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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Michael Jackson's This Is It

Título original: Michael Jackson's This Is It (EUA, 2009)
Com: Michael Jackson, Kenny Ortega, Alex Al, Nick Bass, Michael Bearden, Daniel Celebre, Mekia Cox, Misha Gabriel, Chris Grant, Judith Hill, Dorian Holley, Shannon Holtzapffel, Devin Jamieson e Bashiri Joh
Direção: Kenny Ortega
Duração: 112 minutos


Nota: 4 (ótimo)

Quando foi anunciado que Michael Jackson voltaria aos palcos esse ano, muita expectativa se criou. A coisa ainda aumentou quando a série de shows em Londres chegou ao número de 50 apresentações. Será que ele iria conseguir dar conta disso? E será que ele ainda era capaz de subir no palco para cantar e dançar? Infelizmente a notícia da sua morte foi um choque e parecia que nunca iríamos saber a resposta para essas perguntas.

Felizmente os ensaios da turnê feitos em Los Angeles foram filmados e agora chega aos cinemas do documentário “Michael Jackson's This Is It” para mostrar aos fãs como seria esse show da volta de Michael aos palcos.

O diretor do documentário é Kenny Ortega, que já tem experiência no cinema com "High School Musical 3”. Ele era também o diretor do show e tinha o papel digamos assim de coordenar e passar para a equipe de produção os desejos de Michael.

O filme não é bem um documentário, mas sim as filmagens dos ensaios da turnê. Mas tem também alguns trechos dos bastidores e entrevistas com os envolvidos com o show, como músicos e dançarinos.

O mais impressionante do filme com certeza é ver que Michael Jackson ainda tinha muito o que mostrar. Ele continuava cantando e dançando muito bem. Apesar da aparência, ele estava bem magro, continuava mandando muito bem.

O show realmente ia ser algo impressionante. Michael não poupou esforços e reuniu muita gente boa ao seu redor para construir o espetáculo. A banda era excelente, ele continuava excelente como sempre, somados a iluminação e recursos de vídeo em 3D. Além disso, o repertório ia ter somente os maiores sucessos, somente os que os fãs queriam.

Senti falta apenas de mais cenas dos bastidores e da construção do filme como um documentário. Mas o objetivo era outro, era dar aos fãs uma visão de como seria o show. E nisso o filme cumpre muito bem o seu papel.

Michael Jackson's This Is It” entrou em cartaz no dia 28 de Outubro e supostamente vai ficar em cartaz apenas por 2 semanas. Então se você gosta de Michael, corra para o cinema que esse registro vale muito a pena em ser conferido. Agora quem sabe com o sucesso eles não acabem deixando em cartaz por mais tempo, eu não duvido disso.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Substitutos

Título Original: Surrogates (EUA, 2009)
Com: Bruce Willis, Radha Mitchell, Rosamund Pike, Boris Kodjoe, James Francis Ginty, Michael Cudlitz, James Cromwell e Ving Rhames
Direção: Jonathan Mostow
Roteiro: Michael Ferris e John Brancanato
Duração: 88 minutos


Nota: 3 (bom)

A literatura já foi grande fonte de inspiração e adaptação para o cinema. Ultimamente as histórias em quadrinhos têm cada vez mais ganhado seu espaço e não somente as de super-heróis.

Baseada na HQ de Robert Venditti e Brett Weldele, "Substitutos" (“Surrogates” no original) mostra um futuro alternativo no qual os seres humanos se conectam a robôs para viver suas vidas. As máquinas são perfeitas, bonitas e não envelhecem. Com elas as pessoas podem fazer o que quiser sem medo de se machucar.

A história começa quando 2 substitutos (como os robôs são chamados) são destruídos e seus usuários também morrem. Até então isso era impossível. Cabe então ao agente Tom Greer (Bruce Willis) descobrir o que houve.

