão e muitos dos problemas que ele enfrentou.

A parte técnica do filme é muito boa. A edição é bem ágil e o vai e volta não incomoda nem um pouco sendo usado de maneira bem inteligente para contar a história. A fotografia também merece destaque ao retratar muito bem a Índia. Destaque também para a trilha sonora que usa a música indiana misturada com elementos eletrônicos sem cair no clichê.

Os elementos técnicos e também o conteúdo da história fez com que se comparasse o filme com o brasileiro “Cidade de Deus”. A comparação procede, alguns elementos são mesmo bem parecidos, mas são filmes bem distintos.

O diretor Danny Boyle mostra mais uma vez sua incrível habilidade em fazer filmes com gêneros tão distintos. Após ter ido para o espaço em “Sunshine”, ele volta ao planeta terror e usa a experiência de ter trabalhado com um elenco infantil em “Caiu do céu” para realizar mais um ótimo trabalho.

Sem dúvidas esse não é o seu melhor trabalho, mas continua mostrando seu incrível talento como cineasta. Também vai ser complicado ele conseguir superar “Trainspotting”, mas é bom ver que ele finalmente teve o reconhecimento da academia.

“Quem Quer Ser um Milionário?” é um filme visualmente impressionante que consegue equilibrar bem tanto como o lado entretenimento como o lado realista e sofrido do personagem principal com uma mensagem bem interessante de esperança de uma fábula moderna.

10 indicações ao Oscar 2009 – 8 prêmios
Fotografia: Anthony Dod Mantle
Direção: Danny Boyle
Edição: Chris Dickens
Trilha Sonora: A.R. Rahman
Música: "Jai Ho", música de A.R. Rahman; Letras de Gulzar
Música: "O Saya", música de A.R. Rahman; Letras de A.R. Rahman e Maya Arulpragasam
Filme: Christian Colson (produtor)
Edição de Som: Glenn Freemantle e Tom Sayers
Mixagem de Som: Ian Tapp, Richard Pryke e Resul Pookutty
Roteiro Adaptado: Simon Beaufoy

* O filme está previsto para estrear no dia 06/03, mas enquanto isso está em cartaz como pré-estréia.

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O Leitor

Título Original: The Reader (EUA / Alemanha, 2008)
Com: Kate Winslet, Ralph Fiennes, David Kross e Lena Olin
Direção: Stephen Daldry
Roteiro: David Hare
Duração: 124 minutos


Nota: 2 (regular)

Seguindo a mesma linha dos recentes “O Menino do Pijama Listrado” e “Um homem bom”, o filme “O Leitor” também tem como pano de fundo para a sua história o nazismo. Aqui é o pós-guerra e como a Alemanha tratou e julgou aqueles que contribuíram para os horrores do holocausto.

O drama de Stephen Daldry (“As Horas”) é adaptado do romance de Bernhard Schlink e conseguiu a façanha de ser indicado ao Oscar de melhor filme de 2009. Ao ir assistir o filme esperava algo realmente bom para justificar a indicação, já que muita coisa boa como “Batman – O Cavaleiro das Trevas” tinha ficado de fora. O resultado é um drama bem convencional, com atuações corretas e uma boa parte técnica, mas que não mostra nada que justifique sua indicação.

Os créditos pela façanha vão para Harvey Weinstein, homem que era dono do estúdio Miramax e tinha conseguido outro grande feito ao fazer com que “Shakespeare Apaixonado” levasse o Oscar de melhor filme. Além do tema do nazismo, que sempre agrada a academia, dois dos produtores do filme (Anthony Minghella e Sydney Pollack) haviam falecido ano passado e isso contou mais pontos a favor do filme.

A história começa com o romance entre o jovem de 15 anos Michael Berg (David Kross) e Hanna (Kate Winslet), uma mulher mais velha. A única coisa que ela pede é que ele leia um livro pra ela, daí o título. Ela desaparece misteriosamente e anos mais tarde ele a reencontra num julgamento. Ele virou um estudante de direito e ela sendo julgada por ter matado 300 judias.

Nesse momento a história de romance vira um dramalhão de verdade. É então que os problemas do filme começam. Os personagens ficam bem perdidos e não são explorados muito bem. Sem falar que faltam também alguns aspectos e detalhes da trama que o deixam em alguns momentos meio sem sentido e sem explicação coerente.

O resultado final, como foi dito anteriormente, é um drama bem convencional e abaixo da média. As atuações são boas, mas nada que mereça grande destaque, nem mesmo o desempenho de Kate Winslet. Ela está bem melhor em “Foi apenas um sonho”, que foi ignorado. Quem decepciona também é Ralph Fiennes, como o Michael mais velho.

