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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Nova revista SET

Eu me lembro da primeira vez que comprei uma revista Set. Foi em 1990 e a capa era o filme Dick Tracy, sendo que a revista é publicada desde 1987. Desde então eu acompanho a revista que sempre foi minha principal referência no mundo do cinema. Os anos se passaram, veio a Internet, mas ele continuava viva.

Recentemente ela chegou a ser cancelada, mas acabou ganhando uma sobrevida. Atualmente ela é publicada pela editora Peixes, que faz parte da Companhia Brasileira de Multimídia (CBM), de Nelson Tanure.

Essa companhia está passando por uma reestruturação interna. Resolveram então demitir a equipe do editor Roberto Sadovski e em seu lugar foi colocada uma equipe que também faz parte do Jornal do Brasil, que é da CBM. Com isso a companhia iria diminuir os custos e dar uma sobrevida a revista.

O novo editor da revista se chama Mario Marques, responsável pelo Caderno B e pela Revista Programa, auxiliado pelos editores Carlos Helí de Almeida, Marco Antonio Barbosa e Nelson Gobbi, alem da parte gráfica elaborada por Robert Halfoun.

Com essas mudanças obviamente aconteceram algumas mudanças no enfoque e conteúdo da revista. Dentre elas um enfoque maior no cinema nacional, mas sem deixar de lado as grandes produções de Hollywood. Além disso, a revista vai contar com 3 colunas escritas por Luiz Noronha, jornalista e produtor de cinema, Pedro Butcher, crítico da Folha de S. Paulo e editor do boletim Filme B, e pelo jornalista Marcelo Cajueiro, correspondente no Rio da revista americana Variety.

Outra mudança deve ser na Internet, com uma reformulação do site (http://www.setonline.com.br) e também uma maior interação com os leitores.

A bem da verdade é que a revista estava mesmo precisando de mudanças. O enfoque da revista era voltado nos blockbusters americanos, além da parte da opinião e críticas estava muito fraca.

Por enquanto ainda é cedo para falar se as mudanças fizeram efeito. Não houve uma edição de Maio, mas a de Junho já saiu com o comando da nova equipe, mas a matéria da capa sobre o filme “Exterminador do Futuro: a salvação” ainda foi de autoria do antigo editor Roberto Sadovski.

Como antigo leitor da revista espero que ele continue a ser editada e não “morra”. Quanto a Sadovski, ele continua escrevendo no seu blog (http://fiztv.uol.com.br/blogs/kapow) e deve estar correndo atrás de algum novo projeto ou quem sabe editar uma nova revista de cinema. Aguardem por aqui alguma novidade sobre isso.

domingo, 28 de junho de 2009

6 anos de Turminha do Ramon

Aqui estou eu para escrever sobre mais 1 ano de vida do blog Turminha do Ramon. Lá se vão 6 anos de blog. Já está perto de 500 resenhas de filmes, o que não deixa de ser uma marca impressionante. Com certeza muita coisa mudou nesses 6 anos, principalmente na Internet.

O serviço do Blogger, onde o blog está hospedado, está perto de completar 10 anos de vida. O Google, que adquiriu a empresa já faz um tempo, anunciou recentemente que o Brasil é o segundo país a gerar mais tráfego ao serviço, atrás apenas dos Estados Unidos. Isso mostra a força dos blogs nacionais. Isso sem contar outros serviços como o Wordpress.

O Turminha do Ramon está até servindo de estudo de caso. Estou escrevendo um artigo de conclusão do MBA de Gestão de TI na Unijorge junto com colega falando sobre o Google Analytics e estamos usando as informações do blog. Pois é, parece que o blog está mais sério do que nunca.