O diretor Jonathan Mostow já tem experiência em filmes de ficção científica após comandar o péssimo “Exterminador do Futuro 3”, mas aqui consegue construir um filme mais interessante.

Apesar de trama apontar para caminhos mais complexos e levantar algumas questões, a coisa é feita de maneira bem superficial. Mesmo assim as cenas de ação são competentes, o que acaba fazendo com que o filme seja pelo menos divertido e interessante.

Além disso, o carisma de Willis como protagonista acaba deixando alguns furos e problemas do filme em segundo plano. As participações de James Cromwell e Ving Rhames também são bem interessantes.

A parte técnica também não faz feio com efeitos especiais bem feitos e também maquiagem. Ver Willis com cabelo e com aparência de 30 anos mais novo de maneira convincente é a prova disso.

sábado, 24 de outubro de 2009

Besouro

(Brasil, 2009)
Com: Adriana Alves, Ailton Carmo, Anderson Santos de Jesus, Chris Vianna, Flavio Rocha, Geisa Costa, Irandhir Santos, Jessica Barbosa, Leno Sacramento, Mestre Alípio, Nilton Junior, Sergio Laurentino e Servílio de Holanda
Roteiro: Patrícia Andrade e João Daniel Tikhomiroff
Direção: João Daniel Tikhomiroff
Duração: não informado


Nota: 3 (bom)

Na última quarta-feira, dia 21 de Outubro de 2009, rolou no Multiplex Iguatemi a pré-estréia do filme nacional “Besouro”. Trata-se de uma “superprodução” brasileira de 10 milhões de Reais de orçamento, o maior desse ano. Antes de exibição rolou uma roda de capoeira e o diretor João Daniel Tikhomiroff estava presente junto com o elenco falando um pouco sobre a produção.

Existe muita expectativa em relação ao filme por causa das cenas de luta, que lembram bastante o estilo de filmes como “O Tigre e o Dragão”, principalmente porque o chinês Huen Chiu Ku (apelidado de Dee Dee pela produção do filme) foi convocado para coreografar. Além do já citado ‘Tigre’, ele também fez filmes como “Matrix” e “Kill Bill”. Tanto que o trailer no YouTube bombou bastante.

A história se passa na Bahia no início do século 20. Um pequeno texto narrado por Milton Gonçalves explica a situação, que apesar da escravidão já ter acabado os negros continuavam sendo tratados como escravos. Iremos então conhecer Besouro, um capoeirista que após a morte do seu mestre irá ajudar a população a se livrar dos maus tratos do coronel que manda na cidade.

A maioria do elenco são atores não profissionais e tiveram preparação de elenco com Fátima Toledo, que fez algo parecido com “Cidade de Deus”. O resultado aqui foi inferior ao conseguido em ‘Cidade’, mas não chega a comprometer o filme.

A parte técnica do filme, como fotografia e trilha sonora, são bem realizadas. A música tema feita pela Nação Zumbi é bem legal. E as cenas de luta são realmente bem interessantes, mas são muito poucas para quem estava esperando um filme de ação e luta. Acabam ficando em segundo plano apenas para completar a história.

O roteiro também é um pouco confuso e se perde um pouco em tentar explicar coisas como a arte da capoeira ou elementos do candomblé, apesar de serem um pouco necessárias para explicar melhor a história. Na reta final a coisa melhora um pouco e a conclusão é até bem interessante.

Na verdade o maior problema do filme é o protagonista Besouro. Não o ator, mas sim o personagem. Ele não é nem um pouco carismático e não faz muita coisa que justifique os seus méritos como “herói”.

O resultado final é bom, mas poderia ter sido bem mais interessante. Além disso, a maneira como o filme vem sido vendido, algo como filme de luta e ação, pode acabar decepcionando uma parte do público ao se deparar com algo mais dramático e poético.

