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sábado, 28 de novembro de 2009

Ano Um

Título Original: Year One (EUA, 2009)
Com: Jack Black, Michael Cera, Oliver Platt, David Cross, Hank Azaria e Paul Rudd
Diretor: Harold Ramis
Roteiro: Harold Ramis, Gene Stupnitsky e Lee Eisenberg
Duração: 97 minutos


Nota: 2 (regular)

O filme “Ano Um” tinha tudo para ser bom graças aos envolvidos em sua produção. A começar pelo protagonista Jack Black fazendo dupla com Michael Cera. A premissa também era bem interessante, mas infelizmente o resultado final é bem abaixo do esperado.

A história se passa no ano um depois de Cristo e mostra as aventuras da dupla vivida por Black e Cera que são banidos da sua vila primitiva e irá conhecer o mundo através de referências a história da humanidade, passando por citações da Bíblia.

A idéia era boa, mas não da maneira como foi feita. O filme acaba apelando para piadas fáceis, apelativas, que acabam soando forçadas e sem graça. Nem mesmo o elenco e as participações especiais conseguem salvar o filme. E olha que temos gente como Vinnie Jones, Bill Hader, Christopher Mintz-Plasse, Paul Rudd e do diretor Harold Ramis. O único que ainda consegue alguns bons momentos é Jack Black, mas mesmo assim apenas para aqueles que curtem o seu estilo.

Apesar de ter feito uma bilheteria razoável e um elenco de nomes conhecidos, aqui no Brasil o filme acabou não sendo lançado nos cinemas indo direto para DVD. Se o filme fosse bom eu realmente estaria lamentando mais sobre isso.

A melhor palavra para descrever o filme é decepção. Realmente era de se esperar algo bem melhor e mais interessante desse filme. O diretor Harold Ramis, que era um dos Caça-fantasmas e dirigiu bons filmes como “Feitiço do tempo”, realmente deixou muito a desejar.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O Desinformante

Título Original: The Informant! (EUA, 2009)
Com: Matt Damon, Scott Bakula, Joel McHale, Melanie Lynskey, Tony Hale e Thomas F. Wilson
Direção: Steven Soderbergh
Roteiro: Scott Z. Burns
Duração: 108 minutos


Nota: 3 (bom)

Interessante um filme chamado originalmente de “The Informant!” (“O informante!” em português) ganhar a tradução de “O Desinformante”. Não que o título não faça até algum sentido dentro da história, mas pode até estragar um pouco, além de confundir os espectadores que podem achar se tratar de alguma comédia besteirol.

A trama do filme fala sobre escândalos corporativos baseado em fatos reais. O personagem principal se chama Mark Whitacre que é vivido por Matt Damon. A história é adaptada do livro do jornalista Kurt Eichenwald, do jornal "The New York Times". Mark é ao mesmo tempo o protagonista e o antagonista da história. Todas as situações que acontecem com ele são resultado de suas próprias ações.

O filme começa mostrando o dia a dia de Mark na empresa ADM onde ele trabalha, que é fornecedora de matéria prima. A coisa complica quando ele recebe uma ligação de um executivo japonês que tem informações sobre um vírus que vem atacando a produção da empresa e dando prejuízos. O cara quer dinheiro para não divulgar as informações. O FBI entra na história para investigar e Mark começa a falar mais do que devia, divulgando informações sobre uma suposta formação de cartel internacional da sua empresa. Ele vira então um informante.

O tom do filme é bem cínico e irônico, sendo uma mistura de filme policial e drama com leves toques de humor. Não aquele humor de chorar de rir, mas algo mais sutil e refinado. Iremos acompanhar as situações no qual o personagem principal vai se envolvendo, que irão comprometer não só a empresa como também a sua própria vida.

A atuação de Damon está muito boa. Ele retrata muito bem a ambigüidade do personagem. O filme talvez exagere um pouco no excesso de informações, parecendo correr um pouco para dar conta de muita coisa. Mesmo assim o resultado é positivo, ou seja, um bom filme.

domingo, 22 de novembro de 2009

Skoob – o que você anda lendo?


