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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Looper - Assassinos do Futuro

Título Original: Looper (EUA , 2012)
Com: Joseph Gordon-Levitt, Bruce Willis, Emily Blunt, Jeff Daniels, Paul Dano, Piper Perabo, Garret Dillahunt, Tracie Thoms, Anh Huu e Pierce Gagnon
Direção e Roteiro: Rian Johnson
Duração: 118 minutos

Nota: 4 (ótimo)

O diretor e roteirista Rian Johnson (Vigaristas) conseguiu pegar um tema bacana que é a viagem no tempo para construir uma história bem interessante. Em “Looper - Assassinos do Futuro” iremos conhecer Joe (Joseph Gordon-Levitt de "Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge"), um homem que num futuro alternativo (mais precisamente 2044) ganha a vida como looper. 

Como o próprio personagem explica, 30 anos no futuro dele a viagem no tempo foi inventada e logo foi proibida. Quem a usa ilegalmente é a máfia para se livrar de seus “alvos”. Eles então mandam o cara pro passado e então a tarefa do looper é matar e depois se livrar do corpo. Simples assim. A única regra é não deixar a pessoa escapar. A coisa complica quando uma das vítimas de Joe é sua versão 30 anos mais velha, vivida por  Bruce Willis (Os Mercenários 2), que consegue escapar.

A partir daí melhor não contar mais nada. Sabiamente o trailer do filme não entrega mais do que isso. E a grande qualidade da história é não seguir num caminho muito óbvio. Não vá assistir o filme achando que ele terá grandes cenas de ação e um monte de efeitos especiais. A trama é mais um thriller de ficção científica com algumas doses de drama.

Além da história bacana, o outro ponto forte é o elenco. O principal destaque fica por conta de Joseph Gordon-Levitt. Foi até utilizado uma maquiagem para que o ator ficasse mais parecido com uma versão jovem de Bruce Willis. Ele conseguiu imitar muito bem alguns dos trejeitos de Willis. Jeff Daniels (A Lula e a Baleia) também merece ser citado e também a participação especial de Paul Dano (Sangue Negro). Já sobre Emily Blunt (Os Agentes do Destino) melhor não falar, pois falar sobre seu personagem pode estragar algumas surpresas da trama.
No final das contas Rian Johnson conseguiu criar um clima bacana e equilibrar muito bem todos os elementos que tinha na mão seguindo por caminhos interessantes e não óbvios. Isso tudo numa história original. Ótimo trabalho! Por mais que não consiga criar um final muito impactante, a trama sem dúvidas vai ficar (com o perdão do trocadilho) em loop na sua cabeça por um bom tempo após o final da exibição.
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