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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Motörhead


22 de Abril de 2011
Ginásio Nilson Nelson – Brasília – DF

O vocalista e baixista Lemmy Kilmister do Motörhead é sem dúvida uma das figuras mais lendárias do rock. Lá se vão 35 anos de carreira de uma das bandas mais barulhentas do mundo. Como definir o show? Basta uma simples frase de Lemmy ao subir no palco: “We are Motörhead and we play rock and roll”. Simples assim! Confesso que não sou grande fã e conhecedor da banda, mas a admiro ao ponto de querer conferir um show.

A banda esteve em turnê no Brasil promovendo seu último cd chamado “The Wörld Is Yours“. Além de Lemmy completam o trio o guitarrista Phil Campbell (há 27 anos na banda) e o baterista Mikkey Dee (há 19 na banda). Com seu baixo distorcido e sua voz distorcida Lemmy mostra as características mais marcantes do Motörhead.
A fama de que a banda toca em volume alto é verdade. O show é rock no estado puro, simples e barulhento. O trio em alta sintonia mostrou um repertório que abrangeu bem a carreira do grupo. O show já começa bem com “Iron Fist”, música que também da nome a um dos discos, seguida de “Stay Clean”. O cd novo também esteve presente com 2 músicas: “Get back in line” e “I know how to die”.

O público foi menor do que normalmente tem tido nos shows aqui em Brasília, provavelmente por conta do feriado prolongado onde muita gente estava viajando. Apesar de menor quantidade, a platéia estava bastante animada, até mais do que o normal.

Quando “Ace of Spades” é executada, a minha música favorita da banda, significa que o show está chegando ao fim. Após uma pequena pausa eles voltam para finalizar a apresentação com “Overkill”, música que da nome ao primeiro disco da banda de 1979.

Fim de show todos saem um pouco surdos, mas com certeza bastante satisfeitos com o que viram. O Motörhead mostra porque é um dos grandes nomes do rock mundial e que continua relevante até hoje. E aqui no Brasil continuam em destaque já que eles voltam ao país ainda esse ano como uma das atrações do Rock in Rio.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Sucker Punch - Mundo Surreal

Título Original: Sucker Punch (EUA, Canadá , 2011)
Com: Emily Browning, Abbie Cornish, Jena Malone, Vanessa Hudgens, Jamie Chung, Carla Gugino, Jon Hamm, Scott Glenn, Oscar Isaac, Vicky Lambert, Ron Selmour, Danny Bristol e Malcolm Scott
Roteiro: Zack Snyder e Steve Shibuya
Direção: Zack Snyder
Duração: 110 minutos

Nota: 1 (ruim)

Não sei se foi a Warner ou se foi o próprio Zack Snyder que resolveu se referenciar como “visionário” na divulgação de seus filmes. Após ter feito uma refilmagem (“Madrugada dos mortos”, seu melhor trabalho) e algumas adaptações de Hqs (“300” que é bacana e o regular “Watchmen”) chegou a hora dele fazer seu primeiro trabalho totalmente autoral. Temos então “Sucker Punch - Mundo Surreal”.

O trailer parecia interessante ao mostrar um grupo de mulheres com pouca roupa num mundo de fantasia dando tiro e porrada. Me senti enganado durante a sessão ao descobrir que na verdade trata-se de um “drama pscicológico” (!?).

Na trama Baby Doll (Emily Browning) é um jovem de 20 anos que é colocada injustamente num hospício por seu padastro. Para sobreviver ela cria fantasias para fugir da sua existência. Então ela imagina que está numa especie de cabaré. Para fugir desse lugar ela e mais outras meninas precisam cumprir algumas missões. Aí é que começam os tiros. Doll tem que dançar para distrair os clientes enquanto as outras correm atrás do objetivo real. Só que para dançar ela imagina cenas de lutas e tiros. E aí, entendeu?

O negócio acaba virando uma mistura de musical tipo “Moulin Rouge”, com filmes de David Lynch e filmes de ação, mas erra em todos os gêneros. A direção de elenco é muito fraca, então a meninas não conseguem dar conta do “drama” da história. Toda a viagem psicológica é tão superficial e raza que dá até pena. Então quando chega na parte da ação, onde ele poderia compensar, acaba sendo a pior parte. Cenas chatas, cheias de estilo e efeitos especiais sem graça. O resultado é um completo desastre.

