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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Cosmópolis

Título Original: Cosmopolis (Canadá / França / Itália / Portugal , 2012)
Com: Robert Pattinson, Kevin Durand, Sarah Gadon, Juliette Binoche, Jay Baruchel, Samantha Morton, Mathieu Amalric e Paul Giamatti
Direção e Roteiro: David Cronenberg
Duração: 109 minutos 

Nota: 4 (ótimo)

O diretor David Cronenberg está de volta aos filmes “futuristas” após filmes mais “sérios” como “Um Método Perigoso”. E voltou também a escrever o roteiro. Dessa vez ele resolveu adaptar o romance “Cosmópolis” de Don DeLillo que conta a história de Eric Packer, um gênio milionário que ganhou sua fortuna ao conseguir raciocinar na velocidade do mercado de ações.

Cronenberg foi esperto e chamou o astro Robert Pattinson no intuito de conseguir o orçamento pra produzir o filme, enquanto o ator tenta provar sua diversidade de papéis ao estrelar um filme adulto e independente.

O trailer da uma visão errada do filme ao dizer que é 1º filme sobre o novo milênio dando a impressão de ter algum tipo de ação ou algo do tipo. Na verdade o filme é bastante filosófico, verborrágico e com uma estrutura bastante simples. Basicamente iremos acompanhar o personagem principal (Eric) dentro de sua limusine enquanto ele tenta cruzar uma cidade caótica para cortar o cabelo.

Nesse meio tempo ele recebe a visita dentro do carro de inúmeros personagens, de sua amante, colegas de trabalho ou até mesmo uma consulta médica. E é justamente durante esses diálogos que iremos conhecer mais sobre esse universo paralelo e sobre o personagem.

Ao criar um trama muito concentrada em diálogos o filme já se afasta do grande público que por ter o nome de Pattinson no cartaz resolveu assistir por acaso. Durante a minha sessão pelo menos umas 6 pessoas saíram do cinema antes do final. E isso porque eu estava numa sala de “filmes de arte” (Itau Cinemas). Então é bom avisar pois muita gente pode acabar achando o filme chato e monótono.

Aos que conseguirem sobreviver até o final e conseguirem acompanhar a história verão uma visão bem interessante e crítica sobre um futuro próximo da nossa sociedade falando sobre economia, consumismo e coisas do tipo.

O personagem principal é bem interessante e cada vez que vamos conhecendo novas nuances ele vai ficando mais completo enquanto tentamos entender suas motivações. Um papel bastante difícil para Pattinson que entrega uma atuação competente. E falando no elenco, os nomes presente são muito bons, mas a maioria faz apenas pequenas participações. O grande destaque fica por conta de Paul Giamatti (Sideways) na melhor cena do filme, mas melhor não tentar falar nada sobre seu personagem para não estragar a história.
É bom ver Cronenberg de volta a esse lado “futurista”, mesmo que ele talvez ainda continue “sério” demais, mas continua afiado em sua ironia e críticas sobre a sociedade e as obsessões do ser humano.
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