Fica a dica para o próximo Batman, explorar também o tema do nazismo. Quem sabe assim não ganha uma indicação a melhor filme. E vamos ver se o novo filme de Tarantino, “Inglourious Basterds”, não consegue então ser indicado no próximo ano.

5 Indicações ao Oscar 2009 – 1 prêmio:
Atriz: Kate Winslet
Fotografia: Chris Menges e Roger Deakins
Diretor: Stephen Daldry
Filme: Anthony Minghella, Sydney Pollack, Donna Gigliotti e Redmond Morris (produtores)
Roteiro Adaptado: David Hare

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Sexta-Feira 13

Título Original: Friday the 13th (EUA, 2009)
Com: Jared Padalecki, Danielle Panabaker, Amanda Righetti, Travis Van Winkle, Aaron Yoo, Derek Mears, Jonathan Sadowski, Julianna Guill, Ben Feldman e Willa Ford
Direção: Marcus Nispel
Roteiro: Damian Shannon, Mark Swift e Mark Wheaton
Duração: 97 minutos


Nota: 1 (ruim)

Depois de “reimaginarem” e estragarem “O Massacre da Serra Elétrica”, o diretor Marcus Nispel e o produtor Michael Bay se juntaram novamente, dessa vez para fazer a refilmagem de outro clássico dos filmes de terror: “Sexta-feira 13”. E melhor ainda, o filme ainda iria estrear numa sexta-feira 13. Ir assistir na estréia seria uma piada imperdível, algo parecido com o que aconteceu com “A Profecia” que estreou no dia 06/06/06.

A bem da verdade é que a série de filmes “Sexta-feira 13” sempre foi fraquinha, ainda mais se comparada com “Halloween” e “A Hora do Pesadelo” (que também vai ganhar refilmagem em breve). No primeiro filme o assassino nem era o Jason, e sim a sua mãe. Foi apenas na parte 2 que ele deu as caras, ainda com um saco na cabeça. Somente no terceiro que surgiu a clássica máscara de hóquei.

Os filmes nunca se levaram a sério e soavam mais como comédia do que filme de terror. A graça era a tosqueira, as mortes bizarras e os absurdos da imortalidade do Jason. Então a idéia de fazer uma refilmagem até que não era ruim. O problema foi que exageraram no tom sério e mudaram algumas características do personagem principal que acabaram perdendo a graça, além de resultar num filme fraco.

A história da mãe aparece rapidamente na introdução junto com os créditos. Aí depois resolvem usar esse lado psicológico do personagem, a influência da mãe, sem ter explorado e mostrado direito. Para completar o acampamento de Crystal Lake virou apenas um refúgio para o Jason e não um lugar onde os jovens vão passar as férias e acabam virando vítimas do assassino. Inventaram então uma história de um casal de irmãos, onde a irmã some na floresta e o irmão vai atrás. Não adianta de nada, os personagens são tão sem graça que você mal vê a hora de Jason ir matá-los.

Na verdade o problema pior mesmo é o Jason. Ele agora foi promovido a um assassino mais “inteligente” e ao mesmo tempo tão “burro” quanto antes. É capaz de usar outras armas, como um arco e flecha, e não somente o facão. Faz até armadilhas para matar, mas ao mesmo tempo é estúpido o suficiente para não ir e assassinar logo a galera de maneira rápida e eficaz. E viva a incoerência!

O final também não me agradou por causa da “deixa” para o próximo filme, mas não irei estragar a “surpresa”. O desenrolar da história acaba sendo tão chato que você mal vê a hora da coisa se resolver logo e o filme acabar. Incomodaram-me também os excessos de closes que acabam tornando boa parte das cenas um pouco confusas.

O resultado final é um filme que é muito ruim para ser levado a sério como ele tenta ser, não sendo nem assustador e nem mesmo engraçado por causa das tosqueiras, é apenas ruim mesmo. Uma pena, a idéia era até interessante, pena que não foi bem executada.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Foi Apenas Um Sonho

Título Original: Revolutionary Road (EUA/Reino Unido, 2008)
Com: Leonardo DiCaprio, Kate Winslet, Kathy Bates e Michael Shannon
Direção: Sam Mendes
Roteiro: Justin Haythe
Duração: 119 minutos


Nota: 3 (bom)

A dupla Leonardo DiCaprio e Kate Winslet volta a protagonizar um filme juntos após quase 12 anos do mega sucesso de “Titanic”. Mas não esperem que “Foi Apenas Um Sonho” seja um filme romântico água com açúcar. Trata-se de um drama de um casal dos anos 50. O título em português acaba até estragando um pouco da história. O nome original, “Revolutionary Road”, é o nome da rua onde eles moram.