Então é isso, obrigado aos que continuam a acessar o blog, deixando comentário e lendo o blog. Vamos em frente para mais um bom tempo de vida desse blog.

sábado, 27 de junho de 2009

Intrigas de Estado

Título Original: State of Play (EUA, 2009)
Com: Russell Crowe, Ben Affleck, Rachel McAdams, Robin Wright Penn, Jason Bateman, Helen Mirren, Jeff Daniels, Josh Mostel, Michael Weston, Barry Shabaka Henley e Viola Davis
Direção: Kevin Macdonald
Roteiro: Matthew Michael Carnahan, Tony Gilroy e Billy Ray
Duração: 127 minutos


Nota: 3 (bom)

O diretor Kevin Macdonald está de volta com um novo filme após conseguir boas críticas com “O último rei da Escócia”. “Intrigas de Estado” é uma adaptação de uma série dramática da TV inglesa exibida em 2003 pela BBC que tinha no elenco Bill Nighy, James McCavoy e John Simm.

Na versão americana o cenário muda de Londres para Washington D.C. e temos Russel Crowe, Ben Affleck e Rachel McAdams como personagens principais da história.

A trama tem como pano de fundo um escalado envolvendo um congressista chamado Stephen Collins (Ben Affleck). Tudo começa quando a partir da morte uma das integrantes da sua equipe. Ele faz parte de uma investigação sobre uma empresa militar e isso irá atrapalhar mudando o foco das atenções.

Na verdade a história mostra um conflito entre o velho e o novo jornalismo. O velho e tradicional é mostrado através do personagem Cal McAffrey (Russel Crowe), enquanto o novo é representado pela personagem Della Frye (Rachel McAdams). Juntos eles irão investigar o ocorrido. Claro que durante a investigação muita coisa vai acontecer com algumas reviravoltas até o desfecho final da história.

A idéia do filme é bem interessante ao mostrar esse conflito, afinal de contas o jornal impresso parece estar com seu futuro incerto e cada vez mais os noticiários online estão ganhando espaço.

O elenco principal está muito bem, alias o filme tem um excelente elenco, mas alguns personagens secundários acabam sendo mal aproveitados, como por exemplo o de Helen Mirren como editora chefe do jornal.

Outra discussão do filme é sobre o papel do jornalista. O jornalista Cal é amigo de Stephen, então sempre fica a dúvida se ele está apenas ajudando ou apenas o usando para conseguir a notícia. Esse é um ponto que acaba prejudicando um pouco a conclusão da história.

O resultado final é um bom filme, mas que por causa de alguns pequenos problemas, principalmente em sua conclusão, acabam deixando um pouco a desejar ou que poderia ter sido melhor. Mesmo assim ainda é um filme acima da média.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Duplicidade

Título Original: Duplicity (EUA / Alemanha, 2009)
Com: Clive Owen, Julia Roberts, Tom Wilkinson, Paul Giamatti, Dan Daily, Oleg Shtefanko e Lisa Roberts Gillan
Direção e Roteiro: Tony Gilroy
Duração: 125 minutos


Nota: 4 (ótimo)

O roteirista e diretor Tony Gilroy já tinha mostrado muito talento para diretor após sua estréia na função em “Conduta de Risco”, onde foi até indicado ao Oscar. Em “Duplicidade” ele aborda o tema da espionagem com um lado mais cômico e romântico, mas sem deixar a seriedade de lado.

Ele tinha escrito o filme pensando em George Clooney para o papel principal, mas o ator abandonou o projeto e indicou Clive Owen para o personagem. Outro problema foi a gravidez de Julia Roberts, mas aí o diretor achou melhor esperar pela volta da atriz.

A história do filme fala de dois ex-espiões vividos por Owen e Roberts. Eles abandonam suas respectivas agências do governo, ele o MI6 e ela a CIA, para tentar dar um golpe no mercado privado e conseguir uma aposentadoria.

Uma boa comparação com o tema da história seria com o filme “Sr. e Sra. Smith”, mas aqui sem cenas de ação e violência e com muito mais seriedade. Uma boa classificação seria uma espécie de filme romântico de espionagem. Isso misturado com várias reviravoltas, bem ao estilo de “11 homens e um segredo”.

A estrutura narrativa do filme também contribui para o clima de espionagem e que ninguém é quem aparenta ser. A história é contada com a ajuda de alguns flashbacks para complementar a trama.

