propaganda

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Nine

Título Original: Nine (EUA, 2009)
Com: Daniel Day-Lewis, Marion Cotillard, Penélope Cruz, Judi Dench, Stacy Ferguson, Kate Hudson, Nicole Kidman e Sophia Loren
Direção: Rob Marshall
Roteiro: Michael Tolkin e Anthony Minghella, baseado em livro de Arthyr Kopit e em roteiro de Federico Fellini, Ennio Flaiano, Tullio Pinelli e Brunello Rondi
Duração: 118 minutos

Nota: 2 (regular)

O diretor Rob Marshall tinha feito uma excelente estréia no cinema com “Chicago”, mas errou um pouco a mão com “Memórias de uma gueixa”, onde deixava o musical de lado. Com “Nine” ele volta ao mundo dos musicais onde sua carreira começou quando era apenas coreógrafo. Ele reuniu um elenco impecável cheio de estrelas numa homenagem ao filme “8 ½” do italiano Federico Fellini. Todos os elementos para um bom filme estão presentes, mas infelizmente o resultado mostrado na tela não é satisfatório.

Daniel Day-Lewis vive Guido, um grande diretor de cinema italiano prestes a começar a filmar seu novo filme, mas ainda não teve a inspiração para escrever o roteiro. Enquanto a produção do filme começa, ele luta para tentar começar a escrever algo enquanto tenta resolver seus problemas pessoais refletindo sobre sua vida.

Nisso temos os números musicais com cada um dos protagonistas tendo a sua música. Os números funcionam algumas vezes como flashback, mostrando a infância de Guido, ou como devaneio dos personagens fora do mundo real, como o próprio Guido cantando sobre achar que não vai conseguir fazer o filme.

Essa forma de narrativa acaba fazendo com que o filme vire uma coisa totalmente caótica e um pouco distante. Nenhum dos personagens mostra muito carisma, principalmente o Guido, protagonista da história. A idéia de mostrar as maravilhas sobre a realização de um filme não funcionam de maneira satisfatória. Além disso, a homenagem aos italianos soa bastante forçada, principalmente graças ao sotaque dos personagens.

No final das contas o filme tinha tudo para ser bom, mas o resultado deixa bastante a desejar. Com alguns poucos bons momentos, como o número musical “Cinema Italiano” cantado por Kate Hudson que é a melhor cena do filme, o filme não consegue entregar o prometido.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Hard Boiled: À Queima-Roupa

Título Original: Hard Boiled (1990)
História: Frank Miller
Arte: Geof Darrow
Cores: Claude Legris
Editora: Dark Horse Comics (No Brasil lançada pela Devir Livraria)


A revista “Hard Boiled: À Queima-Roupa” é fruto da parceria entre o autor Frank Miller (Sin City e Os 300 de Esparta) junto com a arte de Geof Darrow, que além de ser desenhista de quadrinhos ficou conhecido por ter criado os conceitos visuais da trilogia Matrix. Os dois também trabalharam juntos em outra revista chamada Big Guy & Rusty, O Menino-Robô.

A história se passa numa futura Los Angeles de 2029. O personagem principal é Carl Seltz, um consultor de seguros que descobre ser também um cyborgue assassino coletor de impostos que pode ser a última esperança para a raça dos robôs escravizados.

A trama é interessante e ácida, bem ao estilo de Miller, e a narrativa é bastante ágil e de extrema violência. Mas o grande atrativo da revista não é a história, mas sim a parte visual. A arte de Darrow é realmente impressionante, rica e cheia de detalhes. A maior parte dos desenhos ocupa todo o papel e é possível observar os mínimos detalhes.

