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segunda-feira, 15 de abril de 2013

Uma História de Amor e Fúria

Título Original: Uma História de Amor e Fúria (Brasil , 2012)
Com as Vozes de: Selton Mello, Camila Pitanga, Rodrigo Santoro, Paulo Goulart, Bemvindo Sequeira, Marcos Cesana e Sérgio Moreno
Direção e Roteiro: Luiz Bolognesi
Duração: 75 minutos


Nota: 3 (bom)

A animação “Uma História de Amor e Fúria” mostra que aos poucos o cinema nacional está se consolidando e tentando se diversificar ao mudar de comédias e filmes feitos com influência da televisão. O roteirista Luiz Bolognesi (Bicho de Sete Cabeças e Chega de Saudade) estreia como diretor com uma história que passa por 4 momentos da história do Brasil.



Selton Mello (O Cheiro do Ralo, A Mulher Invisível) e Camila Pitanga dublam os personagens principais: um casal apaixonado que se encontra em 4 épocas distintas onde estão no meio de um conflito. Então começamos em 1566 quando eles são índios tupinambás que são exterminados pelos portugueses, passando pelo Maranhão 200 anos depois na Balaiada no conflito contra o futuro Duque de Caxias, chegando a 1968 e 1980 durante a ditadura militar, terminando no futuro em 2096 num Rio de Janeiro onde a guerra é por água potável.

A trama é interessante ao mostrar um pouco da história do país sem ser uma coisa chata e didática como se fosse uma aula de colégio ao mostrar os personagens através do tempo com muita ação e fluidez.
Mas falta um pouco mais de aprofundamento na narrativa e nos personagens. Fica muito um clima de ação e reação ao mostrar a briga dos mais fracos contra os opressores. O filme soa um pouco pretensioso ao tentar mostrar a história do país daqueles que não ganharam estatua (isso é dito pelo narrador), mas fica apenas na superficialidade apesar das boas intenções em seus 75 minutos de duração.

Talvez se a trama tentasse se concentrar mais em apenas um determinado período, o mais indicado seria o futuro, deixando a parte da história mais conhecida de lado.

Na parte técnica o grande destaque é a parte sonora e isso é muito importante numa animação. Os efeitos sonoros são bem legais, apesar de alguns pequenos deslizes. A animação também é boa e oscila um pouco entre os períodos históricos já que equipes técnicas diferentes ficaram responsáveis por cada parte. O resultado é positivo.
Já na parte da dublagem a coisa fica um pouco a desejar. Tanto Selton Mello quanto Camila Pitanga entregam vozes apenas medianas e não conseguem dar muito uma identidade vocal a seus personagens, mas Pitanga se sai um pouco melhor. Quem se destaca é Rodrigo Santoro que realiza um ótimo trabalho.

Mesmo com alguns problemas, a animação merece destaques e elogios pelo caminho que o cinema brasileiro está percorrendo. O filme é bem intencionado e apesar de achar que ele é mais de parece a mensagem é positiva apesar de ser um pouco ingênua.
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