propaganda

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Lost – 5ª temporada

Outra série que chegou ao final de mais uma temporada foi Lost. Essa já está com data para acabar. A sexta e próxima temporada que irá em 2010 vai ser a última. Desde a temporada anterior quando estipularam essa final programado a série entrou num ritmo e caminho melhor. Fica mais fácil seguir a história sem muita enrolação.

Essa temporada continuou com uma pequena mudança no enfoque da história. Antes a trama era contada a partir dos personagens, mostrando os flashback coisa e tal. Agora a história está caminhando por si só, com um enfoque menor em um personagem específico em cada episódio.

A temporada começou bem, depois abusou um pouco com o lance de viagem no tempo, mas então voltou a entrar num ritmo bom. Pena que nos dois últimos episódios a coisa não tenha andado muito, entrando num ritmo de “enrolação” e com a mudança do comportamento de alguns personagens sem muita explicação.

Apesar disso surgiram novos elementos e surpresas que irão deixar os fãs aguardando por uma solução no ano que vem. Agora é aguardar e esperar que consigam resolver tudo para concluir a série de maneira coerente em sua última temporada.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Milagre em Sta. Anna

Título Oroginal: Miracle at St. Anna (EUA, 2008)
Com: Derek Luke, Michael Ealy, Laz Alonso, Omar Benson Miller, Pierfrancesco Favino, Valentina Cervi, Matteo Sciabordi, John Turturro, Joseph Gordon-Levitt, John Leguizamo, Kerry Washington, D.B. Sweeney, Robert John Burke, Omari Hardwick e Omero Antonutti
Direção: Spike Lee
Roteiro: James McBride
Duração: 160 minutos


Nota: 1 (ruim)

Após Clint Eastwood realizar seus filmes sobre a 2ª guerra mundial (“A Conquista da Honra” e “As Cartas de Iwo Jima”) o diretor Spike Lee o acusou de não mostrar o verdadeiro lugar que mereciam os soldados negros. Ele então resolveu fazer o seu próprio filme sobre o assunto com “Milagre em Sta. Anna” e contar direito a história dos soldados negros.

O filme conta a história dos soldados americanos de uma divisão formada só por negros que combateram a invasão nazista na Itália. O roteiro é baseado no livro do escritor James McBride, que também assina o roteiro.

Infelizmente o resultado que se vê na tela é totalmente desastroso e acabou gerando um bombardeio de críticas em cima do próprio Spike Lee. Os negros se insultaram e não se reconheceram nos personagens totalmente caricatos e estereotipados. Isso sem falar do lado cômico, já que o filme é um drama e os personagens negros têm momentos engraçados.

O diretor Spike Lee é conhecido por seus filmes sobre os negros americanos, como “Faça a coisa certa”. Mas ele chegou a um ponto que não tinha mais o que dizer sobre o tema e errou feio com “Elas me odeiam, mas me querem” de 2004. Felizmente ele tinha feito 2 filmes excelentes recentemente: “A última noite” e “O plano perfeito”, justamente por fugir desse tema. Infelizmente ele resolveu voltar ao tema e voltou a fazer um desastre.

É uma pena ele ter errado a mão nesse filme, pois a premissa e a temática eram bastante interessantes. Afinal de contas a participação dos soldados negros na 2ª guerra é um tema que não tinha sido abordado antes e Spike Lee parecia ser a pessoa mais certa a tocar nesse assunto.
São quase 3 horas de pura chateação em que quase nada acontece. Quanto o drama dos negros sozinhos não podia ser um desastre, eis que surgem os italianos na história, primeiro na figura de uma criança, que logo de cara remeteram a outro filme bizarro sobre a 2ª guerra: “A vida é bela”. A trilha sonora então é tão brega que chega doer os ouvidos. Enfim, poderia aqui continuar citando todos os problemas do filme, mas acho que já deu para abstrair o suficiente.

