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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Capitalismo - Uma História de Amor

Título Original: Capitalism: A Love Story (EUA, 2009)
Com: Michael Moore, Thora Birch, William Black, Elijah Cummings e Marcy Kaptur
Direção e Roteiro: Michael Moore
Duração: 127 minutos

Nota: 3 (bom)

O cineasta Michael Moore está de volta com um novo documentário chamado “Capitalismo - Uma História de Amor”. Aqui no Brasil o filme foi exibido em alguns festivais especializados no gênero e acabou sendo lançado diretor em video.

Seu estilo irônico continua o mesmo, mas seu estilo de filme que tinha virado meio panfletário em sua campanha anti-Bush está menos sensacionalista e mais voltado aos fatos.

Dessa vez o tema de sua manifestação é o capitalismo, mais explicitamente falando sobre como a última crise ocorrida na economia dos Estados Unidos afetou o país, onde a classe média acabou sendo a maior prejudicada.

Confesso que estava de saco cheio do seu estilo após “Fahrenheit 11 de Setembro”, onde sua campanha anti-Bush acabava falando mais alto, bem diferente do jeito inteligente e irônico de “Tiros em Columbine”. Tanto que acabei nem assistindo “Sicko – S.O.S. Saúde” que fala sobre os problemas da saúda nos EUA, mas resolvi dar mais uma chance a Moore.

Ele faz uma boa contextualização história para explicar como o país chegou a crise. Além disso, ele continua indo bater de frente contra os responsáveis, como por exemplo, ir atrás dos banqueiros pedindo para eles devolverem o dinheiro da população.
Moore mostra mais uma vez seu talento para contar uma história, convencer o espectador do seu ponto de vista e chamar a atenção para o problema. Ainda não foi dessa vez que ele fez algo tão bom quanto ‘Columbine’, mas já foi um grande avanço no que ele andava fazendo. Parece que a saída de Bush da casa branca fez bem ao diretor.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

RocknRolla - A Grande Roubada

Título Original: RocknRolla (Reino Unido , 2008)
Com: Gerard Butler, Thandie Newton, Chris “Ludacris” Bridges, Jeremy Piven, Idris Elba e Tom Wilkinson
Duração: 114 minutos
Direção e Roteiro: Guy Ritchie

Nota: 2 (regular)

O diretor Guy Ritchie tinha conseguido realizar 2 excelentes filmes usando a mesma fórmula e estilo em “Snatch” e “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes”. Mas sua nova tentativa em repetir a fórmula não deu muito certo em “RocknRolla - A Grande Roubada”.

Ele até tentou mudar algumas coisas. O pano de fundo da história é mais atual mostrando a máfia por trás da especulação imobiliária em Londres e, além disso, temos uma mulher entre os personagens principais interpretada por Thandie Newton. No mais é aquele mesmo esquema de gângsteres, reviravoltas, só que sem a menor graça.

Esse filme pretendia ser a volta de Ritchie ao estilo que o consagrou, mas o resultado deixa bastante a desejar. Apesar do bom elenco o roteiro simplesmente não convence. A história não flui bem fazendo com que ele se torne chato. E olha que ele tinha bons elementos para produzir algo bom: rock, sexo, drogas e violência.

Os personagens e a trama não têm aquele ar divertido de seus outros filmes. São poucas as cenas que são interessantes, mas elas não são capazes de salvar o filme do fracasso. Um ponto positivo é a trilha sonora, contando até com uma cena ao som de uma apresentação ao vivo da banda The Subways.
O resultado é um filme que prometia ser bem interessante, mas que deixa bastante a desejar sendo bem sem graça. Ritchie já tinha sido mais convincente com suas histórias, personagens e reviravoltas. Pelo menos ele conseguiu acertar a mão depois com “Sherlock Holmes”, mas isso é outra história...

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Adrenalina

Título Original: Crank (EUA, 2006)
Com: Jason Statham, Amy Smart, Jose Pablo Cantillo, Dwight Yoakam, Carlos Sanz, Reno Wilson, Edi Gathegi, Glenn Howerton e Keone Young
Direção e Roteiro: Mark Neveldine e Brian Taylor
Duração: 87 minutos

Nota: 4 (ótimo)

Acabei perdendo de assistir “Adrenalina” quando passou no cinema, mas consertei esse erro recentemente conferindo-o em blu-ray. O filme é um dos filmes de ação mais legais feito atualmente e confirma o carisma de Jason Statham como herói de ação. O resultado é bem mais interessante do que a série “Carga Explosiva”, só para citar um exemplo, que inclusive também é protagonizado por Statham.

