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segunda-feira, 28 de junho de 2010

7 anos de Turminha do Ramon

Quando o blog começou em 2003 eu não imaginaria que em 2010 ele ainda estaria sendo atualizado. O Turminha do Ramon completa hoje 7 anos e já possui mais de 500 textos sobre filmes. Não deixa de ser uma marca interessante.

Esse ano tenho tido menos tempo para se dedicar ao blog, mas tento pelo menos continuar a falar dos filmes que tenho assistido. Acho que ainda consigo postar pelo menos 1 texto por semana.

Obrigado a todos que continuam acessando o blog e principalmente aqueles que deixam comentários. Vamos nessa que o blog continua e espero que por muito tempo ainda. Valeu!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Youth in Revolt

Título Original: Youth in Revolt (EUA, 2010)
Com: Michael Cera, Portia Doubleday, Jean Smart, Mary Kay Place, Zach Galifianakis, Justin Long, Ray Liotta e Steve Buscemi
Roteiro: Gustin Nash
Direção: Miguel Arteta
Duração: 90 minutos


Nota: 3 (bom)

O ator Michael Cera sempre interpreta o jovem meio “loser” típico americano que sonha em encontrar um grande amor. Em “Youth in Revolt” ele está em mais uma variação desse papel e mais uma vez está muito bem nele, afinal de contas é a sua especialidade.

Ele vive Nick, um jovem de 16 anos que mora com a mãe e tem os pais separados. Ele tem um gosto refinado para música e cinema, com isso não é um cara comum e “interessante” para as meninas da sua idade.

Em uma viagem com a mãe e o seu namorado ele acaba conhecendo Sheeni (Portia Doubleday), uma bela garota que também tem um gosto refinado parecido com o dele. Os 2 se identificam e rola o clima de romance, o problema é a distância.

Eis então que Nick resolve colocar um plano em prática para conseguir ficar junto com Sheeni. Ele cria um alter-ego imaginário que irá encorajá-lo a mudar e se tornar mais rebelde e confiante. O plano incluir fazer com que o pai se mude para a mesma cidade que Sheeni e depois ele brigar com a mãe para ser expulso de casa para morar com pai.

O plano parece simples, mas irá envolver um rastro de caos e destruição. Parece uma espécie de “Clube da Luta” versão adolescente rebelde. Até então o filme caminha bem. Em sua segunda parte a história perde um pouco de força e apesar de ter ótimos atores e personagens o pouco tempo em cena deles não ajuda muito.

O grande destaque do filme é Michael Cera, em papel duplo, que esbanja simpatia, humor e cinismo criando mais um personagem legal e interessante. Apesar do filme um pouco irregular a sua presença faz com que o resultado seja positivo. Por enquanto ainda não existe previsão de lançamento desse filme no Brasil.

domingo, 20 de junho de 2010

O Escritor Fantasma

Título Original: The Ghost Writer (França / Reino Unido / Alemanha , 2010)
Com: Ewan McGregor, Pierce Brosnan, Kim Cattrall, Olivia Williams, Timothy Hutton, Tom Wilkinson, Eli Wallach, James Belushi, Jon Bernthal e Robert Pugh
Direção: Roman Polanski
Roteiro: Roman Polanski e Robert Harris
Duração: 128 minutos


Nota: 4 (ótimo)

O diretor Roman Polanski é uma lenda do cinema graças a sua filmografia. Após ter feito 2 filmes de época (“O Pianista” e “Oliver Twist”) ele volta a fazer um ótimo suspense, sua especialidade que o consagrou com clássicos como “Chinatown” e “O bebê de Rosemary", com “O Escritor Fantasma” estrelado por Ewan McGregor.

A história é baseada no romance “The Ghost” escrito por Robert Harris e ele mesmo adaptou para o cinema junto com Polanski. Na trama o personagem principal vivido por McGregor é o escritor fantasma do título, que ganha a vida escrevendo biografias de celebridades sem ter seu nome publicado.

