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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Oblivion

Título Original: Oblivion (EUA , 2013)
Com: Tom Cruise, Morgan Freeman, Olga Kurylenko, Andrea Riseborough, Nikolaj Coster-Waldau e Melissa Leo
Direção: Joseph Kosinski
Roteiro: Joseph Kosinski, Karl Gajdusek e Michael Arndt
Duração: 126 minutos


Nota: 3 (bom)

Após ressuscitar a franquia Tron em “Tron: O Legado” o diretor Joseph Kosinski resolveu criar seu próprio filme de ficção científica em “Oblivion”. E conta com um protagonista de peso: Tom Cruise, que com seu carisma e incrível performance consegue dar um algo a mais ao filme.

Estamos na Terra em 2077. O planeta sobreviveu a uma guerra contra alienígenas, mas pagou um preço alto: a destruição do próprio planeta. Os sobreviventes agora moram numa lua em Saturno. Na Terra temos poucos habitantes. Temos o resto dos alienígenas, chamados de “saqueadores” que insistem em tentar sabotar os equipamentos humanos. E temos 2 humanos.

Então iremos conhecer Jack Harper (Cruise) que faz manutenção dos drones, robôs usados para proteger o maquinário que usa água para gerar energia. Ele mora numa torre isolada junto com Victoria (Andrea Riseborough de "W. E. - O Romance do Século"), sua esposa e responsável pela comunicação com a base humana através de um chamado em video com Sally (Melissa Leo de "O Vencedor").

A situação muda com a queda de uma nave em que Jack consegue resgatar uma sobrevivente: Julia (Olga Kurylenko de "007 - Quantum of Solace"), uma misteriosa mulher que aparecia nos sonhos dele. Então ele começa a perceber que tem algo errado.

A trama do filme soa um pouco genérica ao misturar diversos elementos e referências de filmes de ficção científica. Dos mais clássicos como “2001 – uma odisseia no espaço” aos mais recentes como “WALL-E” (Jack tem a mesma mania do personagem de colecionar coisas antigas) e “Lunar”. Isso não seria um problema se o roteiro conseguisse criar uma narrativa convincente o suficiente para o impacto necessário. Ou se pelo menos nessa colagem de coisas conseguisse criar um universo interessante como “Matrix”, por exemplo.

O filme é bastante ambicioso e tem boas ideias, pena que não as use da melhor maneira possível. Talvez por ser um blockbuster ele não quis arriscar demais ficando em terreno seguro. Então aposta mais na história de amor e no excesso de informações e repetições para facilitar o entendimento do espectador.
O que acaba chamando mais a atenção é o visual, graças a incrível fotografia de Claudio Miranda (vencedor do Oscar nessa categoria por “As aventuras de Pi”), que equilibra bem o lado mais frio ao mostrar o lado desolado da Terra com algo mais “quente” nos flashbacks ou nas cenas da cabana onde Jack guarda suas “relíquias”. Os efeitos visuais são bem interessantes e misturam bem computação gráfica com recursos práticos.

Então como falei no início, o que acaba fazendo a diferença é a presença de Cruise. Ele praticamente carrega o filme sozinho com sua performance em alguns momentos solitária que ajuda a abstrair alguns dos problemas do filme. Junto com as boas ideias da história o resultado é um filme legal e divertido, mas que talvez com um pouco mais de desenvolvimento dos personagens e da trama junto com um pouco mais de coragem poderiam ter resultado num grande filme.
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