Eram justamente nessas cenas de ação que o filme deveria funcionar. Supostamente enquanto a Doll está “dançando” e nos acompanhamos cenas de ação no lugar, os homens que estão vendo a “dança” ficam impressionados e excitados com a performance da moça. Então supostamente deveríamos sentir o mesmo nas cenas de ação, mas o diretor não consegue tirar nenhuma sensualidade das suas protagonistas. Uma pena ver um desperdício desses na tela.
No final das contas o “visionário” Snyder tentou ser autoral e entregou o seu pior filme até agora. Para completar seu próximo trabalho é um novo filme do Superman. Depois desse filme minhas esperanças desse projeto são quase nulas. Mas vamos ver se voltando a parte de “adaptações” ele consegue se dar melhor.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Passe Livre

Título Original: Hall Pass (EUA - 2011)
Com: Owen Wilson, Alyssa Milano, Jenna Fischer, Christina Applegate, Jason Sudeikis, Richard Jenkins, Vanessa Angel, Stephen Merchant, Tyler Hoechlin, Alexandra Daddario, Lauren Bowles, Nicky Whelan, Larry Joe Campbell, Zen Gesner, J.B. Smoove e Carly Craig
Direção: Peter Farrelly e Bobby Farrelly
Roteiro: Pete Jones, Peter Farrelly, Kevin Barnett e Bobby Farrelly

Nota: 3 (bom)

Os irmãos Farrelly já tiveram seu auge criativo quando mudaram o padrão das comédias americanas no final dos anos 90 com “Quem vai ficar com Mary?”. Desde então eles continuaram fazendo filmes legais e divertidos, continuando até hoje relevantes. Em “Passe Livre” eles não fogem disso ao entregar uma comédia romântica, só que voltada para o público masculino.

A idéia é bem interessante. Dois amigos, Rick (Owen Wilson) e Fred (Jason Sudeikis), ganham de suas respectivas esposas um passe livre. Durante uma semana eles poderão fazer o que quiser, como na época que eram jovens e solteiros. Essa parece ser uma solução drástica para tentar salvar seus casamentos. Ambos na meia-idade ainda se comportam como adolescentes e acham que nessa semana livre poderão curtir como eram jovens, sair para paquerar e coisas do tipo. Será que eles vão conseguir? Eles acabam se metendo em algumas confusões.

A história tem um tom mais familiar e politicamente correto do que o normal dos filmes dos Farrelly, mas as piadas e o humor escrachados continuam presentes em segundo plano. Os protagonistas não comprometem, mas quem acaba roubando a cena geralmente são os coadjuvantes.

Após o sucesso de “Se beber, não case” as comédias voltadas para o público adulto voltaram a ganhar destaque e essa pareceu uma boa oportunidade dos Farrelly fazerem o filme deles. O resultado é legal, divertido e rende boas risadas, mas não consegue ser nada além disso. Agora com certeza é mais legal e interessante do que boa parte das comédias românticas que aparecem por aí.

Talvez falte um pouco de coragem aos Farrelly em tentar fazer algo tão inovador e original quanto 'Mary', mas eles parecem preferir continuar em terreno seguro. Pelo menos eles ainda conseguem fazer bons filmes e garantir boas risadas.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

U2 - 360º Tour

Abertura: Muse
10 de abril de 2011
Estádio Morumbi – São Paulo – SP

Comecei a gostar do U2 1997 após o lançamento do cd “Pop” após começar a ver uns clipes na Mtv. Pouco tempo depois a banda tocaria no Brasil pela primeira vez com sua Pop Mart Tour, mais uma mega turnê da banda, que eu vi apenas pela televisão. Depois de mais algumas passagens da banda pelo país, resolvi tentar conferir dessa vez a 360, ainda mais que teria de brinde o show de abertura do Muse (2ª vez que eu vejo a banda, veja como foi a 1ª). Como sempre rolou caos na venda de ingressos, então tive que apelar e me cadastrar no fã clube da banda para conseguir comprar ingresso pro 2º show no Brasil na pré-venda exclusiva do fã clube. Deu trabalho, mas valeu a pena.

Morumbi

Chegar no local do estádio foi um pouco complicado, mas nem tanto. Consegui chegar lá de táxi pegando um pouco de engarrafamento. Mas a localização do Morumbi é muito complicada, no meio de uma área residencial cheia de casas e ruas estreitas. O tempo estava chuvoso e parecia que a chuva ia atrapalhar o espetáculo. Entrar no estádio também foi tranquilo e logo de cara o palco chama a atenção pelo tamanho que ocupa quase metade do gramado.

