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terça-feira, 28 de agosto de 2012

O Ditador

Título Original: The Dictator (EUA , 2012)
Com: Sacha Baron Cohen, Ben Kingsley, Anna Faris, Jason Mantzoukas, Sayed Badreya, John C. Reilly, J.B. Smoove e Megan Fox
Direção: Larry Charles
Roteiro: Sacha Baron Cohen, Alec Berg, David Mandel e Jeff Schaffer
Duração: 83 minutos

Nota: 4 (ótimo)

O ator Sacha Baron Cohen volta aos cinemas com mais um personagem antológico em “O Ditador”. A principal diferença para seus filmes anteriores (Bruno e Borat) é que ele deixou o estilo documentário de lado voltando a fazer um longa totalmente de ficção como já tinha feito anteriormente em “Ali G Indahouse”.
Cohen vive Aladeen, um ditador de um país fictício que está tendo problemas com a ONU graças ao programa nuclear de armas de destruição em massa (alguém aí pensou na Coréia do Norte?). Ele irá aos EUA para uma assembleia onde pretende defender a soberania do seu país, mas acaba sendo vítima uma tentativa de assassinato encomendada por Tamir (Ben Kingsley, “A invenção de Hugo Cabret”), seu principal assessor, para substituí-lo por um sósia. Aladeen contando com a ajuda de Zoey (Anna Faris, “A casa das coelhinhas"), dona de uma loja de produtos naturais politizada.

A ideia de fazer um filme no estilo tradicional ao invés de simular um documentário é boa para mudar um pouco o estilo da filmografia de Cohen em seu terceiro trabalho com o diretor Larry Charles (Borat e Bruno). Alguns podem reclamar que a falta do teor realista da reação das pessoas em relação aos absurdos do personagem prejudique as piadas, mas eu não vejo isso como um problema. “O Ditador” tem piadas muito boas, mas acho que seu principal problema é investir numa parte romântica que acaba prejudicando um pouco a trama.

O filme acaba seguindo um pouco o caminho de uma comédia romântica, mas isso não chega a comprometer o resultado final. As piadas politicamente incorretas continuam lá junto com as críticas principalmente aos EUA. O roteiro perde um pouco com esse parte romântica tentando achar um equilíbrio entre provocação e romance, talvez na tentativa de ser mais acessível a um público maior, mas sem deixar de perder os fãs antigos com as piadas ácidas. 
O resultado é uma comédia muito boa, sem a mesma genialidade de Borat e Bruno, mas mesmo assim com ótima qualidade e garantia de boas risadas. Cohen continua muito bem como ator e conseguiu criar mais um personagem interessante. Além disso, ele conta com bons nomes no elenco como os já citados Farris e Kingsley, sem contar as participações de John C. Reilly (Cyrus) e Megan Fox (Transformers).
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