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quarta-feira, 28 de março de 2012

Shame

Título Original: Shame (EUA , 2011)
Com: Michael Fassbender, Carey Mulligan, James Badge Dale, Nicole Beharie, Alex Manette e Robert Montano
Roteiro: Abi Morgan e Steve McQueen
Direção: Steve McQueen
Duração: 101 minutos


Nota: 3 (bom)

O filme “Shame” é a segunda parceria entre o ator Michael Fassbender (X-Men:Primeira Classe) e o diretor Steve McQueen. Aqui eles contam a história de Brandon, um homem viciado em sexo. Um tema polêmico e interessante ganha um tom minimalista com poucas palavras mais voltado para as expressões do elenco. A atuação de Fassbender é realmente muito boa, mas o filme poderia ter ido mais além.

Para mim o principal problema da história é que o fato de ser viciado em sexo em nada prejudica a vida do personagem. Ele tem um bom emprego, seu próprio apartamento e apesar de sozinho, isso não parece incomodá-lo, sentimento bastante normal para quem vive em grandes cidades. A situação muda quando sua irmã Sissy (Carey Mulligan de "Educação") resolve ir passar um tempo com ele. Ambos guardam algum rancor de algo no seu passado, mas isso não é explorado.

A presença da irmã quebra a sua rotina. Ambos têm um comportamento destrutivo e isso acaba aflorando em Brandon. É a partir daí que realmente o vício em sexo acaba virando um problema e a vergonha do título original do filme. A partir daí o sexo realmente aparece na história. E o diretor optou por mostrar as cenas de sexo como algo ruim com uma música bem dramática e sem nenhum erotismo.

A edição talvez explore demais o ritmo lento com longas cenas sem diálogos. Algumas são interessantes como a inicial com Brandon no metrô ou Sissy cantando “New York, New York” num arranjo bem melancólico. Mas outras como ele saindo para correr de madrugada nas ruas de Nova York não parecem contribuir muito para a narrativa além de enfocar ainda mais no lado solitário do personagem.

O resultado é positivo, principalmente graças às atuações, mas talvez a questão do vício em sexo pudesse ter sido mais bem explorada já que ela é bem delicada, polêmica e interessante. O ritmo lento também atrapalha um pouco e pode não agradar ao grande público.
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