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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Jogos Mortais - O Final

Título Original: Saw 3D (EUA , 2010)
Com: Tobin Bell, Costas Mandylor, Betsy Russell, Sean Patrick Flanery e Cary Elwes
Direção: Kevin Greutert
Roteiro: Patrick Melton e Marcus Dunstan
Duração: 90 minutos

Nota: 2 (regular)

E não é que chegamos a mais um capítulo da série Jogos Mortais!? Bom, esse 7º capítulo supostamente é o final. Mas será mesmo? Geralmente o negócio só seria cancelado se a fórmula estivesse deixando de dar dinheiro e esse não parece ser o caso. “Jogos Mortais – O Final” estreou em 1º lugar na bilheteria nos EUA e manteve seu orçamento baixo.

Além de supostamente se o final da série, a grande novidade do no capítulo é o uso da tecnologia 3D que está na moda. Pelo menos aqui o recurso é até bem utilizado e logo nas primeiras cenas já temos sangue e tripas voando da tela.

A história continua e o personagem da vez é um cara chamado Bobby que supostamente tinha sobrevivido a um jogo do Jigsaw e escreveu um livro a respeito, ganhando muito dinheiro com isso. Ele então é “convocado” para participar de um jogo de verdade e provar que o que foi escrito no livro realmente significa algo.

O bem da verdade é que a fórmula do filme já está mais do que desgastada e o 3D até consegue acrescentar um algo mais no fator entretenimento, mas não consegue dar alguma qualidade ao produto final.

O suposto desfecho não é muito convincente e ainda temos deixa para mais história. Agora será que os produtores vão assumir mesmo que é o final ou vai tentar ganhar mais dinheiro com a franquia? Aguardem cenas dos próximos capítulos.

Os Outros Caras

Título Original: The Other Guys (EUA , 2010)
Com: Mark Wahlberg, Will Ferrell, Steve Coogan, Michael Keaton, Eva Mendes, Samuel L. Jackson, Dwayne Johnson, Ray Stevenson, Bobby Cannavale, Rob Riggle, Brooke Shields, Adam McKay e Lindsay Sloane
Direção: Adam McKay
Roteiro: Adam McKay e Chris Henchy
Duração: 107 minutos

Nota: 4 (ótimo)

O ator Will Ferrell e o diretor Adam McKay se juntaram novamente em uma nova comédia chamada “Os Outros Caras” e o resultado foi o melhor filme da dupla desde “O Âncora”. O último trabalho deles “Quase Irmãos” foi bastante regular. Nunca mais tinha rido tanto em uma comédia protagonizada por Ferrell.

A história faz uma piada com os filmes policiais onde os protagonistas sempre estão em grandes cenas de ação. Ferrell e Mark Wahlberg são justamente os outros caras do título, aqueles que nunca são lembrados por estarem apenas fazendo o trabalho burocrático de escritório.

Terry Hoitz (Wahlberg) está cansado disso e quer provar que eles são policiais de verdade e acaba obrigando Aleen Gamble (Ferrell) a ir para rua atrás de serviço. Eles acabam se metendo em confusão ao investigar um empresário envolvido em problemas financeiros.

Ferrell está mais contido nesse papel e com isso mais engraçado. Quem surpreende é Wahlberg ao mostrar talento para comédia em seu primeiro papel no gênero. O resto do elenco também está muito bem. Destaque para a participação especial de Samuel L. Jackson e Dwayne Johnson que vivem os policiais que são orgulho da delegacia sendo o estereótipos dos policiais de filmes de ação.

O filme mistura muito bem boas piadas com humor físico, improvisação, muito besteirol com cenas sem noção e ótimas performances dos atores, principalmente dos protagonistas.

É bom ver que a dupla Ferrell e McKay voltou a acertar a mão garantindo boas risadas e também que um filme de Ferrell estréie nos cinemas brasileiros já que ultimamente eles estavam sendo lançados direto em vídeo.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Planeta Terra Festival 2010

Atrações
Palco Sonora Main Stage: Smashing Pumpkins, Pavement, Phoenix, Mika, Of Montreal, Novos Paulistas e Mombojó
Palco Gilette Hands Up \o/ Indie Stage: Girl Talk, Empire of the Sun, Hot Chip, Passion Pit, Yearsayer, Holger, Hurtmold e República
Dia: 20 de Novembro de 2010
Local: Playcenter - São Paulo – SP


Finalmente eu consegui ver o show da minha banda favorita: Smashing Pumpkins. Tudo isso graças ao festival Planeta Terra edição 2010. De “brinde” ainda pude assistir outras bandas que eu curto como Phoenix, Of Montreal e Hot Chip. Além disso, conheci o parque Playcenter e também encontrei vários amigos.