Em 2001 chegou a rolar uma negociação da Warner com Miller e Darrow para adaptar a revista para o cinema com David Fincher na direção e Nicolas Cage no papel principal, mas isso não foi adiante. Após o sucesso de Sin City no cinema com o próprio Miller também na direção, em 2008 ele afirmou que iria ele mesmo dirigir o filme, mas por enquanto não existe nada confirmado sobre isso. É aguardar pra ver.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Amor sem Escalas

Título Original: Up in the Air (EUA, 2009)
Com: George Clooney, Vera Farmiga, Melanie Lynskey, Anna Kendrick e Danny McBride.
Direção: Jason Reitman
Roteiro: Jason Reitman e Sheldon Turner
Duração: 104 minutos


Nota: 5 (excelente)

O diretor Jason Reitman chega a seu terceiro filme com “Amor sem Escalas” após ter mostrado muito talento com “Obrigado por fumar” e “Juno”. E dessa vez ele realmente acertou a mão realizando o seu melhor filme. Ele dosou bem o humor irônico e inteligente de ‘Obrigado’ com um pouco de emoção e romance de ‘Juno’.

A história é baseada no livro escrito por Walter Kirn que vai ser lançado no Brasil graças ao filme. Estrelado por George Clooney, o filme conta a história de Ryan Bingham que é um consultor de uma empresa com a tarefa de demitir funcionários de outras empresas, que não sabem como fazer isso da melhor maneira. Sua vida é estar sempre viajando.

Seu estilo de vida é ameaçado quando surge em sua empresa a novata Natalie (Anna Kendrick), que tem a idéia de fazer a demissão via videoconferência, tirando a necessidade de ter pessoas viajando e reduzindo os custos. Ele então resolve mostrar a ela que as coisas não são assim tão simples e os dois começam a viajar junto para que ela possa entender melhor como a coisa funciona.

O outro personagem principal da história é Alex (Vera Farmiga), uma mulher com o estilo de vida de viagens a trabalho bem parecido com o de Ryan. Os dois se conhecem e acabam começando um relacionamento casual.

Os três atores estão muito bem com ótimas atuações cheias de carisma. Como falei no início o diretor Reitman consegue criar uma história inteligente com muito humor e emoção capaz de agradar os mais variados tipos de público. Talvez pensando nisso o título em português pareça de uma comédia romântica, mas felizmente o filme está bem longe disso.

Além dos três protagonistas o filme também conta com participações especiais bem interessantes de J. K. Simmons (Juno), Sam Elliott (Obrigado por fumar) e Zach Galifianakis (Se beber não case) como algumas das pessoas que são demitidas pelo Ryan.
O filme foi muito bem elogiado, com toda a razão, e deve ser um forte candidato ao Oscar 2010 e também de estar presente na minha lista de melhores filmes do ano. É realmente uma história que diverte e emociona.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Sherlock Holmes

Título Original: Sherlock Holmes (Inglaterra/EUA, 2009)
Com: Robert Downey Jr., Jude Law, Rachel McAdams, Mark Strong e Kelly Reilly
Direção: Guy Ritchie
Roteiro: Michael Robert Johnson, Anthony Peckham e Simon Kinberg
Duração: 128 minutos


Nota: 3 (bom)

Demorou até que Hollywood resolvesse dar vida novamente a um personagem tão clássico como o detetive “Sherlock Holmes”. A responsabilidade em dar uma nova visão moderna, mas que ao mesmo tempo mantivesse traços do personagem original acabou nas mãos do diretor Guy Ritchie. Talvez ele não fosse a pessoa mais indicada, mas ele fez um bom trabalho.

O grande acerto do filme sem dúvidas foi a escolha do protagonista. Robert Downey Jr. está excelente como sempre e rouba o filme para ele. O resto do elenco também está bem, com destaque para Jude Law no papel de Watson e do vilão Mark Strong.

O filme também acerta ao não resolver contar a origem do personagem, como a dupla se conheceu e coisas do tipo. A história apenas apresenta os personagens e o novo tom dado a eles.

A trama começa com Holmes e Watson impedindo o Lord Blackwood (Strong) de cometer mais um crime sacrificando uma moça num ritual de magia negra. Ele é condenado a morte, mas ressuscita misteriosamente com um plano de tomar o poder de Londres. Caberá a dupla investigar o ocorrido. Nesse meio tempo entra também na história Irene Adler (Rachel McAdams), uma antiga rival de Holmes.

