propaganda

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Cyrus

Título Original: Cyrus (EUA , 2010)
Com: John C. Reilly, Jonah Hill, Marisa Tomei, Catherine Keener e Matt Walsh
Direção e Roteiro: Mark Duplass e Jay Duplass
Duração: 91 minutos

Nota: 3 (bom)

Os irmãos Mark e Jay Duplass são oriundos do cinema independente americano e com “Cyrus”, seu terceiro longa metragem, conseguiram chamar a atenção internacional ao conseguir distribuição da Fox Searchlight e também por conseguir reunir no elenco nomes conhecidos e consagrados como John C. Reilly, Jonah Hill, Marisa Tomei e Catherine Keener.

Apesar de conseguir maior abrangência, eles mantiveram o estilo de filmar independente ao contar uma história mais voltada para diálogos e atuações sem se preocupar muito com estilo e estética.

A trama gira em torno de um trio bem peculiar. John (Reily) é um homem divorciado que conhece Molly (Tomei) e vê a chance de construir um novo relacionamento. O problema é que ela um filho chamado Cyrus (Hill) e eles vivem juntos numa relação que mistura amizade com família. A partir daí se constrói uma disputa entre John e Cyrus pela atenção de Molly.

Os diretores conseguem tirar dessa situação uma ótima trama que envolve drama sem exageros melodramáticos com algumas pequenas doses de bom humor. A atuação do trio é muito boa e consegue dar uma boa verossimilhança a situação.

Apesar de boa idéia e de uma boa premissa, o filme acaba se perdendo um pouco na abordagem do drama da relação entre o trio sem nunca se aprofundar totalmente no tema. Isso acaba prejudicando um pouco o resultado final, mas mesmo assim o saldo ainda é positivo.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Conan - O Bárbaro

Título Original: Conan - The Barbarian (EUA , 2011)
Com: Jason Momoa, Ron Perlman, Rose McGowan, Stephen Lang, Rachel Nichols, Bob Sapp, Leo Howard, Steven O'Donnell, Nonso Anozie, Raad Rawi, Laila Rouass, Saïd Taghmaoui, Milton Welsh e Borislav Iliev
Direção: Marcus Nispel
Roteiro: Thomas Dean Donnelly, Joshua Oppenheimer e Sean Hood
Duração: 112 minutos

Nota: 1 (ruim)

Até que demorou bastante até que alguém resolvesse fazer um novo filme baseado em Conan, personagem das HQs que nos anos 80 foi levado ao cinema com Arnold Schwarzenegger como protagonista. A idéia de uma nova versão é até interessante.

A escolha do papel principal também foi acertada ficando com o ator Jason Momoa, que recentemente chamou a atenção na série “Game of Thrones”. Mas quando o diretor Marcus Nispel (“Sexta-feira 13” e “O massacre da serra elétrica”) foi convocado percebi que seria muito pequena a chance do resultado de “Conan - O Bárbaro” versão 2011 ser positivo.

Na trama Conan é um jovem que sobrevive ao massacre do seu povo feito por Khalar Zim (Stephen Lang), um conquistador que busca reunir as partes de uma mascara para poder reviver sua esposa, uma feiticeira poderosa, e assim dominar o mundo. Conan cresce em busca de vingança.

A premissa do filme é até razoável. A visão do personagem do Conan é até um pouco fiel aos quadrinhos, interpretado de maneira correta por Momoa. O problema é que o roteiro é bem ruim e mesmo com violência e sangue as cenas de luta e ação deixam muito a desejar. Além disso, o resto do elenco tem atuações bem caricatas, principalmente o vilão Khalar e sua filha interpretada por Rose McGowan (Grindhouse). Isso sem contar também na parte técnica fraca com efeitos visuais ruins e trilha sonora genérica.

O diretor mostra que não tem talento e entrega um filme bastante sem graça que nem mesmo com sangue, violência e cenas de nudez conseguem salvar o resultado final. E mesmo sido lançado no formato 3D a resposta na bilheteria foi muito fraca, então tudo indica que o personagem não deve ganhar um novo filme tão cedo.

domingo, 27 de novembro de 2011

Tudo Pode Dar Certo

Título Original: Whatever Works (EUA , 2009)
Com: Larry David, Evan Rachel Wood, Patricia Clarkson, Ed Begley, Conleth Hill, Michael McKean, Henry Cavill, Jessica Hecht, John Gallagher, Carolyn McCormick e Christopher Evan Welch
Direção e Roteiro: Woody Allen
Duração: 93 minutos

Nota: 4 (ótimo)

Depois de viajar pela Europa com seus filmes, Woody Allen resolveu voltar para Nova York em “Tudo Pode Dar Certo”. E ele achou alguém a sua altura para o papel principal: Larry David. Confesso que não conhecia o cara, que é co-criador do seriado Seinfeld. No filme David interpreta uma versão mais “intensa” dos tradicionais personagens criados e muitas vezes interpretados pelo próprio Allen.