Alias apesar da história até parecer um pouco absurda, Gilroy conta que tudo que ele escreveu é baseado em histórias verídicas contadas a ele durante pesquisa. O único elemento que ele inventou foi o romance entre os personagens.

Além do ótimo roteiro, os atores também merecem destaque. Os protagonistas mostram bastante sintonia, que já tinha sido notada em outro trabalho juntos em “Closer”. Além deles os coadjuvantes também se destacam, principalmente Paul Giamatti que sempre rouba a cena quando aparece na tela. Alias a cena inicial de uma “luta” em câmera lenta entre ele e o personagem de Tom Wilkinson já vale o filme.
O resultado é um filme bacana, divertido e inteligente, que brinca de se levar a sério. Além disso comprova mais um vez o talento de Gilroy não só na direção, mas também mais uma vez como roteirista.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Transformers: A Vingança dos Derrotados

Título Original: Transformers: Revenge of the Fallen (EUA, 2009)
Com: Shia LaBeouf, Megan Fox, Josh Duhamel, Tyrese Gibson, Kevin Dunn, Julie White, John Benjamin Hickey, Ramon Rodriguez, Isabel Lucas e John Turturro
Roteiro: Ehren Kruger, Roberto Orci e Alex Kurtzman
Diretor: Michael Bay
Duração: 147 minutos


Nota: 1 (ruim)

Em 2007 o filme “Transformers” chegou aos cinemas e foi um verdadeiro sucesso. Então já era de se esperar uma continuação. Aqui estamos em 2009 com sequência “Transformers: A Vingança dos Derrotados” com a mesma direção de Michael Bay, o mesmo elenco e novos e velhos robôs.

Como manda a tradição as sequências dos blockbusters tem que ser maiores do que o primeiro filme. Aqui o diretor levou isso bastante a sério e conseguiu realmente se superar. Quer dizer que o filme é melhor do que anterior? Bem que poderia, mas os exageros acabaram colocando tudo a perder.

Temos mais robôs, mais cenas de ação em maiores proporções, mais explosões e até mesmo a duração do filme é maior. Mas todo esse exagero acaba estragando realmente o que o primeiro filme tinha de legal que eram as cenas de ação e luta.

O filme começa bem, com uma cena de ação bem legal que se passa na China. A coisa prometia ser divertida. Mas aí começa a história dos humanos do filme e voltamos a nos encontrar com Shia LaBeouf, Megan Fox e companhia. Quando a “trama” começa a ser contada e desenvolvida a coisa desanda de vez.

Até aí tudo bem, esse era o mesmo problema do primeiro, a história era sem graça. Mas aqui a coisa é bem pior pois a trama é muito mais mirabolante e totalmente sem pé nem cabeça.

E o que poderia salvar tudo isso? É claro, as cenas de ação e as novas lutas entre os transformers. Mas é justamente aqui que o filme erra feio. Apesar da cena inicial legal, as outras são muito chatas e confusas. Tem muito robô na tela, muitos humanos atirando e jogando bombas, a coisa não é muito bem focada, então já viu, é uma verdadeira confusão.

O pior de tudo é esperar mais de duas horas para finalmente ver a batalha final entre Optimus Prime e os vilões Megatron e o The Fallen (alias, vale ressaltar o erro bizarro na tradução do título do filme, já que The Fallen foi traduzido para derrotados, quando na verdade é o nome do robô), e tudo se resolver rapidamente.

Bom, quem é fã dos Transformers e curtiu o primeiro filme tem que ir conferir, agora corre o sério risco de sair do cinema bastante decepcionado. Eu lembro de ter dito que o primeiro era um filme ruim, mas era de fuder. Esse aqui acho que vou ficar apenas com o ruim mesmo. Apesar de ter uma ou outra ceninha legal, o resultado é um desastre.

sábado, 20 de junho de 2009

Heroes – 3ª temporada

Heroes chegou ao final da sua terceira temporada bem melhor do que começou. Sem dúvidas até agora a primeira foi a melhor. A segunda foi mais curta, por causa da greve dos roteiristas e já foi menos empolgante, mas ainda sim foi bom.