A visão do Holmes é bem diferente a qual estamos acostumados. Agora ele é mais físico, é bom de briga e está sempre correndo. Além disso, seu humor está bem mais ácido na pele de Downey Jr. Os diálogos, principalmente entre Holmes e Watson são as melhores partes do filme. O estilo de Ritchie na direção também está presente, principalmente no uso bem interessante da câmera lenta.

O grande pecado do filme são os exageros nos efeitos especiais, principalmente em cenas grandiosas e totalmente desnecessárias para a história como a cena do navio ou o final em cima de uma ponte em construção. Os excessos também aparecem na recriação da Londres da época em grandes tomadas para mostrar a cidade toda, mas ao mesmo tempo com uma fotografia escura que chega a incomodar em alguns momentos, parecendo ter sido feita para esconder as imperfeições dos efeitos.
Esses problemas não chegam a comprometer o filme, mas acabam estragando um pouco. Mesmo assim o resultado final é bem bacana e divertido, principalmente graças a presença de Downey Jr. A deixa para a continuação está lá, parece que as filmagens começam ainda esse ano, então aguardem em breve novas aventuras do novo Holmes no cinema.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Vício Frenético

Título Original: Bad Lieutenant: Port of Call New Orleans (EUA, 2009)
Com: Nicolas Cage, Eva Mendes, Val Kilmer, Fairuza Balk, Denzel Whitaker, Jennifer Coolidge, Shawn Hatosy, Xzibit e Vondie Curtis-Hall
Direção: Werner Herzog
Roteiro: William Finkelstein
Duração: 121 minutos


Nota: 4 (ótimo)

Demorou, mas finalmente Nicolas Cage voltou a protagonizar um bom filme. Parece que a cada certa quantidade de bombas ele acaba fazendo algo interessante. E nesse papel em “Vício Frenético” ele realmente está muito bem.

O filme dirigido pelo alemão Werner Herzog (do qual confesso infelizmente nunca ter assistido outro filme) era para ser uma refilmagem de um filme independente de 1992 dirigido por Abel Ferrara. Acontece que um dos produtores tinha os direitos da história, assim surgiu o roteiro que foi parar na mão de Herzog que se interessou em dirigir. Mas ele, assim como eu, não viu e nunca tinha ouvido falar do original. Então para ele era apenas uma história que ele resolveu filmar.

A primeira mudança foi o local, de Nova York para Nova Orleans. A decisão foi dos produtores por causa dos custos lá serem mais baixos. Isso acabou refletindo e combinando muito com a história do protagonista, já que a cidade ainda está se recuperando após o furacão Katrina.

Cage vive o “mau tenente” do título original, um policial que parece não ter problemas em ultrapassar os limites entre a lei e o crime. Tudo começa quando ele sofre um acidente que machuca suas costas. Ele começa a ter que tomar analgésicos fortes para amenizar a dores. Esse é apenas o início do vício que acaba evoluindo para coisas mais fortes como cocaína e heroína.

Apesar disso, Terence McDonagh (Cage) tem também um bom coração e ama sua namorada que é uma garota de programa (Eva Mendes). E claro, é um bom e eficiente policial, apesar de estar sempre chapado e com métodos de investigação questionáveis. Ele fica responsável pela investigação de um assassinato de uma família de imigrantes africanos que estavam envolvidos com tráfico de drogas.

A narrativa do filme é muito interessante ao mostrar as alucinações de McDonagh com seu vício nas drogas, com diálogos surreais e apesar da trama envolver sexo, drogas e violência em nenhum momento o diretor abusa desses recursos de maneira gratuita. Um dos grandes momentos do filme até aparece no trailer, durante um tiroteio quando o personagem de Cage manda um cara atirar novamente em outro que está no chão morto porque a alma dele ainda está dançando.
O grande trunfo da história é mostrar a ambigüidade do protagonista, fazendo com que o espectador tenha repulsa e empatia por suas atitudes. O diretor consegue manter bem o tom do filme e junto com a performance de Cage resultam num ótimo filme.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Tá Rindo do quê?

