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domingo, 7 de agosto de 2011

Adrenalina 2 - Alta Voltagem

Título Original: Crank: High Voltage (EUA , 2009)
Com: Jason Statham, Amy Smart, Efren Ramirez, Dwight Yoakam, Bai Ling, Clifton Collins Jr., Keone Young, David Carradine, Corey Haim e Geri Halliwell
Duração: 96 minutos
Direção e Roteiro: Mark Neveldine e Brian Taylor

Nota: 3 (bom)

Absurdo! Essa seria a melhor palavra para descrever “Adrenalina 2 – Alta Voltagem”. A começar pela própria existência dessa continuação, já que no primeiro filme [início SPOILER] o personagem supostamente morre caindo de um helicóptero. [fim do SPOILER] Mas não precisamos levar o filme a sério, ainda mais que ele também não se leva.

Dessa vez Chev Chelios (Jason Statham) tem seu coração roubado pelos chineses, que querem descobrir como ele conseguiu sobreviver ao vírus do filme anterior, e o substituem por um artificial. Então enquanto o personagem tenta reaver seu coração, ele precisa de energia elétrica para manter o artificial funcionando. Ou seja, dessa vez ele não precisa manter a adrenalina em alta, mas precisa correr atrás do seu coração rapidamente antes que o artificial pare de funcionar.

O carisma do protagonista continua e os personagens secundários são bem legais. Talvez o filme peque um pouco pelo exagero e pela premissa não tão genial quanto do primeiro filme, mas mesmo assim o resultado é extremamente divertido. Mas o grande destaque do filme é a parte técnica.

Os diretores Mark Neveldine e Brian Taylor resolveram ousar e inovar na parte técnica. Eles resolveram filmar com filmadoras digitais dessas pequenas e bem portáteis. Com isso eles conseguiam colocar as câmeras em lugares bem absurdos para conseguir ângulos não convencionais.

No making of da para ter uma noção da coisa. Por exemplo, o diretor de fotografia diz que tem um carrinho de controle remoto e sugere colocar uma câmera em cima dele. O resultado é que em uma cena de perseguição de carros a câmera passa por baixo de um carro. Tinham tantas câmeras que em pouco tempo de filmagem os caras tinham horas e horas filmadas. Sobrou para o editor fazer a “mágica” de selecionar as cenas no meio de tanta coisa filmada e também melhorar a fotografia e as cores obtidas já que a qualidade das câmeras digitais não era tão boa.

No final das contas os diretores conseguiram fazer um filme tão divertido quanto o primeiro, mas não tão bom quanto. Ou seja, se você gostou do primeiro não deixe de conferir essa continuação.
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