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sexta-feira, 26 de abril de 2013

Caverna dos Sonhos Esquecidos

Título Original: Cave of Forgotten Dreams (Canadá, EUA, França, Alemanha, Reino Unido, 2010)
Direção, Narração e Roteiro: Werner Herzog
Duração: 89 minutos


Nota: 5 (excelente)

As cavernas de Chauvet-Pont-d'Arc, em Vallon-Pont-d'Arc, no sul da França, foram descobertas em 1994 e são uma das grandes descobertas da humanidade por conter as mais significantes artes da pré-história com desenhos datados de 32 mil anos atrás. Por ser um lugar a ser conservado, seu acesso é bastante restrito apenas para pesquisadores. Então o diretor Werner Herzog conseguiu autorização do Ministério da Cultura da França para filmar o documentário “Caverna dos Sonhos Esquecidos” conseguindo imagens em 3D do interior das cavernas sendo uma oportunidade única para conseguir conhecer o local de alguma forma.

O mais impressionante dessa descoberta é se dar conta do quão pouco a gente realmente sabe sobre a história da humanidade. Com a análise desses desenhos os pesquisadores tentam especular coisas sobre a época. Mas como o próprio título sugere, são pinturas de sonhos esquecidos por aqueles que o fizeram e que morreram com eles. A gente só tenta entender. E imagine também algo que a gente está fazendo hoje que pode ser preservado por essa quantidade de tempo?

A caverna ficou vedada esse tempo todo graças a um terremoto ou algo do tipo que fechou a entrada principal dela. Com mais de 30 mil anos sem luz solar o local ficou “enfeitado” com diversas estalactites que formam diversas cascatas e cortinas feitas graças a gotas de água que pingaram lentamente durante todo esse tempo.

O diretor mistura cenas da filmagem dentro da caverna com entrevistas com pesquisadores e historiadores para tentar entender o significado dos desenhos e da incrível descoberta. A ideia de filmar em 3D é muito boa porque assim fica mais fácil apreciar o interior da caverna e os desenhos. Junto com a trilha sonora e a narração bem emocionada do próprio Herzog fica difícil não se impressionar e emocionar com a visita a caverna.
E o trabalho dele é muito bom apesar das dificuldades técnicas. Dentro da caverna a equipe de filmagem pode contar apenas com 4 pessoas. Então além do próprio Herzog, que cuidou da iluminação, estavam um assistente, o diretor de fotografia (Peter Zeitlinger) e um técnico de gravação de som (Eric Spitzer-Marlyn). E eles tinham que usar uma roupa especial, só podiam ficar dentro da caverna por 4 horas e tiveram 6 dias de filmagem.

O resultado é excelente e graças a Herzog nós podemos ter acesso a essa incrível descoberta que é até hoje um local de pesquisa permanente para os cientistas e que agora também é fonte de imaginação para nós tentarmos entender um pouco mais a nossa própria história.
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