O filme conta uma história de amor improvável entre o físico nuclear de 60 anos de idade intelectual e otimista Boris (Larry David) e a jovem e ingênua menina do interior Melody St. Anne Celestine (Evan Rachel Wood). Os 2 se conhecem quando a jovem resolve tentar a sorte grande em Nova York e Boris acaba dando abrigo a ela. Os 2 acabam casando e a situação só muda de figura quando os pais da menina resolvem ir atrás dela.

Sem dúvidas o grande destaque do filme é o personagem de Larry David. Ele é ainda mais ácido e cínico do que os personagens dos filmes de Allen costumam ser, mas sem deixar o lado intelectual de lado. Evan Rachel Wood também está muito bem no seu papel.

O humor ácido está um pouco acima do que os fãs dos filmes de Allen estão acostumados, mas não deixa de ser uma boa mudança no tom de seus filmes. Ele é um diretor que sempre faz bons filmes (já cansei de dizer isso aqui no blog) e aqui ele entrega um trabalho bastante divertido e interessante.

Quem com certeza vai gostar são os fãs de Larry David que irão encontrar semelhanças entre o papel que ele interpreta e seu trabalho na televisão na série “Segura a Onda” (Curb Your Enthusiasm). Ou quem não conhecia o trabalho do ator, assim como eu, pode acabar se interessando em correr atrás.

Em ambos os casos todos irão ficar satisfeitos com o resultado final.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Game On


Local: MIS (Museu da Imagem e do Som) – Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo, SP
Quando: Terças a sextas das 12h às 21h; domingos, sábados e feriados das 11h às 21h. Até 8 de janeiro de 2012
Ingresso: R$ 5 a R$ 10
Mais informações: www.mis-sp.org.br

Aproveitando minha ida a São Paulo para o festival SWU (13 e 14), aproveitei para conferir a exposição Game On. Criada no Reino Unido e exposta em mais de 10 países, ela tem como objetivo mostrar ao visitante um pouco da história e evolução dos video games. E da melhor maneira possível com vários jogos de diversas plataformas disponíveis para se jogar.

Talvez como exposição e com o objetivo de informar sobre a história dos games a Game On acabe deixando um pouco a desejar. Mas pensando apenas na interatividade ela funciona muito bem.

Pagando apenas 10 Reais (ou 5 Reais meia) é possível ficar até 3 horas dentro do local desfrutando da uma incrível variedade de jogos. Desde os antigos fliperamas como Asteroids e Pac-Man até os mais atuais do PS3 e X-Box 360.

Os mais velhos irão se emocionar em poder colocar as mãos novamente em controles do Nintendo, Super Nintendo e Mega Drive ou de poder jogar o Donkey Kong original do fliperama. Todas as gerações estão presentes a começa pelo jogo Pong, o primeiro game da história. Tem também alguns consoles portáteis em exposição como Game Boy e Game Gear, mas alguns estão disponíveis para serem jogados também.

Pensando bem, acho que a melhor maneira mesmo de mostrar a evolução dos games é colocar os visitantes para jogar. Melhor do que ficar tentando explicar apenas com texto e imagens. Dessa forma a exposição funciona muito bem. Diversão garantida para todas as idades e sem dúvidas os fãs de games vão sair dela bastante felizes.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

SWU Music & Arts Festival – 14/11

Palcos Energia e Consciência: Faith No More, Alice In Chains, Stone Temple Pilots, Megadeth, Primus, Sonic Youth, 311, Down, Black Rebel Motorcycle Club, Duff McKagan’s Loaded e Raimundos
Local: Paulínia – SP

Fotos tiradas do site Omelete

O último dia do festival SWU era totalmente imperdível para mim. 4 bandas que eu gosto bastante na mesma noite. Acho que vai ser difícil algum outro festival conseguir me agradar assim. As bandas em questão são Megadeth, Stone Temple Pilots, Alice in Chains e Faith no More. Dessas apenas a última eu já tinha tido a oportunidade de ver ao vivo.

311

Como só queria ver as 4 últimas atrações não fiz questão de chegar muito cedo no festival. Nesse dia tinha muito mais gente que o dia anterior que tinha sido razoavelmente tranqüilo. Ainda cheguei a tempo de conferir o 311. Já cheguei a gostar um pouco da banda no início da carreira. Depois eles seguiram por uma sonoridade meio estranha deixando o rock um pouco de lado.

