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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Meu Namorado É um Zumbi

Título Original: Warm Bodies (EUA , 2013)
Com: Nicholas Hoult, Teresa Palmer, John Malkovich, Analeigh Tipton, Rob Corddry, Dave Franco e Cory Hardrict
Direção e Roteiro: Jonathan Levine
Duração: 98 minutos

Nota: 4 (ótimo)

É interessante ver a evolução e novas visões sobre determinadas “criaturas” do mundo do terror. Quantas versões diferentes de vampiros existem após o clássico “Drácula” de Bram Stoker. Com os zumbis a coisa está caminhando cada vez mais para algo parecido. Desde o clássico do cinema “A noite dos mortos-vivos” de 1968 onde George A. Romero criou a versão moderna dos zumbis chegamos a “Meu Namorado É um Zumbi”.

O título em português pode dar uma má impressão ao filme. A história é baseada no livro de Isaac Marion, que aqui no Brasil virou “Sangue Quente” (no original “Warm Bodies”). Sem dúvidas é bem menos apelativo e tem mais a ver com a história.

Na trama os zumbis se encontram em 2 níveis: um que é parecido com a visão clássica, mas que de alguma forma ainda guarda um pouco dos traços humanos; e uma outra ainda mais assustadora e animal.

Então conhecemos R (Nicholas Hoult de "X-Men: Primeira Classe"), um zumbi quando primeiro nível que irá narrar o dia a dia da sua vida. Ele não lembra de quase nada, nem mesmo seu nome, de quando era humano. Mas de alguma forma ele ainda tem alguns traços humanos.

Do outro lado temos os humanos, que tentam sobreviver numa cidade que é comandada pelo general Grigio (John Malkovich). Sua filha Julie (Teresa Palmer) está numa missão em busca de medicamentos quando seu grupo é atacado por zumbis, dentre eles R. Quando ele a vê, algo acontece. Seu coração volta a bater como se ele estivesse voltando a viver. Assim ele resolve ajudá-la ao invés de se alimentar dela e começa uma história de curiosa de amor.

O normal em filmes do gênero seria focar na sobrevivência do ser humano frente a epidemia de zumbi. A história de Isaac Marion tem um outro foco, sobre a esperança de os zumbis ainda terem uma forma de salvação. É uma visão bastante doce, mas sem ser piegas, já que aparentemente a salvação é o amor.

E o diretor Jonathan Levine (50%), que também assina o roteiro, conseguiu captar a ideia e construir uma história de um tema delicado de forma bem leve e interessante, mas sem deixar de manter os aspectos clássicos dos filmes de zumbi. Ele achou o tom certo entre o drama, aventura e comédia romântica, sendo capaz de agradar em todos os gêneros.
O elenco também ajuda, principalmente graças a dupla de protagonistas que tem bastante carisma. Mas o destaque fica com Nicholas Hoult que faz uma interpretação bastante curiosa de um zumbi.
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