Título Original: Funny People (EUA, 2009)
Com: Adam Sandler, Seth Rogen, Leslie Mann, Eric Bana, Jonah Hill, Jason Schwartzman, Aubrey Plaza, Maude Apatow e Iris Apatow
Direção e Roteiro: Judd Apatow
Duração: 146 minutos


Nota: 4 (ótimo)

O diretor, roteirista e produtor Judd Apatow foi um dos responsáveis por definir as comédias americanas dos últimos anos, principalmente pelo conteúdo mais adulto. Após dirigir apenas 2 longas (“O virgem de 40 anos” e “Ligeiramente Grávidos”), ele chega com 3º filme chamado “Tá Rindo do quê?”.

Estrelado por Adam Sandler e Seth Rogen, cada um deles representa uma geração do humor americano. Nos anos 90 Sandler foi um dos grandes astros da comédia, enquanto Rogen consolidou sua carreira na década passada.

Aqui o diretor Apatow deixa o humor em segundo plano e aposta mais no drama, num filme de conteúdo mais adulto que busca fazer uma homenagem e ao mesmo tempo uma reflexão sobre o mundo da comédia. Justamente por mostrar esse lado mais realista que o filme não seja de morrer de rir, mas apenas engraçado em alguns momentos.

O filme conta a história de George Simmons (Sandler), um comediante bem sucedido que descobre ter uma doença rara no sangue. Isso faz com que ele pense na sua vida e perceba que não tem amigos e ninguém próximo que possa apoiá-lo nesse momento difícil. Ele resolve voltar a fazer números de stand-up, onde acaba conhecendo Ira (Rogen) e o convida para ser seu assistente, ajudando a escrever piadas e também nas coisas do dia-a-dia, e os 2 acabam ficando amigos.

Existem outras tramas em paralelo. George tem uma ex-namorada que foi o grande amor de sua vida, enquanto Ira tem seus 2 amigos que dividem uma casa. Elas também são importantes para o desenvolvimento da narrativa. Importante também são as participações especiais de vários comediantes, além de uma surpreendente aparição do rapper Eminem quase irreconhecível, mas que rouba a cena.

O problema do filme é que o tom dele não combina com os envolvidos. Ninguém vai querer ir ver um filme “sério” estrelado por Sandler e Rogen, ainda mais dirigido por Apatow e com mais de 2 horas de duração. Com isso o estúdio não soube como vender o filme para o público e a bilheteria foi abaixo do esperado. Aqui no Brasil saiu direto em vídeo.

Deixando isso de lado o resultado do filme é uma tragicomédia, que mistura bem o lado humorístico com uma considerável profundidade emocional sendo sem dúvidas o trabalho mais maduro do diretor. Apesar disso em ‘Ligeiramente’ ele tenha conseguido um resultado melhor ao colocar a comédia em destaque deixando o drama em segundo plano.

Mesmo assim o filme é bem interessante. O elenco está muito bem inclusive os personagens secundários que roubam a cena quando aparecem. Apatow faz um filme mais intimista ao mostrar a sua visão sobre o mundo da comédia com o choque das gerações retratado pelos protagonistas. A narrativa mantém o tom realista sem ser piegas com lições de moral ou redenção dos personagens.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Coraline e o Mundo Secreto

Título Original: Coraline (EUA, 2009)
Duração: 101 minutos
Direção: Henry Selick
Roteiro: Henry Selick sobre livro de Neil Gaiman
Com as vozes de: Dakota Fanning, Teri Hatcher, Jennifer Saunders, Dawn French, Keith David, John Hodgman


Nota: 4 (ótimo)

Infelizmente quando “Coraline e o Mundo Secreto” estreou nos cinemas com cópias em 3D, ainda não existiam salas com a tecnologia aqui em Salvador. Então só vieram cópias dubladas, acabei não assistindo no cinema e conferindo somente agora em casa.

