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domingo, 28 de agosto de 2011

Super 8

Título Original: Super 8 (EUA , 2011)
Com: Joel Courtney, Elle Fanning, Kyle Chandler, Riley Griffiths, Ryan Lee, Joel McKinnon Miller, Noah Emmerich, Glynn Turman, David Gallagher e Ron Eldard
Direção e Roteiro: J.J. Abrams
Duração: 112 minutos

Nota: 5 (excelente)

J.J. Abrams já mostrou todo o seu talento na televisão ao criar programas como “Alias” e “Lost”. Aos poucos ele também está construindo uma ótima carreira no cinema. Depois de comandar “Missão Impossível 3” e revitalizar a franquia “Star Trek”, em “Super 8” ele apresenta uma história original e mostra toda sua inspiração e influência do produtor do filme, ninguém menos que Steven Spielberg.

A melhor palavra para definir o filme é nostalgia, aqui utilizada de maneira bastante acertada. A começar pelo próprio super 8, formato bastante popular utilizado nas filmadoras do final dos anos 70. Além disso, a história de passa em 1979. Nela iremos acompanhar um grupo de garotos que está filmando um curta em super 8 e acaba presenciando um incrível acidente de trem. A partir desse evento a rotina da cidadezinha que eles moram se transforma com a presença do exercito e muito mistério em relação as causas do acidente.

Talvez desde “Os Goonies”, que também tinha Spielberg como produtor além de autor da história, um filme não conseguia reunir um elenco infanto-juvenil de maneira tão boa. O grupo de “Super 8” é quase tão carismático e marcante quanto do clássico dos anos 80. E existe também um tom de aventura parecido, apesar de que aqui o tom seja um pouco mais sério em relação a sua “ameaça”. Uma boa definição seria uma mistura de Goonies com “Cloverfield”, filme que tem produção e Abrams e que explora bastante o mistério em relação a sua grande “ameaça”.

Junte um ótimo elenco, bastante carismático e competente, com uma ótima história e o resultado é um grande filme. Mesmo contando com excelentes efeitos visuais, não são eles que chamam mais a atenção, servem apenas como elemento para complementar a narrativa. A nostalgia misturada com o clima de mistério criam um tom bem interessante na história.

Abrams comprova mais uma vez seu talento ao realizar um excelente filme que mostra toda a sua paixão e influência do mundo do cinema ao criar um estilo próprio que não deixa nada a desejar ao seu “tutor” Spielberg.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Professora Sem Classe

Título Original: Bad Teacher (EUA – 2011)
Com: Cameron Diaz, Jason Segel, Justin Timberlake, Lucy Punch, Phyllis Smith, John Michael Higgins, Kaitlyn Dever e Matthew J. Evans
Direção: Jake Kasdan
Roteiro: Gene Stupnitsky e Lee Eisenberg
Duração: 92 minutos

Nota: 3 (bom)

Professora Sem Classe” ironiza bastante com filmes que mostram professores como, por exemplo, “Mentes Perigosas” com Michelle Pfeiffer. Mas o que mais chama a atenção é o quanto o personagem principal interpretado por Cameron Diaz é politicamente incorreto.

Ela vive Elizabeth, uma professora do ginásio que este prestes a largar o ofício para casar com um homem rico. O cara acaba descobrindo que ela só está interessada no dinheiro e desiste do casamento, então ela terá que voltar ao batente enquanto procura outro ricaço disposto a sustentá-la.

Diaz está ótima no papel de professora disposta a tudo para conseguir seus objetivos. Contar sobre seu comportamento pode estragar as piadas do filme. E como uma boa comédia, os personagens secundários são essenciais. O elenco de apoio é bem interessante e conta com nomes como Jason Segel e Justin Timberlake, mas o destaque mesmo fica por conta de Lucy Punch no papel de uma professora “rival”.