Besouro” estréia no dia 30 de Outubro com distribuição da Globo Filmes e 160 cópias, um ótimo número se tratando de um filme nacional. Confiram o trailer:

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Garota Infernal

Título Original: Jennifer's Body (EUA, 2009)
Com: Megan Fox, Amanda Seyfried, Johnny Simmons, J.K. Simmons, Amy Sedaris, Adam Brody e Cynthia Stevenson
Roteiro: Diablo Cody
Direção: Karyn Kusama


Nota: 3 (bom)

A roteirista Diablo Cody ficou famosa após ter escrito o filme “Juno”, que além de ter feito bastante sucesso lhe rendeu vários prêmios, inclusive o Oscar de melhor roteiro. Muita expectativa se criou em relação ao seu próximo trabalho. Ela resolveu então escrever um filme de terror e o resultado foi “Garota Infernal”.

Se o fato do filme ter sido escrito por Cody já era motivo suficiente para curiosidade em conferir, a presença da atriz Megan Fox também ajuda bastante. Após ficar super famosa ao fazer parte dos 2 filmes dos “Transformers”, ela ainda vem roubando a mídia que a toda hora divulga uma notícia sobre ela. Ela é a verdadeira “gostosa” do momento.

Fox vive a Jennifer do título original. Ela e sua melhor amiga Needy moram numa cidade do interior dos EUA chamada Devil's Kettle. Enquanto Jennifer é a gostosona do colégio, Needy faz mais o tipo certinha. Após irem para um show de rock num bar, Jennifer é levada pela banda e depois reaparece tomada por alguma espécie de demônio. Para sobreviver ela precisa comer garotos, literalmente falando.

O filme foi vendido como um filme de terror, mas deixa bastante a desejar nesse aspecto. As partes sanguinárias não são muito boas e o não tem um clima muito assustador. Mesmo assim o filme acaba sendo divertido, principalmente ao toque de humor e ironia da história, junto com as referências pop e uma boa trilha sonora.

Outro aspecto negativo é que a Megan Fox não é tão carismática assim a ponto de conseguir carregar um filme como protagonista. Quem acaba roubando toda a cena é a Amanda Seyfried (Mamma Mia!) como Needy, cuja personagem de certa forma é a protagonista da história. Até mesmo na questão da sensualidade, que é o ponto mais forte da Megan, não é muito bem explorado. Não vemos aqui nada mais do que já foi visto em “Transformers”.

A direção de Karyn Kusama também deixa um pouco a desejar, pois o filme tinha potencial para ser bem mais interessante. Mesmo assim acaba sendo até divertido, mas não vá esperando muita coisa para não se decepcionar.

Por falar em decepção, o filme não foi bem nas bilheterias americanas. Provavelmente pelos pontos citados como negativos: filme terror que não é tão de terror assim e a falta de mais sensualidade da protagonista Megan Fox. Talvez a atriz ainda não esteja pronta para ser a protagonista. Ou então o público só que saber do seu corpo e não da sua atuação.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

9 - A Salvação

Título Original: 9 (EUA, 2009)
Com as vozes originais: Elijah Wood, Jennifer Connelly, John C. Reilly, Crispin Glover, Martin Landau, Christopher Plummer e Fred Tatasciore
Com as vozes dublado em português: Vagner Abiate Fagundes, Marcelo Pissardini, Marcelo Campos, Gileno Santoro e Leticia Quinto
Direção: Shane Acker
Roteiro: Shane Acker e Pamela Pettler
Duração: 79 minutos


Nota: 3 (bom)

O nome de Tim Burton no cartaz já é motivo suficiente para despertar interesse na animação “9 – A Salvação”. Ele junto com o diretor russo Timur Bekmambetov (“O Procurado”) foram os responsáveis pela produção do filme, apostando no talento do estreante Shane Acker.