Muse

Felizmente quando o Muse subiu ao palco a chuva já tinha dado uma trégua. A banda já está acostumada a fazer shows em estádios e para grandes platéias na Europa, mas aqui no Brasil não são tão famosos. Eles ao vivo são impressionantes, todos os 3 membros da banda são excelentes músicos. Com apenas 50 minutos pra tocar o repertório contou com apenas 8 músicas. A abertura com “Plug in Baby” já foi sensacional. Mostraram também 2 do último cd: “Resistance” e “Uprising”. E uma surpresa, um momento mais intimista com o cover de “Feeling good” de Nina Simone com Matt Bellamy tocando seu piano branco. No final ficou aquela sensação de quero mais e que mesmo que o show do U2 não fosse bom (algo meio improvável) já teria valido a pena.


360

A idéia do palco 360 é muito boa. Dessa forma cabe mais gente dentro do show (20% mais que o normal) e para a platéia fica mais fácil também de assistir o show. Tem umas passarelas e plataformas para a banda poder se mover durante o show e ficar mais próxima do público. Agora talvez se o palco girasse também em 360º ficasse ainda melhor, quem sabe numa próxima turnê ainda mais ambiciosa do U2. Os efeitos do palco, do telão coisa e tal, são legais, mas para quem já viu o Daft Punk ao vivo não teve assim um grande impacto. Alias, as turnês Zoo TV e Pop Mart tinham efeitos visuais mais legais.


U2

O U2 em cima do palco realmente é um espetáculo de rock. É incrível como a banda ao vivo é carismática, isso sem falar do desempenho. O repertório também é bem legal ao misturar os clássicos com as músicas mais novas. Esse show em especifico ainda foi histórico quando a turnê quebrou o recorde de mais lucrativa, passando a última turnê do Rolling Stones.

A banda subiu ao palco ao som de “Space Oddity” de David Bowie e começou o show com “Even better than the real thing”, música que entrou no repertório da turnê apenas na parte sul americana. E o show ainda contou com 2 surpresas. Tocaram “Out of control”, primeiro single do grupo, e também “Zooropa”, tocada completa pela primeira vez. Agradaram em cheio os fãs de carteirinha. Minhas únicas “birras” com o repertório é que não tocaram 2 músicas que eu gosto bastante e que vinham sendo tocadas: “I will follow” e “Hold me, thrill me, kiss me, kill me”. Mas tudo bem, o show foi bom o suficiente para eu deixar isso passar.

Como sempre Bono esbanjou simpatia e carisma ao se comunicar bastante com o público. Falou algumas coisas em português. A melhor foi “amanhã ninguém trabalha”, dizendo que falou com o governador de São Paulo que segunda seria o U2 day. Para quem não sabia inglês boa parte das coisas que ele falou foram traduzidas simultaneamente com legendas no telão.

O clima do show começou agitado e tiveram muitas músicas animadas que fizeram a platéia pular como “Elevation”, “Vertigo” e “Get on your boots”, mas também tiveram os momentos mais tranquilos com baladas como “One” e “Miss Sarajevo”. Talvez a banda tenha errado um pouco em optar por terminar o show meio num anti-clímax com músicas mais intimistas como “With or without you”, mas não chegou a comprometer o espetáculo. Acho que poderia ter acabado com uma música mais animada tipo “Beautiful day” ou “Sunday bloody sunday”, ambas presentes na apresentação.

Pronto, agora posso dizer que vi um show ao vivo do U2. Alias, mais do que um show, literalmente um espetáculo de rock em grandes proporções.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Ozzy Osbourne

5 de abril de 2011
Ginásio Nilson Nelson – Brasília – DF
Fotos tiradas do site Candango!

Eu começei a gostar de Ozzy Osbourne em 1996 quando vi na Mtv o clipe de “Perry Mason” do seu cd solo lançado no mesmo ano chamado “Ozzmosis”. Virei fã e comecei a ouvir também Black Sabbath, que achei ainda melhor. Na sua última turnê aqui no Brasil uns 3 anos atrás dei mole e não, mas dessa vez dei sorte dele se apresentar aqui em Brasília. Dois amigos de Salvador vieram pro show e junto com minha namorada e outro amigo, também de Salvador que está morando aqui, foram comigo pra apresentação.

Sepultura

Antes de Ozzy o Sepultura foi a banda de abertura. Legal que colocaram uma banda grande de abertura já que geralmente é alguma menor e menos conhecida. Já vi vários shows deles e eles continuam mandando bem. Acabei chegando já na metade da apresentação, mas ainda deu para conferir algumas músicas como “Roots Bloody Roots”, que levou a platéia ao delírio que já estava em grande número e tinha chegado cedo para conferir.