Com o início da terceira a coisa parecia meio perdida. Um dos problemas da temporada 2 foi o excesso de personagens. Isso pelo menos foi resolvido. Como sempre a temporada foi dividida em 2 volumes: “Villains” e “Fugitives”.

“Fugitives”, o volume 4 (ou volume 2 da terceira temporada), marcou a volta do escritor Bryan Fuller a série. Ele tinha saído para fazer parte da equipe de Pushing Daisies, mas como a série foi cancelada ele aproveitou para voltar a Heroes. Isso trouxe qualidade de novo ao programa. A série voltou a ter foco nos personagens e um pouco parecido com a idéia da primeira temporada: pessoas ordinárias com poderes extraordinários.

No final das contas a temporada acabou até sendo razoável e melhorou bastante na segunda metade. Foram ao todo 25 episódios e já está confirmada a próxima temporada que irá começar com o volume 5 chamado Redemption. Vamos esperar que o nível continue bom.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

O Exterminador do Futuro: A Salvação

Título Original: Terminator Salvation (EUA, 2009)
Com: Christian Bale, Sam Worthington, Anton Yelchin, Moon Bloodgood, Bryce Dallas Howard, Common, Jane Alexander e Helena Bonham-Carter
Direção: McG
Roteiro: John D. Brancato, Michael Ferris
Duração: 116 minutos

Nota: 3 (bom)

Após o fracasso de “O exterminador do futuro 3” era difícil imaginar mais uma continuação para a franquia. Mas aos poucos foram ensaiando uma volta. Primeiro foi a série de TV “Terminator: The Sarah Connor Chronicles”, que durou apenas 2 temporadas. Com “O Exterminador do Futuro: A Salvação” a série ganha um novo fôlego e faz com que se esqueça um pouco do desastre do terceiro filme.

O filme tem como objetivo dar um novo ânimo a franquia, mas sem começar do zero como está em moda atualmente como em “Batman Begins” e “Star Trek”. Aqui a idéia é fazer algo novo, mas usando as idéias e a história já existente, principalmente dos 2 primeiros filmes.

O que chama a atenção do filme é a presença do ator Christian Bale, que vive John Connor. Dessa vez o personagem é o principal da história, mas irá dividir as atenções com um novo personagem chamado Marcus, vivido pelo ator Sam Worthington. Ele inclusive foi um grande achado e mostra bastante talento, inclusive está em “Avatar”, novo filme de James Cameron (diretor dos 2 primeiros “Exterminador do Futuro”) que estréia no final do ano.

A direção ficou a cargo de McG, diretor bom em cenas de ação como em “As Panteras”, que aqui tenta mostrar um lado mais sério. Digamos que ele tenha respeitado bem a história, tenha feito boas cenas de ação, mas mesmo assim o filme tem alguns problemas. Não chegam a comprometer muito o resultado final, que é um filme bem divertido e bacana, que irá apagar um pouco a má impressão deixado pelo ‘Exterminador 3’.

Se nos outros filmes a história era sempre centrada na volta no tempo, onde um exterminador enviado pelas máquinas e um protetor enviado pelo humanos voltavam no tempo, um com objetivo de matar alguém da família Connor (Sarah no 1 e John no 2 e no 3), aqui a coisa muda de figura. Vemos John no futuro, em 2018, lutando contra as máquinas. Quem viaja no tempo é o personagem de Marcus, que é mostrado no início do filme em 2003 onde aceita participar de alguma experiência e acorda em 2018 sem saber o que aconteceu.

O futuro retratado no filme lembra bastante o visual de “Mad Max”. Foi até usado um película com tratamento em prata, que deu a imagem uma qualidade estranha, de cores mortas. Alias, a parte técnica do filme é muito boa. Boas cenas de ação que usam bem a computação gráfica.