A partir do curta feito por Shane Acker em 2006, que foi indicado ao Oscar, foi realizado um longa-metragem. O estilo da animação, com uma atmosfera sombria e a história de um boneco solitário, lembra muito o estilo de Burton e entende-se o motivo pelo qual ele resolveu apostar nesse projeto. Foi um longo período de 4 anos para que o curta fosse transformado num longa e teve a estréia lá nos EUA numa data bem peculiar que combina com o título da animação: 09/09/09.

9 é o nome do protagonista, uma criatura meio estranha que é uma espécie de boneco feito de estopa com um zíper na barriga e olhos que parecem um obturador de máquina fotográfica. Tudo começa com ele acordando e vendo um mundo pós-apocalíptico onde as máquinas dominam. As cidades lembram o pós-segunda guerra mundial. Ele descobre que existem 8 antecessores que são bem parecidos com ele que tentam sobreviver aos monstros mecânicos.

Apesar do cenário e da história não serem grandes novidades no mundo da ficção científica, o trabalho visual é bem bonito e interessante. O roteiro foi escrito pelo próprio Acker, que contou com a ajuda de Pamela Pettler de (“A Noiva Cadáver”).

Mesmo sem conseguir manter um bom ritmo durante os 80 minutos de duração, o resultado ainda assim é positivo. O diretor conseguiu manter sua integridade artística mantendo as discussões filosóficas e o final um pouco místico sem ter um desfecho muito feliz.

Considerando que animações sempre são associadas ao mundo infantil, essa aqui talvez não tenha tanto apelo para esse público. Felizmente pelo menos uma cópia legendada foi enviada para Salvador. Inclusive o elenco de vozes merece bastante destaque com nomes como Elijah Wood, Jennifer Connelly, John C. Reilly e Martin Landau.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

30 dias de noite

Título Original: 30 days of night (EUA, 2002)
Autor: Steve Niles
Arte: Ben Templesmith
Editora: IDW Publishing (No Brasil lançada pela Devir Livraria)
Número de páginas: 88


Lançada em 2002, a revista “30 dias de noite” fez bastante sucesso por ser uma história de terror em quadrinhos, algo que não estava sendo com freqüência no mundo dos quadrinhos, e também pela história bastante criativa e interessante.

Existem algumas cidades que durante o inverno o sol não aparece durante alguns dias. O que aconteceria se vampiros invadissem esse lugar? É a partir dessa premissa que começa o enredo de “30 dias de noite”.

A cidade de Barrow está localizada no meio da vastidão gelada do Alaska. Os moradores de lá já estão acostumados com as condições inóspitas do local, mas não imaginam que algo terrível pode vir a acontecer. O lugar é ideal para um banquete sangrento para um grupo de vampiros mortos de fome. A única esperança de lá é o casal de policiais Eben e Stella. Mas será que eles irão conseguir salvar a cidade?

A revista foi escrita por Steve Niles e desenhada por Ben Templesmith. Além da originalidade da história, a parte gráfica também possui um visual bem criativo, interessante e fora do comum. Ela foi um sucesso e várias seqüências foram feitas nos quadrinhos, além de uma adaptação para o cinema feita em 2007.

Quem gosta de quadrinhos e também de terror com certeza terá grandes chances de gostar da revista.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Distrito 9

Título Original: District 9 (África do Sul / Nova Zelândia, 2009)
Com: Sharlto Copley, Jason Cope e David James
Direção: Neill Blomkamp
Roteiro: Neill Blomkamp e Terri Tatchell
Duração: 112 minutos


Nota: 5 (excelente)

Peter Jackson, aquele do “Senhor dos Anéis” estava produzindo o filme sobre o jogo “Halo” e teria o diretor novato Neill Blomkamp no comando. Depois de desentendimentos entre os estúdios que iam produzir o filme, o projeto acabou sendo engavetado. Jackson então resolveu não deixar seu pupilo na mão e resolveu produzir “Distrito 9”, baseado num curta dirigido por Blomkamp.