* Esse filme estreou no Brasil no dia 30/04 e iria estrear aqui em Salvador no dia 29/05, mas isso não aconteceu. Segue sem data para estrear.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Prison Break – 4ª temporada

A série Prison Break finalmente chegou ao seu final após muita enrolação e 4 temporadas. O programa tinha sido feito para ocupar o espaço durante as férias de 24 Horas, mas devido ao sucesso que fez acabou ganhando uma primeira temporada completa e mais 3 seguintes. As 2 primeiras são muito boas, mas perderam a chance de finalizar logo e preferiram seguir adiante já que estava dando audiência. O resultado foi que a 3ª temporada foi bem fraca, meio que uma repetição do que havia acontecido na primeira.

A 4ª temporada acabou sendo razoavelmente interessante, começando com uma boa premissa. Felizmente alguém teve o bom senso de ver que a série já tinha dado tudo que podia e resolveram finalizar o programa.

Apesar disso nos últimos episódios a coisa embolou um pouco, tiveram muitas reviravoltas que se resolviam muito facilmente, mas acabaram dando um final razoável para o programa.

A última temporada acabou até sendo divertida. No final apareceram bonecos antigos para ajudar a finalizar a história. Pelo menos souberam acabar antes que começasse a piorar demais.

Agora terei um seriado a menos para assistir. Ainda estou na dúvida se irei pensar em começar algum outro ou não. Posso pensar em voltar a ver “Californication”, que só vi a 1ª temporada. Qualquer novidade posto aqui no blog.

* Atualização:

Acabei descobrindo que na verdade ainda existe mais coisa sobre o final da temporada. Vai ser lançado direto em dvd um "telefilme" com mais 2 episódios sendo assim o real final da história. No último episódio exibido na tv mostra um pulo no tempo de 4 anos, então parece que esse filme vai contar mais sobre o que aconteceu nesse período de tempo. Eu achei meio desnecessário, mas enfim. Assim que assistir comento por aqui.

domingo, 24 de maio de 2009

My name is Earl – 4ª temporada

Outra série que chegou ao final de temporada foi "My Name is Earl". O problema é que o programa foi cancelado pelo canal NBC. Parece que a emissora não anda muito bem das pernas. Acontece que o último episódio deixou em aberto o final, então os fãs estão revoltados. Já começaram a fazer campanha na Internet através do Twitter.

Mas o programa ainda pode ganhar uma sobrevida. Os canais Fox, ABC e TBC estão sondando a possibilidade de continuar a série, mas por enquanto o interesse ainda é incerto. O jeito agora é torcer para que pelo menos produzam um especial com a conclusão da história.

A série conta a história de Earl, um malandro que após se atropelado depois de ter ganhado um bilhete da loteria resolve fazer uma lista de tudo de errado que fez na vida e tentar se redimir de cada um graças ao karma. No começo a fórmula era geralmente ele escolher um item da lista e ir tentar resolver, mas aos poucos a história foi ganhando outros elementos.

Aguardem novidades sobre o futuro da série aqui no blog.

sábado, 23 de maio de 2009

Alias – 5ª temporada

Esse texto é antigo, escrevi no ano passado e estava em dúvida se ia postar ou não no blog. Aproveitando que estamos em época de "Season Finale", isto é, finais de temporada dos seriados da tv americana, resolvi colocar esse no ar. Vou aproveitar e comentar também sobre outros finais de temporada e séries que foram canceladas, como foi o caso de "Alias".


Depois de muita enrolação finalmente consegui terminar de ver a 5ª e última temporada do seriado "Alias", que acabou em 2006. É uma ótima sensação de alivio ao conseguir terminar de ver todos os capítulos. O final foi bem básico, nada genial, mas também nada horrível.

A temporada sofreu por causa da gravidez da atriz Jennifer Garner. Então tiveram que “armengar” a história. Então a personagem Sidney Bristow vivida pela atriz também ficou grávida. Mas o programa tem cenas de ação, então com a personagem grávida isso ficou bastante limitado. Arrumaram então outros personagens femininos para compensar.