O filme é uma adaptação de um romance de Richard Yates e mostra a história do casal Frank (DiCaprio) e April (Winslet), desde quando se conheceram até o casamento, quando vão morar no subúrbio de Nova York. Ele tem um bom emprego, enquanto ela fica em casa tomando conta dos 2 filhos.

O drama começa quando ela passa por uma crise, um vazio existencial em relação vida suburbana americana. Ela então tem a idéia deles abandonarem tudo e ir morar em Paris, onde ela iria trabalhar enquanto ele decidia o que ia fazer da vida. Fica então aquela dúvida de largar ou não o certo pela busca de um sonho.

O diretor Sam Mendes, que curiosamente é marido de Winslet (imaginem DiCaprio filmando cenas de beijos com a mulher dele), já abordou essa tema da crise existencial da classe média americana em “Beleza Americana”. Aqui a abordagem é nos anos 50, onde os valores eram um pouco diferentes, e não tem o mesmo bom humor do personagem de Kevin Spacey. A situação do casal aqui é levada em um tom bem mais dramático.

No meio desse drama a interpretação dos atores, principalmente da dupla protagonista, se destaca e é o que mais chama a atenção no filme. Winslet até ganhou o Globo de Ouro esse ano por esse papel, mas no Oscar acabou sendo indicada por “O Leitor”, enquanto DiCaprio foi mais uma vez ignorado pela Academia.

Acabou ficando com 3 indicações, 2 técnicas de direção de arte e figurino, e outra que merece destaque. O ator Michael Shannon, que mesmo com pouco tempo na tela rouba a cena sempre que aparece.

O resultado é um bom filme, um bom drama, mas que fica apenas na média, apesar de ter alguns ótimos momentos. Sam Mendes, que é oriundo do teatro, mostra seu talento mais uma vez com o elenco, mas a história acaba não trazendo nada de novo.


3 indicações ao Oscar 2009:
Ator coadjuvante: Michael Shannon
Direção de arte: Kristi Zea (direção de arte, Debra Schutt (decoração de set)
Figurino: Albert Wolsky

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

O Lutador

Título Original: The Wrestler (EUA, 2008)
Com: Mickey Rourke, Marisa Tomei e Evan Rachel Wood
Direção: Darren Aronofsky
Roteiro: Robert D. Siegel
Duração: 109 minutos


Nota: 5 (excelente)


O diretor Darren Aronofsky voltou a fazer um grande filme com “O Lutador”, estrelado por Mickey Rourke. Ele tinha errado a mão feio com “Fonte da Vida”, onde a megalomania acabou falando mais alto. Agora ele está de volta com um filme simples e honesto, tudo que era preciso para mostrar novamente o seu talento.

Quem também estava precisando de um bom papel era Mickey Rourke, que passou por uma péssima fase onde até chegou a virar um lutador profissional e teve que fazer várias plásticas por causa disso. Ele já tinha ensaiado uma volta por cima em “Sin City”, mas somente agora teve o reconhecimento da crítica e vem conquistando alguns prêmios como o Globo de Ouro, além de ser o favorito ao Oscar de melhor ator.

Rourke sem dúvidas era a pessoal ideal para protagonizar esse filme, justamente por ter um histórico um pouco parecido com o do personagem. Ele vive Randy “O Carneiro”, um lutador de luta livre dos anos 80 que não tem mais o mesmo prestígio de antigamente, além de ter que enfrentar a idade. Após uma parada cardíaca ele tem que parar de lutar. Sobra então tentar levar um vida com um emprego normal. Iremos acompanhar um pouco do seu drama, além é claro de boas cenas dele em cima do ringue. Ele levou esse negócio de luta livre tão a sério que ele deve virar lutador na vida real.

Para quem não conhece a luta livre, existe a liga profissional WWF que tinha um programa exibido por aqui na antiga Rede Manchete. Atualmente não sei dizer se ainda tem algum canal por assinatura que passa, mas deve ter. Tinha também lutas aqui no Brasil, o telequete, que tinha o lutador Ted Boy Marino como grande astro.