Blomkamp é da África do Sul e na capital Johannesburgo que a história se passa. Vinte anos atrás uma nave alienígena teve problemas e foi parar na cidade. Os tripulantes foram resgatados e colocados num abrigo, o tal distrito 9. O lugar virou praticamente uma favela e incomoda bastante os moradores e autoridades da cidade.

Cabe então Wikus Van De Merwe (Sharlto Copley), membro da MNU (uma espécie de ONU), a missão de levar uma ordem de despejo para os moradores do distrito 9, que serão transferidos para outro local. Acontece que ele acaba sendo infectado por um vírus alienígena, mas isso é apenas o início de seus problemas.

Graças a produção de Jackson, o diretor Blomkamp conseguiu fazer o filme do jeito que queria. Então a história se passa na África e o elenco tem nomes desconhecidos. O orçamento de 30 milhões de dólares, modesto para os padrões americanos, foi gasto em grande parte com os efeitos especiais, que realmente impressionam.

Além disso, o filme é uma espécie de falso documentário sobre o ocorrido. Então temos depoimentos de pessoas sobre a situação do distrito 9 e também sobre o ocorrido. Isso é bem interessante para tornar a história ainda mais realista.

Na verdade a grande genialidade do filme é o modo como a situação dos alienígenas é retratada, uma verdadeira crítica a situação da cidade após o fim do apartheid. E o modo como os alienígenas são tratados não é diferente do que pode acontecer em outras situações, como acontecem nas favelas aqui do Brasil por exemplo. Até a divulgação do filme usou desse recurso de realismo ao espalhar cartazes na rua falando para as pessoas denunciarem os alienígenas foragidos.

O resultado é um excelente filme de ficção científica, feito de uma maneira bem interessante e criativa, bem diferente dos padrões estabelecidos pelo gênero. Além disso, ele faz bastante sucesso nos EUA e em poucos dias o dinheiro de arrecadação já foi suficiente para superar o orçamento. Então existem grandes chances de rolar uma continuação. O ator Sharlto Copley também se deu bem e foi escolhido para participar do filme do “Esquadrão classe A”.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Bastardos Inglórios

Título Original: Inglourious Basterds (EUA, 2009)
Direção e Roteiro: Quentin Tarantino
Com: Brad Pitt, Mélanie Laurent, Christoph Waltz, Eli Roth, Michael Fassbender, Diane Kruger, Daniel Brühl, Til Schweiger, Gedeon Burkhard, Jacky Ido, B.J. Novak, Omar Doom, August Diehl e Denis Menochet
Duração: 153 minutos


Nota: 5 (excelente)

O tema da segunda guerra e nazismo esteve bastante presente esse anos nos cinemas em filmes como “O Menino do Pijama Listrado”, “Um Ato de Liberdade” e até Spike Lee mostrou a versão dos negros em “Milagre em Sta. Anna”. Alias, esse tema parece não sair de moda e sempre pode-se mostrar um novo aspecto. Temos então agora uma versão mais particular sob a visão do diretor Quentin Tarantino com seu “Bastardos Inglórios”.

Tarantino faz uma mistura de vários estilos de cinema e criou o seu estilo próprio. Esse filme é mais uma prova do seu talento. Obviamente não é o seu melhor filme, é melhor do que “À prova de morte”, mas sem dúvidas é um dos melhores do ano. Ele é um dos diretores mais criativos e inteligentes do cinema americano atual e continua escrevendo seus próprios roteiros.

Já se especulava sobre esse filme de guerra de Tarantino há alguns anos. Durante o processo criativo, enquanto escrevia o roteiro livremente inspirado num filme italiano de mesmo nome, ele pensou até em fazer um seriado de TV. Durante o festival de Cannes do ano passado ele lançou um desafio, disse que na edição seguinte estaria com seu filme pronto para ser exibido no festival. E ele cumpriu o que prometeu.