Para completar a audiência caiu bastante, então a série foi cancelada. Com isso essa última temporada tem apenas 17 episódios. Se a audiência caiu, melhor terminar logo e dar um final antes que a coisa comece a piorar. Mudanças podiam piorar a situação e acabar estragando o programa.

Para mim a série ficou marcada por finais de temporada bem sem noção. O final da 2ª temporada é para mim até hoje o final mais sem noção dos seriados que eu já vi. Ganha até de Twin Peaks. O final da 4ª também tem uma deixa muito escrota. Mas o final da 5ª, como eu falei, é bem básico.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Budapeste

Título Original: Budapeste (Brasil, 2008)
Com: Leonardo Medeiros, Gabriella Hármoni, Giovanna Antonelli, Ivo Canelas e Nicolau Breyner
Roteiro: Rita Buzzar (baseado no livro de Chico Buarque de Hollanda)
Diretor: Walter Carvalho
Duração: 113 minutos


Nota: 3 (bom)

Muita gente não deve saber, mas o músico Chico Buarque também é autor de livros. Esse não é o seu primeiro livro a virar filme. Antes de “Budapeste”, “Benjamim” também tinha ganhado uma adaptação, mas o resultado não foi dos melhores. Com isso a roteirista Rita Buzzar teve que convencer o autor que era possível transpor o livro para o cinema, que acabou cedendo e colaborando no roteiro, além de fazer uma rápida participação especial aparecendo no filme.

A direção ficou com Walter Carvalho, famoso diretor de fotografia de filmes como “Amarelo Manga”, “Crime Delicado” e muitos outros, estreando no comando de um filme.

O filme conta a história de José Costa (Leonardo Medeiros), um “ghost writer”, isto é, um escritor especialista em escrever livros para terceiros com a condição de permanecer anônimo. A vida dele se divide entre duas mulheres e duas cidades. No Rio de Janeiro ele é casado com Vanda (Giovanna Antonelli), uma famosa apresentadora de telejornal. E em Budapeste ele conhece e se apaixona por Kriska (a atriz húngara Gabriella Hámori), que o ensina o idioma.

Leonardo Medeiros, o ator principal, teve que improvisar e se esforçar bastante, pois seu personagem acaba aprendendo a falar húngaro e, além disso, teve que aprender a falar como um cidadão carioca, cidade do personagem.

A parte o improviso ficou por conta da criação do clima de estranhamento entre seu personagem e o da Gabriella. Eles não se conheceram até gravarem a primeira cena e é possível sentir isso logo na primeira cena em que os personagens se conhecem.

A história é bastante centrada nas palavras, já que o protagonista é escritor, e sobre o fato da sua peculiar profissão que o deixa sempre assumindo de certa forma a personalidade de outra pessoa.

É possível sentir que a adaptação do livro não foi nada fácil por causa desse jogo de palavras, mas para compensar a fotografia é maravilhosa. As imagens captadas das duas cidades, principalmente de Budapeste, são muito boas.

Talvez apenas imagens não sejam suficientes para se contar a história. Fica um pouco da sensação que a idéia da história com certeza deve funcionar melhor no livro. Mas mesmo assim o resultado é bom. É sempre bom ver o cinema nacional que foge totalmente do esquema da televisão, ou mais especificamente da rede Globo.

* O filme "Budapeste" estréia próxima sexta dia 22 de Maio.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Um Ato de Liberdade

Título Original: Defiance (EUA, 2008)
Com: Daniel Craig, Liev Schreiber, Jamie Bell, George MacKay, Alexa Davalos, Mia Wasikowska, Mark Feuerstein, Mark Margolis, Tomas Arana e Jacek Koman
Direção: Edward Zwick
Roteiro: Clayton Frohman e Edward Zwick
Duração: 137 minutos

Nota: 3 (bom)


Um Ato de Liberdade” é mais um filme a abordar o tema da 2ª guerra mundial e o sofrimento dos judeus. Falando assim já se pensa logo que se trata de mais do mesmo. Surpresa foi ao ver que a história contada era um pouco diferente da qual estamos acostumados a ver no cinema.