O que não faltam por aí são redes sociais. Eis então que resolveram criar uma rede social para quem gosta de livros. Surgiu assim o site Skoob. A grande sacada do site é que você faz o seu cadastro e vai montando a sua estante virtual. Vai colocando os livros que você possui, os que já leu ou que pretende ler. Além disso, pode classificar, organizar, cadastrar novos livros, dar notas sobre ele, escrever resenhas, entre outras coisas. Depois é só compartilhar com os amigos.

Quem se interessou pode entrar no site e fazer o cadastro que é bem simples. Confiram o meu perfil: http://www.skoob.com.br/perfil/ramonprates

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Jogos Mortais VI

Título Original: Saw VI (EUA , 2009)
Com: Costas Mandylor, Mark Rolston, Betsy Russell, Tobin Bell, Shawnee Smith, Peter Outerbridge, Shauna MacDonald e Darius McCrary
Direção: Kevin Greutert
Roteiro: Patrick Melton e Marcus Dunstan
Duração: 90 minutos


Nota: 2 (regular)

Acho que eu vou escrever uma resenha genérica para os filmes ‘Jogos Mortais’, aí todo ano quando um novo “capítulo” chegar aos cinemas basta eu adaptar o texto. Brincadeiras a parte, “Jogos Mortais VI” estréia parecendo que vai concluir a trama. Ou pelo menos assim a divulgação dele dizia (“o jogo completa seu ciclo”, frase que está no cartaz).

Uma das coisas que eu sempre falo na resenha é que o negócio virou um seriado de TV, só que com 1 capítulo por ano nos cinemas. Ainda não foi dessa fez que apareceu “anteriormente em Jogos Mortais...” mostrando um resumo do filme anterior. Mas parece que alguém se tocou que a história estava ficando complicada demais e nem todo mundo ia lembrar de todos os detalhes dos anteriores. Ou pior, podiam ter deixado de assistir algum.

No capítulo 6 a trama chega mesmo em algo perto de uma conclusão. O Jigsaw apesar de ter morrido (em qual parte foi mesmo?), continua dando as caras em flashbacks. Outro ponto positivo é que a história é explicada detalhadamente, com direito a vários flashbacks.

O nível de brutalidades dos jogos sempre aumenta, mas acho que já haviam chegado no pior nível nos filmes anteriores, então nesse quesito o filme não “choca” muito. Alias a “história” dessa vez parece estar um pouco acima dos jogos.

A piada da história do filme é até interessante. Começa com um jogo envolvendo duas pessoas que trabalham em bancos emprestando dinheiro para as pessoas através da hipoteca de suas casas. Imagine aí, piada com a crise. Depois o foco vai para as seguradoras de saúde, outro problema sério lá nos EUA.

O filme chega ao final, chega-se perto de uma conclusão, mas obviamente fica uma pequena deixa para uma próxima continuação. E ela já foi anunciada. “Jogos Mortais 7” chega aos cinemas americanos em 22 de Outubro de 2010 com uma novidade: será em 3D. Isso significa que minha resenha genérica vai ficar aqui salva para o ano que vem, somente acrescentando a parte sobre o 3D.

Para aqueles que curtem o filme e viram os capítulos anteriores, vale muito a pena ver essa continuação. Para aqueles que desistiram ou começaram a ver, mas perderam alguns dos anteriores, melhor deixar por isso mesmo. Mas se você se interessou em ver a continuação pelo fato de ser em 3D, talvez uma opção mais próxima seja “Premonição 4” que estréia próximo dia 27 de Novembro.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

I Love You Phillip Morris

Título Original: I Love You Phillip Morris (EUA, 2009)
Com: Jim Carrey, Ewan McGregor, Leslie Mann e Rodrigo Santoro
Direção e Roteiro: Glenn Ficarra e John Requa
Duração: 102 minutos


Nota: 4 (ótimo)

O filme “I Love You Phillip Morris” é uma comédia dramática estrelada por Jim Carrey e Ewan McGregor. Mas apesar de ter 2 grandes astros no elenco o filme teve dificuldades para conseguir arrumar um distribuidor. O motivo disso é o conteúdo da história: os protagonistas da trama são gays.

Pois é, Hollywood parece ainda não estar pronta e o preconceito continua rolando. Lá nos EUA o filme só vai ser lançado em fevereiro e apenas em circuito restrito, ou seja, não vai ser lançado em todo o país.

Por aqui a previsão é chegar as telas em 10 de abril de 2010, mas por enquanto foi exibido na Mostra de SP. Durante minha passagem pela cidade para conferir o show do Faith no More consegui pegar uma repescagem da mostra e assisti-lo.

