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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Holy Motors

Título Original: Holy Motors (França , 2012)
Com: Denis Lavant, Edith Scob, Eva Mendes, Kylie Minogue, Michel Piccoli, Elise Lhomeau e Jeanne Disson
Direção e Roteiro: Leos Carax
Duração: 115 minutos


Nota: 3 (bom)


Holy Motors” é um filme que ao mesmo tempo presta uma homenagem interessante quanto critica o mundo do cinema. E é um filme fora dos padrões convencionais, daqueles que uns vão achar uma porcaria e outros vão achar que é a coisa mais genial já feita. Digamos eu tenha ficado em cima do muro. Acho importante existirem cineastas como o francês Leos Carax que estão cansados do jeito que o cinema está atualmente e tenta fazer alguma coisa diferente. Mas ao mesmo tempo penso que talvez não precise ir tão longe simplesmente para “criticar” ou “homenagear”. Mas enfim...

É um filme bem surreal, que cria seu próprio universo e regras que o espectador ficará intrigado em tentar decifrar o significado de cada cena ao achar um significado maior. Sem dúvidas me lembrou de “Cidade dos Sonhos” de David Lynch, mas em minha opinião longe da mesma genialidade.

Na história iremos acompanhar um dia de trabalho de Monsieur Oscar (Denis Lavant). Ele é uma especie de "ator" que anda por Paris em sua limusine, que é tipo o seu camarim, realizando trabalhos que envolvem “interpretar” personagens de acordo com o compromisso. Então uma hora ele é um banqueiro, depois um assassino, um pai e assim por diante. As vezes papéis de bem comuns e outras vezes bastante absurdos e surreais.

Cada situação, ou cada papel que ele vive parece um gênero de um filme. Então o filme passeia por vários gêneros, passando até por musicais, que inclusive é uma das melhores cenas que conta com a participação da atriz e cantora Kylie Minogue. O ator Denis Lavant é brilhante e entrega uma excelente performance dando vida as mais diferentes figuras e personalidades. Sem ele o filme não funcionaria.

O filme segue um ritmo irregular entregando momentos bons e ruins, mas perde um pouco da força em sua segunda metade, apesar de que algumas das melhores cenas estão nela. O desfecho é tão absurdo que dá até vontade de rir, alias não tem como não rir. Mas eu gosto do resultado final.
É daqueles filmes que com sua “surrealidade” tenta tirar de você sensações que podem ser boas ou ruins. Afinal de contas cinema é isso, tentar interpretar as imagens que vem da tela ao entrar num mundo de fantasia diferente da realidade. Então cabe a você decidir se está disposto ou não a encarar o filme. Pelo menos você foi avisado antes do que se trata e não irá se “chocar” tanto e vai tentar assistir com a mente mais aberta. Ou não.
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