O diretor Henry Selick é mestre de animação em stop-motion, já que ele foi o responsável pela direção de “O estranho mundo de Jack” dando vida a história de Tim Burton. Dessa vez ele resolveu levar ao cinema uma obra de outro grande autor: Neil Gaiman, mas conhecido do mundo dos quadrinhos adultos.

A história de Coraline é infanto-juvenil e tem mais elementos para agradar os mais velhos do que os muito novos. O clima é um pouco sombrio. A personagem título é uma menina que se muda junto com os pais, que só querem saber de trabalhar, para um antigo casarão em alguma cidade do interior. Não muito satisfeita com a situação ela resolve explorar os arredores e conhecer a vizinhança. Ela acaba encontrando dentro de casa uma passagem para um universo mágico paralelo onde existe uma versão amorosa de seus pais e todas as pessoas tem botões no lugar dos olhos.

Além de uma história bem bacana e interessante, o grande destaque do filme é o seu visual. É incrível como a técnica de stop-motion é rica em detalhes. Os personagens e os cenários foram todos feitos a mão. E o resultado é realmente impressionante.
É uma pena eu não poder ter conferido esse filme em versão 3D, com certeza o visual deve ficar ainda mais impressionante. O resultado é uma ótima história que junto com a parte visual transforma o filme numa experiência muito agradável.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Melhores cds década

Depois dos filmes, agora vem a lista dos melhores cds da década. Após essa lista o blog volta com a programação normal.



15) Foo Fighters - In Your Honor (2005)

Nesse cd a banda resolveu ousar ao lançar um cd duplo. O 1º era um cd normal de rock enquanto o 2º a banda tocava num estilo acústico com violões. O resultado ficou muito bom ao ponto da banda resolver fazer uma turnê tocando somente nesse estilo.



14) Nine Inch Nails - With Teeth (2005)

Esse foi o 1º e mais inspirado cd da banda dessa década, resultado da batalha pela qual o Trent Reznor venceu contra as drogas e o alcoolismo.



13) Supergrass - Life On Other Planets (2003)

O Supergrass nunca conseguiu repetir o mesmo sucesso do 1º cd, mas continou lançando discos de qualidade e esse é o mais interessante deles dessa década com o hit "Grace".



12) Placebo - Sleeping with Ghosts (2003)

Esse cd é o mais inspirado do Placebo da década e foi após esse cd que a banda se apresentou no Brasil, inclusive aqui em Salvador. Para completar ainda tinha a versão especial que tinha um cd bônus de covers.



11) Madonna - Confessions on a Dance Floor (2005)

Madonna é sempre capaz de se reinventar e para isso ela se junta aos melhores produtores. Nesse cd ela contou com a produção de Stuart Price e o clima é realmente de uma pista de dança com música sem parar do início ao fim.



10) Radiohead - Hail To The Thief (2003)

Alguns falam "Kid A", outro o último "In Rainbows", mas esse cd pra mim foi o melhor do Radiohead nessa década deixando um pouco da "maluquice" e experimentação do "Kid A" com uma sonoridade que lembrava mais a banda nos anos 90.



9) Franz Ferdinand (2004)

Esse também foi um dos cds que melhor definiu a década com muita alegria e animação.



8) Daft Punk - Discovery (2001)

Confesso que não gostava do 1º cd deles, mas esse 2º é realmente muito bom. Impossível não gostar de "One more time", ainda mais com aquele clipe.



7) The Killers - Hot Fuss (2004)

Esse cd marcou época com músicas que agitavam a pista de dança. "Somebody told me" é uma das músicas mais legais da década.



6) Green Day - American Idiot (2004)

O Green Day conseguiu se reinventar com esse disco, uma espécie de ópera rock, e mostrar que ainda tinha muita coisa pra mostrar se consolidando como uma das bandas mais importantes da década.