Cheguei umas 16 horas no lugar e fui conhecer o parque já que a primeira atração que eu queria assistir só iria tocar às 19. Não sou muito fã de brinquedos ficam rodando sem parar e resolvi não arriscar nem mesmo a montanha russa. Acabei indo na auto-pista (ou carrinho de bate-bate, tanto faz) e foi bem divertido.

Of Montreal
O show do Of Montreal foi bem divertido. Eles valorizam muito a parte visual da apresentação com um figurino bastante chamativo e performances meio teatrais ou circenses. Mas isso sem deixar a parte musical, que é a mais importante, de lado. O repertório mesclou bem músicas do último disco “False Priest” com as dos cds anteriores. A banda estava muito animada e dava pra ver a alegria de estar tocando no Brasil pra um público tão grande.

Mika
O cara mostrou ao vivo que realmente canta muito bem. E perto do Of Montreal ele era bem mais “discreto” e menos “afetado”. Também usou de muitos recursos visuais e misturou bem o repertório com as músicas dos seus 2 cds. Esse talvez tenha sido um dos momentos que o palco principal esteve mais cheio. Infelizmente festival é feito de escolhas e acabei vendo apenas metade do show, a fome falou mais alto.

Phoenix
De volta ao palco principal para ver a segunda banda que eu estava com mais vontade de ver. Muito bom show, só achei que podiam ter equilibrado melhor o repertório com todos os 4 cds, pois tocaram o último disco quase todo. A minha música favorita chamada “Too Young” (da trilha sonora de “Encontros e Desencontros”, que foi quando descobri a banda) ficou de fora. Mas tudo bem, foi com esse cd “Wolfgang Amadeus Phoenix” que eles conseguiram seu maior sucesso comercial e era visível que a maioria do público só queria ouvir essas músicas. A banda se mostrou boa de palco, com destaque para o baterista, e o vocalista Thomas Mars estava surpreso com a quantidade de pessoas e se entregou a platéia.

Rolou um boato que o Daft Punk iria fazer uma participação no show, algo que já tinha acontecido numa apresentação da banda em Nova York, mas acabou virando lenda.

Hot Chip
Assim que acabou o show do Phoenix sai correndo para o outro palco, mas infelizmente só vi metade do show. Mas valeu a pena. O Hot Chip fez uma apresentação num formato diferente do apresentado no Tim Festival de 2007, onde eles tinham usado apenas sintetizadores. Aqui eles misturaram com guitarra e bateria deixando o som mais orgânico. Destaques para “I feel better” do último cd e o final com “Ready for the floor”.

Smashing Pumpkins
Depois de agüentar o show bastante chato do Pavement, finalmente iria chegar a hora de realizar um sonho e ver minha banda favorita ao vivo pela primeira vez. Nem sei por onde começar.

O único membro da formação original é o guitarrista, compositor e vocalista Billy Corgan. Os novos integrantes são muito bons e realmente parecem uma banda e não músicos contratados. Destaque para o baterista Mike Byrne, um jovem de 19 anos, que toca muito. Teve direito até a solo de bateria. Quem diria que Corgan daria tanto espaço pra banda, mas parece que ele quer mesmo é provar que eles são uma banda.

Nunca tinha visto Corgan berra tanto! Ele parecia mostrar que está vivo, ainda cheio de raiva e que não viver apenas dos hits do passado. A banda nunca soou tão pesada ao vivo. O repertório contou com músicas novas do “Teargarden by Kaleidyscope”, mas não deixou de fora os hits como “Bullet with Butterfly Wings”, “Zero”, “Today”, “Cherub Rock”, “Ava Adore” e “Tonight Tonight”, além de surpresas como “Drown” (da trilha sonora de “Vida de Solteiro”, mas que está no cd de Greatest Hits da banda).