Nunca imaginei que fosse conseguir vê-los ao vivo algum dia. Acabei pegando a metade final do show, mas consegui ver a única música que eu fazia questão: “Down”, que fechou a apresentação. A parte do show que eu vi foi até legal, mas nada que tenha me empolgado ao ponto de voltar a ouvir a banda.


Megadeth

O Megadeth já se apresentou inúmeras vezes no Brasil, mas apenas agora eu finalmente consegui ver ao vivo. Eles acabaram de lançar seu 13º álbum que por acaso se chama “Th1rt3en”. Com quase 30 anos de carreira, Dave Mustaine líder da banda, continua em ótima forma. Da formação original apenas o baixista David Ellefson, mas o guitarrista Chris Broderick e o baterista Shawn Drover se mostraram bastante entrosados.

Com apenas 1 hora de show o repertório contou com apenas 11 músicas, mas que foram suficientes para fazer um bom resumo da carreira do grupo. O disco novo contou com 2 músicas, com destaque para o 1º single “Public Enemy No. 1”, mas sem dúvidas as mais antigas foram as que mais agitaram.

Mustaine ficou muito feliz com a recepção da platéia e na maior parte do tempo usou uma guitarra customizada com a capa do disco “Rust in Peace”, o melhor da banda. Dele rolaram “Hangar 18” e “Holy Wars”, que fechou a apresentação.

Mesmo com pouco tempo a banda mostrou que ainda tem muita relevância e ainda muito que mostrar. Espero conseguir ver um show maior deles pois esse deixou um gosto de quero mais.


Stone Temple Pilots

Apesar de ter perdido o show do Stone Temple Pilots ano passado dei a sorte de eles voltarem em pouco tempo para se apresentar no festival. O repertório foi bem parecido e ainda contou com um dos maiores hits que tinha ficado de fora da outra apresentação: “Big Bang Baby”.

A banda voltou a ativa recentemente com um disco novo e em cima do palco mostram que continuam muito bem. O vocalista Scott Weiland estava bem comportado e vestindo um terno provou que continua cantando muito. Ele foi bastante simpático e performático.

O repertório abrangeu toda a carreira do grupo com os principais hits, mas sem deixar as músicas novas de fora. Destaque para “Between the Lines”. As baladas ficaram um pouco de fora com maior ênfase nas músicas mais “animadas”. Mesmo assim uma música como “Plush”, maior sucesso da banda, não podia ficar de fora apesar de ser um pouco mais lenta.


Alice in Chains

O Alice in Chains conseguiu mostrar uma sobrevida após a morte do vocalista Layne Staley. O guitarrista Jerry Cantrell deixou a banda de lado por um tempo até que em 2005 com a entrada do novo vocalista William DuVall eles resolveram gravar um novo disco. Confesso que fiquei com o pé atrás no início, mas depois de ouvir o cd gostei bastante. E ao vivo é ainda melhor. Talvez seja blasfêmia dizer que DuVall seja melhor que Staley, mas é tão bom quanto. O bom é que ele não tenta imitar, apesar de ter um timbre de voz parecido. Como Cantrell sempre fez a segunda voz fazendo quase 50% dos vocais, a banda continua excelente como sempre sem soar muito diferente.

A única vez que eles se apresentaram no Brasil foi no Hollywood Rock em 2003. Então a expectativa do público era muito grande. Mesmo com a forte chuva a quantidade de gente pra ver a banda era enorme. E o grupo ficou emocionado com a receptividade da platéia. DuVall até arriscou algumas frases em português como “estamos muito felizes por estar aqui”. Depois foi a vez de Cantrell falar em inglês da emoção e de que a banda deve voltar em breve ao país.

O repertorio contou com as principais canções da banda sem deixar as músicas do último trabalho “Black Gives Way to Blue” de lado. Eles conseguiram mesclar bem o clima de nostalgia com as novidades mostrando que ainda tem relevância e muito o que mostrar. Do início matador com “Them Bones" e o final épico com “Would”, o set list foi muito bem escolhido passando por toda a carreira da banda. Sem dúvidas foi o melhor show do festival (pelo menos dos que eu assisti).


Faith no More
Eu nunca imaginei que fosse ver o Faith no More ao vivo uma vez, quanto mais duas. E lá estava eu no SWU para conferir a banda ao vivo mais uma vez. Eles já surpreenderam com a decoração do palco que estava cheio de flores e parecendo um espaço de candomblé, ainda mais com todos os integrantes vestidos de branco.