5) White Stripes - Elephant (2003)

Jack White é com certeza um dos músicos mais importantes dessa década. Com o White Stripes ele lançou ótimos cds e esse foi apenas mais um, mas acabou sendo o meu favorito. "Seven Nation Army" é uma das melhores músicas da década.



4) Strokes - Is this it? (2001)

Sem dúvidas esse é o disco que melhor define o rock dessa década e talvez o mais importante, sendo destaque na maioria das listas de melhores da década. Demorei para começar a ouvir, mas acabei sendo conquistado pelo som dessa banda.



3) Muse - Origin of Symmetry (2001)

Em seu 2º disco o Muse conseguiu consolidar a sua própria sonoridade misturando guitarras pesadas com sintetizadores criando o "space rock".



2) Smashing Pumpkins - Machina/The Machines of God (2000)

Esse foi o último disco do Smashing Pumpkins antes da banda acabar pela primeira vez. Um disco conceitual e que mostra bem a sonoridade do grupo misturando músicas pesadas e outras mais leves. Felizmente em 2007 a banda voltou e atualmente o vocalista e guitarrista Billy Corgan segue como o único membro original.



1) Queens of the Stone Age - Songs for the deaf (2002)

Foi com esse 3º disco que o Queens of the Stone Age comprovou de vez a sua qualidade. Esse é sem dúvidas o melhor disco da década. O cd ainda conta as participações de Dave Groh, que tocou bateria em todas as músicas, e do vocalista Mark Lanegan que cantou algumas músicas.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Filmes para 2010

O ano está começando, então resolvi aproveitar que saíram listas dos filmes que prometem em 2010 e selecionar os meus destaques. Infelizmente alguns eram para ter estreado ano passado por aqui, mas foram adiados para esse ano. Confiram a lista:

Previstos para 2009, mas adiados para 2010

O Fantástico Sr. Raposo (The Fantastic Mr. Fox)
Data estréia: Estreou lá no Brasil no dia 04/12, sem previsão em Salvador
Com as vozes: George Clooney, Meryl Streep, Jason Schwartzman, Bill Murray, Jarvis Cocker, Owen Wilson e Willem Dafoe
Diretor: Wes Anderson

O diretor Wes Anderson (de "Viagem a Darjeeling") entra no mundo da animação em “stop motion” ao adaptar o livro de Roald Dahl, cuja a obra mais conhecida é “A Fantástica Fábrica de Chocolate”.


Tá rindo do quê? (Funny People)
Data estréia: 06/01 (em DVD)
Com: Adam Sandler, Seth Rogen, Leslie Mann, Eric Bana, Jonah Hill e Jason Schwartzman
Diretor: Judd Apatow

Adam Sandler se junta a turminha de Judd Apatow, que dirige esse filme e promete ser a volta de Sandler a uma boa comédia. Para completar ainda tem Seth Rogen no elenco, o que garante ainda mais risadas. Parece ser o filme mais "maduro" do diretor misturando comédia e drama.


Sherlock Holmes
Data estréia: 08/01
Com: Robert Downey, Jr., Jude Law, Rachel McAdams e Mark Strong
Diretor: Guy Ritchie

Robert Downey Jr. interpretando Sherlock Holmes num filme de Guy Ritchie!? Realmente isso soa bem estranho, mas promete ser bem interessante. Somente a presença de Downey Jr. já vale o ingresso do filme.


Onde vivem os monstros (Where the wild things are)
Data estréia: 15/01
Com: Max Records, Catherine Keener, Mark Ruffalo, Lauren Ambrose, Chris Cooper, Paul Dano, James Gandolfini, Catherine O'Hara e Forest Whitaker
Diretor: Spike Jonze

O novo filme de Spike Jonze é uma adaptação de um popular livro infantil escrito por Maurice Sendak e vem passando por problemas e adiamentos do seu lançamento. Ano passado ele finalmente chegou aos cinemas americanos. Conseguirá Jonze sobreviver sem o roteiro de Charlie Kaufman? É aguardar para ver.


