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domingo, 10 de março de 2013

O Gato do Rabino

Título Original: Le Chat du Rabbin (França, Áustria , 2011)
Com as vozes: Mathieu Amalric, Eric Elmosnino, Maurice Bénichou, Daniel Cohen, Jean-Pierre Kalfon e Hafsia Herzi
Direção: Joann Sfar e Antoine Delesvaux
Roteiro: Joann Sfar e Sandrina Jardel
Duração: 100 minutos


Nota: 3 (bom)

 
A animação “O Gato do Rabino” apresenta uma discussão bem interessante sobre a pluralidade de religiões sob o ponto de vista de um gato. A história é adaptada da HQ de Joann Sfar que também é um dos diretores do filme.


Aqui no Brasil o filme teve exibição em circuito bem restrito em 2012 e acabei conferindo em uma exibição de “filmes cult” que a rede Cinemark costuma fazer. Tinham cópias dubladas e legendadas, e também em 3D, mas acabei ficando com a 2D legendada.

A trama se passa na Argélia dos anos 30. Na história temos um rabino que vive com sua filha e 2 animais de estimação: um gato e um papagaio. Um dia o gato resolve comer o papagaio e simplesmente começa a falar. A harmonia do lar é quebrada com os comentários ácidos e irônicos do gato. O rabino resolve então afastar o gato da presença sua filha temendo uma má influência pelo ceticismo religioso do animal.

O gato resolve então tentar se converter ao judaísmo pensando que assim poderia solucionar a questão e poder voltar a ficar novamente com sua dona. Aí é que começam as discussões religiosas. Afinal de contas, será possível que um gato possa se tornar judeu?

Esse é apenas o início da história. Depois ele toma outros rumos que envolve uma viagem pela África do gato e o rabino junto com outros personagens de outras religiões, aumentando assim a discussão sobre o assunto.

Nos quadrinhos são ao todo 5 volumes (2 foram lançados no Brasil) e todos foram adaptados no filme. No decorrer da história fica a impressão que está acontecendo muita coisa e meio corrido. Dessa forma os temas acabam perdendo um pouco a força. Outro problema é que em determinado momento o gato para de falar e isso também contribui para perder a principal graça da história.
A animação segue um estilo mais antigo tipo feito a mão e é bastante parecido com o da HQ. Não cheguei a ler, mas dei uma folheada numa livraria após assistir o filme. É interessante ver esse estilo de animação ainda sendo feito num mundo dominado pela computação gráfica.

O filme diverte e mostra uma discussão e reflexão criativa e interessante sobre o tema religião. Pena que no desenrolar a história acabe perdendo um pouco a força, principalmente na conclusão. Ainda assim o resultado é positivo.
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