Ele é contratado para terminar a biografia do ex-primeiro-ministro inglês, Adam Lang (Pierce Brosnan) que está envolvido num escândalo. Os problemas começam pelo fato do escritor anterior ter morrido de forma misteriosa. Bom, melhor não conta muito mais sobre a trama para não estragar as surpresas.

Aos poucos a trama vai caminhando e revelando seus mistérios num ritmo lento e cativante, bem ao estilo de Polanski. A trilha sonora também ajuda bastante a criar essa atmosfera e clima de suspense. Para completar elenco também merece destaque, principalmente por parte de McGregor e também de Pierce Brosnan que está bastante a vontade em seu papel.

O resultado é um ótimo filme que irá agradar bastante os fãs do trabalho do diretor e também daqueles que gostam de um bom filme de suspense e mistério.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Maré de Azar

Título Original: Extract (EUA , 2009)
Com: Jason Bateman, Ben Affleck, JK Simmons, Mila Kunis, Kristen Wiig, Clifton Collins Jr., Dustin Milligan, David Koechner, Gene Simmons e Beth Grant
Direção e Roteiro: Mike Judge
Duração: 92 minutos

Nota: 3 (bom)

O diretor Mike Judge arrisca mais uma tentativa no cinema após ter sido totalmente desprezado pela Fox com o filme “Idiocracy”. Seus sucessos foram apenas na televisão com as animações “Beavis and Butthead” e “O Rei do Pedaço”. Em “Maré de Azar” ele tenta fazer um filme mais acessível aos padrões de Hollywood, mas ainda não foi dessa vez que ele conseguiu sucesso comercial.

O filme conta a história de Joel (Jason Bateman), um químico dono de uma fábrica de extratos. Como o título em português já entrega, o personagem está passando por uma maré de azar. Ele quer vender a fábrica, mas um acidente com um dos funcionários pode prejudicar os negócios. Além disso, ele está com problemas com seu casamento. A sorte parece mudar com a chegada de Cindy (Mila Kunis), uma nova funcionária bonita e interessada, mas que na verdade é uma golpista.

O grande destaque são os personagens e o elenco. Um humor um pouco fora do comum, sobre pessoas simples e gente comum. Todos são um pouco estereotipados, mas essa é a graça. O tom das piadas é sempre ácido e crítico, bem ao estilo de Judge, mas dessa vez em padrões mais aceitáveis ao grande público. O clima e a crítica ao ambiente de trabalho lembram bastante o primeiro filme do diretor, “Como enlouquecer seu chefe” que é o seu melhor trabalho.

Quem acaba roubando a cena sempre que aparece acaba sendo Ben Affleck, um barman amigo do personagem principal que está sempre conversando sobre os problemas dele e dando conselhos bem sem noção, além de ter um visual bem a vontade de barba e cabelo comprido. Outro destaque é a participação especial de Gene Simmons, baixista do Kiss, como um advogado.

O Jason Bateman também está muito bem em um de seus melhores papéis. Sua interpretação como protagonista faz com que a história seja verossímil com suas caras seja de surpresa tanto como coitado, por mais absurda que seja a situação na qual o seu personagem acaba se metendo.

No final das contas uma história simples, mas criativa junto com bons personagens e ótimos diálogos garante boas risadas com um bom resultado.

domingo, 6 de junho de 2010

Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo

Título Original: Prince of Persia: The Sands of Times (EUA, 2010)
Com: Gemma Arterton, Jake Gyllenhaal, Ben Kingsley, Alfred Molina, Dave Pope, Thomas DuPont, Steve Toussaint e Toby Kebbell
Direção: Mike Newell
Roteiro:Boaz Yakin, Doug Miro e Carlo Bernard com história de Jordan Mechner
Duração: 116 minutos

Nota: 3 (bom)

As adaptações de jogos de videogame para o cinema sempre tiveram resultados desastrosos. Talvez o “melhorzinho” tenha sido “Mortal Kombat”. Mas agora em 2010 a coisa muda de figura com a estréia de “Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo”. Talvez sem exagero tenha sido a melhor adaptação de um game em filme.