Ozzy

Pontualmente às 21:30 Ozzy sobe ao palco já com um clássico de sua carreira solo: “Bark at the moon”. Geralmente suas últimas turnês sempre mantem um repertório parecido com clássicos do Sabbath, da carreira solo e alguma música do cd mais recente. Para mim que nunca tinha visto ao vivo isso não foi problema, mas talvez para quem já tenha visto o show não traga grandes novidades.

Alias a grande novidade dessa turnê é o novo guitarrista Gus G, que entrou no lugar de Zakk Wylde pois segundo Sharon (a mulher e empresária de Ozzy) a sonoridade da banda estava muito parecida com a banda de Zakk (Black Label Society). O cara é bom, carismático e menos exagerado que Zakk. Ele conquistou a platéia ao tocar “Brasileirinho”, durante a parte onde tanto ele quanto o baterista fazem solos nos seus respectivos instrumentos enquanto tocam “Rat Salad”, música instrumental do Sabbath.

É incrível o carisma de Ozzy e sua energia em cima do palco. Aos 62 anos, onde muitos foram abusando de drogas e álcool, é bom ver que sua voz continua boa e ele continua feliz em tocar. A platéia correspondeu a altura e era clara a satisfação do cantor com a receptividade do público.

O palco não tinha nenhum recurso cenográfico, apenas um eficiente jogo de luzes e a excelente banda junto com Ozzy. O único recurso era uma mangueira de espuma que jogava na platéia ou então baldes de água. O cantor está sempre de um lado pro outro ou então batendo palmas como se estivesse fazendo polichinelo.

O repertório, como eu falei anteriormente, só teve clássicos. Impossível não se emocionar com músicas do Sabbath como “Iron Man” e “War Pigs”, ou “Shot in the dark” e “Crazy Train” da carreira solo. O bis no final com “Mama, I´m coming home” e “Paranoid” fecharam a apresentação com chave de ouro.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Iron Maiden


30 de março de 2011
Estacionamento do estádio Mané Garrincha - Brasília - DF
Fotos tiradas do Correio Braziliense

O Iron Maiden é uma banda que visita o Brasil com freqüência. Dessa vez eles estão divulgando o seu último disco chamado “The Final Frontier”. Confesso que não sou fã extremo do conjunto, mas curto o som, então tinha que aproveitar a oportunidade de conferir o show ao vivo.

Geralmente os shows aqui em Brasília são no Ginásio Nilson Nelson. Como o estádio Mané Garrincha está em reforma pra copa de 2014, então montaram o palco no estacionamento. A apresentação reuniu um público estimado de 15 mil pessoas.

Pouco depois das 21 horas a banda sobe ao palco ao som de “Satellite 15… The Final Frontier“, música que também abre o disco novo, logo em seguida “El Dorado”, também música nova. Até aí o público ainda estava meio morno, mas quando veio “2 minutes to midnight” aí a galera foi ao delírio.

É impressionante ver como a banda ao vivo é praticamente igual ao cd. Os músicos são excelentes e apesar de todos os 5 integrantes já terem passado dos 50 anos ainda continuam mandando muito bem em cima do palco. Pena que o som não estava muito bom. Começou um pouco baixo e foram tentando acertar durante o show, oscilando bastante sem nunca ficar bom.

A parte visual do palco é interessante, com uns vagões de trem que acabam servindo como um segundo palco. O vocalista Bruce Dickinson estava sempre de um lado para o outro e volta meia ia para essa parte superior do palco. No fundo do palco um poster com alguma imagem que ia trocando de acordo com a música e a representava.

Como na turnê anterior a banda só estava tocando as músicas dos anos 80, então o repertório atual acabou dando uma maior enfase nos cds mais novos, isso sem deixar os principais clássicos de fora. Obviamente que uma banda com mais de 30 anos de carreira, dar conta em 2 horas de apresentação é complicado, então no final sempre fica aquela sensação de que várias músicas ficaram de fora.

O repertório já está fechado e a banda vem executando o mesmo em cada apresentação sem muito espaço para improviso. Talvez pudesse ter um equilíbrio maior entre músicas novas e antigas, e também no ritmo. Algumas partes com 2 músicas meio longas e maresias acabam prejudicando um pouco a energia da apresentação.

Minhas partes favoritas foram “The Trooper” com direito a Dickinson vestido de soldado balançando a bandeira da Inglaterra, “Iron Maiden” que é a minha música favorita da banda e o final da show com “Running Free”. Agora obviamente que as partes que mais empolgaram a platéia foram “Fear of the dark”, “The number of the beast” e “Hallowed be thy name”, sem dúvidas os maiores clássicos da banda.

Final do show apesar do som não ter estado 100% a apresentação foi bem legal mostrando toda a força e carisma da banda ao vivo.