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sábado, 21 de julho de 2012

Na Estrada

Título Original: On the Road (França/Reino Unido/EUA/Brasil , 2012)
Com: Garrett Hedlund, Kristen Stewart, Viggo Mortensen, Kirsten Dunst, Amy Adams, Steve Buscemi, Elizabeth Moss, Terrence Howard, Alice Braga, Tom Sturridge e Sam Riley
Direção: Walter Salles
Roteiro: Jose Rivera baseado no livro de Jack Kerouac
Duração: 137 minutos

Nota: 3 (bom)

O diretor brasileiro Walter Salles volta a dirigir um filme internacional com “Na Estrada”, adaptação do famoso livro do escritor Jack Kerouac. Ele parece estar se especializando em realizar “road movies”, ou melhor, filmes que se passam na estrada. Mas se em “Diários de Motocicleta” de 2004 o personagem principal (Che Guevara) queria “mudar o mundo”, aqui o protagonista quer o mundo o mude.


Adaptações são sempre complicadas. Felizmente (ou infelizmente) não li o livro, então não posso avaliar a fidelidade do filme em relação a obra literária. Mas posso dizer que Salles conseguiu captar o clima da época e das viagens, seja com uma bela fotografia ou com uma ótima trilha sonora.

Sam Riley (Control) vive Sal Paradise, o alter-ego do de Kerouac, que após perder o pai conhece Dean Moriarty (Garrett Hedlund de “Tron – O Legado”) e acabam virando grandes amigos. Um é obcecado por escrever e o outro por liberdade. Assim Sal acaba sendo conquistado pelo charme de Dean e sua fome de viver e eles resolvem sair pela estrada em busca de experiências. 

Durante a viagem eles irão conhecer e se encontrar com muitas pessoas. Isso acaba rendendo muitas participações especiais no filme de gente como Viggo Mortensen (Um método perigoso), Kirsten Dunst (Melancolia), Amy Adams (O Vencedor), Terrence Howard (Homem de Ferro), Alice Braga (Predadores), entre outros. Aí temos outro ponto positivo que é o elenco. Salles consegue tirar uma boa atuação até de Kristen Stewart (Branca de Neve e o caçador) que vive Marylou, musa de Dean.

Infelizmente o filme acaba perdendo sua força graças ao roteiro de Jose Rivera e o já citado problema de adaptação. Talvez em busca de tentar abranger o máximo da narrativa do livro, muitas coisas da história acabam ficando sem uma explicação muito clara ou personagens que não são muito bem explorados.
Mesmo assim o resultado é positivo por ter conseguido de alguma forma captar o espírito jovem de uma época, mais precisamente entre os anos 40 e 50, mesmo que talvez em alguns momentos pareça ter sido resumido a consumo de drogas e liberdade sexual.
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