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terça-feira, 2 de julho de 2013

Universidade Monstros

Título Original: Monsters University (EUA , 2013)
Com as vozes: Billy Crystal, John Goodman, Steve Buscemi, Helen Mirren, Peter Sohn, Joel Murray, Sean Hayes, Dave Foley, Charlie Day, Alfred Molina, Nathan Fillion, Aubrey Plaza e Bobby Moynihan
Direção:  Dan Scanlon
Roteiro: Robert L. Baird, Daniel Gerson e Dan Scanlon
Duração: 110 minutos

Nota: 5 (excelente)

A Pixar segue o caminho de qualidade acertando mais uma vez em sua nova animação “Universidade Monstros”. Ela tem seguido por 2 caminhos: novas história e continuações. E até mesmo seguindo pelo caminho mais fácil das sequências ela tem acertado. Aqui temos a continuação da franquia “Monstros S.A.” de 2001. Seguir com a história seria o mais óbvio, mas eles resolveram fazer um prelúdio (que também tem sido muito utilizado em Hollywood).


Em “Monstros S.A.” conhecemos a dupla Mike Wazowski (Billy Crystal) e Sulley (John Goodman) que é campeã em sustos da companhia de energia. Mas como eles se conheceram e se tornaram grandes amigos? É justamente esse ponto que “Universidade Monstros” explora.

O jovem Mike não parece ter talento nato para assustar, mas ele é bastante esforçado e estudioso. Então ele entra para a Universidade Monstos com o objetivo de se tornar um grande assustado. Lá ele irá conhecer Jimmy Sullivan (que depois fica conhecido como Sulley), um jovem cujo pai é um grande assustador e que tem o talento para assustar, mas não quer muito saber de estudar. Os 2 inicialmente se viram grandes rivais, mas acabam tendo que se reunir por necessidades e objetivos em comum.
Contando assim a história ela parece ser bastante óbvia em como ela irá se desenvolver, afinal de contas nós sabemos que no final das contas eles viram grandes amigos e trabalham na fábrica já que assistimos “Monstros S.A.”. Mas mesmo assim o filme surpreende nos rumos que a trama caminha.

Como estamos na faculdade o filme usa muito bem vários clichês de tramas jovens e universitárias, mas equilibra muito bem o tom da história para que seja interessante para todas as idades. E a Pixar é especialista nisso sem precisar usando referências pop para entreter os adultos. As principais referências acabam sendo ao próprio universo da franquia criado no filme anterior.

O filme cumpre sua obrigação inicial que é divertir, mas sem deixar de lado questões morais e sociais ao explorar temas interessantes como trabalho em equipe, bullying e outras questões sem soar como lição de moral. 

O principal mesmo é a construção da amizade entre Mike e Sulley. Agora é possível assistir “Monstros S.A.” com outros olhos onde tudo faz ainda mais sentido. Ao assistir pela 1ª vez a gente não pensa muito nesse lado de como eles se conheceram, mas agora a Pixar deixa bem claro como isso aconteceu e de como isso é bastante relevante e interessante para a franquia. E não algo feito apenas para se aproveitar do universo para ganhar dinheiro. Claro que esse é um dos objetivos, mas a qualidade que é o mais importante está lá mais uma vez.
O trabalho do elenco de vozes do original em inglês é muito bom. Billy Crystal e John Goodman como a dupla de protagonistas está sensacional. E o restante dos coadjuvantes também é muito bom com nomes como Steve Buscemi e Helen Mirren.

A parte técnica também merece elogios, outra parte das animações da Pixar que sempre se destaca. Mas o 3D não é essencial, apesar de tornar a experiência visual mais detalhada, mas não obrigatória.

A Pixar segue no caminho certo e acertando mais uma vez. Espero que eles consigam sempe manter essa qualidade e sempre entreguem animações de qualidade, sejam elas histórias inéditas ou continuação de alguma franquia. E se duvidar “Universidade Monstros” é até melhor que o anterior com um ponto a favor: ser excelente mesmo sem um personagem “fofinho” que era a pequena Boo.

Observação: Infelizmente mais uma vez houve uma escassez de sessões legendas do filme no Brasil. Aqui em Brasília só tinha 1 sessão que só ficou em cartaz 1 semana. Uma pena que a distribuidora aqui no país insista em não dar opção de cópias dubladas e legendadas assumindo que animações são na maioria para o público infantil e por isso deve ser dublado.
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