Como eu falei no início, a grande graça do filme é o comportamento politicamente incorreto da protagonista. As piadas em cima disso são muito boas. E o melhor tudo é que não temos lição de moral em relação a essa conduta e isso é um ponto bastante positivo, ainda mais se tratando de um filme de Hollywood. Por mais que no final das contas tenha um “final feliz”, não espere que no final ela vire uma boazinha.

Um dos filmes que me veio a cabeça durante a sessão foi “Papai Noel às avessas” com Billy Bob Thornton. O tom politicamente incorreto dos 2 são bastante parecidos na figura de seus respectivos protagonistas.

No final das contas o filme cumpre seu papel como uma boa comédia, com bons momentos e diversão garantida. Talvez ele pudesse ter ido um pouco mais além, mas isso não chega a comprometer.

sábado, 20 de agosto de 2011

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Partes 1 e 2

Título Original: Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 1 and 2 (Reino Unido/EUA , 2010/11)
Com: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Ralph Fiennes, Michael Gambon, Alan Rickman, Matthew Lewis, Evanna Lynch, Helena Bonham Carter, Bonnie Wright, Maggie Smith, Jim Broadbent, David Thewlis, Julie Walters, Mark Williams, James Phelps, Oliver Phelps, Natalia Tena, Emma Thompson, Jason Isaacs, Helen McCrory, Tom Felton, Warwick Davis, Domhnall Gleeson, Clémence Poésy, John Hurt, Geraldine Somerville, Adrian Rawlins, Robbie Coltrane, Gary Oldman, Chris Rankin, David Bradley, Kelly Macdonald, Ciarán Hinds, Hebe Beardsall, Devon Murray, Jassie Cave, Afshan Azad, Anna Shaffer, Georgina Leonidas, Freddie Stroma, Alfie Enoch, Katie Leung, Scarlett Byrne, Miriam Margolyes e Gemma Jones
Direção: David Yates
Roteiro: Steve Kloves
Duração: 146 minutos (parte 1) e 130 minutos (parte 2)

Nota: 3 (bom)

O único filme da saga Harry Potter que eu assisti foi “Harry Potter e a Ordem da Fênix”, mas com a estréia do último capítulo fui “obrigado” a assistir. Minha conclusão após assistir “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Partes 1 e 2” é que definitivamente eu não consegui curtir o universo do personagem. Essa mistura de magia e mundo real não é pra mim.

Agora eu preciso admitir que como obra cinematográfica o negócio é realmente muito bem feito. Os produtores estavam sempre em busca de novos diretores para acompanhar a evolução da história. O diretor David Yates acabou sendo o que mais assumiu a cadeira da direção com 3 filmes e parece ter sido o que melhor conseguiu adaptar o mundo literário para o cinema.

Além disso, o grande elenco também merece destaque. O trio principal conseguiu evoluir e amadurecer junto com seus personagens. E eu pessoalmente gosto de atores como Alan Rickman, Helena Bonham Carter e Ralph Fiennes, só para citar alguns.

Como fui assistir a parte 2 nos cinemas, pelo menos assisti a parte 1 em casa antes para não ficar totalmente perdido na história. Essa idéia de dividir o filme em 2 tem vantagens para os fãs e para o estúdio que produziu o filme. Os fãs ficam felizes em ver a história na tela com mais detalhes, enquanto o estúdio ganha o dinheiro do ingresso duas vezes.

Supostamente a parte 1 era para contar a história e preparar terreno para a “guerra” na parte 2. Agora eu senti que a parte 1 é meio enrolada e carregada na “tensão”, mas a parte 2 entrega as cenas de ação prometidas e conclui a história de maneira convincente, apesar do epílogo meio desnecessário.

Bom, após 8 filme é hora de dizer adeus a Harry Potter. Agora resta a Warner arrumar outra franquia para continuar ganhando seus bilhões. Como ela é dona da DC, então pode apostar que iremos ver ainda mais personagens de HQ ganhando adaptação (como se já não houvesse várias).

