propaganda

sábado, 11 de maio de 2013

Terapia de Risco


Título Original: Side Effects (EUA, 2013)
Com: Rooney Mara, Channing Tatum, Jude Law, Catherine Zeta-Jones, Mamie Gummer, Vinessa Shaw, David Costabile, Greg Paul e Laila Robins
Direção: Steven Soderbergh
Roteiro: Scott Z. Burns
Duração: 106 minutos

Nota: 3 (bom)

Quais são os limites do tratamento de problemas mentais como a depressão com o uso de drogas? Afinal de contas elas causam vários efeitos colaterais na mente e no comportamento das pessoas. Em “Terapia de Risco” o diretor explora um pouco essa questão.


Iremos conhecer Emily (Rooney Mara de “Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres”), uma mulher que tenta seguir sua vida após a prisão do marido Martin (Channing Tatum de “Anjos da Lei”). Quando ele sai da prisão a coisa piora e ela entra em depressão e tenta se matar. Então ela começa a se tratar com o Dr. Jonathan Banks (Jude Law de “Contágio”) que passa alguns remédios.

A coisa complica quando ela acaba cometendo um crime teoricamente sem consciência graças ao efeito colateral do remédio que ela estava tomando que estaria causando sonambulismo. Então de quem é a culpa: dela, do médico ou do remédio?

Até esse ponto o filme funciona muito bem ao começar uma discussão bem interessante sobre o tema. Tudo é muito bem construído com ótimas atuações do elenco e uma trama bem desenvolvida que tenta mostrar como isso funciona. 

O problema é que depois desse ponto a história caminha para um outro lado que mistura thriller e investigação, que também é bom, mas não tão interessante quando ele parecia ser até então. Falar mais do que isso pode estragar as “surpresas” do desenrolar da história.

Confesso que estava bem empolgado até o ponto citado, mas depois o filme acaba caindo no lugar comum. Algo parecido com o que eu reclamei do filme anterior de Soderbergh: “Contágio”. Ele apresenta uma trama interessante, mas depois não consegue sair do “básico”.
Terapia de Risco” é um bom filme, mas ele levanta questões bem interessantes e polêmicas sobre o tratamento psiquiátrico e o uso de medicamentos, mas depois deixa isso de lado em busca de tentar ser apenas um thriller comum. É uma pena, poderia ter sido bem mais interessante.
Postar um comentário