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domingo, 28 de fevereiro de 2010

The Simpsons 20th Anniversary Special – In 3-D! On Ice!

Direção: Morgan Spurlock
Duração: 60 minutos


O desenho “Os Simpsons” completou 20 anos de existência e para comemorar essa marca histórica a Fox produziu o documentário chamado “The Simpsons 20th Anniversary Special – In 3-D! On Ice!” que foi ao ar nos EUA no dia 10 de janeiro de 2010. Por enquanto ainda não existe previsão de quando a Fox do Brasil irá exibir o programa.

O documentário de 60 minutos foi dirigido por Morgan Spurlock, que ficou conhecido por dirigir e estrelar o filme “Super Size Me – A dieta do palhaço”. A idéia era fugir um pouco de um documentário tradicional e tentar examinar um pouco o fenômeno cultural do programa.

O especial mostra entrevistas com fãs e pessoas da produção do desenho como os roteiristas e dubladores. O criador Matt Groening, por exemplo, explica como criou os personagens em pouco mais de 10 minutos em pânico antes de uma reunião com diretor James L. Brooks que procurava alguém para fazer animações para o programa The Tracey Ullman Show. Essa história é uma das grandes lendas de Hollywood.

É interessante ver fãs dos Simpsons ao redor do mundo. O maior colecionador de coisas dos Simpsons mora no interior da Inglaterra. Sua coleção é realmente “assustadora”. Ou descobrir que a Argentina é país cheio de fãs do programa, tanto que o filme dos Simpsons foi a maior bilheteria de lá no ano que foi exibido.

Por outro lado é lembrado de países que não gostaram muito das piadas dos Simpsons. E advinhem qual o país lembrado? É claro, o Brasil! O Morgan Spurlock esteve no Rio de Janeiro para entrevistar pessoas sobre isso.

Outra parte legal do documentário é quando o Margan pergunta: o que aconteceria se os Simpsons não existissem? E uma das melhores respostas é de um dos roteiristas: “eu teria uma esposa mais feia”.
Bom, melhor não ficar contando muito sobre o programa para não estragar a diversão. O documentário pode não ser excelente, mas fazer um especial de 1 hora e conseguir abordar tudo sobre Os Simpsons é um pouco complicado. Digamos que Morgan conseguiu captar algumas coisas bem legais. Vale a pena conferir, especialmente se você é fã do desenho.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Guerra ao Terror

Título Original: The Hurt Locker (EUA, 2008)
Com: Jeremy Renner, Anthony Mackie, Brian Geraghty, Guy Pearce, Ralph Fiennes, David Morse e Evangeline Lilly
Direção: Kathryn Bigelow
Roteiro: Mark Boal
Duração: 131 minutos


Nota: 5 (excelente)

O filme “Guerra ao Terror” teve uma trajetória curiosa no Brasil. Foi lançado em DVD em dezembro de 2009, mas após seu sucesso de premiações que resultou em 9 indicações ao Oscar ele acabou ganhando uma segunda chance e foi lançado nos cinemas. Valeu a pena, é realmente um excelente filme que merece ser visto na tela grande.

Outro fato curioso é que a diretora Kathryn Bigelow é ex-mulher de James Cameron e agora os dois estão disputando o Oscar de melhor diretor. Vale lembrar que ele já levou o dele por Titanic, enquanto nenhuma mulher nunca ganhou esse prêmio. Ela já dirigiu alguns filmes, talvez o mais famoso por aqui seja o também excelente “Caçadores de Emoção” de 1992. Seu último trabalho foi “K-19”, estrelado por Harrison Ford, que foi um fracasso de bilheteria e fez com que ela ficasse de “férias” da indústria cinema até agora.

O filme tem como pano de fundo a Guerra do Iraque e mostra a história de 3 soldados americanos de um esquadrão antibombas. O trabalho deles é bastante tenso. Enquanto 2 contam os dias para voltar para casa, o sargento James (Jeremy Renner) encontra o sentido da sua vida em desarmar bombas.

A história começa com uma citação de um livro que diz que a guerra é uma droga, isto é, um vício. E é assim que James é, um viciado na adrenalina da guerra e em desarmar bombas. O título original do filme “The Hurt Locker” significa algo tipo “armário da dor” e faz referência a roupa usada pelo James como proteção contra a bomba.

O grande lance do filme é essa abordagem psicológica sobre o personagem principal que enxerga seu trabalho como desarmador de bombas como o sentido de sua vida, enquanto a família fica em segundo plano. Além disso, garante também boas cenas de ação e tensão na rotina do esquadrão no desarme das bombas.

Além de um ótimo roteiro, o filme também conta com excelentes atuações, principalmente do protagonista Jeremy Renner e conta com participações especiais de Guy Pearce, Ralph Fiennes e David Morse que tem seus nomes estampados no cartaz para chamar a atenção. A fotografia também é muito boa e segue um estilo meio de documentário em alguns momentos dando mais realismo as cenas.

