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quarta-feira, 10 de julho de 2013

Guerra Mundial Z

Título Original: World War Z (EUA , 2013)
Com: Brad Pitt, Mireille Enos, Daniella Kertesz, James Badge Dale, Fana Mokoena, Ludi Boeken, Elyes Gabel, Pierfrancesco Favino e Peter Capaldi
Direção:  Marc Forster
Roteiro: Matthew Michael Carnahan, Drew Goddard, Damon Lindelof e J. Michael Straczynski baseado no livro de Max Brooks
Duração: 116 minutos

Nota: 4 (ótimo)

Confesso que não fiquei muito empolgado com o trailer de “Guerra Mundial Z”, então acabei me surpreendendo com o resultado final. A história é uma mistura de “filme de zumbi” com “filme de epidemia” (Contágio). 


Brad Pitt é o protagonista, também produziu e enfrentou vários problemas na produção que resultaram em brigas entre Pitt e o diretor Marc Forster (007  -Quantum of Solace), atrasos, roteiro reescrito e refilmagens. O orçamento foi bem alto, passou dos 200 milhões de dólares, podendo ser considerado o “filme de zumbi” mais caro já feito até hoje. Mas apesar de tudo no final das contas o resultado foi positivo e ele está indo bem nas bilheterias a ponto de já garantir uma futura continuação.

Na história Pitt vive Gerry Lane, um ex-oficial da ONU que agora se dedica apenas a família. Com o “surto” de zumbis ele é convocado para comandar uma investigação pelo mundo para tentar achar explicações sobre a epidemia. Em troca sua família ficará segura num navio do exercito.
As cenas de caos nas cidades sofrendo o ataque dos zumbis são muito bem realizadas com ótimo uso de efeitos visuais e garantem muita diversão ao misturar um clima de aventura com um pouco de terror e suspense. O tom acabou ficando mais leve para garantir uma censura mais baixa e com isso levar um maior público. Mesmo sem muito sangue e violência o negócio funciona. 

Não vi necessidade para uma conversão para 3D e assisti a versão em 2D que funciona muito bem. Isso também gerou problemas na produção, pois o diretor de fotografia original deixou a função antes do final por não concordar com a conversão.

Outro ponto que merce destaque são os zumbis que são um pouco diferentes dos outros filmes. Dessa vez eles não se locomovem lentamente, eles se movem loucamente.
Agora que estamos acostumados com o lado dramático de uma invasão zumbi da HQ e seriado “Walking Dead” nem da para exigir muito do filme com apenas 2 horas. Ainda assim logo no início temos uma pequena apresentação da família Lane que é suficiente. E a decisão de deixar a família em segundo plano apenas como motivação para o personagem de Pitt funciona ao focar em apenas uma pessoa e não num grupo, como é comum em filmes do gênero.

Gostei também do final que fecha bem a história com um clima meio esperançoso mas sem ser muito irreal dentro do contexto do filme. Mas é claro que também deixa um pouco em aberto para a já confirmada continuação. O filme garante muita diversão e bons sustos com qualidade que um bom blockbuster necessita.
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