Os diretores Mark Neveldine e Brian Taylor estrearam muito bem no cinema. Ambos trabalhavam como diretores de fotografia e também dirigiram comerciais e videoclipes. Eles também assinam o roteiro.

Na história Statham vive Chev Chelios, um matador profissional que recebe uma injeção de um veneno chinês mortal que irá fazer seu coração parar de bater em menos de uma hora. Ele acaba descobrindo que a sua adrenalina diminui o efeito do veneno, então ele tem que ficar com a adrenalina a mil por tempo suficiente para conseguir ir atrás de quem injetou o veneno nele, em busca de um antídoto.

É justamente nesse fato de precisar estar com a adrenalina em alta que garante a diversão do filme. Chev sai em alta pelas ruas de Los Angeles fazendo de tudo para garantir que adrenalina não baixe. Então temos carros em alta velocidade, brigas, tiros e outras coisas legais. A edição do filme mantém um ritmo muito bom justamente para combinar com a situação do protagonista.

Situações absurdas, mas convincentes e bem realizadas, cenas de ação bacana e um protagonista carismático. Com esses elementos o filme garante uma ótima diversão para os fãs dos filmes de ação.

Interessante é que o final do filme não tem uma deixa para uma continuação, mas ela foi feita mesmo assim. Mas sobre isso eu falo depois assim que assisti-la. Aguardem resenha aqui no blog.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Coração Louco

Título Original: Crazy Heart (EUA , 2009)
Com: Maggie Gyllenhaal, Jeff Bridges, Colin Farrell, Robert Duvall, Beth Grant, Sarah Jane Morris, Tom Bower, Annie Corley, Alexandria Morrow e Luce Rains
Direção e Roteiro: Scott Cooper
Duração: 112 minutos

Nota: 4 (ótimo)

O filme “Coração Louco” poderia ser apenas mais um drama qualquer contanto a história de um artista musical decadente, mas graças a espetacular performance de Jeff Bridges e as ótimas canções conseguem transformar um filme simples num ótimo resultado.

A história é baseada num romance de Thomas Cobb e conta a história de Bad Blake, um cantor de música country em fim de carreira. Ele sobrevive fazendo pequenos shows em cidades pequenas. Seu estilo de vida é igual a sua carreira. A coisa muda de figura quando ele conhece uma jornalista chamada Jean (Maggie Gyllenhaal).

A trama do filme tem muitos clichês ao mostrar um artista musical em plena decadência, mas que encontra algum sentido na vida e resolve tentar mudar. Mas a presença de Bridges faz toda a diferença. Sua atuação como Bad Blake é realmente impressionante e ele quem determina o ritmo do filme conduzindo o filme com sua performance aliado a ótimas canções.

Os coadjuvantes também fazem bonito, com destaque para Maggie Gyllenhaal que foi indicada ao Oscar de atriz coadjuvante e das participações de Colin Farrell, como um cantor de sucesso que foi influenciado por Bad Blake, e Robert Duvall, que também é um dos produtores do filme.

O Oscar de ator para Bridges foi bastante merecido pois é dele o principal crédito pela qualidade do filme. O diretor estreando Scott Cooper acertou em cheio em colocar o ator no papel principal.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

[REC]² Possuídos

Título Original: [REC]² (Espanha , 2009)
Com: Jonathan Mellor, Oscar Sanchez Zafra, Leticia Dolera, Ariel Casas, Juli Fabregas, Alejandro Casaseca, Pablo Rosso, Pep Molina, Manuela Velasco, Manuel Velasco, Ferran Terraza, Jorge-Yamam Serrano, Manuel Bronchud, Carlos Lasarte, Martha Carbonell, Carlos Vicente e David Vert
Direção: Jaume Balagueró, Paco Plaza
Roteiro: Jaume Balagueró, Paco Plaza e Manu Díez
Duração: 85 minutos


Nota: 3 (bom)

O filme de terror espanhol “[REC]” foi uma grande surpresa dentro do gênero e fez tanto sucesso que chegou até a ganhar uma versão americana. Então já era de se esperar que fizessem uma continuação.