A história é dividida em capítulos e começa na França quando o coronel Hans Landa (Christoph Waltz, grande destaque do filme) está à procura de judeus e acaba matando a família de Shosanna (Mélanie Laurent), mas ela consegue fugir. Depois iremos conhecer o grupo do título, os bastardos inglórios, liderados por Aldo Rayne (Brad Pitt) que tem como objetivo matar o maior número de nazistas possível. Todos eles acabam se encontrando novamente num cinema, controlado por Shosanna, durante a estréia de filme nazista.

A melhor maneira de descrever o filme com certeza seria como “filme de guerra de Tarantino”. Todo o seu estilo está presente como nos sensacionais diálogos, referências pop, bom humor, trilha sonora caprichada, violência, ótimo elenco, etc.


Felizmente o filme não demorou muito para estrear aqui no Brasil, apesar do diretor ter dado bolo mais uma vez no festival do Rio. Ano passado ele viria divulgar “À prova de morte”. Falando nesse filme, vale lembrar que até hoje não foi lançado por aqui. Supostamente ia ser lançado agora em Novembro, mas não consta mais na lista de lançamentos no Filme B Aguardem notícias sobre isso por aqui.

domingo, 11 de outubro de 2009

Anticristo

Título Original: Antichrist (Dinamarca/Alemanha/França/Suécia/Itália, 2009)
Com: Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg
Direção e Roteiro: Lars Von Trier
Duração: 109 minutos


Nota: 2 (regular)

Os filmes do cineasta dinamarquês Lars Von Trier sempre fogem do cinema tradicional. Assistir seus filmes são verdadeiras experiências. Com “Anticristo” ele quis ir mais além ao exorcizar seus próprios demônios com um filme de terror.

O filme fala sobre a superação da dor. Um casal irá tentar se recuperar da morte do seu filho. Enquanto eles faziam sexo, a criança sobe numa mesa e acaba caindo pela janela. Essa cena inicial, o prólogo da história, toda filmada em preto e branco com câmera lenta é bastante bonita e intensa. Ela, a mãe, fica completamente perturbada e ele, o pai, é terapeuta e resolve tentar por conta própria tratar dela.

Apesar do ótimo início, o filme começa a se perder. O clima de drama começa a se misturar com o de suspense e terror. O comportamento da mulher começa a ficar cada vez pior.

A história vai se arrastando e o novo clima criado não parece fazer muito sentido. Muitas metáforas e muita conversa não convencem muito, tornando o filme até um pouco chato.

Como falei no início, os filmes do Von Trier sempre fogem do tradicional, mas aqui a coisa parece não funcionar. Ele resolve apelar para cenas mais fortes, explicitas e chocantes.

Bom, talvez quem não está acostumado com filmes tipo “Jogos Mortais” e coisas do tipo com certeza irá se chocar com essas cenas. Mas para esse que vos escreve tudo não passa de pura bobagem. A única diferença entre eles é o teor das cenas. Aqui as cenas envolvem os órgãos sexuais dos protagonistas, coisa que ‘Jogos’ não fez provavelmente para evitar a censura mais alta e com isso a molecada não ia poder vê-lo. Vá assistir “O Albergue” ou algo do tipo que é bem mais “chocante”.

O resultado é que a crítica ficou bastante dividida e o público também. Não tem meio termo, ou o filme é uma maravilha ou é uma porcaria. Bom, eu não diria que é uma porcaria, mas deixou muito a desejar. O diretor já conseguiu chocar e criar sensações bem mais interessantes em seus filmes sem precisar mutilar os órgãos sexuais de ninguém.

Assistam “Dançando no Escuro” ou “Dogville” que são bem mais “chocantes” e muito mais interessantes.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

The Umbrella Academy: Suíte do Apocalipse

Título Original: The Umbrella Academy: Apocalypse Suite (EUA, 2007)
Autor: Gerard Way
Arte: Gabriel Bá
Editora: Dark Horse Comics (No Brasil lançada pela Devir Livraria)


Lançada em 2007, a revista “The Umbrella Academy: Suíte do Apocalipse” finalmente chegou ao Brasil no dia 7 de Outubro. Para quem não sabe do que se trata, ela foi escrita por Gerard Way, vocalista da banda My Chemical Romance, e desenhada pelo brasileiro Gabriel Ba.