O vocalista Mike Patton é sempre um show a parte com sua loucura genial e sua incrível potência vocal. Ele fez todas as estripulias possíveis e falou bastante, já que ele fala português razoavelmente. Então da-lhe palavrões como porra e caralho.

O repertorio não foi muito diferente do show de 2009 e clássicos como “Epic”, “Evidence” (mais uma vez cantada em sua versão em português), “From out of Nowhere” e “Digging the Grave” não podiam ficar de fora. Teve espaço até para uma música nova, ainda sem nome. Será que eles vão voltar a gravar material novo? É aguardar pra ver.

Outra surpresa foi a participação do coral de meninas de Heliópolis, que havia se apresentado com Patton no Rock in Rio, na música “Just a man”. Foi um momento bem interessante, apesar de meio esquisito.

No final das contas foi um excelente show, como sempre que fechou o festival com chave de ouro. Pena que eu já estava cansado demais para conseguir aproveitar a apresentação e até fui sentar na arquibancada na metade do show por não estar mais conseguindo ficar em pé.

domingo, 20 de novembro de 2011

SWU Music & Arts Festival – 13/11


Palcos Energia e Consciência: Lynyrd Skynyrd, Peter Gabriel and the Blood Orchestra, Duran Duran, Chris Cornell, Tedeschi Trucks Band, Ultraje a Rigor e Zé Ramalho
Palco New Stage: Hole, Modest Mouse, Playing for Change, !!! (Chk, Chk, Chk), Is Tropical, Sabonetes e Apolonio
Local: Paulínia – SP

Fotos tiradas do site iG (Ultraje) e Omelete (outras)

Esse ano resolvi encarar um festival grande de música. Em principio iria apenas no último dia, mas acabei resolvendo ir também no dia 13 para conferir Chris Cornell, Duran Duran e principalmente o Hole.

O SWU aconteceu na cidade de Paulínia, a 120 km de São Paulo, então a melhor opção era ir de ônibus. Esse primeiro dia que eu fui foi tranqüilo esse deslocamento porque eu não ia ficar até o último show e além disso, o público foi menor que o dia seguinte.

Tedeschi Trucks Band
Ao chegar no festival estava chovendo e causou uma mudança na ordem das bandas. O Ultraje a Rigor acabou ficando para mais tarde. Então conferi um pouco da Tedeschi Trucks Band, formada pelo casal de guitarristas Derek Trucks e Susan Tedeschi, além de 9 outros integrantes sendo 2 bateristas.

A banda é boa, todos são excelentes músicos, mas eu não curto muito o tipo de som que é uma mistura de rock progressivo com blues e jazz. Depois de um tempo de apresentação esse tipo de som cansa um pouco, mas a qualidade dos músicos é indiscutível e tinha muita gente lá para conferir.


Ultraje a Rigor

Logo depois foi a vez do Ultraje a Rigor subir ao palco. Roger, vocalista e guitarrista, é o único integrante original da banda que é conhecida por sua ironia e bom humor. Logo após a primeira música ele já começou a reclamar porque queriam que eles tocassem menos tempo. Mas isso não atrapalhou o show que contou com os principais clássicos do grupo como “Filha da Puta”, “Ciúme” e “Pelado”.

Roger tem medo de andar de avião e graças a isso a banda se apresentou em poucos lugares do Brasil. Então foi bom eles tocarem nesse festival já que vem muita gente de vários lugares do país.

No final da apresentação rolou uma confusão entre a equipe de técnicos das bandas. Parecia que o problema era com Chris Cornell, a atração seguinte, mas depois Roger revelou que tinha sido Peter Gabriel. Supostamente o Peter ligou pro Roger e pediu desculpas coisa e tal.


Chris Cornell

Infelizmente o show de Chris Cornell foi somente voz e violão. A grande expectativa era que ele viesse com o Soundgarden, sua primeira banda, que voltou recentemente a ativa. Graças a recém turnê do Pearl Jam não foi possível já que o baterista é o mesmo.

Cornell cantou músicas de todas as fases de sua carreira passando pela sua fase solo sem esquecer as bandas que passou, além do já citado Soundgarden teve também o Audioslave e o projeto Temple of the Dog.

Mesmo assim o show foi muito bom e apesar do formato não combinar muito com o clima de festival Cornell conseguiu segurar bem a platéia. Não foi o ideal, mas foi bem legal poder conferir o cara ao vivo. Sua voz continua muito boa.

Destaques para “Can´t Change Me” (carreira solo), “Black Hole Sun” (clássico do Soundgarden) e “Like a Stone” (Audioslave). Funcionou bem como uma prévia do show do Soundgarden. O jeito agora é esperar que sua promessa de voltar ao Brasil em 2012 com a banda seja cumprida.


