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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Título Original: The Dark Knight Rises (EUA , 2012)
Com: Christian Bale, Gary Oldman, Tom Hardy, Joseph Gordon-Levitt, Anne Hathaway, Marion Cotillard, Morgan Freeman e Michael Caine
Direção: Christopher Nolan
Roteiro: Christopher Nolan, Jonathan Nolan e David Goyer
Duração: 164 minutos

Nota: 5 (excelente)

O diretor Christopher Nolan encerra a trilogia do homem morcego com “Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge” de uma franquia que vai deixar bastante saudade. Tudo bem que talvez esse seja o capítulo mais “fraco” da história, mas realmente ia ser complicado conseguir fazer algo melhor do que "Batman Begins" e “O Cavaleiro das Trevas”.


Se no filme anterior o Coringa brincou com o psicológico do Batman, agora seria necessário algum vilão que pudesse apresentar uma ameaça maior. Então o escolhido foi Bane, que nas Hqs foi responsável por uma grande derrota do herói. Uma escolha interessante capaz de apresentar uma ameça tanto física quanto psicológica ao Batman. No filme ele ficou até mais interessante do que nos quadrinhos.

8 anos de passaram desde os eventos do filme anterior e a paz reina em Gotham City depois que o Batman assumiu a culpa dos atos feitos por Harvey Dent. O herói sumiu das ruas e o seu alter-ego Bruce Wayne também entrou em reclusão. Mas com a aparição de Bane (Tom Hardy) e seus planos terroristas surge a necessidade da volta do homem morcego.

No meio desses eventos ainda temos espaço para a aparição de Selina Kyle (Anne Hathaway), mais conhecida como a Mulher-Gato (apesar desse nome não ser mencionado no filme). Aqui vem um dos pequenos problemas do filme. Não sobra muito espaço para aprofundar a relação dela com o Batman, ainda mais com a presença de outro personagem feminino. O filme de Tim Burton (“Batman, o Retorno” de 1992) consegue criar uma relação mais interessante entre os 2 personagens.

Nas cenas de ação o destaque fica por conta do novo “brinquedo” do Batman chamado simplesmente de Morcego, que na verdade é uma espécie de versão “voadora” do batmóvel. Talvez ele tire um pouco do realismo nas cenas, algo marcante nos outros filmes, mas mesmo usando computação gráfica Nolan conseguiu um resultado excelente e melhor que boa parte dos blockbusters que abusam do CGI. Em compensação nas cenas de luta houve uma melhora, principalmente no conflito entre Batman e Bane, já que o vilão oferece um desafio físico maior.

O elenco continua muito bem e Nolan trouxe 2 novidades no elenco, mas que já haviam trabalhado com ele antes. Temos Joseph Gordon-Levitt como o policial John Blake, que serve como braço direito do Comissário Gordon (Gary Oldman), e  Marion Cotillard como Miranda Tate (a outra presença feminina), uma magnata filantropa interessada numa parceria com Wayne. Talvez o excesso de “personagens importantes” acabem atrapalhando um pouco a trama, mas Nolan consegue dosar bem a ponto de não comprometer a história. 

Confesso que não gostei um pouco do final. Em certa forma lembra um pouco o fim de “A Origem”, mas sem a mesma sutileza da dúvida em saber se aquilo é real ou não. Talvez se um pequeno trecho fosse omitido a dúvida sobre o que realmente aconteceu ficasse no ar.
Mas por que o filme mesmo com alguns “probleminhas” ainda consegue ser excelente? Talvez porque Nolan tenha nos deixado mal acostumados com a qualidade do filme anterior que agora nessa última parte a cobrança tenha sido muito maior. Mesmo assim ele entregou um final digno para a trilogia capaz de fechar a história e obviamente deixando terreno caso a Warner queira seguir com a franquia mesmo sem sua presença. Os fãs sem dúvidas vão ficar totalmente satisfeitos.
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