Segundo o diretor, a história é uma metáfora para nossa incapacidade de lidar com a perda da glória e com os impedimentos que nos atrapalhem a levar nossa arte adiante. Ele também sentiu isso na pele após ter sido massacrado pela crítica, com razão, por “Fonte da Vida”. Rourke também passou por isso, além também da atriz Marisa Tomei. Ela ganhou o Oscar de atriz coadjuvante nos anos 90 por “Meu primo Vinny” e passou um bom tempo sem conseguir bons papéis, sendo novamente reconhecida por seu trabalho nesse filme.

Interessante é a gente fazer uma analogia do cinema com a luta livre. A luta livre é falsa, as lutas não são reais. O cinema também é falso, as histórias também não são reais. Mas mesmo assim ambos têm a capacidade de fazer com que o público realmente chegue a acreditar que aquilo que estão assistindo é de verdade.

Como foi dito no início do texto, o grande trunfo do filme é justamente sua simplicidade e honestidade. Sem usar de efeitos de edição modernos ele mostra um retrato bem interessante de um lutador e sua crise. Lembra até um pouco “Rocky Balboa”, mas a crise do personagem aqui é mais interessante.


Talvez alguns se incomodem com a violência, por mais que seja falsa, ou com o final meio “do nada” deixado em aberto, mas não poderia ter um desfecho melhor para a história. Não da para explicar melhor para não estragar a história.

Confira o trailer do filme:


2 Indicações ao Oscar 2009:
Ator: Mickey Rourke
Atriz Coadjuvante: Marisa Tomei

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* O filme estréia sexta-feira dia 13 em todo o Brasil.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Chris Cornell – Scream

1. "Part of Me"
2. "Time"
3. "Sweet Revenge"
4. "Get Up"
5. "Ground Zero"
6. "Never Far Away"
7. "Take Me Alive"
8. "Long Gone" (featuring Timbaland)
9. "Scream"
10. "Enemy"
11. "Other Side of Town"
12. "Climbing Up the Walls"
13. "Watch Out"


Previsto para ser lançado no dia 10 de Março, o terceiro disco solo de Chris Cornell vazou na Internet. Até aí nada de novo. A novidade fica por conta da sonoridade. Esse cd foi produzido por Timbaland, produtor e músico que produziu o último disco de Madonna, só para citar alguns de seus trabalhos. Isso significa que Cornell resolveu tentar um som mais pop, com influências de R&B.

Bom, Cornell é cheio de experiências musicais. Primeiro ele foi cantor e guitarrista do Soundgarden, uma das grandes bandas grunge dos anos 90. Seu primeiro disco solo chamado “Euphoria Morning”, lançado em 1999, e já era uma mudança musical em sua carreira. Tinha músicas mais com uso de violão, mas sem deixar o rock de lado. Depois ele resolveu se juntar aos caras de Rage Against the Machine e formou o Audioslave, que também foi bem legal. Após 2 cds com essa banda, novamente voltou a carreira solo com “Carry On” de 2007.

Agora em 2009 ele vai tentar dar um novo passo em sua carreira. Se vai dar certo ou não ainda é cedo para dizer. Os fãs podem não gostar muito dessa nova sonoridade e pode ser também que não consiga agradar um novo público. Sem dúvidas vai ser um passo arriscado.

Nada contra artistas que mudam sua sonoridade em busca de novos sons, seja em busca de algo mais comercial ou não. Para quem conhece o trabalho de Cornell vai sentir um pouco de estranheza ao ouvir seu novo cd chamado “Scream”. É possível sentir bem o dedo do produtor Timbaland nas músicas, mas ao mesmo tempo a voz de Cornell continua lá.

Segundo Cornell o disco tem influências do “Dark Side of the moon” do Pink Floyd e do “A Night at the Opera” do Queen, dizendo que os elementos psicodélicos trazidos por Timbaland na produção lembravam os 2 discos citados. No final das contas o som está algo parecido com o Gnarls Barkley, numa mistura de música eletrônica com R&B e alguns elementos de rock.

A idéia de trabalhar com Timbaland surgiu por sugestão do produtor Rick Rubin, quando Cornell estava procurando alguém para remixar as músicas do seu disco anterior.

Bom, acho que já falei demais. Ouçam e tirem suas próprias conclusões. Eu estou aqui ouvindo e apesar do estranhamento inicial estou gostando.