“Guerra ao Terror” é sem dúvidas um dos melhores filmes feitos sobre a guerra do Iraque.

9 indicações ao Oscar
Ator: Jeremy Renner
Fotografia: Barry Ackroyd
Direção: Kathryn Bigelow
Edição: Bob Murawski e Chris Innis
Trilha Sonora: Marco Beltrami e Buck Sanders
Filme: Kathryn Bigelow, Mark Boal, Nicolas Chartier e Greg Shapiro (produtores)
Edição de som: Paul N.J. Ottosson
Mixagem de som: Paul N.J. Ottosson e Ray Beckett
Roteiro Original: Mark Boal

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Slam

Título Original: Slam (2007)
Autor: Nick Hornby
Tradução: Paulo Reis
Editora: Rocco
Número de páginas: 264


Consegui terminar de ler agora no início do ano o último livro de Nick Hornby a sair no Brasil chamado “Slam”. Suas obras geralmente costumam mostrar homens na casa dos 30 anos passando por crises de “meia idade” sempre misturando referências pop com muito humor, acidez e um pouco de doçura numa narrativa leve e de fácil leitura.

A única diferença em Slam é o protagonista, dessa vez um adolescente chamado Sam. Ele irá enfrentar problemas antes de chegar a fase adulta por se tornar pai ainda na adolescência.

Sam é skatista, estava perto de entrar na faculdade e seu melhor amigo “imaginário” era Tony Hawk, famoso skatista, do qual ele tem um pôster na parede. A conversa acontecia justamente com esse pôster. Seu livro favorito era a biografia do famoso skatista, então ele sempre faz paralelos entra a sua vida e a dele.

Tem um detalhe importante na história, a mãe de Sam também ficou grávida dele durante a adolescência. Isso complica ainda mais a sua situação. O “slam” do livro, algo tipo um tombo na expressão dos skatistas, acontece quando ele conhece Alicia, uma menina linda e descolada. Os dois vacilam e ela acaba ficando grávida.

Para brincar um pouco com a narrativa, Hornby manda o protagonista para o futuro em alguns momentos do livro. Não algo muito distante, algo mais próximo apenas para deixá-lo preocupado com o que está por vir.

O fato do protagonista ser mais novo faz com que Hornby tente alcançar um público mais jovem, ainda não familiarizado com o seu universo um pouco mais adulto. Agora isso acaba também sendo um problema para o livro. Seus personagens costumam ter experiência sobre a vida e fazem piadas cheias de sarcasmo e ironia em relação a isso. Talvez a falta de experiência do protagonista não faz com que ele seja capaz de fazer isso.

Esse fato não chega a comprometer a qualidade do livro, já que mesmo assim o estilo de Hornby ainda está presente na narrativa, principalmente as referências pop. Mas talvez esse seja o seu livro mais fraco, mas nem por isso é ruim. Agora foi uma idéia interessante para ele tentar alcançar um público mais novo, mas acabou deixando os mais “velhos” com uma sensação de que poderia ter sido melhor.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O Lobisomem

Título Original: The Wolfman (EUA, 2010)
Com: Benicio Del Toro, Anthony Hopkins, Emily Blunt, Hugo Weaving, Mario Marin-Borquez, Art Malik, Michael Cronin e Geraldine Chaplin
Direção: Joe Johnston
Roteiro: Andrew Kevin Walker e David Self
Duração: 125 minutos


Nota: 3 (bom)

O filme “O Lobisomem” é uma refilmagem do clássico de mesmo nome de 1941 e também uma homenagem aos filmes de terror da mesma época. Após ter passado por problemas em sua produção que fizeram a data de lançamento original ser alterada do final de 2008 para somente agora em 2010, o resultado é até interessante.

A trama se passa no final do século 19. Lawrence Talbot (Benicio Del Toro) recebe a notícia da morte do seu irmão e volta para casa para investigar o suposto assassinato. Ele descobre que seu irmão foi atacado por um lobisomem e acaba sendo mordido por ele, se tornando também um monstro.

Felizmente o filme segue bem o estilo tradicional dos filmes de terror antigo, com a criação de um clima de sombrio e suspense com cenas de terror explicito com direito a sangue e violência. O ritmo é mais lento, com a construção do clima, sem nada muito acelerado que pode fazer com que alguns acabem achando o filme até um pouco chato em alguns momentos.

Além disso, o elenco também está bem cumprindo bem o seu papel dramático sem exagerar muito para não acabar ficando muito caricato, já que o clima do filme é sério, mas com aquele cara de filme B e clássicos do terror.

Apesar do visual e do clima, os efeitos especiais acabam chamando um pouco a atenção pelos exageros. Talvez um pouco menos de uso de computador tivesse sido uma opção melhor. Mas a maquiagem do lobisomem é interessante, criada pelo mestre Rick Baker, por ter um tom mais realista.