[REC]² Possuídos” continua a história exatamente no ponto onde o primeiro terminou. Agora uma equipe policial sob o comando do Dr. Owen irá entrar no prédio isolado em busca de pistas sobre o que aconteceu. Cada membro da equipe tem uma câmera em seu respectivo capacete. Então diferente do primeiro filme, agora teremos mais de um ponto de vista dos acontecimentos.

O título em português entrega um pouco da história, que é explicada logo no início do filme, que o vírus tem relação com uma espécie de possessão demoníaca. O filme vira uma mistura de zumbi com “O Exorcista”.

O grande lance do primeiro filme era o clima de suspense e tensão enquanto os personagens presos dentro do prédio. Agora com a presença dos policiais armados, o clima de tensão fica mais agitado. Mesmo sem conseguir surpreender, os diretores conseguem manter o mesmo clima sem repetir o filme anterior.

Assim como no primeiro filme os diretores exploram mais uma vez os clichês do gênero criando bons sustos que irá agradar os fãs de terror. E como uma boa seqüência, as cenas são mais exageradas do que o filme anterior.

No final das contas os diretores espanhóis conseguiram criar um bom filme mostrando mais uma vez seus talentos e conseguiram criar uma nova franquia que pode muito bem seguir os passos de filmes como “Jogos Mortais”, só que bem mais interessante.

sábado, 4 de setembro de 2010

Karate Kid

Título Original: Karate Kid (EUA, 2010)
Com: Jaden Smith, Jackie Chan, Taraji P. Henson, Wenwen Han, Rongguang Yu, Zhensu Wu, Zhiheng Wang, Jared Minns e Shijia Lü
Direção por Harald Zwart
Roteiro: Christopher Murphey
Duração: 140 minutos


Nota: 2 (regular)

Mais uma refilmagem chega aos cinemas. Agora foi a vez do clássico dos anos 80 “Karate Kid” a ganhar uma versão atualizada. A principal mudança foi a troca do Japão pela China, ou seja, kung-fu no lugar do caratê. Isso fez o título do filme mudar um tempo para “Kung-Fu Kid”, mas acabou gerando confusão então resolveram manter o nome original.

O básico da história continua. Menino se muda junto com a mãe, tem problemas com os garotos locais e acaba aprendendo uma arte marcial com o zelador que acaba virando o seu melhor amigo.

Apesar das semelhanças e das referências, o que falta mesmo ao filme é o carisma, principalmente dos personagens. Jaden Smith e Jackie Chan não funcionam bem juntos e não conseguem mostrar o mesmo laço de amizade criado por Ralph Macchio e Pat Morita no original.

O filme mais parece ter sido feito para promover a carreira de Jaden, afinal de contas seus pais (Will Smith e Jada Pinkett Smith) são os produtores do filme. E o menino até se esforça, mas não tem o mesmo carisma do pai.

Além disso, as mudanças em relação a história também não ajudam muito. Alias, poderia ter sido interessante o fato da mudança de país, uma nova cultura coisa e tal, mas a única coisa que preocupa o novo Daniel San, que agora se chama Dre, é o fato de ter levado uma surra dos garotos chineses. Viva a globalização do “bullying”!

Outro problema é novo Sr. Miyagi, agora batizado de Sr. Han interpretado por Jackie Chan. O ator é conhecido pelo seu carisma e habilidade em cenas de luta, mas aqui faz um personagem mais sério e melancólico dando um tom de drama talvez pesado demais para a história.

A “vibe” do kung-fu também é bem diferente do caratê. No filme original o personagem é tipo um Rocky Balboa versão adolescente, meio desacreditado, mas que aprende a essência da arte marcial e acaba conseguindo ganhar a luta. Na versão nova o treinamento é mais sério e o menino vira praticamente um Van Damme com direito até a escalar as pernas.

No final das contas o resultado é razoável, poderia até ter sido mais interessante, mas sem o carisma do original os defeitos acabam falando mais alto. Pode até servir para apresentar a história para as novas gerações, mas com certeza não vai ter o mesmo impacto do original. Se é para mudar para kung-fu, assista “Kung-Fu Panda” que é bem mais legal!