propaganda

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Gonzaga, de Pai para Filho

Título Original: Gonzaga, de Pai para Filho (Brasil , 2012)
Com: Chambinho do Acordeon, Julio Andrade, Nanda Costa, Adélio Lima, Land Vieira, Alison Santos e Giancarlo Di Tommaso
Direção: Breno Silveira
Roteiro: Patrícia Andrade
Duração: 120 minutos

Nota: 3 (bom)

A ideia do filme “Gonzaga, de Pai para Filho” é muito boa.  Mostrar a relação complicada entre 2 grandes figuras musicais da história do Brasil: Luiz Gonzaga, o rei do baião, e seu filho Gonzaguinha. O problema que é após o sucesso comercial de “2 filhos de Franciso”, outra biografia musical, o diretor Breno Silveira parece tentar repetir a fórmula de sucesso.

Na história começamos acompanhando Gonzaga e Gonzaguinha em idade adulta tentando se entender. O filho tenta entender os motivos do abandono do pai durante sua vida. Então o pai decide contar sua história para o filho. Começa aí uma retrospectiva da vida de Gonzaga pai, que acaba sendo o personagem principal da trama, enquanto o filho é apenas um pequeno coadjuvante. 

Aí já encontramos alguns problemas. A vida dos 2 é muito rica para ser contada em apenas um filme. A ideia era justamente focar nesse conflito entre os 2 e tentar explicar os problemas da relação entre eles, mas ao deixar Gonzaguinha em segundo plano isso acaba não funcionando da maneira que deveria. O drama deles é muito forte e o filme não consegue captar esse sentimento corretamente. Tudo acaba soando muito artificial.

A parte técnica é bem realizada com uma ótima fotografia e recriação da época. As passagens mostrando algumas apresentações de Gonzaga são bem interessantes. Mas a edição que fica indo e voltando no tempo mostrando pai e filho tentando se entender enquanto a história é contada não funciona muito bem. O roteiro também não ajuda muito.

O elenco é formado em sua maioria por nomes desconhecidos. Os 2 principais são interpretados por 3 atores diferentes cada um, representando momentos diferentes de idade na vida deles. Os que vivem Gonzaga parecem ter sido escolhidos mais pelo talento musical do que de interpretação. Mas apesar de algumas limitações eles não chegam a comprometer o filme.
O filme até tenta fugir da maioria dos clichês das biografia musicais criados pelo cinema americano, mas não consegue criar uma história realmente forte digna dos personagens mostrados na tela. O resultado acaba sendo satisfatório, mas talvez mais pela incrível história baseada em fatos reais do que por méritos do próprio filme.
Postar um comentário