Gabriel é conhecido pelo seu trabalho junto com seu irmão gêmeo Fábio Moon. Eles fizeram revistas como a série “10 Pãezinhos” aqui no Brasil, além de “24seven” e “Casanova” nos Estados Unidos. Atualmente eles já estão trabalhando em uma nova série da Umbrella Academy.

Umbrella Academy é como se fosse uma academia de super heróis. A história mostra o reencontro de 7 membros da academia após 9 anos separados para o funeral do seu antigo mentor. Acontece que essa reunião trás problemas do passado e intrigas entre eles. Enquanto isso começa uma série de crimes e assassinatos por um misterioso vilão, que acaba também seduzindo um dos integrantes. Resta então aos outros investigar e resolver a situação.

A série fez bastante sucesso lá fora, tanto de público quanto de crítica. Acabou sendo indicada a alguns prêmios, como o Eisner Awards, que é considerado o Oscar dos quadrinhos.

A revista é bacana, mas talvez o “barulho” que ela tenha feito tenha sido um pouco exagerado. Mesmo assim vale a pena dar uma conferida, principalmente pelo trabalho de Gabriel, que está sendo reconhecido lá fora.

Quem quiser pode esperar também a adaptação para o cinema. Tudo indica a produção deve começar em breve. Aguardem mais notícias sobre isso por aqui.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Encantada

Título Original: Enchanted (EUA, 2007)
Com: Amy Adams, Patrick Dempsey, James Marsden, Timothy Spall, Rachel Covey, Susan Sarandon, Idina Menzel, Julie Andrews e Michaela Conlin
Direção: Kevin Lima
Roteiro: Bill Kelly, Rita Hsiao e Todd Alcott
Duração: 108 minutos


Nota: 3 (bom)

O que aconteceria se uma princesa dos contos de fada fosse parar no mundo real? Essa é a premissa do filme “Encantada”. Na verdade trata-se de um conto de fadas da Disney, mas que brinca com essa fórmula.

Na história a princesa Giselle (Amy Adams) conhece o seu príncipe encantado (James Marsden) e eles resolvem se casar. Acontece que a mãe do príncipe, a bruxa malvada (Susan Sarandon) não quer perder o seu trono então resolve usar um feitiço e enviar Giselle para o mundo real. Lá a princesa conhece um advogado (Patrick Dempsey), que irá ajudá-la enquanto o príncipe também vai para o mundo real procurá-la.

Para diferenciar bem o mundo real do mundo encantado, o encantado é retratado através de uma animação 2D bem estilo tradicional da Disney, enquanto o mundo real é feito com atores de verdade.

É interessante ver a própria Disney brincar com a fórmula dos contos de fada tão tradicionais dos seus desenhos antigos. Imaginem a princesa no mundo real cantando no meio da rua e coisas do tipo. São momentos bem engraçados, principalmente graças a ótima atuação de Amy Adams como Giselle. Ela chegou inclusive a ser indicada a melhor atriz por esse papel no Globo de Ouro.

As músicas do filme também são destaque e 3 delas foram indicadas ao Oscar. Agora o excesso de indicações a mesma categoria não ajudou e nenhuma das 3 levou o prêmio.

No final das contas o filme é bem divertido. Uma mistura de contos de fadas com comédia romântica. Apesar de alguns pequenos problemas, o resultado é positivo. Garantia de boas risadas e diversão para toda a família.

Na época que passou nos cinemas eu até tinha ficado curioso em assistir, principalmente pelas ótimas críticas que tinha recebido. Infelizmente só tinham cópias dubladas. Mas aí um dia desses tava passando na TV por assinatura e resolvi assistir.