Hole

Infelizmente tive que fazer a escolha entre assistir o show do Hole ou o do Duran Duran. Devido aos atrasos do palco principal por causa da chuva e a desistência da banda Modest Mouse do palco alternativo (o equipamento não chegou), os shows acabaram coincidindo no horário. Escolhi o Hole por ser bem mais fã e não me arrependi nem um pouco.

Coutrney Love subiu ao palco junto com a nova formação da banda e mais 4 modelos. Era um indicio da bagunça que seria a apresentação. Love falou bastante com a platéia, foi muito simpática, fofocou bastante, e eventualmente cantou (risos).

O repertório mesclou bem músicas de toda a carreira da banda, incluindo o último disco “Nobody´s Daughter”, com alguns covers bem inusitados. Teve uma versão de “Bad Romance” de Lady Gaga com algumas alterações na letra, “Sympathy for the devil” do Rolling Stones e “The Fly” do U2.

Claro que os clássicos da banda como “Violet”, “Miss World”, “Malibu” e “Celebrity Skin” não podiam ficar de fora. As músicas novas também merecem destaque, como “Skinny Little Bitch”.

Agora o que acabou chamando mais a atenção foi o falatório de Love. Sobrou para Billy Corgan (Smashing Pumpkins) e principalmente para Dave Grohl e o Foo Fighters. Ela se irritou com um fã do Nirvana e abandonou o palco. Pediu a camisa de um fã que tinha escrito a frase: “Courtney be my bitch”. Ou seja, foi uma bagunça total.

Mas apesar do falatório o show foi muito bom. A nova formação da banda é muito boa com ótimos músicos que deixaram Love bastante a vontade. E apesar das “polêmicas” e “confusões”, parece que ela gostou da recepção da platéia e disse que irá voltar ao Brasil para fazer mais shows. Vamos ver se ela vai cumprir a sua promessa.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O Estranho Mundo de Tim Burton

Título Original: Tim Burton: A child’s garden of nightmares
Autor: Paul A. Woods
Tradução: Cassius Medauar
Editora: LeYa
Número de Páginas: 344

Se você assim como eu é fã do trabalho do cineasta Tim Burton então o livro “O Estranho Mundo de Tim Burton” é um item obrigatório na sua prateleira.

Basicamente o livro é compilação de textos jornalísticos e entrevistas sobre e com Tim Burton que abrangem toda a carreira do diretor desde seu início na Disney com a animação “Frankenweenie” até seu último filme “Alice no país das maravilhas”.

Os textos estão em ordem cronológica dos filmes e foram escritos na época de seus respectivos lançamentos. Eles são bem interessantes pois trazem muitas curiosidades em relação aos filmes e também ajudam a entender e acompanhar a evolução da carreira do diretor através da recepção da crítica e do público.

Paul A. Woods, o autor do livro, conseguiu reunir textos que ajudam a tentar entender o que se passa na cabeça de Burton e como isso se reflete de alguma maneira em seus filmes. É interessante perceber como o autor chegou a conclusão em sua pesquisa de como o diretor é uma espécie de adulto com mente de criança, além de ser bastante tímido.

Após a leitura do livro fiquei com vontade de assistir novamente cada um dos filmes da filmografia de Burton. Uma boa sugestão seria assistir cada filme e depois ler o capítulo relacionado, mas infelizmente não consegui colocar isso em prática.

Minha única crítica em relação ao livro é que talvez fosse interessante que ele tivesse mais fotos, senti um pouco falta disso, principalmente algumas de bastidores dos filmes. Mas tudo bem, os textos são muito bons e interessantes e acho que podem servir além dos fãs também para os interessados em conhecer mais sobre a carreira do diretor.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Hanson

6 de Novembro de 2011
Citibank Hall – São Paulo – SP
Fotos tiradas do site Terra

O Hanson fez bastante sucesso 15 anos atrás com seu disco de estréia "Middle of Nowhere" com o single "MMMBop". Hoje em dia eles não fazem mais o mesmo sucesso comercial. Optaram por seguir pelo caminho independente. Essa é a terceira vez que eles se apresentam no Brasil.

E quem achava que o show seria tranqüilo e apenas nostálgico, a banda mostrou que ainda tem muitos seguidores até hoje. O Citbank Hall estava lotado, aproximadamente umas 3 mil pessoas. E o que se viu foi pura histeria, eram como se eles ainda estivessem no auge.

Em cima do palco apenas os 3 irmãos Hanson: Isaac (30 anos, guitarra), Taylor (28 anos, teclado e voz) e Zac (26 anos, bateria). E mostraram bastante carisma, simpatia e talento. Todos são ótimos músicos e sozinhos conseguiram dar conta do recado.