No final do filme temos uma deixa para futuras continuações, é claro. Então caso o filme faça sucesso podem esperar mais continuações vindo por aí. Para quem achava que a franquia estava acabada, ela mostra que ainda tem coisa para mostrar.

É possível fazer um filme do “Exterminador do Futuro” sem a presença de Arnold Schwarzenegger? O ator parou de atuar e virou governador do estado da Califórnia nos EUA. Para responder se ele está presente ou não no filme, irei dizer a mesma coisa que o diretor falou: você assistiu “O curioso caso de Benjamin Button”?

domingo, 14 de junho de 2009

Minhas Adoráveis Ex-namoradas

Título Original: Ghosts of Girlfriends Past (EUA, 2009)
Com: Jennifer Garner, Matthew McConaughey, Michael Douglas, Emma Stone, Breckin Meyer e Lacey Chabert
Roteiro: Jon Lucas
Diretor: Mark Waters
Duração: 100 minutos


Nota: 2 (regular)

A história “Um conto de natal” (A Christmas Carol) do britânico Charles Dickens é bem famosa, que mostra um homem que não acredita no espírito do natal e recebe a visita de 3 fantasmas do natal passado, presente e futuro que irão fazer com que ele volte a acreditar no natal. Essa história já foi tema de alguns filmes, como “Os fantasmas conta-atacam” (Scrooged) de 1988 estrelado por Bill Murray. Agora é a vez de transformar a história num filme de comédia romântica.

Minhas Adoráveis Ex-namoradas”, mais uma péssima tradução de título de filme (o original se chama “Ghosts of Girlfriends Past”, fantasmas de namoradas passadas), é baseada nessa história.

Connor Mead (Matthew McConaughey) é um homem bem sucedido e mulherengo que não acredita em amor, casamento e coisas do tipo. Ele vai ao casamento do irmão mais novo, onde começa a causa problemas. É então que ele recebe a visita do seu tio (vivido por Michael Douglas), de quem ele aprendeu tudo sobre seu estilo mulherengo, avisando que ele está estragando sua vida fazendo isso e que ele será visitado na mesma noite por fantasmas de ex-namoradas abandonadas.

A premissa da história é bem interessante. O filme começa bem, tem bons momentos, boas piadas, mas acaba se perdendo no desenvolver e conclusão da trama ao acabar caindo nos clichês tradicionais das comédias românticas.

O ator Matthew McConaughey virou um especialista em filmes do gênero e parece estar sempre interpretando o mesmo personagem. Mesmo assim ele tem uma boa performance. A mocinha do filme que irá fazer com que o personagem principal acabe se transformando é vivida por Jennifer Garner.

O diretor Mark Waters, de “Sexta-feira muito louca” e “Meninas malvadas”, já tinha mostrado talento nos filmes citados ao fazer filmes que conseguiam bons e divertidos sem cair tanto nas armadilhas do gênero, ambos os filmes eram comédias adolescentes. Aqui ele não consegue fazer o mesmo, e apesar de ter uma boa premissa não consegue um bom resultado. O filme não é ruim, mas tinha potencial para ser mais interessante. Apesar disso quem gosta de filmes leves e românticos que seguem a cartilha das comédias românticas com certeza irá gostar.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Prison Break: The Final Break

Como eu tinha comentado aqui sobre o final de temporada do Prison Break, a Fox resolveu não exibir os dois últimos episódios da série na TV e lançá-los em dvd. Essa decisão pode ter sido por motivos comerciais, isto é, lucrar um pouco mais com o final do programa, ou simplesmente por causa da audiência que já estava um pouco baixa.

O importante era mostrar o que supostamente aconteceu com os personagens no período de 4 anos mostrado no episódio 22 e dar um final “digno” e “verdadeiro” ao seriado. O lançamento de "The Final Break" está previsto para 21 de Julho, mas já vazou na internet.

Os dois últimos episódios, 23 e 24 respectivamente, se chamam "The Old Ball and Chain" e "Free". Alias o título do último episódio realmente tem tudo a ver com o seriado.