Ponyo on The Cliff By the Sea
Data estréia: 16/04
Diretor: Hayao Miyazaki

O mestre da animação japonesa Hayao Myiazaki, de “A viagem de Chihiro” e “O Castelo Animado”, está de volta com um novo filme. Precisa dizer mais alguma coisa?


Filmes de 2009 que estréiam agora em 2010

Amor sem escalas (Up in the Air)
Data estréia: 22/01
Com: George Clooney, Vera Farmiga e Anna Kendrick
Diretor: Jason Reitman

Após "Obrigado por fumar" e "Juno" o diretor Jason Reitman mistura mais uma vez comédia e drama em seu novo filme estrelado por George Clooney.


Invictus
Data estréia: 29/01
Com: Morgan Freeman e Matt Damon
Diretor: Clint Eastwood

Novo filme Clint Eastwood, precisa dizer mais alguma coisa?


Zumbilândia (Zombieland)
Data estréia: 29/01
Com: Woody Harrelson, Jesse Eisenberg, Emma Stone e Abigail Breslin
Diretor: Ruben Fleischer

Essa comédia bombou em 2009 nos EUA e parece ser bastante divertida, ainda mais por envolver zumbis.


Um homem sério (A Serious Man)
Data estréia: 19/02
Com: Michael Stuhlbarg, Richard Kind, Sari Wagner Lennick e Fred Melamed
Aaron Wolff
Diretores: Joel e Ethan Coen

Novo filme dos irmãos Coen, precisa dizer mais alguma coisa?


[REC] 2
Data estréia: 02/04
Com: Manuela Velasco, Jonathan Mellor, Óscar Sánchez Zafra
Diretor: Jaume Balagueró e Paco Plaza

O filme de terror espanhol [REC] fez sucesso e agora chega a sua continuação. Vamos ver se vão conseguir manter o clima e a qualidade do primeiro.


Extract
Data estréia: 09/04
Com: Jason Bateman, Ben Affleck, Kristen Wiig, Mila Kunis e J.K. Simmons
Diretor: Mike Judge

Mike Judge, conhecido pela série Beavis and Butthead, continua fazendo filmes de humor e esse parece ser bacana. O mais provável é que acabe chegando direto em vídeo.


O imaginário do Dr. Parnassus (The Imaginarium of Dr. Parnassus)
Data estréia: 07/05
Com: Heath Ledger, Christopher Plummer, Verne Troyer, Lily Cole, Andrew Garfield, Tom Waits, Johnny Depp, Colin Farrell e Jude Law
Diretor: Terry Gilliam

O ultimo filme do ator Heath Ledger que morreu durante as filmagens, mas a produção continuou e chamaram outros atores para continuar o papel. O resultado parece ser bem interessante.


Filmes de 2010

Completando a lista, filmes que vão estrear agora em 2010 lá fora e que chegam por aqui também no mesmo ano, a não ser que resolvam adiar. As datas de lançamento no Brasil tem fonte no site Filme B, então podem mudar. Tem algumas que estão até antes do lançamento nos EUA e deve ser corrigido depois.

Ilha do medo (Shutter Island)
Data estréia: 05/03 (Brasil) e 19/02 (EUA)
Com: Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Ben Kingsley, Michelle Williams, Patricia Clarkson, Jackie Earle Haley, Emily Mortimer, Ted Levine e Max Von Sydow
Diretor: Martin Scorsese

Martin Scorsese se junta mais uma vez a Leonardo DiCaprio dessa vez para fazer um thriller de terror. Parece ser bem interessante.


Alice no país das maravilhas (Alice in Wonderland)
Data estréia: 02/04 (Brasil) e 05/03 (EUA)
Com: Johnny Depp, Anne Hathaway, Helena Bonham Carter, Crispin Glover, Mia Wasikowska, Stephen Fry e Alan Rickman
Diretor: Tim Burton

Tim Burton se junta mais uma vez a Johnny Depp para dar uma nova visão ao clássico infantil, precisa dizer mais alguma coisa? Ah, é em 3D.


