propaganda

terça-feira, 26 de julho de 2011

Um Lugar Qualquer


Título Original: Somewhere (EUA , 2010)
Com: Stephen Dorff, Elle Fanning, Chris Pontius, Karissa Shannon, Kristina Shannon, Laura Chiatti e Michelle Monaghan
Direção e Roteiro: Sofia Coppola
Duração: 98 minutos

Nota: 3 (bom)

Após errar a mão em “Maria Antonieta” a diretora Sofia Coppola resolve voltar ao seu próprio estilo, consagrado em “Encontros e Desencontros”, em seu novo filme chamado “Um Lugar Qualquer”. Existem muitas coisas parecidas entre os filmes, mas ainda não foi nesse seu mais recente trabalho que ela conseguiu realizar um ótimo filme, mas só em ser melhor que o anterior já é alguma coisa.

A história mostra a relação entre pai e filha dos personagens Johnny Marco (Stephen Dorff) e Cleo (Elle Fanning). Tudo começa com Johnny, um ator de Hollywood que apesar do sucesso anda com uma crise existencial graças a superficialidade da sua vida. A situação muda de figura quando ele tem que passar um tempo cuidando da sua filha.

O filme perde muito tempo mostrando a “crise” de Johnny já que em poucas cenas ela já está bastante clara. Quando a filha aparece a coisa melhora, mas a relação dos dois acaba não sendo muito bem explorada. No final fica aquela sensação de que a trama poderia ter tido um melhor desenvolvimento. Talvez o excesso de “sutileza” e “minimalismo” acabe prejudicando a história.

Mesmo assim a história tem bons momentos e Dorff e Fanning estão muito bem demonstrando uma ótima química entre si. A trilha sonora também merece destaque e sempre é um ponto forte dos filmes de Sofia. Nomes como Foo Fighters, Strokes e Phoenix embalam muito bem as algumas cenas.

Mesmo apostando num terreno seguro com todas as principais características marcantes de suas obras, ainda não foi dessa vez que Sofia conseguiu voltar a fazer um grande filme. Talvez “Encontros e Desencontros” tenha sido apenas um surto de genialidade em sua filmografia. Vamos aguardar seus próximos projetos.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Transformers 3 - O Lado Oculto da Lua

Título Original: Transformers - Dark of the Moon (EUA , 2011)
Com: Shia LaBeouf, John Turturro, Josh Duhamel, Tyrese Gibson, Rosie Huntington-Whiteley, Patrick Dempsey, Kevin Dunn, John Malkovich, Frances McDormand, Ken Jeong, Leonard Nimoy e Peter Cullen
Direção: Michael Bay
Roteiro: Ehren Kruger
Duração: 157 minutos

Nota: 1 (ruim)

O primeiro Transformers não era bom, mas era divertido. O segundo errou a mão feio numa história e cenas de ação confusas, sem graça e mirabolantes. Em “Transformers 3 - O Lado Oculto da Lua” a coisa infelizmente não melhora, na verdade piora em muitos aspectos.

O filme até começa bem com uma mistura de ficção com fatos históricos, recurso também utilizado em “X-Men – Primeira Classe”. Mas quando voltamos para o presente e encontramos mais uma vez com Sam Witwicky (Shia LaBeouf), começam os problemas. O elenco até conta com grandes nomes como John Turturro, John Malkovich, Frances McDormand e Ken Jeong que garantem alguns pequenos bons momentos na parte dos humanos, mas nada muito relevante que consiga salvar o desastre.

Alias nem adianta reclamar muito da história, isso já reclamo desde o primeiro filme. Afinal de contas o grande problema da franquia sempre foram os personagens humanos. Eu quero ver os Transformers em ação na tela e não uns humanos chatos.

Esse problema poderia ser relevado se ao menos o filme entregasse cenas de ação legais dos Transformers. Mas aqui temos o principal problema desse terceiro filme. Apesar dos efeitos visuais muito bem feitos e a boa utilização do 3D, as cenas de ação são bem ruins. E o principal motivo é não mostrar boas cenas de luta entre os robôs.

São quase 2 horas e meia de duração e os últimos 40 minutos foram reservados para as principais cenas de ação do filme. Seria nesse momento que tudo poderia ser relevado e o fator diversão garantisse a satisfação do entretenimento. Mas na verdade acaba sendo a grade decepção.

Tem uma cena onde os humanos estão dentro de um prédio que está sendo atacado pelos robôs malvados que é bastante irritante. Além de a cena ser ruim ela é totalmente irrelevante. Mas o cúmulo mesmo é quanto está rolando uma das principais batalhas entre os Transformers e a cena corta para uma briga entre os humanos. Aí não, eu paguei pra ver os robôs brigando e não os humanos!