O repertório contou com músicas de todas as fases da banda. Quem abriu foi "Waiting For This", do último disco "Shout It Out", que levou o público a loucura. Muita gritaria e histeria, e acreditem, mesmo as músicas novas cantadas em coro pela platéia. Dava para perceber a reação da banda de surpresa e comoção com a reação da platéia.

O público era na maioria feminino na faixa entre 20 e 30 anos. Se os Hanson ficaram “velhos”, os fãs envelheceram junto com a banda. E o que eu estava fazendo lá? Bom, eu gosto das músicas e os outros cds, principalmente esse mais novo, são bem interessantes. Deixem o preconceito de lado e ouçam, é legal.
O show mesclou momentos mais animados com outros mais tranqüilos com violão no lugar de guitarra. Inclusive cada Hanson teve seu momento solo. O primeiro foi Zac que tocou violão e cantou “Go”. Depois veio Isaac perguntou se a platéia preferia guitarra ou piano, e a escolha foi piano onde ele tocou ''More than anything''. Por último Taylor cantou “Save Me”.

Obviamente que o grande momento do show foi quando eles tocaram ''MMMbop''. Sem dúvidas foi o momento de maior histeria da platéia. Sem deixar a empolgação diminuir ainda mandaram “If Only”, que também agitou bastante com a Taylor pedindo para a galera pular junto com ele.

No final das contas o show foi uma boa surpresa. O Hanson mostrou que além de serem ótimos músicos tem muitas boas canções e continuam bastante relevantes musicalmente, mesmo que seja para um público menor.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Festival Planeta Terra 2011

Atrações
Palco Sonora Main Stage: Criolo, Naçao Zumbi, White Lies, Broken Social Scene, Interpol, Beady Eye e The Strokes
Palco Claro Indie Stage: Selvagens à Procura de Lei, Garotas Suecas, Toro y Moi, Gang Gang Dance, Goldfrapp, Bombay Bicycle Club e Groove Armada
Dia: 5 de Novembro de 2011
Local: Playcenter - São Paulo – SP

Fotos tiradas do site do festival

O Festival Planeta Terra 2011 conseguiu vender todos os ingressos em algumas horas com apenas algumas atrações confirmadas. O grande chamativo foi o The Strokes e em segundo lugar o Beady Eye, a banda nova de Liam Gallagher após o fim do Oasis. Depois de alguns problemas para conseguir fechar as atrações, o lineup ficou bastante indie.

O único show que eu realmente queria ver foi o Strokes e acabou sendo o principal motivo da minha ida a São Paulo. O resto acabou sendo um bom bônus. Além deles queria ver Beady Eye, White Lies e Goldfrapp.

O festival deu um show de organização. Diminuíram o número de ingressos vendidos em relação a edição de 2010 para aumentar o conforto do público e a movimentação entre os palcos. O lugar tinha acesso fácil, quase todos os shows começam no horário e a parte de bebidas e alimentação tinha preços razoáveis.

White Lies
A primeira atração que eu vi no festival foi o White Lies. A banda já tinha se apresentado no Brasil uma vez, mas tinha sido num evento beneficente. Ainda estava claro quando eles subiram ao palco. O repertório contou com músicas dos seus 2 discos: “To Lose My Life Or Lose My Love” e o recente “Ritual”. Um bom público se juntou na frente do palco principal e deixou os integrantes bastante felizes. Todos se mostraram bastante simpáticos e sorridentes. O show foi bastante correto e bom sem surpresas. Não conseguiram ganhar toda a platéia, mas quem já conhecia a banda saiu satisfeita com o que viu.


Interpol
Confesso que não curto muito o Interpol, mas resolvi conferir ao vivo para ver se me empolgava mais com a banda. Eles têm sido alvos de críticas por não fazerem bons shows ultimamente. Sem se comunicar muito com a platéia a banda tocou músicas de todos os discos e fizeram um bom show, mas não o suficiente para me fazer gostar da banda. Os fãs com certeza saíram satisfeitos e em alguns momentos o grupo agitou bastante a platéia. Na metade da apresentação fui para o palco Indie conferir o Goldfrapp.


Goldfrapp
O Goldfrapp foi para mim a maior decepção do festival. O show deles é bem fraco. A culpa principal é da vocalista Alison Goldfrapp, cujo sobrenome da nome a duo. Tenho quase certeza de que o vocal dela era playback. Ou então usaram algum efeito de voz muito bom para conseguir soar tão igual a versão de estúdio. Com uma roupa cheia de fitas pretas parecendo ter sido tiradas de fitas cassetes, a vocalista cantava de frente para um ventilador dando um efeito meio tosco na roupa e em seu cabelo. Com seu visual bizarro e sonoridade estranha e fake acabei agüentando apenas meia hora de show, aí resolvi voltar para o palco principal para conferir o Beady Eye.