O estúdio Disney comprou os direitos do jogo com a Ubisoft e o produtor Jerry Bruckheimer ficou com a missão de criar uma nova franquia tentando repetir o sucesso de “Piratas do Caribe”. Convocaram o diretor inglês Mike Newell, que apesar de ter mais experiência em dramas já trabalhou com blockbusters ao comandar uma aventura do Harry Potter.

A escolha do diretor foi acertada. Newell soube dosar bem as cenas de ação e aventura com o “drama” da história. O elenco também está bem com destaque para a participação de Alfred Molina ("Educação"). O ator Jake Gyllenhaal ("Donnie Darko") estréia como héroi de aventura e não faz feio. Mas quem acaba roubando a cena é a atriz Gemma Arterton, que já havia chamado a atenção em “Fúria de Titãs” e “007 - Quantum of Solace”.

Claro que o filme não é só maravilhas. Tem seus problemas no roteiro, personagens caricatos, mas nenhum deles chega a comprometer por completo. O filme cumpre bem o seu papel como blockbuster sendo bastante divertido, com boas cenas de ação e aventura com um ótimo visual, conseguindo adaptar bem o game. Só em ter conseguido fazer um bom filme baseado em um jogo já é merece bastante mérito. Vamos ver se agora as empresas dos games e os estúdios de cinema conseguem adaptar os jogos de maneira mais decente.


No embalo do filme a Ubisoft aproveitou para lançar um novo jogo para a franquia. E ainda pegaram a moda de Hollywood em fazer “prequel”, que é fazer um filme que a história se passa antes do original. O jogo “Prince of Persia: Forgotten Sands” se passa entre a trilogia existente nos games e tem versões para Nintendo Wii e DS, X-Box 360, PC, Playstation 3 e portátil. A idéia foi boa, pois acredito que assim como eu, várias pessoas irão sair do cinema com vontade de jogar.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Fúria de Titãs

Título Original: Clash of the Titans (EUA / Inglaterra , 2010)
Com: Sam Worthington, Liam Neeson, Ralph Fiennes, Jason Flemyng, Gemma Arterton, Alexa Davalos, Tine Stapelfeldt, Mads Mikkelsen, Luke Evans e Izabella Miko
Direção: Louis Leterrier
Roteiro: Travis Beacham, Phil Hay e Matt Manfredi
Duração: 118 minutos


Nota: 2 (regular)

A onda de refilmagens continua e dessa vez a “vítima” foi o filme “Fúria de Titãs”, um “clássico” dos anos 80 (que infelizmente eu nunca assisti). Tudo bem, fazer o filme com a tecnologia e os efeitos atuais até parecia ser uma boa idéia. Nesse quesito pelo menos o filme não faz feio. O visual é interessante, mas sem uma boa história o filme acaba não se sustentando. Mas para compensar o estúdio resolveu converter para 3D e isso garantiu o sucesso de público. A conversão não ficou ruim, mas nem da para comparar com filmes já feitos e pensados em 3D como “Avatar”.

O diretor Louis Leterrier, de “O incrível Hulk”, tem experiência em filmes com cenas de ação e efeitos especiais, mas aqui ele erra a mão no ritmo. O filme não dosa bem as partes de história com as partes ação. Algumas cenas de ação são um pouco longas, mas a batalha final acaba sendo bastante rápida.

Além disso, a história e as atuações não ajudam muito. O roteiro não explora muito bem os personagens e nem a história em torno das lendas mitológicas. O elenco até conta com bons atores como Liam Neeson e Ralph Fiennes, mas suas interpretações estão totalmente caricatas. O protagonista vivido pelo novo astro Sam Worthington (“Avatar”, “Exterminador do Futuro: A salvação”) também não está muito carismático.

No final das contas o resultado é até “menos pior” do que o esperado após críticas negativas e um trailer bastante fraco, mas fica a impressão que poderia ser um filme pelo menos legal e divertido se não tivesse apostado apenas no visual cheio de efeitos e deixando a história de lado.