Zeros reunidos antes do show
Sonho realizado, hora de voltar pra casa bastante cansado e feliz da vida. Espero poder ver a banda novamente em outras oportunidades já que como esse show foi num festival o repertório foi um pouco menor do que o normal.
Mais informações, fotos e videos do evento:

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

RED - Aposentados e Perigosos

Título Original: RED (EUA , 2010)
Com: Bruce Willis, Helen Mirren, Brian Cox, Morgan Freeman, John Malkovich, Karl Urban, Richard Dreyfuss, Mary-Louise Parker e Ernest Borgnine
Direção: Robert Schwentke
Roteiro: Jon Hoeber e Erich Hoeber
Duração: 111 minutos

Nota: 3 (bom)

Quem diria que um dia iríamos ver a rainha da Inglaterra com uma metralhadora na mão, mas isso virou realidade em “RED – Aposentados e Perigosos”. Deixa-me explicar a piada. O filme tem atores veteranos interpretando ex-agentes do governo, dentre eles a atriz Helen Mirren que recentemente interpretou o papel principal no filme “A Rainha”.

RED significa retired extremely dangerous (aposentados extremamente perigosos) e a história é baseada numa série de quadrinhos escrita por Warren Ellis e desenhada por Cully Hamner. São apenas 3 volumes, então o filme pegou apenas um pouco da premissa e a idéia do personagens para criar história suficiente para um filme de 2 horas.

Na história Frank Moses (Bruce Willis) é um ex-agente da CIA que tenta levar uma vida normal. Na sua solidão a única companhia é Sarah (Mary-Louise Parker), uma atendente responsável pelo atendimento do escritório que paga a pensão Frank. Ele sofre uma tentativa de assassinato e vai tentar descobrir o motivo indo pedir ajuda a antigos colegas de trabalho aposentados como ele.


O roteiro tem alguns problemas em seu desenvolvimento, mas felizmente o grande elenco e carisma dos personagens acabam falando mais alto. Some isso a algumas boas cenas de ação e a idéia de gente como Helen Mirren e John Malkovich dando tiros e a diversão e qualidade do filme estão garantidas.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Resident Evil 4: Recomeço

Título Original: Resident Evil: Afterlife (EUA , 2010)
Com: Milla Jovovich, Ali Larter, Kim Coates, Shawn Roberts, Sergio Peris-Mencheta, Spencer Locke, Boris Kodjoe, Wentworth Miller, Sienna Guillory, Kacey Barnfield, Norman Yeung, Fulvio Cecere, Ray Olubowale, Christopher Kano, Tatsuya Goke, Nobuya Shimamoto, Peter Kosaka, Denis Akiyama, Kenta Tomeoki, Shin Kawai e Mika Nakashima
Direção e Roteiro: Paul W.S. Anderson
Duração: 97 minutos

Nota: 2 (regular)

A franquia Resident Evil é a mais bem sucedida financeiramente de um jogo de videogame adaptado para o cinema. Assisti ao primeiro filme e achei apenas bom, mas não me empolguei em ver suas sequências. Agora com “Resident Evil 4: Recomeço” dois motivos me levaram a conferir: filmado em 3D de verdade e a presença de Wentworth Miller, astro do seriado Prison Break.

O diretor e roteirista Paul W.S. Anderson volta a assumir o comando da franquia, mas isso não quer dizer qualidade ao filme. Ele parece mais preocupado com a parte visual do que com a história. Os personagens são até legais e os protagonistas são carismáticos, mas a superficialidade da trama prejudica demais.

O principal problema são os exageros na parte visual. O filme soa totalmente artificial, com cenas de ação e luta não muito boas, parecendo uma cópia sem graça do filme “Matrix”. Apesar disso o efeito 3D é bem utilizado já que o longa foi feito e filmado no formato, sendo essa a principal atração e qualidade do filme. Se você não foi conferir no cinema, boa parte da graça do filme foi embora. A não ser que você tenha um televisão 3D em casa.

No final das contas o filme prometia ser mais divertido, mas acaba deixando muito a desejar. Apesar disso a franquia continua dando dinheiro e existem grandes possibilidades de mais um filme ser feito futuramente, mas não acredito que eles venham a ter alguma qualidade.