Beady Eye
O Beady Eye tem os integrantes remanescentes do Oasis com exceção de Noel que após mais um briga com Liam saiu da banda. O disco de estréia “Different Gear, Still Speeding” é bem interessante por não seguir exatamente a mesma sonoridade do Oasis. O show atrasou um pouco e acabou sendo mais curto do que o esperado.

Liam estava até bastante simpático. Não falou muito e o que disse era meio difícil de ser entendido graças ao seu forte sotaque britânico. Estranhei um pouco no início sua voz um pouco nasalada, mas depois me acostumei. O repertório contou com quase todas as músicas do cd com destaques para “Four Letter Word”, “Beatles and Stones” e “Millionaire” que abriram a apresentação.

O público agitou um pouco, mas com certeza a maioria estava ali para ver o Strokes. Talvez pela falta de uma melhor receptividade a banda tenha acabado feito um show menor. Mesmo assim a apresentação foi muito boa, mas sem dúvidas eu preferiria ver um show do Oasis.


The Strokes
O Strokes subiu no palco já com o jogo ganho. Apesar da recepção fraca do seu último disco “Angles”, a expectativa era que o repertório contasse com músicas dos outros 3 cds. Principalmente o primeiro “Is this it” que completou 10 anos.

Eles abriram com “New York City Cops” e a platéia foi ao delírio. O público ficou empolgado durante toda a apresentação cantando junto, gritando e batendo palmas. A banda se mostrou visivelmente emocionada com a receptividade. O vocalista Julian Casablancas foi bastante simpático e carismático, apesar do visual meio esquisito. Destaque também para o baterista brasileiro Fabrizio Moretti que também saudou o público após insistência de Julian.

10 anos de carreira, 4 cds e o repertório foi praticamente só de hits. O primeiro disco foi o mais lembrado com 8 músicas, quase o cd todo. Destaques para “Hard to Explain”, “Take it or Leave it” e “Last Nite”, o maior sucesso da banda. Todas as músicas que eu queria ouvir foram tocadas, então saí do show totalmente satisfeito. Além das já citadas, destaco também “12:51”, “Juicebox” e “Reptilia”.

Confesso que gostei muito do último cd, apesar de admitir que é o mais fraco da banda. Ainda bem que eles não deixaram ele de fora ao colocar 4 músicas no repertório. Destaque para “Under Cover Of Darkness”.


Apesar das atrações terem sido indie demais e o grande destaque ter ficado apenas com o show do Strokes, no final das contas o saldo do festival foi positivo. Bem organizado e com o tamanho ideal para um festival. Vamos ver o que vão trazer em 2012. Se tiver coisa boa com certeza irei conferir.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Pearl Jam

4 de Novembro de 2011
Estádio do Morumbi – São Paulo – SP
Fotos tiradas do site da Folha de São Paulo

Em 20 anos de carreira está é apenas a segunda vez que o Pearl Jam se apresenta no Brasil. Essa turnê é de comemoração desses anos de estrada que também contou com o documentário “Pearl Jam Twenty”. Ao todo a banda iria se apresentar 5 vezes em 4 cidades: 2 em São Paulo, sendo que esse show que eu fui teve ingressos esgotados e por isso um show extra foi marcado no dia anterior, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre.

Confesso que não viajaria para outra cidade somente para ver o show do Pearl Jam, mas como já estava indo a cidade para o festival Planeta Terra, então resolvi aproveitar para conferir a apresentação.

A banda é conhecida por fazer repertórios bastante diferentes de um show para outro. Eles disseram que tem 200 músicas ensaiadas e no dia da apresentação o vocalista Eddie Vedder define quais serão tocadas no dia. Isso tem pontos positivos e negativos. Tem o lado bom de ser surpreendido pelo repertório e para os mais fanáticos poderem ir para mais de um show e ter apresentações bem diferentes. O lado ruim é que você pode pegar um dia menos inspirado da banda e pegar um repertório com músicas que não sejam as suas favoritas.

O show começou cheio de energia com “Go” e logo na seqüência “Do the evolution” com o estádio todo cantando o refrão “it´s evolution baby”. A banda ficou surpresa com a quantidade de gente presente e Vedder prometeu não demorar tanto para voltar ao país.