A primeira temporada mostrava Michael colocando em prática seu plano de entrar na prisão e tirar o seu irmão Lincoln de lá, pois ele tinha sido condenado a pena de morte por um assassinato que supostamente não tinha cometido. Tinha os lances das tatuagens e o plano mirabolante de como faria isso.

Pois bem, se passaram 4 temporadas e aqui estamos no final do seriado. Tudo teoricamente tinha acabado bem, mas resolveram inventar mais uma fuga da prisão, a fuga final do título do DVD.

Início do Spoiler

Acontece que no final da 4ª temporada aparece o personagem da mãe dos irmãos chamada Christina, que acaba sendo uma vilã. Em determinado momento ela ameça seu filho Michael e é morta por Sara, namorada dele. No final do episódio 22 eles recebem o perdão por tudo que fizeram e ganham a liberdade. Tudo tinha acabado corretamente e razoavelmente coerente. Mas resolveram jogar tudo isso fora somente para ter mais uma história para dois episódios.

Em “The Final Break” Sara é acusada da morte de Christina e vai parar na prisão. Cabe então a Michael e seus amigos montarem um plano rápido e mirabolante para tirar ela de lá, porque ela não irá conseguir sobreviver dentro da prisão a tempo de ter um suposto julgamento justo.

Sem querer estragar muito da história, basta dizer que no final das contas os personagens ficam livres como diz o título do capítulo, mas não de maneira correta e um pouco coerente como aconteceu no episódio 22. Bizarro!

Fim do Spoiler

Tudo bem, o negócio é até um pouco divertido, temos a chance de ver novamente alguns bonecos da série, até uma que supostamente tinha morrido. Além do clima lembrar um pouco a primeira temporada dentro da prisão. Mas isso não compensa o fato de ser totalmente desnecessário e ainda por cima jogar terra em cima do pouco de coerência que o final da história supostamente tinha tido.

sábado, 6 de junho de 2009

Smallville – 8ª temporada

Outro seriado que eu acompanho que chegou ao final de mais uma temporada foi Smallville. Esse é o único programa que eu assisto que admito não ser bom. Mas eu coloquei na cabeça que ia assistir até terminar e assim estou fazendo. Esse com certeza é um dos programas que já está enrolando a muito tempo e já passou da hora de acabar faz tempo. Mesmo assim eles continuam levando a coisa para frente.

Essa temporada teve uma grande perda, a ausência do personagem Lex Luthor vivido pelo ator Michael Rosenbaum. Ele não quis continuar na série, então armengaram a história e seguiram adiante. Alias, não foi só ele que saiu. Quem também deixou o programa foi Lana vivida pela atriz Kristin Kreuk, mas ela pelo menos fez uma participação especial em alguns episódios.

A temporada começou com a aparição do que viria a ser o vilão da temporada: Doomsday, mais conhecido aqui no Brasil como Apocalypse. A luta entre ele e Clark foi anunciada durante toda a temporada, mas acabou se resolvendo muito facilmente.

Um dos personagens que mais ganhou força foi Chole, que já está ficando quase mais importante do que o próprio Clark. Pelo menos o clima romântico de novela diminuiu e a história está andando de um episódio para o outro a ponto de sempre no início do capítulo rolar um “previously” (resumo do que aconteceu em outros episódios) para não se perder.

Agora resta esperar que a próxima temporada seja a última e a coisa caminhe melhor finalmente chegando a um final.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Lady GaGa - The Fame

1. Just Dance
2. LoveGame
3. Paparazzi
4. Poker Face
5. Eh, Eh (Nothing Else I Can Say)
6. Beautiful, Dirty, Rich
7. The Fame
8. Money Honey
9. Starstruck
10. Boys Boys Boys
11. Paper Gangsta
12. Brown Eyes
13. I Like It Rough
14. Summerboy


Já faz um tempinho que eu tinha ouvido falar sobre a cantora Lady GaGa, a nova sensação da música pop atual, sem dar alguma importância ou parar para ouvir o cd. Minto, acho que vi algum clipe no YouTube e não curti muito.

