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sábado, 28 de setembro de 2013

Mato sem cachorro

Título Original: Mato Sem Cachorro (Brasil, 2013)
Com: Bruno Gagliasso, Leandra Leal, Danilo Gentili, Letícia Isnard, Enrique Díaz, Felipe Rocha e Gabriela Duarte
Diretor: Pedro Amorim
Roteiro: André Pereira com história de André Pereira e Vitor Leite
Duração: 101 minutos


Nota: 3 (bom)

Comédias românticas costumam sempre seguir uma fórmula básica e “Mato sem cachorro” faz questão de segui-la. A diferença dessa produção nacional está nas ótimas piadas e um elenco carismático cheio de participações especiais e muitas referências pop. Pedro Amorim estreia na direção do seu primeiro longa metragem seguindo o mesmo caminho dos seus irmão Vicente (Um Homem Bom) e João G.

Na trama temos Deco (Bruno Gagliasso), um cara acomodado que passa a maior parte do tempo em casa editando videos musicais no computador. Ele conhece Zoé (Leandra Leal), que trabalha como produtora numa rádio, após quase atropelar um cachorro. E o animal acaba unindo os 2. Tempos depois eles se separam e Deco se junta ao seu primo Leléo (Danilo Gentili) para raptar o cachorro para tentar chamar atenção da ex-namorada que agora está em outro relacionamento.

Como falei no início, o filme segue a fórmula básica do gênero. Mocinho conhece mocinha, se apaixonam, um conflito os separa e durante o desenvolver da história o conflito se resolve e eles ficam juntos felizes para sempre. Mas quando o negócio é bem construído e os clichês são bem utilizados o resultado pode ser bom e divertido.

O roteiro tem problemas e algumas vezes soa meio “capenga”, como se algo estivesse faltando ou se o desenrolar da história não soasse natural. Mas tudo acaba sendo compensando com o elenco que está muito bem. A química deles é muito boa com bastante carisma, principalmente entre Bruno e Leandra. Gentili até surpreende sendo mais interessante como ator de comédia. Mas o grande destaque é Gabriela Duarte, num personagem sensacional e que infelizmente aparece pouco na tela. Para completar as participações especiais são fantásticas e nem vale a pena serem citadas para não estragar as piadas.

Mas o grande forte mesmo são as piadas, principalmente as que tem referência pop. Algumas das tiradas são sensacionais. E assim como as participações especiais melhor não citar nada para estragar.

Outro destaque fica por conta da trilha sonora que mistura bem clássicos da música brega popular brasileira com rock, principalmente internacional. Ainda assim a trilha só comete um pequeno deslize ao optar por repetir uma determinada música na trilha ao invés de usar o som da apresentação da banda (quem assistir o filme vai entender o que eu estou falando).

Um outro elogio que infelizmente eu sempre tenho que fazer quando se trata de uma produção nacional é o fato do filme conseguir fugir do padrão televisivo, principalmente o da rede Globo. Ainda mais se tratando de humor. É legal que os personagens abusam dos palavrões.

O resultado é um filme bem divertido que irá satisfazer principalmente os fãs de comédias românticas, mas que felizmente consegue soar interessante apesar dos clichês sem soar meloso demais e supera os problemas de roteiro com ótimas piadas e referências, além do elenco e participações.
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