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Quero Matar Meu Chefe

Título Original: Horrible Bosses (EUA , 2011)
Com: Jason Bateman, Charlie Day, Jason Sudeikis, Colin Farrell, Jennifer Aniston, Kevin Spacey, Jamie Foxx, Donald Sutherland, Kenny Sommerfeld, Lindsay Sloane, Julie Bowen, Isaiah Mustafa, Wendell Pierce, Ron White e Ioan Gruffudd
Direção: Seth Gordon
Roteiro: John Francis Daley, Jonathan M. Goldstein e Michael Markowitz
Duração: 98 minutos

Nota: 3 (bom)

Quem nunca teve problema com o chefe? Pensando assim a premissa da comédia “Quero Matar Meu Chefe” é bem interessante, apesar de não ser muito original. Três amigos que tem problemas com seus respectivos chefes resolvem montar um plano para matá-los.

A idéia do filme é uma mistura de “Pacto Sinistro”, clássico de Alfred Hitchcock, com “Jogue a Mamãe do Trem”, como os próprios personagem deixam claro em determinado momento da trama ao citar os filmes.

Na história Nick (Jason Bateman) odeia seu chefe Dave (Kevin Spacey) que o explora bastante. Kurt (Jason Sudeikis) tem que lidar com o filho do dono da empresa em que trabalha chamado Bobby (Colin Farrell), que assume o lugar do pai e quer apenas lucrar sem se importar com a empresa. Enquanto Dale (Charlie Day) trabalha como auxiliar da dentista Julia (Jennifer Aniston) e tem que agüentar enquanto ela o assedia sexualmente correndo o risco de comprometer o noivado do rapaz.

O que faz a diferença nesse filme é o elenco e suas improvisações. Os três personagens principais vividos por Bateman, Day e Sudeikis são bastante carismáticos e engraçados. A grande surpresa é Day que em seu primeiro papel principal no cinema rouba a cena. Os coadjuvantes também são muito bons. Jammie Foxx, Jennifer Aniston e Colin Farrell estão ótimos, pena que seus personagens não apareçam tanto.

Talvez o que complique um pouco o filme seja a trama. A idéia é boa, mas o desenrolar dela se perde em alguns momentos. Mesmo assim as ótimas piadas e o elenco garantem a diversão deixando esses problemas em segundo plano resultando num bom filme.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Capitão América - O Primeiro Vingador

Título Original: Captain America - The First Avengers (EUA , 2011)
Com: Chris Evans, Hugo Weaving, Hayley Atwell, Sebastian Stan, Dominic Cooper, Tommy Lee Jones, Stanley Tucci, Richard Armitage, Toby Jones, Neal McDonough, Derek Luke, Kenneth Choi, JJ Feild, Bruno Ricci, Lex Shrapnel, Michael Brandon, Martin Sherman e Natalie Dormer
Direção: Joe Johnston
Roteiro: Christopher Markus e Stephen McFeely
Duração: 124 minutos

Nota: 4 (ótimo)

A Marvel continua sua saga de heróis no cinema com a chegada de “Capitão América - O Primeiro Vingador”, último filme antes do grande evento em 2012 quando irá reunir os personagens em “Os Vingadores”.

Esse sem dúvidas é o personagem mais difícil de ser adaptado, já que os tempos são outros e na época que ele foi criado a idéia era exaltar o patriotismo americano. Isso foi totalmente atenuado, mas a premissa do personagem continua a mesma.

O franzino Steve Rogers (Chris Evans, que também interpretou outro herói da Marvel: o Tocha Humana, no sofrível filme do "Quarteto Fantástico"), acaba virando cobaia de um experimento de criação de um super soldado para ajudar o exercito americano a combater uma organização nazista paralela chamada Hydra. Ela é liderada pelo capitão Johan Schmidt (Hugo Weaving), que também passou pelo experimento e acabou virando o Caveira Vermelha.

O diretor Joe Johnston acabou virando um especialista em fazer filmes “modernos” que se passam nos anos 30 e 40, assim como fez em “O Lobisomem”. O tom do filme lembra bastante as aventuras do Indiana Jones, que se passam na mesma época. Sem dúvidas é possível ver a influência de Steven Spielberg já que Joe trabalhou para ele ao comandar “Jurassic Park 3”.