O problema do filme é que pelo fato de prestar homenagem aos filmes antigos acabou atualizando apenas os efeitos especiais deixando a originalidade um pouco de lado. Além disso, o roteiro acaba pecando um pouco no suspense e também no clima assustador.


Mesmo assim o resultado é positivo, principalmente pelo fato de não ter tentando fazer algo voltado para o público adolescente americano, como geralmente tem acontecido com boa parte das refilmagens de filmes de terror.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Preciosa

Título Original: Precious: Based on the Book “Push” by Sapphire (EUA, 2009)
Com: Mo'Nique , Paula Patton, Mariah Carey, Gabourey Sidibe, Sherri Shepherd, Lenny Kravitz e Chyna Layne
Direção: Lee Daniels
Roteiro: Damien Paul
Duração: 109 minutos


Nota: 4 (ótimo)

O filme “Preciosa” tinha tudo para ser um daqueles “dramalhões” que pegam determinadas situações apenas para tentar fazer chorar com uma história de sofrimento. Felizmente ele consegue escapar dessa armadilha sendo um filme bem honesto com ótimas interpretações.

Trata-se de um filme independente que após ser exibido no festival de Sundance em 2009 ganhou ótimas críticas e prêmios conseguiu ganhar distribuição e apoio de Tyler Perry e Oprah Winfrey.

Baseado no livro “Push” da escritora Sapphire, o filme conta a história de Claireece Precious Jones, uma jovem negra de 16 anos que vive no Harlem em 1987. Ela está grávida do seu segundo filho, ambos resultado de abusos do seu pai, e vive com sua mãe que a trata bastante mal.

Como falei no início do texto, essa história tinha tudo para cair no excesso de drama bastante piegas numa história de redenção com final feliz. Felizmente o resultado é um filme bem interessante e honesto, mostrando um retrato de uma menina em péssima situação em busca de algum sentido na vida.

O grande destaque mesmo são as atuações. O diretor Lee Daniels consegue tirar ótimas interpretações do seu elenco. O principal destaque sem dúvidas é Mo'Nique como a mãe de Claireece. A estreante Gabourey Sidibe também está muito bem como protagonista. Além disso destaque para as participações especiais de duas estrelas da música: Mariah Carey e Lenny Kravitz. Ambos em nada lembram os artistas pop que são.

Com um orçamento de 10 milhões de dólares o filme já conseguiu arrecadar 43 milhões só nos EUA além conseguir ganhar alguns prêmios e indicações, dentre elas 6 indicações ao Oscar nas categorias principais como filme, roteiro, atrizes e direção.
6 indicações
Atriz: Gabourey Sidibe
Atriz coadjuvante: Mo'Nique
Direção: Lee Daniels
Edição: Joe Klotz
Filme: Lee Daniels, Sarah Siegel-Magness e Gary Magness (produtores)
Roteiro adaptado: Geoffrey Fletcher

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O Fim da Escuridão

Título Original: Edge of Darkness (EUA, 2010)
Com: Mel Gibson, Ray Winstone, Danny Huston, Bojana Novakovic, Shawn Roberts e David Aaron Baker
Direção: Martin Campbell
Roteiro: William Monahan e Andrew Bovell
Duração: 117 minutos


Nota: 3 (bom)

Mel Gibson está de volta a frente das câmeras em “O Fim da Escuridão”. Seu último filme como ator foi “Sinais” em 2002. Nesse intervalo ele dirigiu 2 filmes: “Paixão de Cristo” e “Apocalypto”.

A história do filme é basicamente sobre vingança. Thomas Craven (Gibson) é um policial e sua filha é assassinada na porta de sua casa. Primeiro acham que ela foi morta por engano, que ele seria o alvo, mas ele vai investigar para descobrir o que realmente aconteceu.

O trailer do filme dava a impressão se tratar de um filme de ação bastante movimentado, ainda mais com a direção de Martin Campbell responsável por filmes como “007 Cassino Royale” e “A lenda do Zorro”, parecendo uma mistura de 2 filmes de Gibson: “O Troco” e “O preço de um resgate”. Mas não é bem isso que se vê no filme. A trama está mais para um thriller de investigação com cenas isoladas mais movimentadas.

O roteiro peca um pouco no desenvolvimento dos personagens. Não sabemos muito sobre o relacionamento entre pai e filha, apenas que eles estavam um pouco afastados. Além disso, a trama leva a uma série de intrigas, mas acaba virando um simples filme de vingança.


O filme prometia ser mais legal e interessante, mas acaba sendo apenas um filme bom. Mesmo assim somente a presença de Gibson voltando a atuar já vale o preço do ingresso. Além disso outro que merece destaque é o ator Ray Winston.