A trama é baseada em fatos reais e o roteiro é adaptado do livro “I Love You Phillip Morris: A True Story of Life, Love, and Prison Breaks” de Steve McVicker. Jim Carrey vive Steven Jay Russell, um ex-policial que abandona a família para assumir sua homossexualidade. Ele vai viver em Miami junto com seu namorado vivido por Rodrigo Santoro.

Acontece que o estilo de vida gay é muito caro e como Russell deixou seu emprego de policial, ele resolve aplicar golpes ao estilo de “Prenda-me se for capaz”. Ele acaba indo preso e é na prisão que descobre o amor de sua vida: Phillip Morris, vivido por Ewan McGregor.

A história é bem divertida e o clima realmente lembra bastante o de ‘Prenda-me’ só que misturado com comédia romântica gay. O elenco está muito bem, principalmente Carrey. Esse talvez seja seu papel mais interessante desde “Brilho eterno de uma mente sem lembranças” e “Desventuras em série”. Ele se interessou bastante pelo filme e trabalhou praticamente de graça, considerando que o orçamento do longa de 20 milhões é o que ele geralmente ganha por um filme. Santoro tem um papel pequeno, mas decisivo para a história e McGregor também está muito bem.

Apesar de alguns filmes como “Milk” e “O segredo de brokeback moutain” terem estrelas de Hollywood e também terem temática gay, talvez por serem filmes mais sérios não tenham tido tantos problemas. Parece que o público americano ainda não está pronto para uma espécie de comédia romântica com um casal gay.



Felizmente o filme consegue ser mais do que isso, misturando bem as doses de comédia e drama junto com ótimas atuações resultado num filme muito bom e interessante.

domingo, 15 de novembro de 2009

Atividade Paranormal

Título Original: Paranormal Activity (EUA, 2007)
Com: Katie Featherston e Micah Sloat
Direção e Roteiro: Oren Peli
Duração: 86 minutos


Nota: 5 (excelente)

O filme “Atividade Paranormal” é o filme mais lucrativo da história, passando o recordista anterior “A bruxa de Blair”. E eles têm muitas coisas em comum. Ambos são filmes de terror, foram feitos de forma documental de maneira independente, foram vendidos para um grande estúdio e foram sucesso de bilheteria. ‘Atividade’ foi feito com 15 mil dólares e a bilheteria só nos EUA já passou dos 100 milhões.

A história é bem simples. Temos um casal, Katie e Micah, que resolveu ir morar juntos. Ela está tendo pesadelos e eles sentem que existe algo errado, alguma presença sobrenatural na casa. Ele então resolve comprar uma câmera para tentar descobrir o que está acontecendo. Enquanto eles estão dormindo deixam a câmera ligada para registrar o que acontece a noite. Então é que os problemas começam e vão aumentando de proporção.

A graça toda do filme é essa, o clima de tensão que vai sendo criado. O espectador vai descobrindo junto com os protagonistas o que está acontecendo e vai entrando no clima junto com eles. Tudo é feito de maneira muito sutil, com barulhos e muita sugestão. Pouca coisa é mostrada, mas o suficiente para criar o clima certo de suspense e tensão. Alias tenso é a melhor maneira de descrevê-lo. É uma experiência de sensações.

Escrito e dirigido por Oren Peli, o filme foi exibido em Outubro de 2007 num festival chamado Screamfest Film e em Janeiro de 2008 no festival Slamdance Film. Ele então saiu distribuindo o DVD do filme correndo atrás de alguém que quisesse distribuí-lo. Foi então que em 2008 foi parar na mão da Dreamworks. O próprio Steven Spielberg, um dos donos do estúdio, viu o filme e ficou impressionado. Compraram então os direitos do filme por 300 mil dólares e pensaram em refilmar o filme.

Durante as negociações, Peli conseguiu que o filme fosse exibido para uma platéia teste. Algumas pessoas saíram no meio da sessão e o achavam que era porque não tinham gostado, mas na verdade era porque estavam assustados. Foi então que resolveram que ia lançar o filme do jeito que tinha sido feito.

Quer dizer, na verdade apenas o final foi alterado, por sugestão de Spielberg. O final original era mais realista e não deixava brechas para uma continuação. O final da versão exibida nos cinemas é mais tensa e chocante, além de deixar algo aberto para uma futura continuação.

