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segunda-feira, 1 de abril de 2013

O Garoto de Liverpool

Título Original: Nowhere Boy (Reino Unido, Canadá , 2009)
Com: Aaron Johnson, Anne-Marie Duff, Kristin Scott Thomas, Thomas Sangster, David Threlfall, Josh Bolt e Sam Bell
Direção: Sam Taylor Wood
Roteiro: Matt Greenhalgh
Duração: 98 minutos


Nota: 3 (bom)

Existem vários livros e filmes sobre ou inspirados nos Beatles, mas ainda não foi feita uma cinebiografia definitiva sobre a banda. “O Garoto de Liverpool” mostra a adolescência John Winston Lennon entre seus 15 e 20 anos, época que ele descobriu o rock, montou sua primeira banda e conheceu Paul McCartney e George Harrison.

Mas o foco do filme não é mostrar a banda, mas sim tentar mostrar o lado mais pessoal de Lennon. A trama mostra seu relacionamento com sua mãe que o abandonou (Julia) e a tia que o criou (Mimi).

A mãe biológica o abandonou quando era pequeno e ele foi criado pela tia. Mas já adolescente ele descobre que a mãe está morando perto dele e resolve ir atrás para descobrir os motivos que a levaram a deixá-lo com a tia. Eles voltam a se dar bem e ela começa a influenciá-lo no mundo da música e do rock. Enquanto isso a tia sofre com o afastamento do menino que ela criou e com medo de que a mãe possa magoá-lo novamente.

O difícil papel de Lennon ficou sob a responsabilidade do ator Aaron Johnson (Kick-Ass) que consegue desempenhar bem, mas longe de conseguir algo marcante. Quem se destaca no elenco é Kristin Scott Thomas (Amor Impossível) como a tia Mimi que tem os melhores momentos e sempre rouba a cena quando aparece.
Iremos acompanhar um pouco sobre a origem de Lennnon, apenas o início do homem que depois iria se tornar mais famoso que Jesus Cristo. Não sou muito fã dos Beatles, mas os respeito bastante. Para os fãs é uma boa oportunidade de ver uma visão mais pessoal sobre essa fase da vida dele.

O filme é correto, tem bons momentos, boas atuações, mas falta um algo mais que o diferencie das tradicionais cinebiografias. Talvez um pouco mais de ousadia e criatividade, algo que tanto Lennon quanto os Beatles sempre tiveram.
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