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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O Homem da Máfia

Título Original: Killing Them Softly (EUA , 2012)
Com: Brad Pitt, Scoot McNairy, Ben Mendelsohn, James Gandolfini, Richard Jenkins, Vincent Curatola, Ray Liotta, Trevor Long, Max Casella, Sam Shepard, Slaine e Linara Washington
Direção: Andrew Dominik
Roteiro: Andrew Dominik baseado no livro de George V. Higgins
Duração: 97 minutos


Nota: 3 (bom)

Confesso que não sou muito fã de “filme de máfia”, mas eventualmente acabo assistindo filmes do “gênero” quando resolvem tratar do assunto de alguma maneira diferente. Eis que em “O Homem da Máfia” o diretor Andrew Dominik resolveu pegar um romance de 1974 de George V. Higgins e traz a trama para os dias atuais, mais precisamente em 2008 durante o colapso da crise financeira ocorrida nos EUA.

Dominik resolve fazer um paralelo entre a crise financeira e os “mafiosos”. Afinal de contas políticos e criminosos são praticamente a mesma coisa não? Bom, para tentar entender o que o diretor quis dizer vai ser necessário um pouco de conhecimento sobre a crise. Então se você pelo menos assistiu o jornal na época vai conseguir se virar. Mas mesmo assim o que não faltam são trechos de discursos políticos do então presidente Bush e do então concorrente a presidência Barack Obama.

A história começa com o planejamento a um assalto a uma casa de jogos frequentada apenas por mafiosos. Então Jackie Cogan (Brad Pitt) é convocado para investigar e resolver a situação pois após esse assalto as outras casas de jogo foram fechadas e isso está causando prejuízo na “economia” dos “mafiosos”.

O filme então vai fazendo uma metáfora e paralelos recheados de referências entre essa “crise” dos “mafiosos” com a crise da economia americana. A ideia é boa, mas a maneira meio pretensiosa e talvez com excesso de referências acabe estragando a real intenção do diretor.

O cenário é bem construído e o clima da cidade retrata bem o tom de recessão que os EUA estava passando. Mas pouca coisa acontece na trama. O excesso de diálogos meios desnecessários acaba engessando a trama dando um ritmo meio arrastado. Alguns personagens também soam meio deslocados e sem necessidade na trama.

Ainda sim o filme tem grandes momentos e o elenco é bastante interessante e competente dando qualidade ao filme. O final é fantástico e esse encerramento consegue dar um algo mais a história. A ideia era muito boa, pena que a pretensão tenha falado mais alto. Ainda assim o resultado é positivo.
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