Entre 2008 e o lançamento do filme em 2009 ele ficou no limbo enquanto a Dreamworks e a Paramount Pictures se resolviam sobre os direitos do filme. Somente em Setembro começaram com a estratégia de lançamento. O filme foi exibido em 13 cidades para a fama dele ir se espalhando aos poucos. Fizeram um site para que as pessoas pudessem pedir que o filme fosse exibido em sua cidade. Então aos poucos foram aumentando o número de cidades, até que em 16 de Outubro teve lançamento em todo o país.

Aqui no Brasil a estratégia de lançamento é bem parecida. Tem o site http://www.atividadeparanormal.com.br onde é possível votar para que o filme seja exibido na sua cidade e também você possa escrever qual foi sua experiência ao assistir o filme. A estréia oficial é apenas no dia 4 de Dezembro, mas desde o dia 13/11 até a estréia, vão rolar pré-estréias nos fim de semana.

Realmente o filme é uma das surpresas desse ano. Ele vale mais pela experiência e sua idéia interessante. O clima de tensão criado é realmente impressionante. Cuidado ao escolher a sessão que vão assistir, pois caso seja um dia de cinema cheio de pessoas mal educadas, grandes chances da graça do filme ir por água abaixo. Boa sorte, e como dizem na divulgação do filme, não vão assistir sozinhos.

Confiram o trailer:

sábado, 14 de novembro de 2009

Vigaristas

Título Original: The Brothers Bloom (EUA, 2008)
Com: Rachel Weisz, Adrien Brody, Mark Ruffalo, Rinko Kikuchi, Robbie Coltrane, Maximilian Schell, Ricky Jay, Zachary Gordon e Max Records
Direção e Roteiro: Rian Johnson
Duração: 113 minutos


Nota: 4 (ótimo)

O filme “Vigaristas” pode não ter muita originalidade ao contar a história de 2 irmãos que vivem em dar golpes em pessoas ricas, mas a maneira como é contada nas mãos do diretor e roteirista Rian Johnson é bastante interessante.

Esse é apenas seu segundo filme, o primeiro chamado “A Ponta de um Crime“ não passou nos cinemas daqui, mas parece que foi lançado em DVD e ganhou prêmio no festival de Sundance de 2005. Graças a premiação ele conseguiu reunir um excelente elenco para seu novo filme que conta com Adrien Brody e Mark Ruffalo como os irmãos protagonistas e Rachel Weisz como a nova vítima de golpe da dupla.

Temos aqui uma comédia bem inteligente, que não fica tentando o tempo todo soar engraçadinho. O clima do filme lembra bastante os filmes do diretor Wes Anderson, que mistura comédia com drama ao criar personagens bem interessantes e um pouco caricatos e estranhos.

Os irmãos aprenderam desde cedo a enganar as pessoas para conseguir dinheiro. O mais velho Stephen (Ruffalo) cria o plano e a situação enquanto o mais novo Bloom (Brody) tem que viver o papel escolhido pelo irmão. Completando a equipe de golpistas temos Bang Band (Rinko Kikuchi), que passa o tempo todo calada e é responsável pelos explosivos. Bloom cansou dessa vida, então Stephen arruma o último golpe. A vítima é a bela, solitária e milionária Penelope (Weisz).

O elenco é o grande destaque do filme. A história é bacana e bem desenvolvida, mas acaba se perdendo um pouco na parte final no excesso de reviravoltas que também se estende um pouco para chegar ao final. Alias, a conclusão acaba deixando um pouco a desejar. Mesmo assim não chega a comprometer o resultado final que é de um filme muito bom, divertido e interessante.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Maquinária Rock Fest 2009 - Faith no More

Maquinária Rock Fest 2009: Nação Zumbi, Sepultura, Deftones, Jane’s Addiction e Faith no More
Dia: 07 de Novembro de 2009
Local: Chácara do Jockey – São Paulo – SP


No último sábado 7 de Novembro aconteceram 2 festivais de música em São Paulo: o Planeta Terra que teve atrações como Sonic Youth, Iggy Pop, Maximo Park, Ting Tings, entre outros, e o Maquinaria Rock Fest que teria o Faith no More. Obviamente que eu escolhi a segunda opção, afinal de contas a volta do Faith no More era algo totalmente imperdível.