Como eu acompanho as notícias do mundo musical vi aos poucos o nome dela ir aparecendo cada vez mais. Primeiro foi ver Kanye West, que eu nem curto, dizer que ela era a nova Madonna. Mas após ver que ela seria a capa da revista Rolling Stone americana foi quando caiu a ficha. Era preciso eu ouvir o disco e ver se realmente procedia ou não.

Resolvi então ouvir e gostei bastante do que escutei e resolvi postar aqui no blog a respeito. O disco “The Fame” já foi lançado aqui no Brasil, mas lá fora foi lançado no final de 2008. O resultado foi um sucesso de público e de crítica. Ela conseguiu emplacar dois singles seguidos no primeiro lugar da parada da Billboard. Tarefa bem complicada.

Ela tem 23 anos e seu nome verdadeiro é Stefani Joanne Angelina Germanotta. Começou no mundo da música compondo para outras artistas pop como Britney Spears e Fergie. Como ela tem uma boa voz, dança bem e é bonita, não demorou para tentar a sorte também como cantora. Foi então que adotou o nome Lady GaGa e começou a se apresentar. Aos poucos foi conquistando as rádios, blogs e pistas de dança.

O som dela é um pop de bastante qualidade, com refrões pegajosos e melodias que irão ficar tocando na sua cabeça por um tempo. Pense numa mistura das principais cantoras pop como Madonna, Gwen Stefani, Cristina Aguilera, só para citar algumas.

Outra coisa que chama a atenção é seu visual bastante peculiar, tipo esse vestido de bolhas que ela está usando na capa da revista e seu cabelo “bombril”. Afinal de contas a imagem também faz parte do apelo pop.

As letras também são bem legais e lembram bem o clima de festa, alegria e ironia que Madonna tinha mais no início da carreira. Então a comparação procede. Uma das que me chamou mais a atenção foi “Poker Face”, que faz referência ao “Texas Hold´em”, um tipo de pôquer. Então se você curte esse tipo de som pode correr atrás que a diversão é garantida.

Links:
http://www.ladygaga.com
http://www.myspace.com/ladygaga
Torrent

quarta-feira, 3 de junho de 2009

A Mulher Invisível

Título Original: A Mulher Invisível (Brasil, 2008)
Com: Selton Mello, Luana Piovani, Vladimir Brichta, Maria Manoella, Fernanda Torres, Paulo Betti, Maria Luisa Mendonça e Lúcio Mauro
Roteiro: Cláudio Torres e Adriana Falcão
Diretor: Cláudio Torres
Duração: 90 minutos


Nota: 3 (bom)

Selton Mello é sem dúvidas um dos maiores atores do cinema brasileiro atual. Sua presença em um filme já é motivo para ir assistir. Em “A Mulher Invisível” ele se junta ao diretor Cláudio Torrer, de “Redentor”, para realizar essa comédia que tem tudo para fazer bem nas bilheterias e agradar ao grande público. Ainda mais contando com a presença e beleza de Luana Piovani com pouca roupa.

Confesso não ter muito interesse em filmes nacionais com cara de televisão feitos principalmente pela Globo Filmes como os últimos sucessos “Se eu fosse você 2” e “Divã”. Esse aqui parecia ser algo do mesmo estilo, mas surpreende bastante em ser uma boa comédia sem cara de televisão.

A história é aparentemente simples e o trailer acaba mostrando até mais do que deveria. Selton Mello vive Pedro, um homem que é abandonado pela esposa e entra numa depressão profunda. Tudo muda de figura quando ele conhece Amanda (Piovani), a vizinha que ele acha ser a mulher da sua vida. O único problema é que ele é o único que consegue vê-la.

Mello está muito bem no seu papel e junto com Vladimir Brichta, que vive seu melhor amigo, protagoniza as melhores cenas do filme, garantindo ótimas risadas. O lado feminino também está bem, com destaque para a participação especial de Fernanda Torres. Maria Manoella como Vitória, a vizinha de verdade, também se destaca e até mesmo a própria Luana Piovani não compromete.