O meu disco favorito é o “Ten’”, estréia da banda, e dele vieram 6 músicas no show. Ou seja, fiquei bem satisfeito. “Alive” é uma que quase nunca fica de fora e obviamente foi cantada pelo estádio inteiro e um dos melhores momentos do show. Surpresa mesmo foi ter também “Jeremy”, talvez a mais conhecida da banda, e “Once”. “Even Flow” e “Black” também foram ovacionadas pelo público.

Sem dúvidas o Pearl Jam não é uma banda de estádio, mas o seu público é muito grande então acaba sendo o único lugar para caber todo mundo. O show em São Paulo foi muito bom e acabou me surpreendendo, mas a apresentação tem ótimos momentos e outros mais fracos. Sem dúvidas se fosse num lugar menor funcionaria muito melhor.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Amor a Toda Prova

Título Original: Crazy, Stupid, Love (EUA , 2011)
Com: Steve Carell, Ryan Gosling, Julianne Moore, Emma Stone, Analeigh Tipton, Jonah Bobo, Marisa Tomei e Kevin Bacon
Direção: Glenn Ficarra e John Requa
Roteiro: Dan Fogelman
Duração: 118 minutos

Nota: 4 (ótimo)
Steve Carell protagoniza o filme “Amor a Toda Prova” mostrando mais uma vez seu lado versátil ao equilibrar bem drama com comédia. Os diretores Glenn Ficarra e John Requa (O Golpista do Ano) conseguiram reunir um grande elenco para contar uma história sobre amor nos tempos atuais.

Tudo começa quando Cal (Carell) descobre que sua mulher Emily (Julianne Moore) o traiu e quer o divórcio. Os dois eram casados a bastante tempos e tem filhos. Ele então irá tentar começar de novo e num bar acaba conhecendo Jacob (Ryan Gosling), um conquistador que resolve ajudar Cal a “voltar ao mercado”. É claro que essa parte de professor e aluno rende bons momentos do filme. E dessa relação acaba surgindo um pouco de amizade entre os dois.

Essa é a parte principal, mas os coadjuvantes também têm seu espaço. Então temos espaço para outras perspectivas do amor como de um dos filhos de Cal pela babá e de Hanna (Emma Stone), uma futura advogada que espera se casar com o namorado.

O que faz o filme sair do lugar comum é o ótimo elenco somado a um bom roteiro que da um tom bem realista as situações envolvendo os personagens. A abordagem é mais voltada para o público adulto misturando bem doses de drama, romance e comédia.

Talvez no seu filme anterior a dupla tenha arriscado mais em fazer uma história com temática gay e aqui tenha seguido um caminho mais convencional. Mas mesmo assim o resultado é bastante acima da média e graças a um bom roteiro, que traz até uma reviravolta interessante, e ótimas atuações.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Um Novo Despertar

Título Original: The Beaver (2011 , EUA)
Com: Mel Gibson, Jodie Foster, Anton Yelchin, Cherry Jones, Riley Thomas Stewart e Jennifer Lawrence
Direção: Jodie Foster
Roteiro: Kyle Killen
Duração: 91 minutos

Nota: 4 (ótimo)

O ator e diretor Mel Gibson andou passando por vários problemas em sua vida pessoal. Mas felizmente na frente das câmeras ele continua se mostrando um ótimo ator. E ainda bem que ele ainda tem amigos como Jodie Foster. Eles se conheceram quando trabalharam juntos em “Maverick” de 1994. A atriz e também diretora faz o seu terceiro longa com “Um Novo Despertar” e o papel principal caiu muito bem para Gibson.

Ele vive Walter, um homem que sofre de depressão que chegou num nível bastante profundo e nenhum tratamento parece funcionar. Sua esposa Meredith (Foster) não agüenta mais e o coloca para fora de casa. Eis que ele decide se matar, mas acaba sendo impedido por uma voz vindo de um castor de pelúcia. O brinquedo é um fantoche de mão e Walter começa viver de acordo com o que ele diz.

No inicio parece loucura, mas parece dar certo. Walter volta a ter uma vida normal, mas ainda vai ter muitos problemas para lidar. O roteiro acerta muito bem em manter o drama sem doses exageradas de melodrama que uma história como essa poderia ter junto com toques de bom humor.

Tudo funciona muito bem graças a ótima performance de Gibson, o grande destaque do filme. Mas a história ainda tem espaço para tramas paralelas envolvendo o filho mais velho de Walter chamado Poter interpretado por Anton Yelchin. O elenco conta também com Jennifer Lawrence.

Jodie acerta a mão como diretora e consegue construir um ótimo filme que envolve drama familiar com um pouco de crítica em relação livros e teorias de auto-ajuda. Mesmo sem arriscar muito com um final mais convencional e mantendo o lugar seguro, o filme toca em pontos bem interessantes.