São Paulo estava bastante quente! O local do show fica numa localização ruim, num lugar longe do centro da cidade, sem muitas opções de transporte e ainda estão rolando algumas obras. Uma das obras é de metrô, então quem sabe daqui a alguns anos a coisa melhore no acesso ao lugar. Por enquanto continua bizarro e problemas bem parecidos com o do show do Radiohead, que foi no mesmo lugar, aconteceram. Muito trânsito tanto para ir quanto para voltar. Dessa vez pelo menos fui com um grupo de amigos numa van alugada, então a coisa foi melhor. Com isso só chegamos ao lugar depois das 18 horas e já estava na metade do show do Deftones, então perdi Nação Zumbi e Sepultura. Sem problemas, o importante e que interessava mesmo era o Faith no More.

Sem muito que falar sobre o que vi do Deftones. Não curto o som da banda, mas tinha uma galera lá curtindo bastante. Meu ingresso era para a pista Premium, então tinha uma área reservada na frente do palco. Além disso, tinha alguns estandes como das revistas Rolling Stones e Trip, que estava distribuindo exemplares gratuitos. Aproveitei que estava com meu celular com acesso a Internet e fiquei postando coisas no Twitter para fingir que Twitter e internet móvel servem pra alguma coisa.

Chegou então a vez do Jane’s Addiction subir ao palco. A banda é legal, mas eu não curto muito. Mesmo assim o show foi bem interessante. O vocalista Perry Farrell é uma figura. Estava com uma roupa bastante “fashion” parecendo Aladdin, ou como alguém definiu: parecia um inimigo do Jiraya. Foi a primeira vez que eles se apresentaram no Brasil e estavam bem felizes com isso. Com tanta empolgação Farrell chegou até a tropeçar umas 2 vezes por se movimentar tanto. No repertório só tocaram as músicas mais conhecidas, com destaque para “Been Caught Stealing” que a música que eu mais gosto deles. Outro destaque foi a presença de 2 mulheres que subiram no palco junto de Farrell para ficar dançando.

Era hora então da grande atração subir ao palco. Enquanto finalmente terminaram de montar o palco, caiu uma chuva brutal! Cobriram o equipamento e esperaram a chuva passar ou diminuir. Por causa disso rolou um atraso de quase meia hora pro início do show.

O Faith no More sobe então ao palco e o vocalista Mike Patton aparece de terno vermelho e com um guarda-chuva na mão. Abrindo o show o cover da música “Reunited” da banda Peaches & Herb, canção que eles vem tocando durante essa turnê de volta da banda para simbolizar a reunião do grupo. O show então começa de verdade com “From out of Nowhere” e a galera vai ao delírio, principalmente esse que vos escreve.

Isso era apenas o início do show. Patton mostrou uma excelente presença de palco e uma enorme simpatia com o público brasileiro, principalmente porque ele sabe falar um pouco de português. Então ele se comunicou com a platéia o tempo todo em português e chegou até a fazer uma versão da música “Evidence” com o refrão traduzindo. Uma das estrofes diz: “I didn’t feel a thing” tornou-se “não estou sentindo nada”. Alias essa música ele dedicou a Zé do Caixão, ótima lembrança.

Uma música que entrou no repertório da banda especialmente para essa turnê na América do sul foi “Caralho Voador”. O nome é assim mesmo em português e um trecho da letra também. A canção é uma espécie de bossa nova.

A banda continua excelente no palco, com destaque para o já citado Patton. Incrível sua versatilidade cantando, misturando berros com melodia, o cara é foda. E o repertório do show foi impressionante, só os clássicos como “Epic”, “Surprise! You’re Dead” e “Last Cup of Sorrow”.

Na volta para o primeiro bis Patton contou que tinha uns 10 anos que a banda tinha tocado no Brasil e que talvez essa fosse a última. Será? Durante “Stripsearch” ele resolveu descer do palco e ir na grade “interagir” com o público gritando “porra” e “caralho”. Foi uma confusão que deu trabalho aos seguranças e 2 pessoas ainda levaram um beijo da boca dele, sendo que um foi um cara. Foi totalmente sem noção.