A história, baseada em fatos reais, se passa na Bielorrúsia e mostra os irmãos Bielski que fogem dos nazistas e se escondem na floresta que conhecem desde pequenos. Aos poucos outros vão se juntando e eles acabam montando uma comunidade com o objetivo comum de sobreviver.

Estamos acostumados a ver no cinema sempre o povo judeu sofrendo, sem fazer nada, como pobres coitadinhos frente aos nazistas. Aqui vemos um grupo que resolveu lutar, fugir e tentar sobreviver a guerra. Se for para morrer, que fosse pelo menos tentando continuar sendo seres humanos.

O diretor Edward Zwick sempre consegue manter bem em seus filmes um bom equilíbrio entre o drama e cenas mais movimentadas, assim como em “Diamante de Sangue” e “O último samurai”, além de uma boa parte técnica como fotografia e edição. Aqui mais uma vez consegue isso.

Esse tema de “judeu que luta” já foi abordado em “Munique” de Steven Spielberg, com o próprio Daniel Craig em papel menor, mas se passava nos anos 70. Na 2ª guerra não tinha sido mostrado.

Falando em Craig, aqui ele estrela a história e segue fazendo bons papéis para não ficar marcado apenas como o novo James Bond. O elenco também está bem, com destaque para Liev Schreiber (que até não estava ruim em “X-Men Origens: Wolverine”, mas o filme não ajuda muito) que faz um dos irmãos Bielski e faz conflito com o personagem do Craig, que é o irmão mais velho.


No final das contas o resultado final mostrado nas telas é positivo, mas não tão marcante a ponto de conseguir fugir do lugar comum, mesmo tentando mostrar um lado diferente da mesma história. Mesmo assim acabei até me surpreendendo com ele, por achar que seria apenas mais um drama sobre o sofrimento do povo judeu na 2ª guerra.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Star Trek

Título Original: Star Trek (EUA, Alemanha, 2009)
Com: John Cho, Ben Cross, Bruce Greenwood, Simon Pegg, Chris Pine, Zachary Quinto, Winona Ryder, Zoe Saldana, Karl Urban, Anton Yelchin, Eric Bana, Leonard Nimoy, Kimberly Arland, Diora Baird e Majel Barrett-Roddenberry
Diretor J.J. Abrams
Roteiro: Roberto Orci e Alex Kurtzman
Duração: 126 minutos


Nota 5 (excelente)

Star Trek” era uma franquia que estava praticamente morta, salvo os constantes relançamentos da série clássica em versões remasterizadas. As últimas aparições no cinema tinham sido da nova geração e não tinham obtido muito êxito. Na verdade a primeira vez que a série foi parar no cinema foi em 1979 para tentar concorrer com o sucesso de “Star Wars”. Confesso que nunca fui fã de “Jornada nas Estrelas” por achar meio chato e curtia mais “Guerra nas Estrelas”.

A tarefa do diretor J.J. Abrams era complicada. Ele teria que reinventar a franquia no cinema de forma que agradasse os fãs antigos e também fosse capaz de conseguir novos fãs agradando aqueles que não gostavam da série. E qual a melhor maneira de fazer isso? Começando tudo do início! E o melhor de tudo, essa parte da história não tinha sido contada no seriado. Isto é, tudo se encaixava para conseguir agradar a todos.

Mesmo aqueles que não gostam da franquia já devem ter ouvido falar na nave Enterprise ou nos protagonistas Kirk e Spock. Pois bem, aqui iremos acompanhar como eles se conheceram, o que os levaram a se alistar na frota estrelar, a infância deles, ou seja, o início de tudo.

A parte mais difícil seria além de uma boa história, era conseguir reunir um bom elenco, sem grandes nomes conhecidos, mas que fosse bons atores para poder reviver os personagens clássicos. E eles conseguiram bem selecionar tanto baseado na atuação quanto na aparência física. A semelhança entre Zachary Quinto, que vive Spock, e o ator original Leonard Nimoy é impressionante. Inclusive o próprio Nimoy está no elenco do filme como uma versão futura do personagem.