Então resumindo é isso, não adianta fazer um filme dos Transformers se eles não são os personagens principais. Ou então um filme de ação e aventura que é chato, longo, cansativo e que as cenas de ação são ruins. Infelizmente não funciona nem como entretenimento. E olhe que eu nem reclamei muito. Só queria ver a porrada entre os robôs, mas nem isso é mostrado direito.

domingo, 10 de julho de 2011

Jogo de Poder

Título Original: Fair Game (EUA , 2011)
Com: Naomi Watts, Sean Penn, Ty Burrell, Brooke Smith, Thomas McCarthy, Jessica Hecht, Noah Emmerich, Bruce McGill e Sam Shepard
Direção: Doug Liman
Roteiro: Jez Butterworth e John-Henry Butterworth baseados nos livros de Valerie Plame e Joseph Wilson
Duração: 108 minutos

Nota: 4 (ótimo)

O diretor Doug Liman deixa os filmes de ação de lado (“Sr. e Sra. Smith”, “A identidade Bourne”) e realiza o trabalho mais sério de sua carreira: “Jogo de Poder”. Ele reuniu os atores Sean Penn e Naomi Watts, que atuam juntos pela 3ª vez (“21 gramas” e “O assassinato de Richard Nixon”), para realizar um thriller político baseado em fatos reais ocorridos durante o recente governo Bush.

A história começa um pouco complicada, mostrando uma investigação da CIA comandada por Valerie Plame (Watts) sobre a existência de armamento nuclear no Iraque. Ela acaba pedindo ajuda a seu marido diplomata Joseph (Penn) que tem experiência política com o Níger, país que supostamente teria vendido componentes químicos para fins nucleares ao Iraque.

A investigação conclui que não existem armas nucleares no Iraque, mas o governo dos EUA decide iniciar a guerra contra o país mesmo assim. Revoltado, Joseph escreve um editorial para um jornal contando sua versão da história. Aí começa um confronto entre ele e o governo que acaba com um golpe baixo: o cargo secreto de Valerie é revelado ao público.

Começa então uma mistura de drama político com familiar mostrando as conseqüências da guerra entre o governo dos EUA e Joseph. A parte política é com certeza o grande destaque do filme, mas a parte familiar também ganha força graças às ótimas atuações de Penn e Watts que mostram mais uma vez uma grande sintonia.

O filme é um ótimo retrato do ocorrido e o tema continua ainda bastante atual. Agora talvez ele acabe funcionando apenas para quem já tenha bons conhecimentos sobre o ocorrido e não tenha tanto impacto para conseguir ser mais abrangente e alcançar um público maior. Mesmo assim o resultado é muito bom e uma ótima surpresa desse lado mais sério do diretor Doug Liman.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Carros 2

Título Original: Cars 2 (EUA , 2011
Com as vozes de (original em inglês): Owen Wilson, Larry the Cable Guy, Michael Caine, Emily Mortimer, Jason Issacs, John Turturro e Thomas Kretschmann
Direção: Brad Lewis
Roteiro: Ben Queen
Duração: 113 minutos

Nota: 5 (excelente)

Muitos consideram “Carros” como a “pior” animação da Pixar. Bom, eu sou fã do estúdio e gosto de todos os filmes, mas pra mim talvez o “menos melhor” seja “Vida de Inseto”. Com o anuncio de “Carros 2” muitas reclamações foram feitas. Bom, depois de “Toy Story 3” acho que já conseguiram provar que são capaz de fazer boas continuações até melhores que o original.

Dessa vez o estúdio deixou o lado “artístico” um pouco de lado e resolveu apostar mais numa história mais voltada para o público infantil, o público alvo desse tipo de filme. O foco da trama muda um pouco com elementos de filmes de espionagem, mas o resultado é uma aventura muito divertida que tem tudo para agradar os mais novos e também fazer os mais velhos (como eu) saírem do cinema felizes como se fossem crianças.

Nessa continuação quem acaba ganhando o papel principal é Mate, o carro-guincho dublado por Larry the Cable Guy. Ele é confundido com espião americano e acaba se envolvendo numa trama de espionagem internacional que envolve uma corrida de carros mundial na qual Relâmpago McQueen (Owen Wilson) está participando.

A trama parece uma mistura de filmes antigos do agente 007 James Bond, comédias de espionagem tipo Austin Powers com muitas cenas de ação e corridas de carro, tudo isso mais voltado para o público infantil.

O visual também merece destaque. O uso do 3D é bastante discreto, mas ajuda bastante a apreciar os cenários e o visual caprichado do filme. As cenas mostrando cidades como Tóquio, Paris e Londres versão “Carros” são bem interessantes.

O elenco de vozes também é bom. Larry e Wilson continuam muito bem como os protagonistas e nomes como Michael Caine e John Turturro dão ainda mais charme ao filme. Quem for assistir a versão dublada em português vai ter que agüentar nomes como Luciano Do Valle, José Trajano, Emerson Fittipaldi e Claudia Leitte, felizmente eles dublam personagens mais coadjuvantes.

A Pixar mais uma vez acertou a mão em mais um excelente filme, talvez uma obra um pouco menos “artística” do que geralmente costuma fazer, mas mesmo assim uma ótima e divertida aventura para todas as idades.