O elenco também merece destaque. O protagonista Chris Evans está muito bem no papel, com bastante carisma e sem o excesso de caricatura mostrado como o Tocha Humana. Hugo Weaving também está bem como o vilão, papel no qual virou um especialista. Os outros personagens coadjuvantes também estão bem. A bela Hayley Atwell no papel da agente Peggy Parker, o interesse romântico pouco explorado. Tommy Lee Jones como o coronel Philips que é responsável pelo melhores momentos cômicos do filme. E Stanley Tucci, dando bastante carisma ao dr. Erskine que é o responsável pelos experimentos do super soldado.

Apesar de ter cópias em 3D, dessa vez resolvi assistir em 2D mesmo e confesso que não senti falta. O efeito 3D pode até dar uma qualidade visual a exibição do filme, mas não acrescenta muita coisa.

O filme acerta bem no tom de aventura retro e com um ótimo elenco garante a qualidade e diversão da história. E agora com a apresentação do primeiro Vingador só resta contar os dias para a estréia dos Vingadores. Então podem esperar que depois dos créditos tem um aperitivo do filme. Caso não seja exibido pode reclamar com o gerente do cinema, ou então já perguntar antes de iniciar a sessão para não ter problemas.

domingo, 7 de agosto de 2011

Adrenalina 2 - Alta Voltagem

Título Original: Crank: High Voltage (EUA , 2009)
Com: Jason Statham, Amy Smart, Efren Ramirez, Dwight Yoakam, Bai Ling, Clifton Collins Jr., Keone Young, David Carradine, Corey Haim e Geri Halliwell
Duração: 96 minutos
Direção e Roteiro: Mark Neveldine e Brian Taylor

Nota: 3 (bom)

Absurdo! Essa seria a melhor palavra para descrever “Adrenalina 2 – Alta Voltagem”. A começar pela própria existência dessa continuação, já que no primeiro filme [início SPOILER] o personagem supostamente morre caindo de um helicóptero. [fim do SPOILER] Mas não precisamos levar o filme a sério, ainda mais que ele também não se leva.

Dessa vez Chev Chelios (Jason Statham) tem seu coração roubado pelos chineses, que querem descobrir como ele conseguiu sobreviver ao vírus do filme anterior, e o substituem por um artificial. Então enquanto o personagem tenta reaver seu coração, ele precisa de energia elétrica para manter o artificial funcionando. Ou seja, dessa vez ele não precisa manter a adrenalina em alta, mas precisa correr atrás do seu coração rapidamente antes que o artificial pare de funcionar.

O carisma do protagonista continua e os personagens secundários são bem legais. Talvez o filme peque um pouco pelo exagero e pela premissa não tão genial quanto do primeiro filme, mas mesmo assim o resultado é extremamente divertido. Mas o grande destaque do filme é a parte técnica.

Os diretores Mark Neveldine e Brian Taylor resolveram ousar e inovar na parte técnica. Eles resolveram filmar com filmadoras digitais dessas pequenas e bem portáteis. Com isso eles conseguiam colocar as câmeras em lugares bem absurdos para conseguir ângulos não convencionais.

No making of da para ter uma noção da coisa. Por exemplo, o diretor de fotografia diz que tem um carrinho de controle remoto e sugere colocar uma câmera em cima dele. O resultado é que em uma cena de perseguição de carros a câmera passa por baixo de um carro. Tinham tantas câmeras que em pouco tempo de filmagem os caras tinham horas e horas filmadas. Sobrou para o editor fazer a “mágica” de selecionar as cenas no meio de tanta coisa filmada e também melhorar a fotografia e as cores obtidas já que a qualidade das câmeras digitais não era tão boa.

No final das contas os diretores conseguiram fazer um filme tão divertido quanto o primeiro, mas não tão bom quanto. Ou seja, se você gostou do primeiro não deixe de conferir essa continuação.