A história dosa muito bem elementos de drama, humor, ação e aventura de maneira muito bem equilibrada. J.J. Abrams conseguiu uma incrível façanha de ressuscitar a série, resgatar o espírito da série e criar uma nova franquia pronta para ser estrelada por mais uma série de filmes.

O grande alicerce da história é justamente o conflito entre os 2 principais protagonistas: Kirk, vivido por Chris Pine e Spock, vivido por Zachary Quinto (o vilão Sylar do seriado “Heroes”). Mas nenhum dos personagens secundários foi deixado de lado e todos têm os seus momentos. Um dos que rouba a cena é Simon Pegg (“Todo Mundo Quase Morto” e “Hot Fuzz”) como o engenheiro Scott que é um excelente alivio cômico.

O resultado final é um excelente filme, que garante totalmente a diversão de maneira inteligente e divertida ao renovar e começar de novo a franquia “Star Trek”, sem deixar de homenagear a respeitar os fãs antigos da série. O filme é muito bem realizado de maneira a agradar mesmo aqueles que não gostam ou não conhecem a série.


Se você me perguntar agora qual a melhor série de filmes espaciais do cinema, isto é, quem é melhor: “Star Wars” ou “Star Trek”, irei responder que depois desse novo “Star Trek” e dos terríveis episódios 1, 2 e 3 de “Star Wars” para esquecer George Lucas. Não que agora eu vá parar e assistir os episódios do seriado e virar um trekker (fã de Star Trek), mas podem vir outros filmes que serão muito bem vindos. Se eu tiver tempo até estou com vontade de ir ver de novo no cinema.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

X-Men Origens: Wolverine

Título Original: X-Men Origins: Wolverine (EUA, 2009)
Com: Hugh Jackman, Liev Schreiber, Danny Huston, Will i Am, Lynn Collins, Kevin Durand, Dominic Monaghan, Taylor Kitsch, Daniel Henney e Ryan Reynolds
Direção: Gavin Hood
Roteiro: David Benioff e Skip Woods
Duração: 107 minutos

Nota: 1 (ruim)

O terceiro filme dos X-Men foi um desastre total, mas foi muito bem nas bilheterias. Como todo o elenco só tinha assinado contrato para 3 filmes, tentar negociar com todos uma quarta aventura seria complicado. A idéia então foi fazer um filme solo de um dos personagens. O escolhido acabou sendo o mais popular: o Wolverine. Em “X-Men Origens: Wolverine” Hugh Jackman assume pela quarta vez o personagem que o levou ao sucesso em Hollywood.

O filme passou por alguns problemas na produção. Faltando 3 meses para a estréia, a Fox anunciou que iriam ser realizadas novas filmagens para completar o filme. O pior é que ainda tiveram a cara de pau de dizer que isso estava dentro do planejamento. O mais provável é que a versão entregue pelo diretor Gavin Hood não tenha agradado o estúdio.

O diretor foi escolhido pelo próprio Hugh Jackman, que esteve bastante envolvido na produção do filme, após a premiação do Oscar estrangeiro do filme "Tsotsi - Infância Roubada".

Infelizmente os mesmos problemas do “X-Men – O Confronto Final” se repetem aqui. O número excessivo de “bonecos” atrapalha bastante a história. Só que aqui a coisa ainda é pior, pois os “bonecos” a mais em nada acrescentam ao filme. O critério de escolha foi apenas colocar novos mutantes que ainda não tivessem aparecido nos filmes anteriores. Só assim para justificar a aparição de Gambit, por exemplo. Um personagem tão legal, mas que foi usado da pior maneira possível.

Outro problema repetido do X-Men 3 é pegar uma história clássica dos quadrinhos e fazer uma versão horrorosa de adaptação desperdiçando o bom material. Se jogaram a trama da saga da Fênix pelo ralo abaixo, aqui misturaram 2 histórias clássicas do Wolverine. A origem do personagem e outra chamada arma X, que já tinha sido citada em X-Men 2.