A banda ainda voltou para mais um bis tocando um cover de Burt Bacharach. A platéia estava pedindo por “Falling do pieces”, que tinha rolado nos shows anteriores no Rio de Janeiro e em Porto Alegre. Mas a banda tocou uma bem melhor: “Digging the grave” que fechou o show em grande estilo.

É realmente muito difícil tentar descrever a sensação de como foi o show. Foi realmente muito bom, muito foda, algo realmente memorável. Sem dúvidas um dos melhores shows que eu já vi na vida.

* Repertório do Faith no More:

1. Reunited (Peaches & Herb cover)
2. From Out of Nowhere

3. Be Aggressive

4. Caffeine
5. Evidence
6. Surprise! You're Dead!
7. Last Cup of Sorrow
8. Ricochet
9. Easy (Commodores cover)
10. Epic
11. Midlife Crisis
12. Caralho Voador
13. The Gentle Art of Making Enemies

14. King for a Day
15. Ashes to Ashes
16. Just a Man Play

Bis:
17. Chariots Of Fire/Stripsearch
18. We Care a Lot


Bis 2:

19. Theme from Scarface/This Guy's in Love with You (Burt Bacharach cover)
20. Digging the Grave


Fotos do show:
http://musica.ig.com.br///fotoshow/2009/11/08/maquinaria_festival___dia_1_622887.html
http://www.rollingstone.com.br/imagens/13231/em/noticias/6847/
http://g1.globo.com/Noticias/0,,GF76876-7085,00-FESTIVAL+MAQUINARIA.html
http://musica.uol.com.br/album/maquinaria-festival-2009-faith-no-more_album.jhtm

Vídeos:
http://musica.uol.com.br/videos/?tagId=166988&tagName=maquinaria%20festival

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Matadores de Vampiras Lésbicas

Título Original: Lesbian Vampire Killers (Reino Unido, 2009)
Com: James Corden, Matthew Horne, Paul McGann, Silvia Colloca, Lucy Gaskell, MyAnna Buring e Louise Dylan
Direção: Phil Claydon
Roteiro: Steward Williams e Paul Hupfield
Duração: 88 minutos


Nota: 3 (bom)

O filme “Matadores de Vampiras Lésbicas” tem sem dúvidas um dos títulos mais interessante desse ano. E quem diria que esse filme inglês chegaria a ser exibido nos cinemas no Brasil. Além disso, a distribuidora daqui ainda resolveu apostar em cópias dubladas que contam com a presença do cantor da banda Ratos de Porão e apresentador da MTV João Gordo. Felizmente, ou infelizmente para alguns, nenhuma dessas cópias dubladas veio para Salvador.

Um filme com um nome desses obviamente não deve ser levado a sério e é justamente isso que ele faz, ou seja, não se leva a sério. Apesar do tema de terror, a história é uma comédia que faz justamente referências aos filmes do gênero.

Aparentemente o filme parecia flertar com os filmes thrash e divertidos dos anos 50, mas o resultado é mais para o lado cômico, que lembra bastante o estilo do diretor Edgar Wright e seu “Shaun of the dead”. Alias, até a dupla de protagonistas se parecem. A diferença é que enquanto ‘Shaun’ é um filme genial que consegue ser divertido, “sério” e uma excelente homenagem aos filmes de zumbi, ‘Matadores’ é apenas um filme divertido.

A história começa contando a lenda de Carmilla, a rainha vampira lésbica, que antes de ser morta roga uma maldição em uma cidade pequena no interior da Inglaterra chamada Cragwich na qual todas as meninas que completarem 18 anos se tornariam vampiras lésbicas.

De volta aos tempos atuais, iremos acompanhar a dupla Fletch e Jimmy (interpretados por James Corden e Mathew Horne, que fazem sucesso na TV britânica com a série Gavin & Stacey). Enquanto um é romântico e tenta se recuperar por ter sido largado pela namorada, pela 8ª vez, o outro só quer saber de beber e fazer sexo. Os 2 acabam indo passar as férias na tal cidade da maldição e irão se meter em confusões.

É bom ver que com a moda atual relacionada aos vampiros, com os filmes da série “Crepúsculo” e programas de TV como “True Blood”, alguém resolveu se aproveitar e fazer piada com isso. Confesso que não sabia o que esperar desse filme, tinha lido muito pouco e nem sabia que era inglês, então acabei me divertindo bastante e dando boas risadas.