A hora do pesadelo (A Nightmare on Elm Street)
Data estréia: 07/05 (Brasil) e 30/04 (EUA)
Com: Jackie Earle Haley e Rooney Mara
Diretor: Samuel Bayer

Mais uma franquia ganha uma nova versão. O ator Jackie Earle Haley, de Watchmen, vai dar vida Freddy Krueger, personagem clássico do cinema. O diretor Samuel Bayer estréia no cinema vindo do mundo dos videoclipes onde dirigiu muita coisa boa.


Homem de Ferro 2 (Iron Man 2)
Data estréia: 30/04 (Brasil) e 07/05 (EUA)
Com: Robert Downey Jr., Don Cheadle, Gwyneth Paltrow, Scarlett Johansson, Sam Rockwell, Mickey Rourke e Samuel L. Jackson
Diretor: Jon Favreau

Robert Downey Jr. volta mais uma vez ao papel de Tony Stark para continuar com as aventuras do Homem de Ferro. Pelo trailer parece que vai ser tão bom quanto o primeiro.


Shrek para sempre (Shrek Forever After)
Data estréia: 09/07 (Brasil) e 21/05 (EUA)
Com: Mike Myers, Eddie Murphy, Cameron Diaz, Antonio Banderas, Walt Dohrn, Julie Andrews, Eric Idle e Justin Timberlake
Diretor: Mike Mitchell

A saga do Shrek já deu um sinal de desgaste na 3ª parte, mas quem sabe agora em 3D eles consigam fazer um filme mais inspirado. Vale a pena conferir.


Príncipe da Pérsia: As areias do tempo (Prince of Persia: The Sands of Time)
Data estréia: 28/05 (Brasil e EUA)
Com: Jake Gyllenhaal, Gemma Arterton, Gísli Örn Gardarsson, Ben Kingsley e Alfred Molina
Diretor: Mike Newell

Será que vão conseguir adaptar o jogo de videogame para o cinema? Pode ser que sim e seja uma boa diversão.


A origem (Inception)
Data estréia: 06/08 (Brasil) e 16/07 (EUA)
Com: Leonardo DiCaprio, Ken Watanabe, Joseph Gordon-Levitt, Marion Cotillard, Ellen Page, Tom Hardy, Cillian Murphy, Tom Berenger e Michael Caine
Diretor: Christopher Nolan

Christopher Nolan deixa o Batman de lado e vem com uma ficção científica estrelada por Leonardo DiCaprio e mais um ótimo elenco. Somente o nome do diretor já é suficiente para garantir a qualidade do filme.


Toy Story 3
Data estréia: 25/06 (Brasil) e 18/06 (EUA)
Com: Tom Hanks, Tim Allen, Joan Cusack, Michael Keaton, Timothy Dalton
Diretor: Lee Unkrich

Esse ano chega ao Brasil Toy Story 1 e 2 em 3D para preparar para a terceira aventura dos brinquedos da Pixar também em 3D.


Os mercenários (Expendables)
Data estréia: Setembro sem data (Brasil) e 20/08 (EUA)
Com: Sylvester Stallone, Jason Statham, Jet Li, Dolph Lundgren, Randy Couture, Terry Crews, Eric Roberts, Steve Austin, Mickey Rourke, Bruce Willis e Arnold Schwarzenegger
Diretor: Sylvester Stallone

Stallone conseguiu reunir os principais atores de filmes de ação e mais algumas participações especiais nesse que promete ser um dos melhores filmes do ano.


Tron Legacy
Data estréia: 10/12 (Brasil) e 17/12 (EUA)
Com: Jeff Bridges, Garrett Hedlund, Bruce Boxleitner, Michael Sheen, Olivia Wilde, Beau Garrett e John Hurt
Diretor: Joseph Kosinski

Continuação do clássico dos anos 80 que marcou época com seus efeitos especiais e dessa vez será em 3D. Deve ser pelo menos divertido e ainda vai contar com a trilha sonora do Daft Punk.