Conseguiram a façanha de fazer algo pior que o X-Men 3. Impressionante! O filme é tão ruim que chega a ser chato. Estava contando os minutos para o final da sessão sem acreditar no que estava assistindo. E ainda perdi meu tempo esperando os créditos passarem para ver cena escondida, que também é bizarra.

Drama barato, cenas de ação exageradas e ruins, “bonecos” em excesso, esses são apenas alguns dos problemas do filme. A única coisa boa mesmo é o carisma de Hugh Jackman como o Wolverine, mas isso não é suficiente para salvar o filme.

Felizmente eu tinha ganhado meu ingresso depois de comprar as camisas da Marvel, não gastei dinheiro para ver o filme. Mas infelizmente devido ao enorme sucesso que o filme está fazendo, uma continuação vai rolar e também outros filmes solo de personagens dos X-Men. Será que vão conseguir fazer algo bom? Não boto muita fé nisso não.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Frost/Nixon

Título Original: Frost/Nixon (EUA, 2009)
Com: Frank Langella, Michael Sheen, Kevin Bacon, Sam Rockwell, Matthew Macfadyen, Oliver Platt, Rebecca Hall, Toby Jones
Direção: Ron Howard
Roteiro: Peter Morgan
Duração: 122 minutos

Nota 4 (ótimo)

O filme “Frost/Nixon” mostra como foi a preparação da entrevista que o ex-presidente dos EUA Richard Nixon deu ao apresentador inglês David Frost quase 3 anos após a sua renúncia ao cargo. A grande importância dessa entrevista foi o fato do apresentador ter conseguido uma espécie de confissão de culpa de Nixon, ou pelo menos uma imagem de ressentimento dele. Já diz aquele ditado: “mais vale uma imagem do que mil palavras”.

Explicando melhor a importância desse fato, Nixon tinha renunciado o cargo de presidente após o escândalo de Watergate e ganhou um perdão do novo presidente. Então ele nunca chegou a ser julgado pelo que fez.

O dramaturgo Peter Morgan transformou isso numa peça de teatro e agora adaptou a história para os cinemas. Os próprios 2 atores principais da peça, Frank Langella como Nixon e Michael Sheen como Frost, foram convocados para repetirem seus respectivos papéis no cinema. Então ficou fácil para o diretor Ron Howard realizar um ótimo filme.

O assunto não era fácil de ser abordado e poderia acabar sendo monótono, mas a ótima edição e transformar a história numa espécie de semidocumentário foram ótimas opções.

A temática do filme vai além da importância história e da política ao mostrar a “batalha” entre os personagens principais. De um lado temos o Nixon querendo aproveitar a oportunidade de tentar melhorar a sua imagem. Do outro temos Frost, que arrisca sua carreira com essa entrevista.

O diretor Ron Howard realmente surpreende nesse filme, sem dúvidas um dos melhores de sua carreira, sem apelar para o drama fácil ao seguir uma direção firme, se aproveitando muito bem dos recursos técnicos do cinema como trilha sonora e edição, equilibradas com um ótimo elenco e uma ótima história.

5 Indicações ao Oscar
Filme: Brian Grazer, Ron Howard e Eric Fellner (produtores)
Ator: Frank Langella
Diretor: Ron Howard
Edição: Mike Hill e Dan Hanley
Roteiro adaptado: Peter Morgan

Obs: Infelizmente apesar de o filme ter concorrido ao Oscar de melhor filme, isso não foi suficiente para que a distribuidora Paramount Pictures do Brasil desse importância a ele. Até agora o filme só estreou lá no Brasil no dia 6 de Março e já se foram 2 meses e nada de estrear por aqui. O jeito então foi apelar para o download.

Obs2: Só porque eu desisti de esperar, o filme finalmente estreou nos cinemas daqui de Salvador.