Links:
http://www.chriscornell.com
http://www.myspace.com/chriscornell
Torrent

Link para o clipe da música “Scream”:
http://www.youtube.com/watch?v=oHIb75B0NvE

Link para o clipe da música “Part of me”:
http://www.youtube.com/watch?v=XxTlTXqh4g4

Confiram o clipe da música “Ground Zero”:

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Alanis Morissette no Festival de Verão

Sábado - 31 de Janeiro de 2009
Parque de Exposições
Salvador – BA


O Festival de Verão de 2009 conseguiu montar mais uma péssima seleção de artistas para tocar no palco principal, mas pelo menos teve a melhor atração de todos os tempos para compensar: Alanis Morissette. Depois de atrações internacionais bem fracas ou no máximo razoáveis, finalmente trouxeram algo interessante.

Como pode um evento que diz se o maior festival de música do Brasil ter o orgulho de dizer que teve uma mesma atração em todos os anos, no caso de Ivete Sangalo? Bom, não irei me alongar nessa discussão.

Resolvi comprar o camarote Seda para tentar ter mais conforto para ver o show. Lá tem até uma boa estrutura, espaço grande, lugar para sentar, mas na hora de ir para a parte do palco a coisa complica. O acesso era péssimo, tinha muita gente, então no final das contas ficou apertado e quente da mesma forma como na pista normal.

Felizmente mudaram a ordem e Alanis ficou como a terceira atração. Tive que agüentar apenas Olodum e Capital Inicial. Marcado para começar às 19 horas, o primeiro show só foi começar quase às 21. O Olodum parece que parou no tempo, só tocou músicas do século passado. Já o Capital Inicial não satisfeito em tocar suas músicas ruins ainda tocou covers tosco como “Mulher de Fases” do Raimundos.


Chegou então finalmente a hora de Alanis subir ao palco. O show começa com apenas a banda fazendo uma introdução da música “The Couch” e logo em seguida a cantora canadense entra no palco para cantar “Uninvited”, música da trilha de “Cidade dos Anjos”. O repertório mesclou bem as músicas antigas e mais conhecidas do “Jagged Little Pill”, lançado há 14 anos, com algumas do seu mais recente trabalho chamado “Flavors of Entanglement”.

A bem da verdade é que esse show de Alanis não é muito voltado para um grande público por alternar momentos de animação com outros mais intimistas. As outras apresentações no Brasil em lugares menores têm funcionado melhor. Mesmo assim ela conseguiu animar o público baiano principalmente com as músicas antigas.

Ver ao vivo músicas como “You Outgha Know”, “Ironic” e “Head Over Feet”, só para citar algumas, foi muito bom. As músicas novas também merecem destaque, como “Moratorium”, que é uma das minhas favoritas. Em cima do palco Alanis ainda corre de um lado para o outro pulando como fazia antigamente. Foi também simpática ao agradecer a presença do público. Uma boa forma de agradecimento foi o final do show cantando “Thank U”, dizendo obrigado em forma de música.


O jeito agora é aguardar para saber quando teremos uma nova de chance de ver uma atração internacional interessante aqui em Salvador, ainda mais no Festival de Verão.

Fotos do show:
http://musica.uol.com.br/album/festival-de-verao-de-salvador-2009_album.jhtm?abrefoto=107
http://musica.ig.com.br//galeria/2009/02/01/festival_de_verao_de_salvador_253898.html

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

“FOL”, nova música do Smashing Pumpkins


O Smashing Pumpkins já tinha anunciado que iria parar de lançar cds, então eles estão arranjando novas maneiras de lançar suas músicas. Ano passado houve o lançamento de “G.L.O.W.” no jogo Guitar Hero World Tour. Já o lançamento de “FOL” foi num comercial de carro.

Explicando melhor, a Hyundai chamou Billy Corgan (vocalista e guitarrista) e Jimmy Chamberlin (baterista) para criar uma trilha sonora de rock para o lançamento nacional do seu novo modelo do carro chamado Genesis. O comercial teve um lançamento especial durante o disputado comercial do Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano, que é o maior evento esportivo dos EUA.

O comercial se chama “The Epic Lap”, confira abaixo:



Para baixar a música clique no link abaixo:
http://download.hyundaigenesis.com/RegistrationPage.aspx?downloadfilename=billy.mp3

Falando em Pumpkins, o DVD “If all goes wrong” acaba de ser lançado no Brasil. Confiram a matéria abaixo exibida no programa Metrópolis:



Para finalizar, está rolando a lenda sobre a vinda da banda para tocar na Ámerica do Sul. Segundo o jornal chileno El Mercúrio, o Smashing Pumpkins junto com Stone Temple Pilots, Blondie, Peter Gabriel y A-ha seriam bandas que estariam negociando para tocar no Festival Pepsi Music agora em Março. Isso significaria que teriam boas chances de tocar lá no Brasil também. Dessas citadas apenas o A-há já confirmou shows no Brasil.