O grande drama do personagem principal é o fato de descobrir que a mulher da sua vida não é real. Mas o que fazer se ela o faz tão bem? Uma boa dose de ironia em cima de livros de auto-ajuda e coisas do tipo.

A parte técnica também chama a atenção. A edição merece destaque, assim como a fotografia que explora muito bem a beleza da Piovani sem jamais ser vulgar. A trilha sonora também é bem interessante misturando músicas nacionais e internacionais. Melhor mesmo é colocar como música tema “She´s a sensation” do Ramones.

Uma definição bastante peculiar do filme seria dizer que é uma espécie de “Clube da Luta” versão comédia romântica. Para explicar melhor eu teria que estragar uma surpresa do filme citado e também do filme em questão, mas talvez quem tenha visto os dois entenda o que eu quero dizer. Senão me pergunte depois que eu explico (risos).

O filme exagera um pouco no final com muitas reviravoltas, mas que acabam sendo necessárias para a complicação que ocorre entre os protagonistas. Talvez um final mais “sem noção” ficasse mais interessante, mas poderia não agradar o grande público. Apesar disso o resultado é acima da média. Um filme divertido que acaba até surpreendendo.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

MTV Movie Awards 2009

Já se foi o tempo em que a premiação da MTV era legal. Não só pelos prêmios, mas principalmente por causa da cerimônia. A MTV Brasil resolveu esse ano transmitir o evento ao vivo e com comentários. Acabou caindo nos clichês de transmissões ao vivo como o Oscar com comentários bizarros que só faziam piorar as coisas. Mas tudo bem, dessa vez a culpa não foi da filial brasileira e sim na matriz americana.

A coisa já começou errada com as indicações. Os 2 grandes indicados eram os filmes adolescentes “High School Musical 3” e “Crepúsculo”. Nada contra os filmes, mas a Mtv costumava a sempre premiar algum filme sucesso de bilheteria. Bom, esses 2 fizeram bastante sucesso, mas todo mundo lembra que o grande campeão de 2008 foi “Batman - O cavaleiros das trevas”. Então eu ainda tinha esperança que apesar de tudo, ele ganharia fácil o prêmio de melhor filme. Mas eu estava enganado.

Como eu tinha dito, mesmo não concordando com os prêmios, a cerimônia geralmente era bem legal. Boas piadas e paródias de filmes, propaganda dos lançamentos do verão e alguns prêmios legais como melhor luta e melhor beijo. Pois bem, a cerimônia desse ano foi muito sem graça. O apresentador Andy Samberg, comediante do Saturday Night Live que esteve recentemente em “Eu te amo, cara”, foi bastante decepcionante. Salvo uma ou outra piada, como ele cantando junto com Will Ferrell uma música, a coisa foi bastante sem graça.

Apenas 2 momentos salvaram a cerimônia do completo fracasso. Primeiro a aparição de Sacha Baron Cohen interpretando o personagem Bruno. Ele veio vestido de anjo pendurado passando em cima da platéia e caiu em cima de Eminem, com a bunda na cara dele. Eminem ficou puto da vida, levantou e foi embora. Não importa se isso foi armado ou não, o importante é que foi sensacional. Outra cena legal foi Kiefer Sutherland se emocionando ao entregar um prêmio especial a Ben Stiller.


No final das contas o grande vencedor da noite foi o filme “Crepúsculo”, que ganhou 5 prêmios, incluindo melhor filme. Que absurdo! “Batman - O Cavaleiro das Trevas” foi totalmente ignorado e o único prêmio que ganhou foi melhor vilão para Heath Ledger. Para piorar a situação, nem fizeram uma homenagem ao cara nem nada, só anunciaram que ele tinha ganhado o prêmio antes de ir para o comercial e pronto. Bizarro!

Mais informações: http://www.mtv.com/ontv/movieawards/